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#Treino

Pedro Emanuel deve fazer mudanças táticas contra o Independiente Medellín. Contra o Vitória, o português não fez alterações em relação ao que foi feito por Bruno Lazaroni, que comandou os treinos durante a pausa para a Copa. 📰 @venecasagrande https://t.co/k1x5pk5wP9 #Futebol #Táticas #IndependienteMedellín

A Inglaterra pegou o "jogo que ninguém quer jogar" e transformou em um treino aberto. Caminha para sacramentar sua melhor campanha em Copas desde 1966. Tuchel chegou a desdenhar da disputa, mas depois lembrou que vai mais longe do que qualquer técnico conseguiu em 60 anos. #CopaDoMundo #Inglaterra #Futebol

Com a volta de Jhon Arias, meu elenco treinou hoje na Academia de Futebol. Confira os detalhes na TV Palmeiras Sportingbet 🎥 ➤ https://t.co/U48LOGRFuu https://t.co/Q3yFhUGivP #Palmeiras #Futebol #Treino

🚨 Agora! Espanha cancela treino na véspera da final da Copa do Mundo por condições climáticas. Uma chuva forte cai em Nova Jersey, com muita água e raios. A Argentina ainda aguarda o protocolo, mas também pode cancelar. 🗞️ Globo 📸 Seleção Espanhola | AFA/Seleção Argentina https://t.co/Hnmei5gk8O #CopaDoMundo #Futebol #CondiçõesClimáticas

Santos informa que Neymar treinou normalmente no gramado do CT Rei Pelé na manhã de hoje. 📸 Raul Baretta/SFC https://t.co/hPvVedp3wQ #Neymar #SantosFC #Treino

Na Loja do Cruzeiro você encontra toda a linha de treino da Raposa! 💪🔵 Não tem nada melhor do que treinar com as 5 estrelas no peito! Acesse agora mesmo para garantir a sua sem sair de casa! 🔗 https://t.co/o5Vo4f7v9q https://t.co/rwGYrI0laM #Treino #Raposa #Loja

🚨 KIMI ANTONELLI LIDERA TL3 NA BÉLGICA 🚨 Em treino marcado pela batida de Hamilton no final, o líder do campeonato mostra que não está pra brincadeira! Vem mais uma pole por aí? P1. ANTONELLI (Mercedes) P2. NORRIS (McLaren) P3. VERSTAPPEN (Red Bull) P4. RUSSELL (Mercedes) P5. HAMILTON (Ferrari) P9. 🇧🇷 BORTOLETO (Audi) Logo mais tem QUALI! #F1 #Formula1 #Qualifying

Empresário de Ibrahima Ba acusa Strasbourg de mudar as condições salariais e nega falha nos exames médicos: "Quando o contrato do jogador nos foi apresentado, foi notada uma diferença de 33% no salário anual" "Então, ontem, as mentiras subiram de elevador, enquanto a verdade decidiu ir pelas escadas. Obviamente, as mentiras chegaram lá primeiro porque o elevador é simplesmente mais rápido. Toda a gente sabe que o Ibrahima Ba teve uma lesão ligeira perto do fim da época passada, razão pela qual não jogou os últimos 2 jogos. Ele treinou muito duramente durante as suas férias e juntou-se ao seu clube dez dias antes da chegada do grupo. No início da preparação de pré-época, ele estava perfeitamente operacional: treinava normalmente com o grupo e disputava jogos amigáveis. O treinador com quem ele trabalhava, a quem agradecemos calorosamente pela sua confiança e pela sua fé neste jogador, juntou-se a um outro clube na semana passada. Esse clube decidiu fazer tudo o que estivesse ao seu alcance para contratar o jogador. Pergunta para vocês, acham que se houvesse dúvidas sobre a saúde do jogador, o seu antigo treinador pediria ao seu novo [clube] para contratar o jogador por um montante recorde do clube?" Decidimos então aderir a este projeto depois de os dois clubes terem chegado a um acordo. O jogador fez testes médicos de 4-5 horas, fomos notificados de que tudo estava bem e que o jogador ia fazer a sessão de media por volta das 16h. Para nossa grande surpresa, quando o contrato do jogador nos foi apresentado, foi notada uma diferença de 33% no salário anual. Eu pessoalmente informei o clube de que o jogador não iria participar na sessão de media até chegarmos a acordo sobre o contrato do jogador. Foi-me então pedido para comparecer numa reunião para discutir este último assunto. Quando chegámos, outra enorme surpresa estava à nossa espera! Informaram-nos então de que existem preocupações com a saúde do jogador e que deveríamos esperar algumas horas por uma decisão vinda de Inglaterra. Após uma longa espera, decidimos regressar a Portugal. Outra grande surpresa: no minuto em que tomámos essa decisão, foi anunciado na comunicação social que o jogador tinha falhado nos exames médicos. O que é completamente falso." #IbrahimaBa #Futebol #Contratos

