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#Hobbes

Thomas Hobbes foi arrancado de seu sono eterno para assistir, com o desdém que lhe era próprio, a um debate moral que agita as entranhas da sociedade brasileira. O governo dos Estados Unidos, com a força que lhe é habitual, classificou o PCC e o Comando Vermelho como organizações terroristas. A notícia caiu como bomba: perplexidade, indignação contida, aquele silêncio constrangido de quem vê o espelho devolver uma imagem incômoda. O governo brasileiro, fiel à sua tradição de refugiar-se em fórmulas jurídicas quando a realidade aperta, já havia recusado a mesma classificação. Argumentava, com solenidade, que o “terrorismo” exige motivação política, ideológica ou religiosa, enquanto o narcotráfico obedece apenas à lógica do lucro. Distinção elegante, sem dúvida. Mas que, lida com olhos hobbesianos, revela-se de uma fragilidade quase obscena. Porque Hobbes, o velho inglês, morto em 1679, não admitia meias-palavras nem sofismas de chancelaria. Para ele, o Estado, a quem chamou de Leviatã, tem uma única razão moral de existir: arrancar o homem da guerra de todos contra todos, do estado de natureza onde a vida é “solitária, pobre, sórdida, brutal e curta”, para a vida “civilizada”. Para isso, o soberano, o Estado, deve ser o mais forte, sem rival. A soberania não é retórica: é monopólio absoluto da força legítima. Qualquer poder que desafie esse monopólio é, por definição, inimigo do corpo político. Diante da ginástica semântica de Brasília, tipo: “são criminosos, não terroristas”, Hobbes veria não uma prudência jurídica, mas uma rendição disfarçada. Criminosos são toleráveis? Não para Hobbes, mas é indisfarçável que, em alguma medida, o Leviatã Tupiniquim tolera os exércitos paralelos que controlam territórios, cobram “impostos” com fuzil na mão, ditam leis nos morros e nas periferias, mantêm arsenais de guerra e executam súditos com a frieza de quem exerce jurisdição. Ora, se o Estado aceita essa partilha de soberania, se se contenta com distinções de gabinete enquanto o Leviatã sangra, então o Contrato Social está rompido. O soberano perdeu a legitimidade. Nada menos que isso. Hoje, sexta-feira, talvez Hobbes já tenha voltado a dormir o sono dos justos. Mas o recado ficou, cortante como lâmina: PCC e CV não são meras quadrilhas. São mini-Estados em guerra contra o Leviatã. Possuem território, força militar, capacidade tributária e autoridade de vida e morte. O Estado que se encolhe diante deles, que prefere o conforto da semântica à violência necessária da soberania, segundo Hobbes, já não governa: sobrevive. E sobrevivência não é governo. É claro que não faltará o gaiato de plantão para murmurar que “na teoria é bonito, mas na prática...etc”. Na prática, convenhamos, o que mais pesa é o medo, o velho, o bom e conhecido medo brasileiro. Medo de uma intervenção americana, medo de perder o controle da narrativa, medo de admitir que o Estado, em vastas regiões do país, deixou de ser o mais forte. Para o diabo o conceito de terror. É o medo, como sempre, quem dita o discurso oficial. E Hobbes, do fundo de sua ironia eterna, talvez sorria com amargura: “Eis o Leviatã que se fez de conta”. #Hobbes #Brasil #Terrorismo

Delo May 19

Článok sa zaoberá Hobbesovým dielom Leviatan, ktoré je kľúčovým príspevkom v oblasti politickej filozofie a diskutuje o jeho videní suverenity a vzniku stabilných spoločenských usporiadaní, pričom kladie dôraz na úlohu umelých vytvorení, ako je štát, v zabezpečení poriadku a bezpečnosti jednotlivca, zatiaľ čo sa zaoberá aj vzťahom medzi náboženstvom a politickou mocou. #Hobbes #Leviatan #političnapolitičnaFilozofija

Država kot smrtni Bog

Just came out of the oven the first Catalan translation of 'Leviathan' by Thomas Hobbes, edited based on the versions… (translated)

Článek zkoumá aktuální problémy českých měst, jako je Ústí nad Labem, skrze lens Hobbese a Havla, zdůrazňující, že absence efektivní autority a selhání institucí v prosazování pravidel vedou k narušení veřejného pořádku, chaosu a strachu, což ohrožuje důvěru občanů v demokracii a pocit ochrany před těmi, kdo normy nerespektují. #ThomasHobbes #demokracie #autorita

Slabá autorita, silný chaos: Hobbesův stín nad českými městy