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#MichelleBolsonaro

🚨 DESCOLAR DO ‘BOZO’? | Kim Paim classificou o vídeo de Michelle Bolsonaro como um gol contra e repetição dos mesmos erros do passado. “Ela achou que ia ser diferente da Joyce, do Frota, do Moro, do Weintraub, da Campagnolo… Não vai acontecer nada diferente”, disse Kim. Ele lembrou que nem o próprio Bolsonaro consegue se descolar do “Bozo” (a vontade do povo), e Michele errou ao achar que poderia. “Não aprendeu nada com a história.” #Política #Brasil #MichelleBolsonaro

Michelle Bolsonaro não nos engana. Instrumentaliza a luta das mulheres, mas sempre alimentou o programa misógino da extrema direita. https://t.co/Hjl7iLtK3y #MichelleBolsonaro #Feminismo #DireitosDasMulheres

Michelle Bolsonaro, ex-primeira-dama do Brasil, anunciou o rompimento com a candidatura presidencial de seu enteado, Flávio Bolsonaro, após se sentir desrespeitada e humilhada em reuniões políticas, afirmando que sua prioridade é cuidar de Jair Bolsonaro, que está em prisão domiciliar. #MichelleBolsonaro #FlávioBolsonaro #Eleições2026

Mulher de Bolsonaro rompe com candidatura de enteado

Se o texto acima é da ex-primeira-dama, pode-se dizer que a emenda, como de costume, saiu pior que o soneto. Michelle resolveu aplicar remendo novo em roupa velha, proclamando, com ar de quem se redime, que não guarda raiva de ninguém. Excelente. Regozijemo-nos. Até ontem, o que se via no seu desdém pela candidatura de Flávio era, pura e simplesmente, uma raiva destilada, quase bíblica. Agora a questão já não é saber se a ex-primeira-dama tem ou não tem cólera no peito; é medir quantos bolsonaristas ainda conservam alguma simpatia por ela. “Apenas esclareci uma situação que estava sendo deturpada”, declarou, sem dizer, é claro, o que exatamente estava sendo deturpado. Teriam os bolsonaristas deturpado a ausência absoluta de empatia, ou de apoio, ao enteado? A verdade é que o problema não reside na suposta deturpação, mas no “esclarecimento” intempestivo. Michelle batizou de esclarecimento o que não passou de lavagem pública de roupa suja, e, sem risco de mal-entendido, só pode ser lido como sabotagem. Sim: para a maior parte dos mortais, o vídeo foi uma tentativa clara de torpedear o candidato que, mal ou bem, ainda encarna o voto anti-sistema. Um desastre estético e político. Ponto final. Eis outra frase digna de divã freudiano: “Vamos trabalhar juntos para derrotar o atual governo”. Depois de fuzilar o enteado em praça pública, a matriarca estende os braços, magnânima, superior, quase iluminada. Venceu a luta imaginária, expôs o rival ao ridículo e, sentindo-se rainha, oferece a mão ao vencido: venha, pobre-diabo, vamos trabalhar juntos. Não cola, Michelle. Não cola. Depois vem a pérola que toma todos por otários: “Não há briga nem competição”. Então o que há? Se briga não é briga e competição não é competição, que a senhora explique, com a clareza que diz prezar, que diabo são essas coisas que só atrapalham. Alguém aqui delira, e não são os bolsonaristas. Por fim, a estocada que revela tudo: “uma nova história será escrita, com verdade, clareza e respeito”. Traduzindo: diz Michelle, nas entrelinhas, que faltaram a Flávio esses três atributos: verdade, clareza e respeito, mas agora que a roupa suja foi devidamente arejada, o enteado comportar-se-á como bom menino e a nova história será escrita. Não por ele, naturalmente. Por ela. E a cereja envenenada do bolo: “fiquem em paz”. Palavras ocas. Paz é substantivo que só soa verdadeiro na boca de Cristo: “deixo-vos a paz, a minha paz vos dou”. A paz de Michelle, até agora, tem sido apenas confusão. Triste, ruidosa e desnecessária confusão. #Política #Brasil #MichelleBolsonaro