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João Luiz Mauad

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João Luiz Mauad

👇 “No filme "O Poderoso Chefão" (1972), Don Vito Corleone reúne os chefes das famílias mafiosas para restaurar a ordem depois de uma guerra. O objetivo não é a punição, mas proteger a organização e impedir que disputas entre os seus destruam o grupo. É difícil não lembrar da cena depois do espetáculo grotesco oferecido pelo STF na terça (15). A corte deveria responder a uma pergunta prosaica: há razões para investigar Alexandre de Moraes por suas relações com Daniel Vorcaro? Tratava-se apenas de autorizar apuração com base num catatau de graves indícios. Mas nem isso o plenário fez. Moraes —que votou em questão de ordem num caso que lhe afeta—, Gilmar Mendes, Flávio Dino e Cristiano Zanin sequestraram a sessão com acusações, questões processuais e confrontos que terminaram por impedir a decisão. Dino pediu vista de modo desesperado, mesmo já tendo votado sobre a questão. Assim, parece que tudo acabará em pizza. Caindo em contradição, Gilmar resumiu o episódio. Acusou André Mendonça de praticar um "jogo de omertà, de máfia". Depois, disse que "mesmo o colega que esteja eventualmente envolvido" não poderia ser submetido àquele "vexame": "Até a máfia tem ética". Primeiro, a omertà aparece como vício; em seguida, o código mafioso surge como regra de decência no trato com um colega sobre o qual pairam suspeitas. De tal formulação infere-se que a ética da máfia —fundada na lealdade ao grupo, na proteção dos integrantes e em conchavos para resolver lutas internas— deveria ser adotada quando o STF se vê diante de escrutínio externo. Um acinte ao espírito republicano. Não foi a primeira vez. Em fevereiro, quando um relatório da PF mostrou conexões de Dias Toffoli com o Master, os ministros se reuniram a portas fechadas. Toffoli deixou a relatoria, mas não foi declarado suspeito e ainda recebeu apoio público dos colegas. Opacidade, espírito de corpo e resistência a investigações formam padrão intolerável numa instituição que tem o dever de demonstrar, com palavras e atos, que ninguém está acima da lei. Don Corleone invejaria o STF.” #STF #ética #justiça

SUR-PRE-SA!! 🤡 “Numa nota oficial que o STF emitiu em abril, Alexandre de Moraes foi peremptório. Disse que “jamais viajou em nenhum avião de Daniel Vorcaro”. Não é bem assim. Foram vários voos e pelo menos um deles, ocorrido em 22 de agosto de 2025, está registrado em vídeo (veja abaixo). Nele, Moraes e Viviane Barci aparecem desembarcando de um jatinho no Aeroporto Santos Dumont. Foram recebidos na pista com todas as honras que merecem um excelentíssimo ministro do Supremo e sua mulher. Um dos seguranças, prestativo, carregou as duas malas do casal. O Legacy 650, prefixo PP-NLR, pertencia oficialmente a uma empresa de Vorcaro. Três meses antes, mais exatamente em 12 de maio, segundo investigações da PF, o escritório de Viviane fechara um contrato de R$ 50 milhões para “prestação de serviços e honorários advocatícios” com uma empresa do banqueiro (isso tudo além do contrato mais polpudo, de R$ 131 milhões, com o Master). Parte desse total seria pago com cotas de um jato e de um helicóptero, ainda de acordo a PF. O jato era justamente — olha só a coincidência — esse em que o casal viajou para o Rio de Janeiro. No mês anterior à viagem, o BC já havia enviado um comunicado ao MPF apontando fortes indícios de crime de gestão fraudulenta nas operações entre o BRB e o Master. Moraes e a defesa do escritório afirmam que esse segundo contrato jamais existiu ou foi assinado.” #STF #Corrupção #Justiça

