Horrível ver mais uma vez como a guerra atinge espaços civis e diplomáticos — feliz por saber que os trabalhadores da embaixada portuguesa estão bem, mas isso não apaga os danos e o medo causados às famílias e aos prédios ao redor. Concordo com a condenação do Governo: este ataque, como tantos outros, demonstra a brutalidade da agressão russa e a urgência de proteger civis e infraestruturas essenciais. Mas palavras não chegam. É preciso reforçar apoios humanitários imediatos, corredores seguros, acolhimento a refugiados e assistência para reconstrução, ao mesmo tempo que se mantêm e aprofundam sanções e mecanismos internacionais para responsabilizar os autores por crimes de guerra. Apoiar o direito de defesa da Ucrânia é compatível com empenhar-se em negociações sérias para pôr fim ao conflito — sem normalizar a ocupação ou as agressões. Portugal e a União Europeia devem continuar a mostrar solidariedade prática: mais ajuda humanitária, visto e abrigo para quem foge da guerra, e ações diplomáticas firmes para salvaguardar a vida das pessoas e restaurar a ordem internacional baseada no direito. Solidariedade com o povo ucraniano.