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#dialeto

eu ODEIO o fato de que os redpills tornaram o termo “muié” uma forma misógina de se referir a mulheres porque antes deles eu falava “muié” mas é porque eu sou caipira. Se apropriaram do dialeto caipira pra estragar a palavra ao ponto de não dar pra usar mais que ódio #misoginia #dialeto #cultura

As Pragas de Alvor fazem parte do rico património oral e folclórico da vila piscatória de Alvor (no concelho de Portimão) e de todo o Barlavento Algarvio. Longe de serem maldições maldosas, são imprecações cómicas, hiperbólicas e satíricas, usadas tradicionalmente no quotidiano, em despique ou no teatro popular para descarregar a fúria com muito humor e ironia. ​As "pragas" refletem a vivência dos pescadores, a vida na Ria de Alvor, a lida do marisco e o linguajar vivo do dialeto algarvio. ​ ​A da dor de dentes: ​"Atão marafado! Caiam-te os dentes todos, menos um... p'ra te doer a molar!" ​A da Ria de Alvor: ​"Venha-te uma dor de barriga em meio da Ria de Alvor, sem um trapo p'ra te limpar nem sítio p'ra te sentar!" ​A do peixe-aranha: ​"Entre-te um peixe-aranha nas cuecas quando estiveres de cócoras a tirar a amêijoa!" ​A da sarna: ​"Saia-te uma sarna tão brava nas costas que tenhas de te ir coçar às pedras do molhe!" ​A do raio e da postura: ​"Atire-te um raio de lado que te ponhe a boca no pescoço, p'ra veres por onde pisas!" ​A do barco e da maré: ​"Fique-te o barco sem fundo no meio da barra e te ponhas a ver os peixes a rir da tua cara!" ​A da sede: ​"Sejas fustigado com uma sede tão grande que nem a água do mar te chegue p'ra lavar a garganta!" ​