BETA nonprofit public democratic european moderated

Search

#Desminta

Ana Paula Henkel stated that voters chose the PL bench and other parliamentarians for the Senate in large numbers and with significant votes, with the aim of promoting the impeachment of Supreme Court ministers. She said that an agreement with the court or with Alexandre de Moraes would go against the will of the voters and claimed that they had committed serious crimes against the Brazilian people. Henkel urged that news about a possible agreement be quickly and emphatically denied and warned that the lack of a denial could cost votes. #poderjudiciário #impeachment #política (translated)

The news reporter claimed that the idea that Lula would be the greatest thief in Brazil was a repeated lie that kept people away from reality. He stated that, despite having been president twice, Lula still lived in the same apartment in São Bernardo do Campo and did not own a mansion, a country house, or a triplex. The author mentioned that he changed his mind after visiting the city and talking to residents, who, according to him, confirmed this information. The news reporter questioned why someone who supposedly stole billions would continue to live the same life and stated that he saw no evidence that Lula was a billionaire, even at 80 years old. He also noted that Lula had been tried and convicted by the same judge who later became Jair Bolsonaro's minister and suggested that readers research which presidential candidate owned a mansion. Finally, he presented the text as the first of the "Desminta" project, which aimed to reach Lula's campaign team. According to him, the initiative would consist of short videos to counter what he called a wall of lies, with a direct approach. #Lula #Brasil #Desminta (translated)

Hayy asked his followers to talk to family members who support the Workers' Party about the situation in Brazil and prices, and to contest the claim that Flávio would cut aid. He recommended that they speak naturally, without trying to convince during an argument. He said that in recent days he had managed to turn many votes, including two more that day, and stated that each person who could convert a vote would already be helping. #convertaumpetista #Brasil #Política #Voto (translated)

Flavia Ferronato stated that, if the "Salve" were real and put foreigners and Brazilians at risk, there should be no election. If there was no danger, she argued that state and federal governments should deny the information to prevent false news from interfering in the electoral process. Ferronato said that many people were afraid to vote and called for those responsible to be arrested and exposed. #Eleições2024 #FakeNews #SegurançaPública (translated)

Why has Reinaldo Azevedo not yet responded whether he had a contract with Vorcaro and if Walfrido Warde (the same one who organized the Vorcar-Lula meeting) offered the services of the "journalist" (prostitute) to Daniel Vorcaro to defend the banker in front of public opinion? The dialogues are out there circulating... only that UOL, CNN, and Metropoles have refused to publish them to protect the colleague. I continue to await a statement from Mr. Garrisson and also now for the mentioned outlets to refute me or explain why they are so passionately protecting Reinaldo. #jornalismo #política #transparência (translated)

