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#CulturaIslâmica

O novo cerimonial pré-jogo da Copa do Mundo inclui todos os jogadores em campo e bandeiras enormes colocadas no chão no momento dos hinos nacionais. Quanto às bandeiras, porém, há duas exceções: as de Arábia Saudita e Iraque precisam ficar suspensas. Mas por que? A resposta é simples: tanto a bandeira saudita quanto a iraquiana contêm escritos sagrados islâmicos, e é considerado extremamente desrespeitoso no islã colocar escritos sagrados no chão, onde as pessoas pisam. Na bandeira saudita, há a Shahada, a primeira das cinco declarações de fé do Islã, que diz "testemunho que não há divindade além do Deus Único e que Mohammed é o seu servo e mensageiro". O país é constituído sobre o wahabismo, uma interpretação radical da religião que foi usada pela família bin Saud, ainda hoje mandatária do local, em sua formação. O Iraque, por sua vez, conta em sua bandeira com a inscrição "Allahu Akbar", traduzida como "Deus é grande". Ela foi adotada em 2008, com a queda do regime baathista de Saddam Hussein. As palavras substituíram as três estrelas símbolo do baathismo na porção central da bandeira. Para os muçulmanos, é considerado um desrespeito ter inscritos sagrados ou o nome de Alá no chão ou em superfícies que são pisadas pelas pessoas. O ato simboliza "sujar o nome de Deus", já que locais que são pisados ou até sentados têm um aspecto de sujeira. Antes de aprovar a mudança do cerimonial pré-jogo, a FIFA consultou as federações nacionais sobre a nova disposição das bandeiras. Arábia Saudita e Iraque informaram que colocar suas bandeiras no chão é um ato de desrespeito, e por isso, nas partidas envolvendo essas equipes tanto as suas bandeiras, quanto as dos países adversários, ficam suspensas. #CopaDoMundo #Futebol #CulturaIslâmica