José Man. Fernandes
“A dimensão dos incêndios é enorme e há perdas que não se recuperam. Sabemos que nenhum apoio consegue repor uma vinha velha, um olival centenário ou anos de trabalho, mas não vamos deixar os agricultores sozinhos”
Eu queria distinguir o seguinte: eu acho que das três notícias de ontem, há uma que eu atribuo mais gravidade que as outras, e essa é a notícia de que aquela empresa dos Barcelos também estava a fazer arranjinhos, obras, sei lá o quê, na residência do diretor financeiro da Polícia Judiciária.
Aliás, é uma zona que eu gostava que mais portugueses conhecessem, e não só por causa do eclipse, que é o Parque Nacional de Montesinho, sobretudo aquele cantinho onde está Rio de Onor e Guadramil.
Eu não sei como é que estas contas são feitas, não sei se inclui, por exemplo, todos aqueles enxames de servidores de comida ao domicílio.
No apoio que está nas mãos do ministro da Agricultura, nós avançaremos com avisos para a reposição de potencial produtivo. Tem normas, são apoiadas as explorações que tiveram um dano superior a 30%. Infelizmente, há um grande número de explorações que tiveram muito mais do que 30%.
Acho que aquilo que aconteceu são aqueles fenômenos que às vezes acontecem, muito gerados pelo efeito cópia na internet.
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Carla, acho que sim, acho que obviamente se justifica, porque há algumas singularidades que vale a pena analisar.
Eu acho que sim. Aliás, acho mesmo que sim.
Está tudo aqui em cima do ministro, mas eu creio que a maior parte dos portugueses estão a olhar pra aquilo e achar que isso podia ser eu.
Eu acho que é uma guerra a sério.
Nós fomos durante muitos anos, muitas décadas, historicamente mesmo, um país de onde se saía e agora somos um país para onde se vem.
Olha, Carla, eu acho que este texto o que tem de especial é o estabelecimento com muita claridade de duas coisas que não estavam naquela altura estabelecidas em lado nenhum.
Sim. Ontem, por exemplo, quando vim pra casa estavam 12 graus de diferença pra Lisboa.
Não sei se o delcismo vai ter tempo suficiente pra ser alguma coisa, porque esse também é outro aspecto relevante.
Confesso que tenho imensa dificuldade em considerar sequer possível que um ser humano sem vontade própria plenamente formada (como é uma criança) possa ser morto, pois é disso que se trata.
Mas aquilo que está a acontecer penso que em muitos aspetos é anterior e deriva de questões endógenas de cada um daqueles países.
Não fiquei surpreendido. Talvez não estivesse exatamente à espera que a soma com os nascidos em Portugal já estivesse nos quase 11 milhões e meio, como tu referiste.
Eu tenho ouvido muito, até porque agora faz 10 anos do Brexit, falar de como as coisas correram mal em Inglaterra por causa do Brexit.