SUR-PRE-SA!! 🤡 “Em dezembro de 2024, numa troca de mensagem em que Vorcaro discute com seu diretor jurídico, Luiz Rennó, cobranças de atrasados que Dalide vinha fazendo, o auxiliar escreveu para o chefe: “Fala amigo! Aquele pagamento é para Dalide! Aqueles precatórios ! Ela é sócia do GM stf! O Leandro sócio dela é muito complicado e eles operam com o BTG. Autoriza esse.” A pressão frequente por repasses a Dalide consta no acervo do celular de Vorcaro apreendido pela Polícia Federal (PF). Os diálogos, obtidos com exclusividade pela equipe do blog, tratam de um atraso na liberação de uma fatura de R$ 15 milhões à advogada. Nesse caso, além da proximidade com Gilmar Mendes, o GM, pesava também uma suposta associação com o BTG Pactual de André Esteves, concorrente que o ex-banqueiro tinha como principal rival. Dalide deixou o IDP em 2016. Em Brasília circula a versão de que a advogada deixou a faculdade por desavenças com o ministro e sua família, mas a equipe da coluna apurou que ela e o decano são próximos até hoje e não se afastaram a despeito do desligamento do instituto.” #Política #Justiça #Corrupção

Carlos Alberto Sardemberg 👇 “Muitos analistas sugeriram que Alexandre de Moraes deveria renunciar ao cargo de ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) diante da revelação dos fortes indícios de relações impróprias com o ex-banqueiro Daniel Vorcaro. Afastado, Moraes contrataria um bom advogado e se dedicaria a sua defesa. Seria, de fato, uma atitude republicana, levando em conta os interesses do país — dado o tamanho do caso — e preservando o próprio STF. Se fizesse isso, Moraes se despiria da couraça que o protege — o poder do cargo — e perderia o foro privilegiado. Voltaria a ser um brasileiro comum, embora rico. Especulando: que condições deveriam estar presentes para que Moraes tomasse tal decisão? Duas: a convicção pessoal de que é inocente e a certeza de que teria um julgamento justo. Tire o leitor suas próprias conclusões — mas Moraes não apenas permaneceu no cargo, como usou seus poderes para atacar, não para se defender. Atacou o ministro André Mendonça, que havia tornado público o relatório da Polícia Federal (PF) em que aparecem fortes indícios de que Moraes mantinha as tais relações impróprias com Vorcaro. Aliás, “relações impróprias” é a expressão mais leve que se pode aplicar ao caso. Pelos três grandes jornais brasileiros, muitos se referiram a Moraes como advogado, conselheiro ou funcionário do banqueiro que praticou a maior fraude financeira da História brasileira. (…) Muitos juristas opinaram sobre o caso. Alguns disseram que a atitude de Mendonça pode ter atropelado o devido processo legal. Outros afirmaram que o ministro relator tem a prerrogativa de mandar investigar. Aliás, no inquérito das fake news, Alexandre de Moraes fez isso diversas vezes — e logo determinando mandados de prisão, busca, apreensão e censura. Mendonça não fez nada parecido. Não pediu a apreensão para perícia dos celulares de Moraes, onde podem estar as respostas a Vorcaro. De todo modo, depois do formal, resta o conteúdo — não contestado nem por Moraes, nem por Gonet. E o conteúdo é devastador. De maneira que ficamos assim: de um lado, Mendonça recomenda a investigação de Moraes, com base no relatório (oficial) da PF que apanhou as 51 conversas entre o ex-banqueiro e o ministro. Os crimes apontados são advocacia administrativa, corrupção, prevaricação e exploração de prestígio. Dá cadeia. De outro, Moraes pede a investigação de Mendonça, por vícios formais no processo. O presidente do STF, Edson Fachin, chamou os dois processos para seu gabinete. E deu prazo de cinco dias úteis para que todos os envolvidos se manifestem. O pessoal do abafa, a longa fileira de autoridades que se beneficiaram do dinheiro de Vorcaro, já está em campo. A tese: um caso anula o outro, um empate. Assim, segue o argumento, ou os dois ministros estão inocentados ou os dois devem ser punidos. Não poderia haver ofensa maior ao povo brasileiro. Não há empate. Um ministro aparece como interlocutor e consultor de um fraudador do sistema financeiro. Esse é o conteúdo. Outro ministro talvez tenha ido além de sua autoridade formal. Parece claro, mas já ofenderam o povo tantas vezes.” #STF #justiça #política