🚨 Santos se anima com condição física de Neymar. O craque mostrou uma boa condição física na reapresentação de hoje, no CT Rei Pelé. Neymar passou por exames fisiológicos e trabalhou na academia. Ele ainda fará outros testes para se definir a programação de treinos e jogos. A avaliação inicial é de que o camisa 10 poderá enfrentar a Chapecoense, dia 25, na Vila Belmiro. Uma ida à Venezuela para enfrentar a Universidad Central na próxima terça-feira, pela Sul-Americana, está descartada. 🗞️ @UOL | @lucas_musetti | @unollima 📸 Diego Sanches | SFC #Neymar #SantosFC #Futebol

🚨 Informação: Millán treinou entre os titulares e deve começar jogando contra o Bragantino. Escalação do Fluminense será confirmada em breve. #geflu https://t.co/B0r9XXPCX2 #Fluminense #Futebol #Brasileirão

🚨 Fumaça de incêndio florestais põe final da Copa do Mundo em alerta. A fumaça vem do Canadá e afeta a qualidade do ar em Nova York, ameaçando treinos e alterando o calendário do futebol no país. Um jogo da MLS foi adiado. Meteorologistas americanos classificam a qualidade do ar com níveis “perigosos à saúde”, comparadas ao impacto de fumar um cigarro. As autoridades estão aconselhando os moradores a passarem o mínimo de tempo possível ao ar livre, reduzindo atividades físicas intensas. Várias pessoas foram vistas circulando com máscaras de proteção. Os incêndios ocorrem principalmente pela forte onda de calor. A fumaça pode persistir no fim de semana, o que afetaria treinos de Espanha e Argentina, assim como a final da Copa. O mau tempo já afetou a Seleção Argentina, que teve seu voo cancelado e permaneceu em Atlanta, aguardando autorização para decolar. A IQAir, empresa suíça de tecnologia em qualidade do ar, classificou Toronto (Canadá) como a cidade com a pior qualidade do ar do mundo. 🗞️ @placar 📸 Reprodução/Globo #CopaDoMundo #QualidadeDoAr #IncêndiosFlorestais

ARQUIVOS DA CIA: MADURO FRAUDOU URNAS ELETRÔNICAS (COM VOTO IMPRESSO) PARA ROUBAR ELEIÇÃO E SE REELEGER EM 2020 Este vídeo deveria circular em todos os perfis que se preocupam com a nossa democracia. Vale lembrar que a empresa Smartmatic foi fundada por venezuelanos e, por exemplo, na eleição de 2014 treinou 14.000 funcionários que trabalharam na operação das urnas eletrônicas brasileiras naquele pleito. Nesta oportunidade Aécio Neves perdeu para Dilma Rousseff, o PSDB fez uma tentativa de auditoria e a conclusão foi a mesma da Comissão do Exército para Integridade Eleitoral de 2022 (convidados a fazê-lo pelo TSE) e da auditoria do PL em 2022: as maquininhas brasileiras são uma caixa preta, impossível de se auditar. Obs: apenas o PL foi multado em 2022 em… R$ 22 milhões - 22 era o número de Bolsonaro. Oficialmente consta no website do TSE que a auditoria feita pelo PSDB não encontrou nenhuma irregularidade. Mas o TSE esquece de dizer que não encontrou nada porque era impossível de se verificar o cruzamento de dados e demais técnicas de auditoria. Este foi o mesmo subterfúgio usado por Moraes, presidente do TSE na eleição de 2022, para atropelar o que disse o Exército e declarar “o Exército não encontrou nada de errado”. E antes que digam que isto é porque “o sistema é impenetrável” - como sempre arguido pelo então ministro Barroso - o TSE não menciona que o próprio tribunal reconheceu, através de um inquérito da PF aberto em 2018 a pedido da presidente do TSE, Rosa Weber, que houve uma invasão feita por um hacker e que esteve dentro dos sistemas, inclusive com a senha do ministro do TSE Sérgio Banhos, desde o início até o final de 2018, ou seja, abarcando os 2 turnos eleitorais de 2018. Esta investigação só deve ter sido aberta, creio eu - e aqui eu só posto isto porque estou fora do Brasil, pois criminalizaram opinião sobre processo eleitoral em meu país - porque o vencedor daquela eleição foi @jairbolsonaro e, então, haveria esperança de que este inquérito pudesse anular a vitória de Bolsonaro. Então pergunto: ontem foi a vez de desmascarar a Venezuela de Maduro, mas alguém ficaria surpreso se algo semelhante fosse anunciado sobre o Brasil? 🎥 Declaração de @realDonaldTrump ontem. #Democracia #Eleições2020 #AuditoriaElectoral

