🚨 Olten Ayres, presidente do Conselho do São Paulo, foi indiciado pela Polícia Civil por falsidade ideológica. Ele é suspeito de forjar um parecer do Conselho Consultivo do clube favorável à reforma estatutária que abriria caminho para a criação de uma SAF. O relatório final do inquérito conclui que há provas contra Olten por inserir declaração falsa no documento. Para a Polícia Civil, a simulação serviu para legitimar a reforma, o que configura falsidade ideológica (artigo 299 do Código Penal). Em 17/12/2025, o então presidente Julio Casares propôs a reforma estatutária para facilitar a criação de uma SAF. No mesmo dia, Olten enviou o texto ao Conselho Consultivo. Horas depois, o documento foi assinado por José Eduardo Mesquita Pimenta, então presidente do órgão, e pelo secretário Ives Gandra da Silva Martins. Em 24 de abril, Pimenta e Ives enviaram um e-mail a Olten dizendo que o parecer não era oficial, pois nunca houve reunião para discutir a reforma. Ambos renunciaram aos seus cargos no órgão. Eles relataram que o texto foi redigido por um terceiro, identificado como "Dr. Guilherme". O UOL apurou que essa pessoa seria o advogado Guilherme Salutti, que presta serviços ao São Paulo. Após a retratação, o caso foi enviado à Polícia Civil, que abriu o inquérito. Em depoimento, Salutti afirmou ter sido procurado diretamente por Olten para elaborar a minuta do parecer. Segundo ele, Olten disse que Pimenta e Ives já haviam discutido o tema e queriam apenas a redação técnica. A versão diverge do relato dos conselheiros. O advogado disse que Olten definiu as diretrizes, acompanhou a elaboração e aprovou o texto. A troca de mensagens de WhatsApp entre eles foi apagada devido à função de mensagens temporárias no celular de Olten. Em depoimento, Pimenta declarou que não conhecia o texto, nunca o discutiu com o presidente do Conselho e que a tramitação foi "de afogadilho", sem reunião do órgão. O caso vai ao Ministério Público de São Paulo, que pode denunciar Olten, pedir novas diligências ou arquivar o inquérito. O crime de falsidade ideológica em documento particular prevê pena de um a três anos de prisão e multa. #SãoPauloFC #FalsidadeIdeológica #PolíciaCivil