🇺🇸 🇧🇷 Os EUA estão preparando um arsenal de guerra na fronteira do Brasil Uma frota que passou vinte anos caçando alvos no Afeganistão, no Iraque e na Síria está de malas prontas para o continente americano. E o novo teatro de operações começa bem ali, na nossa fronteira. Segundo apuração da CNN, com seis fontes ouvidas, a Casa Branca avalia esvaziar o Comando da África de seus MQ-9 Reaper — o drone capaz de vigiar um único alvo por horas a fio e, quando chega a hora, disparar com precisão cirúrgica — para reforçar operações antidrogas e antiterrorismo na América do Sul. O gesto não é cosmético. Ele confirma algo que venho mostrando a vocês ao longo do ano: o hemisfério ocidental voltou a ser prioridade militar americana, depois de duas décadas de atenção presa ao Oriente Médio. A transferência caminha em duas velocidades. No Equador de Daniel Noboa, o drone chega como ferramenta operada pelos próprios americanos, dando sequência a ataques conjuntos contra guerrilheiros e laboratórios de droga que já vinham acontecendo desde maio. Na Colômbia, o desenho é outro: a Administração Trump fechou um empréstimo de três MQ-9 Reaper que serão pilotados por militares colombianos, treinados por instrutores americanos. É um salto e tanto — nenhum outro exército do continente tem hoje esse tipo de capacidade. Segundo o secretário da Guerra, Pete Hegseth, Honduras, Guatemala e Jamaica assinaram acordos semelhantes, ainda sem definição clara de quem vai operar os equipamentos em cada país. Esses cinco acordos não nasceram soltos. Eles são a ponta operacional de uma coalizão batizada de Escudo das Américas, que já reunia cerca de dezenove países até agosto deste ano. Foi nesse mesmo mês, no Panamá, que Hegseth formalizou a doutrina de enfrentamento que passa a valer para a região: a mesma lógica de guerra usada pelos Estados Unidos contra o Estado Islâmico no primeiro mandato de Donald Trump, agora reaproveitada contra o narcotráfico. Na prática, os Reaper já operam dentro da Operation Southern Spear, a campanha sob a qual o SOUTHCOM confirma ataques cinéticos letais — o de 9 de setembro, contra uma lancha no Caribe, é só o mais recente. A contagem não oficial de traficantes mortos nessas operações já passa de duzentos e trinta. Antes de cada ataque, a Marinha dispara tiros de alerta; parte das tripulações se rende e segue sob custódia — só que ninguém, até agora, confirmou para onde. O Brasil não está em nenhuma dessas frentes. E a explicação é simples de enunciar, difícil de engolir: Lula da Silva se recusa a classificar o Comando Vermelho e o PCC como organizações narcoterroristas, nos termos que a Administração Trump vem adotando desde o protocolo de segurança nacional de novembro de 2025. Sem essa categorização, não existe cooperação. Sem cooperação, não chega equipamento algum. Por trás da recusa está um temor concreto, atribuído a fontes do Planalto: que esse tipo de tecnologia acabe voltada para dentro do próprio território brasileiro. O medo cresceu depois da captura de Nicolás Maduro — foi quando, segundo os mesmos insiders, Lula da Silva foi ele mesmo consultar as Forças Armadas sobre a capacidade brasileira de reagir a um cenário parecido. Não é acaso que o ministro da Defesa tenha admitido, há cerca de um mês, que "se os americanos vierem é melhor abrir as portas". O resultado é um Brasil que se isola num continente cada vez mais alinhado com a Casa Branca. Enquanto isso acontecia, Celso Amorim, assessor especial de Lula da Silva para Assuntos Internacionais, passava a semana em Pequim, ao lado de lideranças chinesas, russas e iranianas, às vésperas da Assembleia Geral da ONU. Se essa trajetória se confirmar, o risco que venho mapeando desde os meus livros sobre o Foro de São Paulo deixa de ser hipótese e vira retrato: o Ocidente passa a enxergar o Brasil pelo mesmo prisma com que enxerga o regime comunista chinês, a ditadura iraniana e a autocracia de Vladimir Putin — parceiro do eixo errado, num momento em que o resto do continente escolheu o lado oposto. #EUA #Brasil #SegurançaLatina






