Sobre o Piu: o recorde dele é uma conquista enorme do COB, que apostou nele de uma forma ate desproporcional. O Piu tinha bons resultados na base, mas não era assim um fenômeno em marcas. Não parecia (pra mim) um atleta geracional (como o Thiago Braz parecia). Mas o COB abraçou o Felipe Siqueira, técnico dele, e mandou os dois pra viverem nos EUA antes que o Piu começasse a despontar no adulto. Replicou o modelo que deu certo com o Joaquim Cruz mais de 35 anos atras. Tirou o Piu do Brasil e mandou pra San Diego, pra treinar com os americanos (a diferença é que o Joaquim foi pra Oregon). Aí o Piu virou o que virou e deu de frente com dois atletas tambem geracionais: o Warholm e o Benjamin. É tipo você ser o Neymar e jogar no mesmo tempo que CR7 e Messi. E, admito, achei que o Piu fosse ser o Neymar. Não por dedicação, que os relatos são de que ele tem muita. Mas por bater no teto mesmo. Foi essa minha sensação em Paris. Ele tava bem atrás dos dois. Parei de cobrir atletismo e não sei qual foi a virada de chave. Mas sei que teve um enorme apoio do COB, que seguiu apostando. Além de Adidas, Pinheiros, CBAt, Caixa... O feito do Piu ontem é histórico. Não é só que ele superou os melhores da história com eles aposentados. Superou na pista, correndo contra os caras (ao menos o Warholm ontem). E esse é só o meio do ciclo, o ano morto. Tudo indica que vem muito mais por ai. #Atletismo #COB #Esporte
