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3. Porque é relevante para a região e para o Mundo? O primeiro destinatário do AFDS é o próprio território onde nasceu. Um arquivo desta natureza pode devolver à região uma coisa que muitas vezes se perde no processo de desenvolvimento: a consciência daquilo que ela é. As fotografias permitem reconhecer lugares, recuperar memórias, documentar património, contar histórias, estudar transformações e dar visibilidade a pessoas e actividades que raramente chegam aos grandes arquivos nacionais. Podem ser utilizadas por investigadores, escolas, artistas, jornalistas, municípios, instituições culturais, empresas e pela própria população. Mas o seu valor não termina aí. Um território que conhece e documenta a sua própria identidade está melhor preparado para a comunicar. A fotografia pode contribuir para a valorização do património, para a promoção turística, para a criação artística, para a educação, para a investigação e para a economia local. É aqui que o AFDS assume uma ambição maior: utilizar a fotografia como instrumento de desenvolvimento. Não se trata de fotografar a região para dizer simplesmente que ela é bonita. Trata-se de produzir conhecimento e representação capazes de gerar novas possibilidades para o território. E existe ainda uma segunda escala. O Douro Superior é uma realidade local, mas aquilo que nele acontece participa de fenómenos universais: a transformação das paisagens rurais, o despovoamento, a emigração, a relação entre memória e identidade, as alterações económicas, a transformação das comunidades e a relação entre as pessoas e os lugares onde vivem. Por isso, documentar rigorosamente este território é também contribuir para a compreensão do mundo. O AFDS parte de um lugar concreto para construir uma memória que pode interessar muito para além dele. É essa talvez a sua maior importância: mostrar que um território periférico não é um território sem importância. Pelo contrário. Quando é observado com atenção, documentado com rigor e interpretado com inteligência, qualquer território pode tornar-se uma fonte de conhecimento sobre o seu tempo. O AFDS existe para fazer exactamente isso: guardar o que está a desaparecer, documentar o que está a acontecer e criar, através da fotografia, instrumentos para pensar aquilo que ainda está por acontecer. Visite a página do AFDS e descubra este projecto: www.arquivodourosuperior.wordpress.com #RuiCamposFotografia #ArquivoDouroSuperior #ArquivosFotográficos #fotografiasantigas #InteriorDePortugal #Portugal #Memória #Desenvolvimento #Sociedade #Comunidades

2. Porque é que é único? A singularidade do AFDS está sobretudo na escala, na continuidade e na relação directa com o território. Existem muitos arquivos fotográficos. Existem arquivos de instituições, de fotógrafos, de famílias, de jornais, de municípios e de museus. O que torna o AFDS diferente é a decisão de construir, de forma sistemática e continuada, uma memória visual de uma região inteira, acompanhando-a enquanto ela acontece. Não se trata apenas de conservar o passado. Trata-se de criar, no presente, aquilo que no futuro será uma das principais fontes para compreender este território. A fotografia permite registar aquilo que os documentos escritos muitas vezes não registam: a aparência das ruas, a arquitectura que desaparece, a forma como as pessoas se vestem, trabalham e ocupam os espaços, os rostos de uma comunidade, os pequenos negócios, as festas, os gestos, as paisagens e até aquilo que parece demasiado banal para merecer ser guardado. É precisamente esse quotidiano que amanhã poderá adquirir um enorme valor documental. O AFDS tem ainda outra característica pouco comum: não pretende separar a fotografia documental da fotografia artística. Uma imagem pode ser simultaneamente documento e obra. Pode informar, provocar emoção, gerar conhecimento e construir uma representação de um lugar. Por isso, o arquivo não é apenas uma colecção de fotografias. É um sistema de leitura do território. E quanto mais tempo passa, maior é o seu valor. Porque cada nova fotografia não vale apenas por si própria: acrescenta uma camada àquilo que já foi registado e permite estabelecer relações, comparar épocas, identificar mudanças e compreender processos. É essa acumulação de tempo que transforma uma colecção num arquivo. Visite a página do AFDS e descubra este projecto: www.arquivodourosuperior.wordpress.com #RuiCamposFotografia #ArquivoDouroSuperior #ArquivosFotográficos #fotografiasantigas #InteriorDePortugal #Portugal #Memória #Desenvolvimento #Sociedade #Comunidades

1. Porque é que é diferente O Arquivo Fotográfico do Douro Superior nasceu de uma ideia simples: um território também se conhece através das imagens que dele se fazem, das pessoas que o habitam, dos lugares que transformam e das marcas que deixam no tempo. Mas o AFDS não é um arquivo fotográfico convencional. Não nasceu para reunir fotografias antigas, nem para conservar apenas imagens consideradas importantes pela sua qualidade artística ou documental. Nasceu para acompanhar um território. Desde 2005, o arquivo tem vindo a construir uma representação fotográfica continuada do Douro Superior e das regiões que com ele se relacionam. São centenas de milhares de imagens que registam paisagens, património, actividades económicas, festas, acontecimentos, pessoas, mudanças urbanas, transformações sociais e, sobretudo, a vida quotidiana. Essa continuidade é fundamental. Uma fotografia isolada mostra um momento. Um arquivo permite perceber uma transformação. É essa dimensão que distingue o AFDS: não se limita a fotografar o território; procura compreender o território através da fotografia. Cada imagem passa a fazer parte de uma memória colectiva que, com o tempo, ganha um valor que nenhuma fotografia isolada poderia ter. O arquivo é, por isso, simultaneamente memória, documentação, investigação e matéria de criação. É uma infraestrutura cultural construída a partir da fotografia, mas que ultrapassa largamente a própria fotografia. Visite a página do AFDS e descubra este projecto: www.arquivodourosuperior.wordpress.com #RuiCamposFotografia #ArquivoDouroSuperior #ArquivosFotográficos #fotografiasantigas #InteriorDePortugal #Portugal #Memória #Desenvolvimento #Sociedade #Comunidades