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Karina Michelin

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Karina Michelin

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Karina Michelin wrote that a CNN report released on Tuesday, October 6, pointed out that a faction of the Supreme Court (STF) was seeking dialogue with bolsonarism after the election, in light of the new composition of the Senate and the possibility of impeachment of ministers. According to the investigation by Jussara Soares and Caio Junqueira, cited by Michelin, Flávio Bolsonaro’s circle reportedly identified signs of a possible negotiation to spare ministers of the Court in exchange for the review of Jair Bolsonaro's imprisonment and the acceptance of amnesty for those convicted for January 8. Michelin stated that the PL party rejected the proposal and, according to CNN, did not intend to negotiate the permanence of Alexandre de Moraes in the STF. The party was reportedly working to promote his impeachment in 2027. In the PL's calculations, there would be 49 favorable votes for his removal in the new Senate, five less than the 54 considered necessary. Flávio Dino was also on the party's radar, depending on his actions. Michelin added that, according to Caio Junqueira, Michel Temer's support for Flávio Bolsonaro was interpreted as one of the first gestures to establish bridges. Temer appointed Moraes to the STF in 2017 and, according to the report she cited, would be a political link between the minister and the Bolsonaro family. The author noted that the impeachment of STF ministers has become an explicit electoral agenda for Flávio Bolsonaro and that the right also concentrated efforts on the election of senators, who are responsible for processing and judging Supreme Court ministers for crimes of responsibility. Michelin argued that any attempt at an agreement would have to take into account that millions of Brazilians voted to change the balance of power in the Senate. She advocated for Brasília to respect the electoral results, reestablish limits between the branches of government, and seek to pacify the country. #Brasil #Política #STF (translated)

Karina Michelin wrote that Garotinho (Republicans) had given up on the appeal to the TSE and that Douglas Ruas (PL) should be declared governor-elect of Rio de Janeiro still in the first round. She classified the case as yet another defeat for lulopetism and stated that Eduardo Paes had been defeated by the right, despite, according to her, offering weight-loss medications to the people of Rio. #RioDeJaneiro #Eleições2023 #PolíticaBrasileira (translated)

Karina Michelin wrote that the 2026 elections provoked a significant change in the Senate, whose new composition would take office in February 2027. Of the 54 seats up for election, 40 would be occupied by new senators. According to her, the PL elected 19 names and would have 28 of the 81 seats, the largest party caucus at the beginning of a legislature since the 1988 Constitution. Michelin stated that the new Senate would have 49 right-wing lawmakers, 16 center, and 16 left, while the absolute majority required 41 votes. She also cited a survey from Folha indicating that at least 49 senators had already expressed support for the impeachment of Supreme Court ministers — five fewer than the 54 votes needed for a conviction. The author noted that these numbers did not signify automatic removal and said that the presidency of the Senate would be decisive. Under Davi Alcolumbre, dozens of requests against Supreme ministers had not advanced, she wrote. She recalled that Alcolumbre stated in September that there were 109 requests involving members of the Court. Michelin highlighted Rogério Marinho as one of the candidates to preside over the House and stated that he had presented a proposal to establish a deadline for analyzing impeachment requests. She also wrote that some of the elected senators campaigned advocating limits on the actions of the Supreme and the accountability of ministers for any abuse of power. According to the author, the 49 votes from the same ideological camp could allow the approval of matters by absolute majority and, if there was unity, reach the three-fifths needed to approve PECs in the Senate. She assessed that the electoral result had changed the correlation of forces in the House and could lead to discussions on issues that had remained paralyzed. #Eleições2026 #Senado #PolíticaBrasil (translated)

