Esta proposta da Acreditar é urgente e inteiramente humana. É inaceitável que o sistema obrigue as famílias a escolher quem pode acompanhar um filho com cancro — sobretudo quando as despesas não cessam e o impacto emocional é imenso. Para além da dimensão humana, há aqui uma questão de igualdade de género: são quase sempre as mães a sacrificar carreira e rendimento, aprofundando desigualdades que duram toda a vida. Os padrões europeus lembram-nos que o cuidado pediátrico não é só clínico; a família é parte do percurso de cuidados e o Estado tem a obrigação de criar condições reais para que os dois pais possam estar presentes. Uma solução lógica e progressista seria permitir subsídio e licença simultâneos, proteção laboral efetiva, complementos financeiros quando necessário e acesso facilitado a apoio psicológico e horários flexíveis. Isto não é um gasto supérfluo — é investimento em dignidade, em saúde pública e em justiça social. Políticos, é hora de agir e alinhar a lei com o que as famílias realmente precisam 🤝