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#DiversidadeSocial

Sou privilegiado: faço parte da pequena parcela de brasileiros que estudou numa boa escola (a única escola particular de Pomerode). Mas havia algo além, ainda mais raro por aqui: extrema diversidade social*. Na minha sala, estavam filhos de donos dos maiores negócios da cidade, assim como filhos de lavradores e de operadores de máquinas em fábricas. Eu não sabia na época, mas havia muitos bolsistas lá (boa parte deles bancada pela Igreja Luterana da Alemanha - já que minha escola era da Igreja Evangélica de Confissão Luterana do Brasil). Isto me fez crescer tendo amizades num espectro social bem amplo (algo que também era facilitado pela própria distribuição demográfica de Pomerode - casas dos ricos ficavam no mesmo bairro das casass dos mais pobres). E foi isto um dos meus maiores choques quando cheguei em São Paulo para fazer a faculdade, aos 17 anos: a enorme segregação e aversão entre classes sociais (que é a regra em quase todo Brasil). De certa forma, considero que tive uma criação parecia com a que teria na Alemanha - não pela ascendência dos meus colegas, mas pela ausência de barreiras sociais rígidas tipicamente brasileiras. *alguém pode argumentar que não havia diversidade racial na minha sala, e isto é verdade (só dois dos alunos poderiam ser considerados pardos). Mas não era algo artificial, já que havia bem poucos pretos e pardos em Pomerode naqueles tempos (algo que aos poucos está mudando, o que é bom também). #DiversidadeSocial #Educação #SociedadeBrasileira