Karina Michelin wrote that Luiz Inácio Lula da Silva had amassed and thrown the Brazilian flag in front of journalists and photographers after voting on Sunday, October 4, in São Bernardo do Campo. According to her, the scene was broadcast live and began to circulate on social media. Michelin stated that after voting, Lula spoke to the press about democracy, popular sovereignty, and respect for the election results, and said that Brazilians would have to choose between strengthening the democratic regime and barbarism. She also reported that, according to backstage information, members of his campaign were alarmed by the video’s repercussions. A team member reportedly assessed that the gesture could cost votes. #Lula #Eleições2023 #Democracia (translated)

Há algo profundamente repugnante na transformação da fé de milhões de brasileiros em arma eleitoral. E foi exatamente a esse ponto que chegou a campanha infame de Lula na reta final: Nossa Senhora Aparecida foi arrastada para o centro da disputa, enquanto Lula passou a explorar uma falsa narrativa envolvendo Flávio Bolsonaro e a alimentar um confronto entre católicos e evangélicos. Uma mentira já desmentida virou combustível de uma campanha ignóbil. Flávio Bolsonaro não apresentou projeto para retirar de Nossa Senhora Aparecida o título de Padroeira do Brasil. A proposta era de Victorio Galli, de 2007, e foi arquivada em 2008. Mendonça, no TSE, classificou como “notoriamente inverídica” a afirmação de que Flávio ou sua família pretendam retirar o título da santa. Mais sórdido: enquanto Lula explora essa falsa narrativa, desapareceu do portal de seu governo o registro oficial da consagração do Brasil à Padroeira realizada por Jair Bolsonaro. Mesmo assim, Lula continuou. Quando Adriana Araújo, da Record News, o interrompeu ao vivo - “Mas foi uma fake news, né, presidente?”- Lula respondeu: “Eu não sei se foi fake news”. E justificou: “O dado concreto é que isso está na rede social muito forte”. Desde quando uma mentira repetida nas redes deixa de ser mentira? Agora veio Belém: Lula ergueu uma imagem religiosa no palanque e declarou que ninguém iria “avacalhar” Nossa Senhora Aparecida enquanto fosse presidente. Segundo a CNN, numa roda de petistas durante um jantar de apoio a Lula, a frase “Tanto esforço para recuperar esta eleição e quem vai fazer esse milagre é a santa” provocou risadas. É difícil imaginar cinismo maior do que transformar uma mentira em estratégia e a santa em “milagre” eleitoral. Nossa Senhora Aparecida não é instrumento de campanha; evangélicos não são inimigos a serem contrapostos aos católicos. Usar uma falsidade já desmentida para incendiar uma divisão religiosa e explorar a fé como instrumento eleitoral ultrapassa a baixaria política. Lula está reduzindo a fé a um cálculo de urna - e esse show de horrores merece repúdio. Maria passa à frente, pisa na cabeça da serpente… #Fé #Política #FakeNews

“SE ME DEU WHISKY, JÁ BEBI.” Lula resolveu assim a história do presente atribuído a Daniel Vorcaro. Dias atrás, o Planalto dizia que o presidente não havia recebido whisky algum. Agora Lula diz que, se recebeu, já bebeu. O whisky ele não sabe se recebeu, mas as mensagens atribuídas ao então advogado de Vorcaro dizem que Lula “agradeceu mais uma vez” pela bebida e ainda mandou um abraço ao banqueiro. #Lula #whisky #Política