CR7: A Estátua Que Ainda Se Julga Viva Ou: como perder o respeito por alguém sem lhe negar uma única conquista Estava em casa, às 18 horas de Lisboa, a ver Portugal empatar com a República Democrática do Congo, quando dei por mim a fazer uma coisa que nunca pensei fazer: torcer, discretamente, para que a bola não caísse aos pés de Cristiano Ronaldo. Não por rancor. Por cansaço. O cansaço de quem admirou durante vinte anos um jogador e começa agora a duvidar do homem. Não lhe retiro nada do que fez em campo. Cinco Bolas de Ouro, recordes que provavelmente nunca serão batidos, duas décadas a carregar selecções às costas quando ninguém mais o fazia. Isso é facto e permanece facto, imune a qualquer texto de opinião. Mas há uma diferença entre reconhecer o mérito de um jogador e continuar a admirar o homem em que ele se tornou — e é aí que a admiração deixa de bastar. Os números ajudam a perceber a dimensão do problema. Contra a RD do Congo, Ronaldo chegou ao seu décimo jogo consecutivo sem marcar em fases finais de Mundiais e Europeus — um registo que não se estende a outras competições da selecção, onde continuou a marcar normalmente, mas que, nos palcos que mais contam, se arrasta desde o Mundial de 2022. Teve apenas três remates e nenhum à baliza — sexta vez que isso lhe acontece num Mundial. Pelos vistos, aos 41 anos, Ronaldo na selecção só se for na Playstation. E, ainda assim, quando a equipa se juntou no meio-campo para aplaudir os adeptos no final do jogo, ele já ia a caminho do balneário, sozinho, antes de todos os outros. A imprensa internacional não deixou passar o pormenor. É a mesma lógica de um accionista maioritário que continua a comparecer às reuniões de uma empresa que já não gere, exigindo que todos se levantem quando ele entra na sala — mesmo que o produto já não seja dele, mesmo que a equipa de gestão tenha mudado, mesmo que os resultados o desmintam. A marca sobrevive à utilidade. E é exactamente isso que Portugal, aos poucos, deixou de tolerar. Portugal já conhece esta história. Chama-se sebastianismo. Um rei parte para uma guerra que não devia ter travado, desaparece em circunstâncias nebulosas, e o país passa séculos à espera do regresso do "Encoberto" — a certeza colectiva de que só ele pode salvar a pátria, mesmo depois de todas as provas em contrário. Substituam-se as brumas de Alcácer-Quibir pelos relvados de Houston e a estrutura emocional é praticamente a mesma: um povo que prefere esperar por um homem a confiar em si próprio. Fernando Pessoa dedicou parte da sua obra a mostrar como este tipo de espera colectiva por um salvador pode ser, ao mesmo tempo, a maior força e a maior fragilidade de um povo — e é difícil não pensar nisso ao ver um capitão de 41 anos ser tratado como se a selecção não pudesse respirar sem ele, quando hoje tem jogadores como João Neves ou Bruno Fernandes plenamente capazes de a fazer voar sozinha. E é aqui que a crónica muda de tom, porque há episódios que já não são sobre futebol. Ronaldo foi expulso em Novembro contra a Irlanda, por uma cotovelada no defesa Dara O'Shea, e ficaria a dever dois jogos de suspensão para o Mundial. Uma semana depois de jantar na Casa Branca — presente numa recepção oferecida por Donald Trump ao príncipe herdeiro saudita Mohammed bin Salman, o mesmo príncipe que os serviços de informação norte-americanos associaram ao assassínio do jornalista Jamal Khashoggi, esquartejado num consulado saudita em Istambul —, a FIFA decidiu converter essa suspensão num "período probatório". Pode ser coincidência de calendário. Mas é, no mínimo, uma coincidência incómoda, vinda de uma organização que lucra directamente com a presença dele no torneio que os Estados Unidos co-organizam. Não é a primeira vez que o vejo escolher o desconforto de uma sala com príncipes e bilionários em vez do desconforto de uma crítica doméstica. Aceita com naturalidade estar sentado ao lado de quem gere o dinheiro saudita — o mesmo fundo soberano que é dono do Al-Nassr e lhe paga duzentos milhões de dólares por ano —, mas revela dificuldade em aceitar que um jovem médio português diga, sem qualquer maldade, que dentro do grupo ele é hoje tratado como mais um. É uma inversão de prioridades reveladora: tolerância total ao poder que o remunera, desconforto perante a igualdade que o desafia. Por isso já não é sobre golos, nem sobre Bolas de Ouro, nem sobre se ainda é ou não o melhor do mundo. É sobre saber ficar no lugar certo quando o palco deixa de ser só seu. Um país não se ajoelha perante um homem, por maior que ele tenha sido — e este Portugal de 2026 já não precisa de esperar por ninguém para acreditar em si próprio. Porque, no fim, nenhum general ganha batalhas sozinho — e nenhum rei continua a sê-lo depois de o povo deixar de precisar dele. #Cristiano Ronaldo, #Mundial 2026, #futebol, #Arábia Saudita, #Casa Branca, #FIFA, #Portugal, #sebastianismo, #crónica