Sobre a reabertura da Praça do Papa, que o povo tá empinando a carroça, acho que a principal crítica precisa ser desmistificada. E já aviso que tem, sim, coisa nessa obra pra se revoltar, antes que suponham que tô lambendo o rabo do prefeito ou ganhando pix da PBH, por este post. A revolta principal é que foram quase R$ 12 milhões gastos pra praça reabrir praticamente com a mesma cara de antes. Só que esse é justamente o ponto que precisa de contexto: ela tinha que continuar com a mesma cara. Por ser protegida pelo patrimônio, a reforma precisava preservar suas características originais. O mesmo aconteceu com a Praça da Estação, etc.. Boa parte da estrutura da praça foi refeita, mas mantendo o desenho e a aparência original. E os quase R$ 12 milhões já eram praticamente o valor estimado antes mesmo da obra começar. Agora, o prazo eu acho bem mais difícil de defender. A obra começou em fevereiro de 2024, era pra durar cerca de um ano e terminou só agora em agosto de 2026. A Prefeitura cita vários problemas no caminho, principalmente com a produção da cerâmica específica do piso, que teve até um incêndio no forno da fabricante, além de chuva e dificuldades com o fornecedor. Só que nesse meio-tempo o contrato foi alterado sete vezes, e não foi tudo pela mesma razão. Teve mudança na planilha de serviços, prorrogações de prazo, inclusão e retirada de itens e até um acréscimo de quase um milhão de reais por mudanças que envolveram paisagismo, irrigação e estrutura para um futuro banheiro. Depois ainda vieram novas prorrogações, inclusive por problemas no contrapiso e pelas chuvas. A aparência da praça, pelo menos neste ponto, está explicada. O que ainda merece uma explicação muito mais transparente da PBH é como uma obra prevista para cerca de um ano atravessou dois anos e meio, sete alterações de contrato e várias novas datas de entrega até finalmente ficar pronta. #PraçaDoPapa #Transparência #ObrasPúblicas