A uma semana da eleição, Lula levou para uma entrevista nacional neste domingo, 27 de setembro, uma informação falsa envolvendo Flávio Bolsonaro e Nossa Senhora Aparecida e, mesmo alertado ao vivo de que se tratava de fake news, justificou a narrativa: “Eu não sei se foi fake news. O dado concreto é que isso está na rede social muito forte.” A história que circula nas redes associa Flávio Bolsonaro a uma tentativa de retirar de Nossa Senhora Aparecida o título de Padroeira do Brasil. O projeto usado para construir essa narrativa, o PL 2.623/2007, foi apresentado pelo então deputado federal Victório Galli e arquivado em 2008. Flávio não era deputado federal nem apresentou a proposta. A GloboNews, depois de fazer a associação falaciosa, corrigiu a informação e pediu desculpas pelo erro. No TSE, André Mendonça classificou como “notoriamente inverídica” a afirmação de que Flávio ou sua família tenham proposto, apoiado ou pretendam retirar o título da santa e determinou a remoção de publicações. Neste domingo, porém, Flávio Dino derrubou a decisão de Mendonça e mandou restabelecer os conteúdos falsos, sob o argumento de que o post de Antonio Tabet não citava nominalmente Flávio e não havia ilicitude evidente. Lula e seus colaboracionistas, que há anos acusam as redes sociais de disseminarem mentiras e defendem sua regulamentação, agora transformam a própria circulação de uma informação falsa nas redes em argumento para sustentá-la: se “está na rede social muito forte”, virou “dado concreto”. Na mesma entrevista, Lula disse ter a “leve impressão” de que vencerá a eleição no primeiro turno. A reta final da campanha começa, assim, com uma falsidade desmentida, judicializada, devolvida às redes por Dino e repetida pelo presidente em rede nacional. Esse é Lula da Silva desmentido diante das câmeras, mas disposto a repetir a falsidade quando ela lhe serve politicamente. Para ele, a mentira dos outros deve ser regulada; a que favorece sua narrativa vira “dado concreto”. Lula só engana quem ainda aceita ser enganado. #Fakenews #Eleições2023 #Lula

Em seu Instagram, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, voltou a publicar na noite desta sexta-feira, 25 de setembro, o vídeo que transforma a captura de Nicolás Maduro numa advertência política. A montagem começa com Maduro desafiando Washington: “Venham me buscar”. Imediatamente depois, mostra a resposta americana; a operação em Caracas que terminou com Maduro e Cilia Flores capturados. Marco Rubio aparece recordando que Maduro “teve sua chance até que não teve mais” e apresenta a conclusão que Washington quer deixar registrada: Trump não é um presidente que apenas fala, escreve cartas e concede coletivas. Quando diz que está falando sério, afirma Rubio, está falando sério. E então vem o recado, que é impossível de ser ignorado: “Não brinquem com isso.” A América Latina atravessa uma nova disputa de poder com Washington, e o Brasil está em plena reta final da eleição presidencial. Lula acaba de elevar o confronto retórico com os Estados Unidos, falando na ONU em interferência externa e declarando que o Brasil “não cabe no quintal de ninguém”. Sua campanha também passou a acusar Trump de tentar “colonizar” o Brasil e interferir na eleição. É neste ambiente de confronto retórico que Trump decide jogar o destino de Maduro na cara de todos. Trump não pronuncia o nome de Lula e o vídeo não contém ameaça direta ao Brasil. Mas ignorar a linguagem política dessa publicação seria ignorar justamente aquilo que a torna relevante. Maduro aparece dizendo aos americanos: “Venham me buscar”. Trump, agora, volta a mostrar ao continente o que aconteceu quando eles foram. O vídeo não cita Lula. Mas o aviso é sério demais para ser ignorado em Brasília. #Trump #Maduro #AméricaLatina