🚨🇾🇪| EXCLUSIVO: Domingos Duarte, novo reforço do São Paulo, acaba de desembarcar no Aeroporto Internacional de Guarulhos! 🎙️ Domingos Duarte: “O São Paulo é um clube muito grande, estou contente de estar aqui. Estou parado há algum tempo, mas com os treinos recupero rápido a forma para que possa estar preparado o mais rápido possível”. #SãoPauloFC #DomingosDuarte #Transferência

🚨 Exclusivo do @arqtricolor : Domingos Duarte acaba de desembarcar na capital paulista. Fará exames essa tarde para ser anunciado como novo reforço do São Paulo. Ele falou pela primeira vez, em registro do @feoliveira_pro : “O São Paulo é um clube muito grande. Queria um novo rumo na minha carreira e acho que esse foi passo certo que tomei, muito contente em estar aqui. Claro que estou preparado há algum tempo, com alguns treinos recupero rápido a forma. Espero que possa estar preparado o mais rápido possível pra ajudar o time. O recado que vou dar é trabalhar o meu máximo, prefiro falar no campo” #SãoPauloFC #Futebol #NovosReforços

Treino desta quinta e preparação finalizada para o amistoso contra o Olimpia. Já sabe onde assistir? É NA FLAMENGOTV a partir das 17h!!! #treino https://t.co/KUg8eo2AWB #Flamengo #amistoso #futebol

Que moral, Hope! 😮‍💨 Durante a visita ao treino de hoje, a #RainhaDaAmérica convidou a Hope Lingard, filha do Jesse Lingard, para entrar com ela no jogo de amanhã, contra a Ferroviária, pela 4ª rodada do Paulistão F, na Fazendinha! 💜 Garanta seu ingresso agora e venha apoiar #AsBrabas em mais um desafio 🎟️👉🏽 https://t.co/8vCIgcoJmK #VaiCorinthians #FutebolFeminino #Paulistão #AsBrabas

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"Fiz todo o possível para chegar da melhor maneira [ao Mundial]. Há um ano que me estava a preparar, a treinar... Passei dezembro na Argentina a treinar de manhã e à tarde, sabia que ia dar tudo para me sentir bem e poder desfrutar." Lionel Messi, 39 anos. https://t.co/vPQqbSAtZv #Mundial #Treino #Futebol

Temos 1.000 reais apostados hoje, sou França, ele Espanha (é claro, né?), enfim… Ai chego do treino do @DesimpaiN e o filha da puta está literalmente assim em casa https://t.co/Apmt55UO52 #futebol #apostas #FrançaEspanha

VOLTA AOS TREINOS O atacante Andrez Gomes volta nesta terça feira aos treinos com o elenco depois de estar no mundial. O colombiano deve ser relacionado para a partida de quinta feira, em Salvador, contra o Vitória. https://t.co/O7whj2Kjr4 #Futebol #Treinos #Esporte

