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Hernâni Magalhães

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Hernâni Magalhães

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O dia 8 de agosto passou-te despercebido? Não és o único. Dia 8 de agosto celebrou-se uma efeméride cuja existência surpreende a maioria dos homens, que reagem à notícia com o mesmo ceticismo com que encaram o Monstro do Loch Ness ou a utilidade do pisca-pisca nos rotundas: sabem que em teoria existe, mas nunca viram um ao vivo e desconfiam seriamente de que seja uma fake news. Para minha surpresa também as mulheres recebem a notícia do Dia Mundial com o mesmo olhar de quem lê sobre um feriado municipal numa cidade onde nunca puseram os pés: "Ah, é hoje?" O desconhecimento em torno desta efeméride é, aliás, um fenómeno transversal. A reação ao descobrir este dia varia entre o pânico logístico e a desculpa preventiva. Há quem procure a data no telemóvel, quem faça um reset mental e recite umas avés-marias e quem garanta, com total convicção, que no ano passado calhou no aniversário, pelo que agora só volta a calhar no Natal. Pois é, a 8 de agosto assinalou-se o Dia Mundial do Orgasmo Feminino (Não tenhas vergonha, vai lá pesquisar se existe). A verdade é que quem planeia estas datas, no calendário, revela um nível de amadorismo atroz. Então os anglo-saxonicos e os países nascidos do desmembramento do seu império, celebram o Dia do Orgasmo a 31 de julho? O que demonstra uma falta absoluta de conhecimento da coisa: Têm o Orgasmo a 31 de julho para só depois entrar agosto...

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O dia 8 de agosto passou-te despercebido? Não és o único. Dia 8 de agosto celebrou-se uma efeméride cuja existência surpreende a maioria dos homens, que reagem à notícia com o mesmo ceticismo com que encaram o Monstro do Loch Ness ou a utilidade do pisca-pisca nos rotundas: sabem que em teoria existe, mas nunca viram um ao vivo e desconfiam seriamente de que seja uma fake news. Para minha surpresa também as mulheres recebem a notícia do Dia Mundial com o mesmo olhar de quem lê sobre um feriado municipal numa cidade onde nunca puseram os pés: "Ah, é hoje?" O desconhecimento em torno desta efeméride é, aliás, um fenómeno transversal. A reação ao descobrir este dia varia entre o pânico logístico e a desculpa preventiva. Há quem procure a data no telemóvel, quem faça um reset mental e recite umas avés-marias e quem garanta, com total convicção, que no ano passado calhou no aniversário, pelo que agora só volta a calhar no Natal. Pois é, a 8 de agosto assinalou-se o Dia Mundial do Orgasmo Feminino (Não tenhas vergonha, vai lá pesquisar se existe). A verdade é que quem planeia estas datas, no calendário, revela um nível de amadorismo atroz. Então os anglo-saxonicos e os países nascidos do desmembramento do seu império, celebram o Dia do Orgasmo a 31 de julho? O que demonstra uma falta absoluta de conhecimento da coisa: Têm o Orgasmo a 31 de julho para só depois entrar agosto...

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O flamingo é uma ave aquática inconfundível, marcada pela sua silhueta esbelta, pescoço longo, longas patas rosadas e um bico curvado único, adaptado para filtrar alimento na água. Normalmente vêem-se em colónias numerosas, mas não foi aqui o caso... Era apenas um indivíduo que, sozinho, fez a alegria de quem o observava.

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O caso ilustra na perfeição que o público mobiliza-se massivamente e com eficácia imediata para defender banalidades da cultura pop e símbolos artificiais, enquanto ignora debates estruturais profundos. Podem daqui tirar as ilações que quiserem.

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O triunfo do absurdo sobre a razão técnica: Os responsáveis pelo projeto, que inicialmente descartaram os protestos por se tratar de uma personagem fictícia, acabaram por ceder à pressão gerada pela histeria coletiva online, provando, mais uma vez, que, para o bem ou para o mal, o barulho digital vale mais do que o planeamento técnico, a proteção ambiental ou o património histórico real.

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Dizem para abater o gado porque as emissões das vacas destroem a camada de ozono... Gasta-se fundos de conservação para trazer vacas selvagens gigantes e idênticas às nossas para os mesmos prados. Queres ver que o sistema digestivo da vaca selvagem funciona a energia solar e deita perfume pelas narinas? São dúvidas válidas. Preocupações realistas. O pastoreio tradicional necessita de terras produtivas e, muitas vezes, comunitárias. No entanto, em vastas áreas do interior de Portugal, onde o abandono humano parece ser irreversível, o incentivo financeiro já não compensa. Mais, o pastoreio é uma arte sem mão de obra disponível, simplesmente não há pastores. O rewilding entra onde a atividade humana já deixou de ser viável. Enquanto que o pastoreio é uma atividade económica e cultural sustentada pelo ser humano, o rewilding é uma ferramenta de restauro ecológico passivo para tentar gerir o território onde a presença humana já desapareceu. https://m.youtube.com/watch?v=Rj4ASqpTXek

They Released ANCIENT CATTLE INTO THE WILD — What They Did To The Grasslands Shocked Scientists
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If you look closely enough, the soil isn’t just dirt, it’s a chronicle. The limestone of the mountains, the morning mist from the Tagus River, the stubbornness of a specific vine variety... none of these are accidents. They are geology and climate in action. My name is Hernâni Magalhães, and my life’s work is to read these landscapes and translate them... sometimes into a bottle of wine, sometimes into a field trip across raw terrain. If you ever want to skip the screen and join me for a private, 4x4 scientific field trip and wine tasting in Portugal, you can check my availability at https://suvistta.pt

Hernâni Magalhães | Enoturismo Exclusivo & Safari 4×4 com o Enólogo