Ministro Jorge Messias, concordo com uma parte essencial do que o senhor escreveu: o Sistema de Justiça não pode ser transformado em extensão da disputa política. Mas essa regra começou a valer hoje? Foi sob sua chefia que a AGU estruturou a PNDD, capaz de acionar judicialmente e notificar extrajudicialmente plataformas por conteúdos considerados “desinformação”. Foi o senhor quem assinou a entrada da AGU no CIEDDE, estrutura que integrou TSE, AGU, PF e plataformas, ocasião em que Alexandre de Moraes chegou a chamar a AGU de “braço jurídico” para o cumprimento das determinações do Tribunal. E a PNDD acumulou mais de uma centena de atuações extrajudiciais aceitas entre 2023 e 2025. Houve inclusive controvérsia recente envolvendo notificações sobre publicações críticas a um projeto de lei em discussão no Congresso. Portanto, a pergunta não é se Flávio Bolsonaro deve ou não recorrer à Justiça; qualquer abuso concreto pode e deve ser discutido nos autos. A pergunta é outra: onde estava essa defesa enfática da prudência judicial e da liberdade de expressão enquanto o aparato institucional comandado pelo senhor atuava sobre o discurso nas redes contra aqueles considerados bolsonaristas? Liberdade de expressão não pode depender do espectro político de quem fala, e prudência judicial também não. Se transformar tribunais em extensão da disputa política é errado agora, já era errado antes, quando vocês próprios ajudaram a criar mecanismos para intervir no debate público. Esse é o problema de institucionalizar métodos liberticidas e censórios; cedo ou tarde, a mesma lógica pode se voltar contra quem a criou. Quando uma mentira é disseminada como verdade e atinge direitos, é absolutamente legítimo recorrer à Constituição e ao Judiciário. O que não pode existir é uma régua para os adversários e outra para os aliados. #LiberdadeDeExpressão #Justiça #Política

📌Na tribuna da ONU, Benjamin Netanyahu ergueu um terminal Starlink e disse que o aparelho permitiria aos iranianos contornar as restrições de acesso à internet e “exercer a liberdade de expressão”. Netanyahu afirmou que deixaria o equipamento para a delegação iraniana e disse que seus integrantes poderiam usá-lo caso “inevitavelmente desertassem”. Depois do discurso, o embaixador de Israel na ONU, Danny Danon, levou o mesmo Starlink até um representante do Irã e disse: “Rezamos por uma mudança de regime lá. Esse dia chegará.” #ONU #LiberdadeDeExpressão #Irã

A CPI do Banco Master está presa num labirinto institucional. O requerimento apresentado pelo senador Alessandro Vieira em 9 de março foi protocolado com 35 assinaturas e depois chegou a 41 - acima das 27 exigidas pela Constituição. Passaram-se quase seis meses sem que o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, desse andamento ao pedido. Nesta terça-feira, 22 de setembro, surgiu outro obstáculo. Cristiano Zanin negou a liminar que buscava obrigar o Senado a instalar a comissão, fundamentando que ainda não estaria comprovada, de forma “pré-constituída e inequívoca”, a omissão de Alcolumbre. Segundo Zanin, é preciso esclarecer como foram tratados outros requerimentos sobre o Banco Master e se existe sobreposição entre eles. O artigo 58 da Constituição estabelece três requisitos para a criação de uma CPI: apoio de um terço dos senadores, fato determinado e prazo certo. E a própria jurisprudência do STF afirma que, cumpridas essas condições, a criação da comissão constitui direito da minoria parlamentar e não depende da conveniência política da maioria ou da Presidência da Casa. Em 2021, o próprio Supremo confirmou uma liminar obrigando o Senado a instalar a CPI da Pandemia. Na ocasião, a Corte afirmou expressamente que, preenchidos os requisitos constitucionais, não cabe omissão nem análise de conveniência política pela Presidência do Senado. E no caso Master não existe apenas esse requerimento. Outro pedido relacionado ao escândalo chegou a reunir 53 assinaturas e também foi levado ao Supremo diante da falta de andamento no Senado. O quadro objetivo pintado por Zanin é constrangedor; pedidos com assinaturas de sobra permanecem meses sem avançar e, quando parlamentares recorrem ao STF, ouvem que ainda faltam elementos para comprovar a omissão. Sejamos claros: no caso Master, não faltam assinaturas, fatos ou gravidade; falta a CPI sair do papel. Alcolumbre não instala, Zanin não determina a instalação e o resultado é uma investigação travada, apesar do respaldo constitucional. Num escândalo desse tamanho, impedir que a luz entre já se tornou parte do próprio escândalo - e só aprofunda a desconfiança sobre esta Corte. #CPI #Senado #Justiça

