Pra vocĂȘ, Milena, Tia Milena, Tchamilena, POTY, BADMI, Pomponzinho, Trenzim e tantas outras versĂ”es suas que fizeram historia. VocĂȘ transformou dor em coragem. Mesmo ferida, mesmo atacada, escolheu nĂŁo se calar diante de pautas que atravessam sua existĂȘncia todos os dias. E isso exige uma força que muita gente nunca vai entender. Ser uma mulher preta e ainda precisar explicar a prĂłpria dor ao mundo Ă© cansativo, cruel e injusto. Mas sua voz tem peso, tem verdade e tem potĂȘncia. Cada vez que vocĂȘ se posiciona, vocĂȘ acolhe outras mulheres que tambĂ©m foram silenciadas, machucadas e diminuĂdas. Que vocĂȘ nunca esqueça: sua coragem incomoda porque sua verdade Ă© impossĂvel de apagar. E mesmo quando tentam te reduzir ao estereĂłtipo de âbiscoiteiraâ, da escorada ou da âinsuportĂĄvelâ, vocĂȘ continua firme, porque sabe que o silĂȘncio nunca protegeu mulheres como vocĂȘ. Sua existĂȘncia jĂĄ Ă© resistĂȘncia, mas sua voz Ă© libertação. Tem cicatriz aĂ que ninguĂ©m vĂȘ. Tem noites de cansaço, de revolta e de solidĂŁo que ficaram escondidas atrĂĄs da sua força. Ainda assim, vocĂȘ escolheu continuar sendo abrigo para si mesma e para tantas outras pessoas que encontram no seu posicionamento a coragem que faltava nelas. VocĂȘ nĂŁo estĂĄ errada por sentir, por reagir ou por nĂŁo aceitar violĂȘncia disfarçada de opiniĂŁo. O mundo acostumou a exigir que mulheres pretas suportem tudo caladas, mas vocĂȘ decidiu romper isso. E existe muita dignidade em quem se levanta mesmo depois de ser ferida. Que nunca consigam apagar a luz de uma mulher que aprendeu a transformar dor em consciĂȘncia, acolhimento e luta. Por, Emanuella da Cruz #Coragem #MulheresPretas #ResistĂȘncia