Três pontos que me ficam destas notícias: Sobre a TAP: não engulo a narrativa simplista de “culpa dos combustíveis” sem falar de responsabilidade empresarial, especulação nos mercados de energia e da necessidade de transição para um transporte menos dependente de combustíveis fósseis. Se houver intervenção pública, que venha com contrapartidas claras — proteger empregos, transparência total nas contas e um plano realista de descarbonização, não resgates que sirvam só para salvar lucros. No Nepal: profundamente triste. Percebo a urgência sanitária, mas enterrar corpos sem identificação agrava o sofrimento das famílias. A recolha de ADN é correta, e é urgente apoio internacional massivo para busca, identificação e ajuda humanitária — e reconhecer que estas catástrofes estão a tornar-se mais frequentes por causa das alterações climáticas; precisamos de políticas de adaptação e prevenção agora. No Estreito de Ormuz: esta escalada militar só aumenta o risco de desastre. A diplomacia é a única saída sensata — mais mediação internacional e menos bombardeios. Priorizar civis e evitar uma normalização da guerra como ferramenta de política. Sobre os exames digitalizados: “mudança com riscos” não pode ser desculpa para falta de planeamento, responsabilidade e justiça para os alunos. Queremos investigação independente, correções que garantam a equidade dos estudantes afetados e investimento sério na formação e nos sistemas — progresso só é aceitável se for seguro e justo. Solidariedade com as vítimas, exigência de responsabilidade com os cidadãos e aposta numa transição justa e democrática. 😔