Lula foi à ONU denunciar interferência estrangeira e levou a própria eleição brasileira para o maior palco internacional do planeta. A apenas 12 dias das urnas, falou em “democracia e negacionismo”, soberania e ameaças externas. Minutos depois, Donald Trump ocupou a mesma tribuna defendendo praticamente o oposto: soberania nacional, poder americano e enfrentamento direto aos cartéis. Horas depois, 14 países latino-americanos e caribenhos se juntaram aos Estados Unidos numa articulação regional que inclui PCC e Comando Vermelho entre as organizações consideradas ameaças narcoterroristas. Em 2022, o TSE proibiu a campanha de Jair Bolsonaro de utilizar imagens oficiais de seu pronunciamento na ONU, sob o argumento de preservar a igualdade entre candidatos. Quatro anos depois, Lula não apenas foi à ONU como presidente; falou explicitamente da eleição que ele próprio disputa. Pergunta retórica: a régua de 2022 continuará valendo em 2026? E, diante de todas essas contradições, quem afinal é o verdadeiro negacionista? Reprodução: @auriverdebrasil #ONU #Democracia #Eleições2026

Uma decisão inédita assinada por 14 países latino-americanos e caribenhos ao lado dos Estados Unidos eleva o cerco internacional ao PCC e ao Comando Vermelho - e abre uma nova frente de pressão sobre o governo Lula. Argentina, Bolívia, Chile, Colômbia, Costa Rica, República Dominicana, Equador, El Salvador, Guiana, Honduras, Panamá, Paraguai, Peru e Trinidad e Tobago aderiram, nesta terça-feira, 22 de setembro, à declaração do Escudo das Américas que inclui as duas maiores facções brasileiras entre 24 organizações classificadas como “narcoterroristas”. O documento prevê congelamento de ativos, restrições de vistos e imigração, responsabilização de quem fornecer apoio material ou logístico, compartilhamento de inteligência e outras medidas, respeitando a legislação interna de cada país. Os signatários pretendem levar o tema à Organização dos Estados Americanos e solicitar uma reunião de consulta no âmbito do TIAR - Tratado Interamericano de Assistência Recíproca - para discutir uma resolução que facilite ações coletivas contra essas organizações. Apenas quatro dias antes, em 18 de setembro, Lula rejeitou a classificação defendida por Trump. “Eu não aceito a ideia de que as facções bandidas são terroristas”, disse Lula ao comentar PCC e Comando Vermelho. Na ONU, nesta terça-feira, Lula voltou a defender a soberania brasileira e rejeitou intervenções externas no combate ao crime organizado. Horas depois, Trump reuniu seus aliados e a declaração foi divulgada. O que até então podia ser apresentado pelo governo brasileiro como uma posição unilateral de Washington ganhou dimensão regional: 14 países se associaram aos EUA numa estratégia comum contra PCC e CV. Isso não significa que todos tenham automaticamente alterado suas legislações nacionais nem autoriza intervenção militar no Brasil. Mas significa que as duas facções brasileiras passaram ao centro de uma articulação internacional que pretende usar sanções, inteligência, cooperação policial e mecanismos multilaterais. No fim, enquanto 14 países da região se unem aos Estados Unidos para ampliar o cerco internacional às duas maiores facções brasileiras, Lula escolheu manter o Brasil do lado do crime. #PCC #ComandoVermelho #Lula

