Uma das histórias mais curiosas que eu já ouvi foi a do dia em que a CIA tentou destruir um presidente com pornografia - e ele adorou. Fim dos anos 1950, Guerra Fria. Sukarno, presidente da Indonésia, estava flertando demais com a União Soviética, e Washington decidiu que era hora de derrubá-lo. Mas em vez de golpe ou sabotagem, alguém na CIA teve uma ideia "brilhante": produzir um filme pornô falso. Contrataram um sósia, encomendaram uma máscara feita a partir de fotos do presidente, e filmaram "Sukarno" na cama com uma suposta agente soviética. O plano era vazar o filme e humilhá-lo diante da população muçulmana da Indonésia - ele passaria por devasso e, pior, por fantoche de Moscou. Só que a CIA esqueceu de estudar o alvo. Sukarno não escondia que era mulherengo - ele se orgulhava disso. Colecionava esposas e amantes abertamente, e a virilidade fazia parte da sua imagem de líder carismático. Na cultura política dele, aquilo não era escândalo, era troféu. Aí vem a parte lendária: a versão que circula é que, quando Sukarno soube do filme, em vez de se desesperar, teria pedido cópias - para distribuir ele mesmo, como prova de que até na cama era um homem formidável. Essa parte específica é difícil de confirmar; o que é documentado, pelo relato do ex-agente Joseph Burkholder Smith no livro *Portrait of a Cold Warrior*, é que a operação existiu e nunca funcionou como arma de chantagem, justamente porque não havia como envergonhar um homem que considerava aquilo publicidade gratuita. Resumo: a agência de inteligência mais poderosa do mundo gastou dinheiro produzindo um filme adulto falso para chantagear um homem que provavelmente teria pago para estrelar o verdadeiro. #CIA #GuerraFria #Sukarno