“O primeiro pilar dessa operação, antes de mais nada, é a dívida da Recuperação Judicial. É uma dívida bilionária, que está em R$ 1,3 bilhão. Mediante negociação ela cai para cerca de R$ 800 milhões. A dívida fiscal são outros R$ 300 milhões, então a gente está falando de quase R$ 1,1 bilhão em dívidas que precisam ser pagas. A operação faz efetivamente o repasse de valores para pagamento dessas dívidas. É o ponto básico. A gente está chamando isso de dívidas concursais, extraconcursais e dívidas de longo prazo, porque elas foram alongadas através da RJ. Depois disso, você tem a dívida de curto prazo, que é o fluxo de caixa. Hoje existe um fluxo de caixa dentro do Vasco desencontrado entre receita e despesa de mais de R$ 300 milhões de prejuízo. Hoje o Vasco gasta cerca de R$ 800 milhões e arrecada cerca de R$ 500 milhões, ou seja, existe um descasamento entre o que arrecadam e o que gastam. O segundo compromisso do investidor é fazer o suporte necessário para que tanto receita quanto despesa se equalizem. "Mas, se eu fizer uma boa gestão, diminuir despesas e aumentar as receitas?". Pelo acordo que foi feito, não posso baixar as despesas. Por exemplo, despesas com o futebol, elas têm que seguir o patamar mínimo do que é gasto hoje. Eu tenho que equalizar as receitas ou fazer o aporte. Ou seja, estou garantindo, pelo menos em cinco anos, que vou equalizar isso. Garantindo mais R$ 1,5 bilhão.” — André Sica, ao ge. #Dívidas #RecuperaçãoJudicial #GestãoFinanceira