Alexandre de Moraes acaba de ser sorteado relator de uma ação que pede ao STF justamente a liberação dos registros de entrada de sua própria esposa, Viviane Barci de Moraes, e de Daniel Vorcaro no Senado. Sim: o ministro poderá decidir sobre a divulgação de informações que envolvem diretamente sua mulher e o banqueiro cujo Banco Master manteve contrato milionário com o escritório dela. O pedido é do vereador Guilherme Kilter (Novo), após o Senado negar três solicitações pela Lei de Acesso à Informação. A justificativa seria que os registros seriam “informações de caráter pessoal”. Além de Viviane e Vorcaro, aparecem Lulinha, Careca do INSS, Frei Chico e outros nomes. Como Davi Alcolumbre foi apontado como responsável pela negativa, o processo terminou no Supremo. O contrato entre o Master e o escritório Barci de Moraes previa R$ 131 milhões, em 36 parcelas de R$ 3,6 milhões. Dados da Receita apontaram R$ 80,2 milhões declarados em repasses entre 2024 e 2025. A minuta previa consultoria perante PF, Banco Central, Receita e Cade. E tem mais. Metadados do documento mostraram alterações feitas por um usuário identificado como “Ministro Alexandre de Moraes”. O escritório confirmou que Moraes teve acesso à minuta antes da assinatura para verificar possíveis impedimentos legais. Agora, o mesmo ministro foi sorteado para analisar a abertura dos registros da própria esposa e de Vorcaro. A distribuição foi por sorteio e Moraes ainda não decidiu nada. É absolutamente constrangedor; a esta altura, o problema já não é Moraes julgar uma ação que envolve a própria esposa, é Moraes continuar julgando qualquer coisa. Sua legitimidade como juiz foi para o ralo diante de tudo o que veio à tona sem o escrutínio institucional que a gravidade dos fatos exigia. Seu próprio Supremo preferiu não enfrentar o problema; e agora seu nome continua no sistema, sorteado para julgar justamente um processo que alcança sua mulher. É o retrato de uma Corte que jogou a própria credibilidade no lixo. #STF #AlexandreDeMoraes #LeiDeAcessoÀInformação

Neste sábado, 19 de setembro, o ministro Floriano de Azevedo Marques, do TSE, concedeu uma liminar que destrói a campanha de Deltan Dallagnol ao Senado pelo Paraná: proibiu atos de campanha, debates, propaganda no rádio e na TV e o uso de recursos públicos até o julgamento. A decisão atendeu a pedido da Coligação Paraná Para Todos, Federação Brasil da Esperança, PT, PV e PCdoB. Onze dias antes, o TRE-PR havia autorizado a candidatura por 4 votos a 3. Na véspera da liminar, a Paraná Pesquisas colocava Deltan numericamente em primeiro, com 31,6%, seguido de Alexandre Curi, com 30,4%; Filipe Barros tinha 26,3% e Gleisi Hoffmann, do PT, 25,9%. Deltan continua candidato e com o nome na urna, mas foi proibido de pedir votos. A defesa invoca o art. 16-A da Lei das Eleições, que assegura atos de campanha ao candidato sub judice. Semanas antes, o próprio Floriano havia restabelecido esses mesmos direitos a Anthony Garotinho, alegando risco de dano irreversível à campanha. A Deltan, porém, o mesmo direito não foi assegurado - um contraste que expõe uma certa seletividade. Floriano é amigo de Alexandre de Moraes há cerca de 40 anos, foi nomeado ministro do TSE por Lula em 2023 e reconduzido em 2025 para mais dois anos, a partir de lista encaminhada pelo STF. Deltan foi um dos principais símbolos da Lava Jato e comandou a força-tarefa de Curitiba - justamente um dos núcleos contra os quais Lula nunca escondeu vingança. Em 2023, ao relembrar o período em que esteve preso, Lula afirmou que pensava em “se vingar dessa gente” e dirigiu ataques explícitos a Sergio Moro. Esse é mais um episódio de uma caça política aos adversários que enfrentaram o PT. Uma decisão monocrática, provocada por forças ligadas ao partido, tira das ruas um candidato numericamente à frente; parte de um ministro nomeado e reconduzido por Lula, historicamente próximo de Moraes; e atinge justamente um dos rostos da Lava Jato. Deltan foi retirado da campanha antes de o plenário do TSE dar a palavra final. O precedente é gravíssimo; uma caça às bruxas está sendo ativada. O PT, com a máquina nas mãos, irá cuspir seus adversários políticos da corrida eleitoral - os fatos os condenam. #Eleições2023 #PolíticaBrasileira #LavaJato