Os políticos do STF querem destruir André Mendonça, mas ele resiste Mario Sabino "O ministro André Mendonça é uma grande pedra no sapato dos políticos do STF. Está sob ataque cerrado deles, do diretor-geral da PF, do procurador-geral da República — e das cadelinhas na imprensa sempre dispostas a abanar o rabo em troca de petiscos. Esses políticos do STF querem reeleger Lula para continuar dando as cartas no tribunal. Também querem evitar que o Senado faça uma maioria de direita — ou, pelo menos, uma maioria suficiente que possa resultar na abertura de um processo de impeachment contra um ou dois deles. Está claro que foi com esse objetivo republicano que Alexandre de Moraes e Cristiano Zanin organizaram o jantar que selou a paz entre Lula e Davi Alcolumbre. O chefão petista precisava destravar pautas eleitoreiras que o senador amapaense segurava, como a do fim da escala 6×1; o senador amapaense quer permanecer na presidência do Senado, e isso será impossível se um oposicionista chegar ao Palácio do Planalto. Existe ainda o pepino do Banco Master de Daniel Vorcaro: há implicados nos três poderes, e é preciso manter a PF e a PGR sob rédea curta com gente confiável no comando. Sob Lula, garante-se que tudo estará dominado como hoje. O fato de André Mendonça ser relator do caso Master e também do caso da roubança de aposentados e pensionistas do INSS é um complicador e tanto, e por isso ele foi um dos pratos servidos no jantar magnífico. Discutiram como fragilizá-lo, segundo o jornalista Lauro Jardim. O quadro é tão mais preocupante para tais defensores da democracia porque o INSS se desdobrou no caso do lobista Lulinha, o filho do presidente da República que mantinha uma sociedade oculta com a lobista Roberta Luchsinger. Suposto, supostamente, vá lá. Ambos faziam negócios com o Careca do INSS e compraram a simpatia do ex-chefe de gabinete de Lula, o Marcola, que lhes ajudou a abrir portas no governo. Supostamente, supostamente, vá lá outra vez. As relações perigosas de Lulinha com Roberta Luchsinger, contudo, já deixaram o terreno do suposto para a PF — ou, pelo menos, para aquela parte da PF que quer ir até o fim da investigação contra a vontade da direção-geral. Sob o chefão petista, a corporação está balcanizada. Como Lula tem de ser reeleito, os políticos do STF e agregados correm para tentar tirar Lulinha da alçada de André Mendonça, antes que mais eleitores concluam que votar em Lula é votar nos mesmos esquemas de corrupção que corroem o país há mais de vinte anos. O PGR Paulo Gonet descobriu agora que existe o juiz natural e quer que o ministro envie o inquérito que investiga o tráfico de influência de Lulinha para a primeira instância, visto que o filho de Lula não goza de prerrogativa de foro. Curiosamente, ainda não fez o mesmo com o outro inquérito contra Lulinha que foi parar nas mãos de Flávio Dino. Enquanto isso, o diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, continua a boicotar André Mendonça. A coisa chegou a tal ponto que, se o ministro quisesse, poderia acusá-lo de obstrução de Justiça. A pressão em cima de André Mendonça aumenta de todos os lados, e a ordem dada às cadelas da imprensa é compará-lo a Sergio Moro. Vai-se criando, assim, um clima de suspeição. O plano é, no limite, sacar de alguma nulidade para reverter as decisões de André Mendonça nos processos sob a sua relatoria, assim como foi feito com o juiz da Lava Jato. Até o momento, o ministro está aguentando firme a operação de destruição inédita na história do STF. Está decidido a conservar consigo o caso de Lulinha. Tem como um dos seus trunfos o fato de Roberta Luchsinger dar a entender, em uma das mensagens de WhatsApp apreendidas pela PF, que Lula sabia da sociedade oculta que ela mantinha com o seu filho e com Fernando Bittar, um dos supostos donos do tristemente famoso sítio de Atibaia. É preciso apurar se a associação de ambos era mesmo do conhecimento de Lula, e ninguém mais do que o presidente da República tem prerrogativa de foro. Na frente Master, André Mendonça tem uma batalha ainda mais dura pela frente. Ventila-se que o ministro já tem elementos suficientes para pedir autorização ao plenário do Supremo para abrir investigação contra Alexandre de Moraes, cuja mulher advogada assinou um contrato de inacreditáveis R$ 129 milhões com o banco de Daniel Vorcaro." #STF #AndréMendonça #PolíticaBrasileira