Portugal, Cobaia da Europa “Onde a Comissão Europeia manda, o PRR paga e o professor corrige — sem saber ao certo o quê” Há professores que descrevem, nas redes sociais e em conversas de sala de professores, uma sensação nova e desconfortável: a de serem avaliados enquanto avaliam. Plataformas de correcção digital que registam o tempo gasto em cada resposta, sistemas que sinalizam quem corrige "devagar", classificadores que nunca souberam, até agora, que o seu próprio ritmo de trabalho estava a ser medido. Ninguém lhes explicou, com clareza, quem vê esses números, para onde vão, nem que decisão deles depende. O caso não é anedota isolada. É o retrato mais fiel do que se tornou a avaliação nacional depois da entrada em cena do PRR: 300 mil exames digitalizados numa plataforma incapaz de fazer coincidir a primeira página com a segunda, que já convocou matemáticos para classificar provas de línguas, e que apaga respostas para segundos depois, fazer surgir outras no lugar. A razão para tantos erros está no próprio desenho do sistema. Já não é um professor a pegar no exame de um aluno, do princípio ao fim, a lê-lo, a perceber o seu raciocínio e a atribuir-lhe uma nota que consegue explicar. O exame foi despedaçado em itens — cada pergunta separada das outras — e distribuído por vários professores diferentes, cada um a "despachar" apenas um pedaço, de muitos alunos ao mesmo tempo, como numa linha de montagem em que ninguém vê o carro completo, só aperta o seu parafuso. Por isso já não se corrige: classifica-se. E há uma consequência que devia incomodar-nos mais do que incomoda: como o trabalho passa todo dentro da plataforma, o sistema regista, item a item, quanto tempo cada professor demora a decidir — um cronómetro sobre o trabalho docente que nunca existiu na correcção em papel, e que serve tanto para pressionar quem "vai devagar" como, mais cedo ou mais tarde, para ensinar uma máquina a fazer o mesmo. Um aluno pode aceitar uma nota sem que ninguém — nem sequer um único professor — tenha visto o seu exame por inteiro e lhe consiga explicar o erro? Chama-se a isto modernização. Devia chamar-se-lhe, com rigor, uma forma de controlo digital sobre o próprio corpo docente, feita sem consentimento informado de quem nele trabalha. Vamos aos números reais, porque aqui a realidade já é suficientemente grave sem ser preciso exagerar nada. Foram entregues 7,1 milhões de euros a empresas privadas do sector tecnológico para digitalizar cerca de 300 mil provas e distribuí-las pelos correctores. Desde 2023, o antigo Instituto de Avaliação Educativa assinou 16 contratos ligados à digitalização das provas, num total de cerca de 7,1 milhões de euros, a que acresce ainda o IVA. Ao longo de uma década, esse instituto — entretanto renomeado — distribuiu 11,35 milhões de euros por 126 contratos com diferentes empresas tecnológicas, um valor bem mais amplo, que cobre equipamento, segurança informática e consultoria em geral, não só a digitalização dos exames. O maior contrato de todos nem sequer é para o sistema que está a falhar agora: em Julho de 2025, a Axians, do grupo francês Vinci, assinou com o instituto um contrato de cerca de 1,49 milhões de euros, financiado pelo PRR, para desenvolver uma nova plataforma que só deverá entrar em funcionamento em 2027. Convém dizer isto sem rodeios: o dinheiro do PRR não é uma prenda — é um empréstimo, com juros, que os portugueses pagarão durante anos, como sabem bem as populações de Boticas ou do Fundão, habituadas a outras promessas de "transição" feitas em nome de fundos europeus. E é aqui que a história ganha contornos quase cómicos, se não fosse trágica. A plataforma que hoje corrige — ou tenta corrigir — os exames não é a tal plataforma nova e cara. É gerida pela Blat – Creative Powerhouse, uma microempresa lisboeta com apenas catorze funcionários e uma facturação anual abaixo dos 580 mil euros, que regista só dois contratos públicos com o instituto, num valor total de cerca de 49 mil euros. O próprio ministro da Educação disse que esta colaboração vinha desde 2018 — só que a Blat, tal como existe hoje, nem sequer existia nessa altura: nasceu em 2020, como