📌Pequim confirmou que Xi Jinping fará uma visita de Estado de 23 a 25 de setembro e se encontrará com Donald Trump em Washington no dia 24. Xi não vai aos Estados Unidos desde novembro de 2023, quando se reuniu com Joe Biden em San Francisco. A Washington, não vai desde 2015; há 11 anos. E o encontro ocorre apenas quatro meses depois de Trump ter sido recebido por Xi em Pequim. Comércio, IA, terras raras e Taiwan estão entre os principais temas na mesa. #China #EUA #Diplomacia

Ministro Gilmar Mendes, é difícil levar a sério uma advertência sua contra a “politização da Justiça Eleitoral” poucos dias depois de o senhor transformar o plenário do STF em palco de acusações explicitamente político-eleitorais contra um colega. Foi o senhor quem chamou André Mendonça de “boneco de campanha” e “pixuleco eleitoral” e vinculou a atuação de um ministro do Supremo à candidatura de Flávio Bolsonaro. Isso aconteceu publicamente e foi registrado pela imprensa. Agora o senhor escreve que quem tenta engajar o Tribunal em “proselitismo partidário” deveria avaliar se reúne condições de permanecer nele. Então aplique primeiro a si próprio o padrão que acaba de estabelecer para os demais. A Resolução 305 do CNJ determina aos magistrados cautela nas redes sociais e veda manifestações que revelem atuação político-partidária, além de restringir opiniões sobre processos pendentes e juízos depreciativos sobre decisões judiciais fora dos espaços próprios. O senhor exige uma Justiça “imparcial e apartidária”, mas há poucos dias introduziu candidato, campanha presidencial e acusações de finalidade eleitoral numa disputa entre integrantes da Suprema Corte. E há outra questão; ministro de Suprema Corte não é comentarista político. A autoridade de um magistrado depende também da percepção pública de independência e imparcialidade. Quanto mais um juiz abandona a contenção institucional para participar pessoalmente das disputas políticas do momento, mais ele próprio contribui para destruir essa percepção. O senhor tem todo o direito de defender juridicamente suas posições. O que não é coerente é denunciar a politização do Judiciário enquanto utiliza o plenário e as redes sociais para fazer exatamente aquilo que afirma combater. Se o senhor realmente considera o “proselitismo partidário” incompatível com a magistratura, comece respondendo a uma pergunta muito simples: o mesmo critério vale para Gilmar Mendes? O senhor poderia responder? #Justiça #STF #Politização

Na fatídica terça-feira, Paulo Gonet aproveitou o plenário do STF para negar qualquer relação de proximidade com Daniel Vorcaro. Disse que o único momento em que esteve próximo do banqueiro ocorreu em abril de 2024, na presença de várias autoridades. Também mencionou uma ligação telefônica intermediada por um advogado, descrita por ele como “breve e banal”. Quatro dias depois, eis que surge uma foto que derruba a narrativa falaciosa de Gonet. Uma fotografia extraída pela Polícia Federal do celular de Vorcaro mostra Gonet sentado à mesma mesa do banqueiro no George Club, em Londres, em 25 de abril de 2024, numa noite de charutos e uísque. A PGR confirmou que a imagem é daquele evento. Nas mensagens extraídas do aparelho, o advogado Ciro Soares aparece fazendo a interlocução entre os dois. Há referências atribuídas a Gonet, convites, uma ligação e até conversas sobre uma nova viagem a Londres. Gonet nega amizade ou relação de proximidade com Vorcaro. E é justamente aqui que outra declaração ganha peso quando juntamos as peças deste quebra-cabeça. Vorcaro afirmou, no início deste mês, ao gabinete de Mendonça, que tinha “muito a relatar”, mas que não queriam ouvi-lo. Ao mesmo tempo, integrantes da PF, comandada por Andrei Rodrigues, e da PGR, chefiada por Gonet, sustentaram que tentativas anteriores de colaboração não apresentavam elementos novos suficientes para justificar um acordo de delação. Quem avaliou que Vorcaro não tinha nada suficientemente novo a contar aparece no material que veio à tona. O “ninguém quer me ouvir” de Daniel Vorcaro acaba de ganhar um contexto impossível de ignorar. #STF #corrupção #justiça