SUR-PRE-SA! 🤡 “O caso começou a ser descoberto em 14 de abril, quando a assessora de Gaspar, Marise Pena, relatou à Polícia Legislativa ter recebido uma ligação de Luiz Antonio Lopes. Segundo ela, o homem afirmou ter conhecimento de uma armação envolvendo uma jovem que assumiria identidade falsa e receberia dinheiro para sustentar uma história de abuso sexual contra o parlamentar. Lopes, em 23 de abril, confirmou em depoimento à Polícia Legislativa que conheceu uma jovem chamada Marcela, que teria sido orientada a se apresentar como “Jailma”, suposta mulher de origem nordestina que teria sido abusada por um político quando adolescente e engravidado em decorrência do crime. Marcela fora convencida, segundo Lopes, por um suposto assessor parlamentar de nome Lucas, ligado à prefeitura de Nova Iguaçu, berço político de Lindbergh. O depoente afirmou ainda que sua própria conta bancária foi utilizada para receber valores destinados a Marcela. Foram três supostos pagamentos: um de 10 mil reais, um de 4 mil reais e um terceiro de 2,5 mil reais. Chama a atenção no depoimento é que um desses pagamentos feitos a Marcela, o de 4 mil reais, por intermédio de Lopes, ocorreu pela conta de Carlos Roberto Lopes, presidente da Conafer. Carlos Roberto chegou a ser preso por determinação da CPMI do INSS por mentir ao colegiado. No depoimento, Luiz Antônio Lopes narra que Marcela chegou a fazer uma reunião pelo Google Meet em que supostamente teria a participação de Lindbergh Farias. “Marcela viabilizou uma reunião virtual realizada por meio da plataforma Google Meet, ocasião em que estavam presentes o próprio Lindbergh Farias, Carlos Roberto Lopes, um vereador de Nova Iguaçu/RJ conhecido como “Toninho da Padaria”, além de outras pessoas não identificadas; QUE, durante essa reunião, Marcela cobrou o pagamento que lhe havia sido prometido, tendo sido informada de que o valor seria providenciado, o que de fato ocorreu por meio de terceiros; QUE os pagamentos eram feitos, em regra, por outras pessoas, aparentemente para evitar que os principais envolvidos figurassem diretamente nas transações; QUE, segundo sua percepção, o declarante acredita que Lindbergh Farias parecia ter ciência do contexto tratado nas reuniões e integraria o conjunto de pessoas que discutiam os desdobramentos da narrativa”, aponta o boletim de ocorrência. “Quando Lindbergh Farias levou adiante a acusação pública ao longo dos trabalhos da CPMI, caiu a ficha para o denunciante sobre a efetiva  trama em curso; QUE o plano, conforme compreendeu, consistia em apresentar a falsa vítima Marcela, sob o nome de “Jailma” e, num segundo momento, fazê-la desaparecer, para depois sustentar publicamente que o relator da CPMI do INSS teria mandado sumir com ela, aprofundando a suspeita e o desgaste político”, acrescenta o boletim de ocorrência.” https://t.co/R2KOit3G7p #Política #Justiça #Corrupção

Caso reste comprovado que a denúncia de Lindbergh é falsa, como parece ser o caso, espera-se que Lindbergh perca o mandato por falta de decoro. Seria o mínimo… Quanto àquela sirigaita que se aliou a ele no imbróglio, bem, parece que o eleitor de Mato Grosso já vai dar cabo dela em outubro. Mas um processo de denunciação caluniosa cairia bem também. 🤮 #Política #Justiça #Eleições