agência de comunicação chamada Antebellum, e só passou a chamar-se Blat em 2022. A empresa que assinou o contrato de 2018 tinha outro nome e outro número de identificação fiscal — uma empresa diferente. Ou seja: nem o próprio Ministério consegue explicar, com clareza, há quantos anos e com quem trabalha, quando falamos da peça mais crítica de todo o sistema. Vale a pena explicar, em palavras simples, uma confusão que ajuda a perceber o caos: há, na verdade, dois sistemas diferentes envolvidos. Um é a plataforma que recebe os ficheiros digitalizados e os distribui pelos professores — desenvolvida internamente, foi aqui que apareceram os erros mais visíveis, como folhas de continuação cortadas e itens trocados entre alunos. O outro é a plataforma onde os professores efectivamente classificam as respostas, criada internamente em 2016 e depois entregue à Blat para ser desenvolvida em sucessivas versões. O problema é que esse sistema nasceu pensado para um universo bem mais pequeno e totalmente digital — não para pegar em 300 mil exames feitos em papel, digitalizá-los à pressa e distribuí-los da noite para o dia. É como pedir a uma bicicleta de cidade que aguente uma corrida de camiões: em algum momento, parte. Numa das plataformas foi ainda identificada uma falha de segurança que obrigou a suspendê-la temporariamente, com a consultora Deloitte chamada às pressas para ajudar a resolver o problema — o mesmo tipo de problema que, no ano anterior, já tinha aparecido num projecto-piloto com 20 mil provas de Filosofia, ignorado nessa altura pelo Ministério. É como pedir a alguém que aprenda a conduzir num Fórmula 1, em auto-estrada, à noite, sem faróis — e depois espantarmo-nos com o acidente. A pressa não é acidental: é política. E a pergunta que ninguém faz em voz alta é porque foi Portugal, e não a Alemanha ou a França, o país escolhido para essa auto-estrada. Não deixa de ser revelador que, segundo relatos vindos de dentro do próprio ensino privado de topo, seja precisamente entre os filhos das classes dirigentes que esta tecnologia tende a ser mantida a maior distância — colégios onde a manhã ainda começa com leitura e silêncio, e não com um ecrã. Fica a pergunta, mais do que a certeza: quem decide impor esta tecnologia aos filhos dos outros, hesitaria em impô-la aos seus? A resposta institucional está nos próprios documentos da Comissão Europeia, que descrevem Portugal como "ambiente ideal para testes de escala" — o mesmo epíteto que já nos coube com o Cartão do Cidadão, a e-factura, a e-saúde e os pilotos de voto electrónico. Somos, há muito, o aluno aplicado da turma europeia: aceitamos depressa, resistimos pouco, temos infra-estruturas montadas e sindicatos menos combativos do que os alemães ou os franceses. É a mesma lógica que, no século XVIII, levou Pombal a reformar o ensino português com uma pressa iluminista que atropelou tradições inteiras; a diferença é que Pombal queria formar cidadãos, e o PRR quer, sobretudo, treinar algoritmos. Convém dizer isto com clareza, porque a expressão "inteligência artificial" faz-nos baixar a guarda crítica, como se estivéssemos perante um destino inevitável. Não é. Esta tecnologia não é inteligente — é estatística aplicada a milhões de respostas humanas — nem é artificial: depende de trabalho humano massivo e mal pago, de quem digitaliza à mão, de quem classifica, de quem fornece, sem saber, os dados que a alimentam. Há, nesta cadeia, uma inversão que raramente se nomeia: os mesmos professores e alunos cujo trabalho serve de matéria-prima para treinar os sistemas são também aqueles a quem depois se pede que confiem nesses sistemas para os avaliar. Paga-se a mesma pessoa duas vezes menos — uma vez em salário, que não aumenta, outra em autonomia, que diminui. Estudos de neurobiologia, de psicologia e inquéritos da OCDE dizem todos a mesma coisa, por outras palavras: quanto mais deixamos a máquina pensar por nós, menos o nosso próprio cérebro trabalha — e a concentração, a memória e o raciocínio complexo, que a escola devia treinar, ficam mais fracos. Paulo Freire já dizia, décadas antes de haver escolas "digitais", que ensinar não é despejar matéria