🚨 ADMINISTRAÇÃO JUDICIAL DÁ PARECER FAVORÁVEL AO NOVO DIP E À ESTRUTURA DE VENDA DA SAF DO VASCO O processo de recuperação judicial do Vasco ganhou um capítulo importante nesta sexta-feira (4). Em manifestação apresentada à Justiça, a Administração Judicial, o Watchdog e o Gatekeeper concluíram que existe necessidade concreta de recomposição do caixa da Vasco SAF e consideraram a proposta apresentada pela Almirante como a mais adequada entre as alternativas analisadas para o novo financiamento DIP. O financiamento solicitado pelo Vasco prevê uma linha de crédito de até R$ 150 milhões. O documento, entretanto, ressalta que isso não significa que os R$ 150 milhões devam ser utilizados integralmente de uma só vez. A recomendação é que os desembolsos aconteçam de acordo com a necessidade efetiva de caixa da SAF e permaneçam sujeitos a acompanhamento e fiscalização. O parecer confirma ainda que a situação financeira da Vasco SAF exige atenção. Segundo os auxiliares da Justiça, existe uma restrição de liquidez marcada pela volatilidade das receitas e pela dependência de entradas não recorrentes. O próprio documento lembra que o financiamento anterior, de R$ 40 milhões, havia sido estruturado como uma espécie de empréstimo-ponte emergencial e que, desde aquele momento, já se sabia que seria necessária uma operação de maior porte posteriormente. VENDA DE 90% DA NOVA SAF TAMBÉM AVANÇA Outro ponto importantíssimo da manifestação envolve o processo competitivo para a venda de 90% das ações da Nova Vasco SAF, por meio da chamada UPI Equity. Os auxiliares da Justiça consideraram adequada a estrutura que prevê R$ 500 milhões destinados ao financiamento da atividade futebolística, além da existência de uma fonte própria para o pagamento das obrigações concursais, extraconcursais, tributárias e previdenciárias. O parecer registra ainda que determinadas obrigações financeiras previstas na operação contam com mecanismos de garantia por Conta Vinculada e aval. A Almirante aparece no processo como a proposta inicial de referência — o chamado stalking horse. Isso significa que sua oferta estabelece o piso para o processo competitivo, mas não transforma a venda em uma negociação direta. Outros interessados poderão apresentar propostas superiores durante o procedimento. Inclusive, o documento é bastante claro ao apontar a necessidade de garantir condições reais de concorrência e impedir que a posição da Almirante como financiadora do DIP crie uma vantagem desproporcional na disputa pela SAF. Uma das salvaguardas sugeridas é importante: caso um terceiro vença a disputa pela UPI Equity e a Almirante não exerça seu direito de igualar a proposta, a venda não deveria provocar o vencimento antecipado do novo DIP. Assim, o financiamento continuaria seguindo os mesmos prazos, encargos e condições originalmente previstos, evitando criar uma barreira financeira para um concorrente. #Vasco #Futebol #RecuperaçãoJudicial