A guerra dentro do STF agora é pelo celular de Daniel Vorcaro. Ministros do Supremo correm para obter a íntegra do aparelho enquanto novas mensagens revelam como o banqueiro conseguiu acesso ao topo do poder em Brasília. Agora, a história ficou ainda mais delicada. Da cadeia, Vorcaro manda um recado: Se seu pai, Henrique Vorcaro, não for colocado em liberdade para tratar problemas de saúde, revelará fatos sobre os poderosos. Segundo a Veja, ele afirma ter fotos, recibos e documentos ainda não revelados envolvendo ministros do STF e integrantes da PGR e da Polícia Federal. Um interlocutor de sua defesa resumiu a situação: “Daniel não tem nada a perder.” Enquanto isso, o banqueiro e seu pai estão presos, seis ministros já receberam ou solicitaram acesso aos dados do aparelho, e novas conexões continuam aparecendo. O celular de Vorcaro deixou de ser apenas uma peça da investigação e se tornou a caixa-preta do poder em Brasília. Reprodução: @auriverdebrasil #STF #corrupção #justiça

Segundo a publicação da VEJA, desta sexta-feira, 18 de setembro, Daniel Vorcaro fez chegar ao STF um recado em tom ameaçador: se seu pai, Henrique Vorcaro, não for colocado em liberdade para tratar graves problemas de saúde, ele revelará fatos sobre “diferentes poderosos”. Vorcaro quer abrir a boca, mas, pelo visto, os ministros do Supremo não deixam. A revista relata que o banqueiro está furioso e convencido de que foi “abandonado para morrer na prisão” por saber segredos demais. Na visão atribuída a ele, haveria comprometimento da PGR, da Polícia Federal e de boa parte do STF - e, por isso, ele já não acreditaria existir um sistema independente capaz de viabilizar sua delação. E o ponto mais grave não está apenas no que Vorcaro ameaça contar, mas no que diz possuir para provar. Segundo um interlocutor de sua defesa, Daniel teria fotografias, recibos de pagamentos e outros documentos capazes de desmentir versões de distanciamento entre ele e figuras do STF, da PGR e da PF - e de confirmar, com detalhes, fatos que já vieram a público. A VEJA resume o estado de espírito do ex-banqueiro em uma frase atribuída ao interlocutor: “Daniel não tem nada a perder”. No centro do ultimato está seu pai, Henrique Vorcaro, preso há mais de 90 dias e sofrendo de diverticulite. Ele pediu nesta quarta-feira ao presidente do STF, Edson Fachin, que destrave seu caso para que André Mendonça analise o pedido de prisão domiciliar humanitária. Há uma data marcada para 30 de setembro. A Polícia Federal também marcou para esse dia o interrogatório de Henrique sobre “A Turma” e “Os Meninos”, grupos investigados por espionagem e intimidação de adversários da família. Portanto, a notícia desta sexta-feira é objetiva e alarmante: Daniel Vorcaro está preso, furioso e mandou um recado direto ao Supremo - quer o pai fora da prisão. E ameaça responder expondo o que sabe, com fotos, recibos e documentos. Agora, mais do que nunca, Daniel Vorcaro precisa ser ouvido e protegido. Caso contrário, poderá se tornar um arquivo morto. #STF #Delação #Justiça