na cabeça de alguém, mas ajudar esse alguém a aprender a pensar sozinho. Uma escola obcecada em medir a velocidade de correcção faz exactamente o contrário. Gert Biesta, um pedagogo mais recente, acrescenta algo importante: educar é sempre arriscado, porque lida com pessoas — livres, imprevisíveis, diferentes umas das outras — e é esse risco, essa imprevisibilidade, que faz da educação, e não um treino mecânico. Uma escola que tenta eliminar esse risco com algoritmos não está a melhorar a educação: está a destruí-la. E fica um aviso simples: quando um aluno pensa menos, não perde só ele — perdemos todos, porque o conhecimento que a humanidade partilha só cresce quando cada nova geração pensa por si. Nem é como se o resto da Europa tivesse aceitado isto sem resistência. Não existe, é preciso dizê-lo com honestidade, uma decisão única e europeia a travar de vez a avaliação digital — mas há factos concretos, e verificáveis, de resistência jurídica e institucional. Na Alemanha, uma associação de defesa de direitos digitais processou universidades pelo uso de software de vigilância em exames online, e a Baviera chegou a proibir por lei o reconhecimento facial e a análise automática de comportamento na correcção de provas, por considerar essas técnicas desproporcionadamente intrusivas. Em França, a autoridade de protecção de dados exige, desde 2023, que as escolas ofereçam sempre uma alternativa presencial a quem não quiser ser vigiado digitalmente num exame. E no Parlamento Europeu chegou mesmo a ser pedida, formalmente, uma investigação à privacidade destas ferramentas de vigilância educativa. Não é uma recusa em bloco, mas é o oposto do silêncio que se vive em Portugal: é debate público, é litígio, é regulação a travar excessos antes de eles se instalarem. Em Portugal, esse debate mal chegou a existir. Nem a maioria dos partidos com assento parlamentar, nem a generalidade dos sindicatos de professores, questionaram publicamente o modelo em si — a divisão do exame em itens, a substituição da correcção pedagógica por uma simples classificação, a monitorização do tempo de trabalho docente. Discutiu-se a incompetência da execução, não a legitimidade do desenho. É uma diferença que parece técnica e é, na verdade, política: uma coisa é exigir que um sistema mau funcione melhor, outra é perguntar se aquele sistema devia sequer existir. Nas redes sociais, longe dos comunicados oficiais, foi de professores e não dos meios do costume que veio a onda de testemunhos sobre os erros dos exames — enquanto o ministério, por algum tempo, insistiu em desvalorizá-los. A pressão política acabou por obrigar a mais do que palavras: o sindicato de professores Fenprof pediu directamente a demissão do ministro da Educação, o Bloco de Esquerda propôs uma comissão parlamentar de inquérito para apurar quem desenvolve e gere a plataforma e com que dinheiro do PRR, e até um pedido de debate urgente do Chega chegou a ser recusado pelo presidente do Parlamento. Perante o caos, o ministro autorizou ainda meio milhão de euros extra para tentar estabilizar o sistema em pleno processo de correcção — dinheiro gasto às pressas para apagar um incêndio que, no fundo, resultou de anos de decisões apressadas. Para muitos desses professores, o problema não é apenas a pressa: é o próprio modelo — descritores simplificados, perguntas fechadas, uma avaliação pensada para ser lida por uma máquina antes de ser lida por um ser humano. Não escrevo isto para condenar a tecnologia em si, nem os professores que, sem alternativa, hoje classificam aquilo que a plataforma lhes atribui. Escrevo-o porque um país que aceita ser laboratório sem perguntar o preço do ensaio acaba sempre a pagar a factura duas vezes: uma em dinheiro do PRR, outra em confiança perdida na escola pública. Da próxima vez que o seu filho, ou o filho de um amigo, receber uma nota de exame que pareça estranha, vale a pena perguntar não só se a resposta estava certa — mas quem, ou o quê, a leu primeiro. #PRR, #educação, #digitalização, #inteligência artificial, #vigilância digital, #Portugal, #União Europeia, #professores, #exames nacionais, #Paulo Freire, #Gert Biesta