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#Produtividade

Por Que o Seu Salário Encolhe Quando o PIB Cresce Entre o optimismo triunfante do PIB e a asfixia silenciosa de quem trabalha, Portugal descobriu uma nova modalidade olímpica: tributar como no Norte da Europa, produzindo como na periferia. Há uma arte muito particular na retórica financeira do Estado: a capacidade de vestir a contabilidade de uma sobriedade tão técnica que qualquer protesto do contribuinte parece um traço de analfabetismo funcional. Se o PIB cresce dois vírgula qualquer coisa por cento e o desemprego recua para patamares historicamente baixos, o cidadão é delicadamente convidado a juntar-se ao coro de aclamação. Quando os profetas da calculadora nos acenam com a "boa conjuntura", o debate político costuma dar-se por encerrado. Afinal, como ousar contestar a prosperidade quando ela vem chancelada por gráficos em papel cavalinho? O problema é que a realidade tem a péssima mania de não ler as notas de imprensa dos governos. E, quando a folha de cálculo é confrontada com a vida concreta, a aritmética oficial começa a revelar as suas fracturas. A Ilusão do Indicador Agregado: Carga vs. Esforço O grande truque de mágica das últimas décadas residiu em concentrar a atenção pública num único conceito: a carga fiscal. Ouve-se nos corredores do poder, com o ar compenetrado de quem recita um dogma, que a arrecadação de impostos em relação ao PIB em Portugal está "perfeitamente alinhada com a média europeia". E assim se arruma o assunto. O que este sacerdócio do número prefere omitir é uma distinção elementar que qualquer família faz ao fim do mês: uma taxa de 35% cobrada a quem ganha três mil euros não produz a mesma dor que essa mesma taxa aplicada a quem subsiste com mil. Para desarmar esta narrativa, a matemática do quotidiano é mais didáctica do que qualquer tratado de finanças públicas: • O Cidadão A (Dinamarquês): Ganha 4.000 euros por mês. O seu Estado cobra-lhe uma carga fiscal elevadíssima de 40% (1.600 euros). Sobram-lhe 2.400 euros líquidos na conta para viver, consumir e poupar. • O Cidadão B (Português): Ganha 1.000 euros por mês. O Estado cobra-lhe uma carga teoricamente "mais baixa" ou "na média", de 35% (350 euros). Sobram-lhe escassos 650 euros para enfrentar um mercado de habitação, energia e cabaz alimentar com preços globalizados. Matematicamente, a "carga fiscal" do dinamarquês é superior. Na prática, o esforço fiscal do português é infinitamente mais doloroso. É exactamente por isso que a carga fiscal é um indicador cego: olha para a fatia que o Estado tira, mas recusa-se a olhar para o tamanho do bolo que sobra no prato do contribuinte. A Teimosia dos Dados Oficiais: A Lição da "Passadeira Rolante" Não é a primeira vez que os modelos matemáticos e a tecnocracia falham ao analisar o país. Lembremo-nos de quando o homem que previu a falência iminente da Segurança Social errou a sua projecção por mais de 9 mil milhões de euros, precisamente porque os modelos teóricos ignoraram as dinâmicas reais do mercado de trabalho e da economia concreta. Com a fiscalidade acontece exactamente o mesmo. E aqui não há espaço para manobras de distracção: os números que confirmam o nosso empobrecimento relativo vêm directamente das séries do INE e do Eurostat. É a própria estatística oficial que desfaz o mito da equidade fiscal. Em 1999, os dados do INE registavam uma carga fiscal de 30,8% do PIB, com um nível de vida correspondente a cerca de 85% da média europeia. O nosso esforço fiscal — a métrica real que cruza a tributação com a riqueza per capita — situava-se em 89,5% da média comunitária. Estávamos confortavelmente abaixo do padrão de sacrifício europeu. Para perceber o que aconteceu desde então, a analogia da mensalidade do ginásio traduz esta perda de terreno: em 1999, pagávamos uma "mensalidade" equivalente a 30 € tendo um salário relativo de 850 € — o esforço era razoável. Hoje, a "mensalidade" subiu para 35 €, mas o nosso rendimento relativo recuou para 770 €. Embora o aumento da taxa pareça contido no papel, a nossa capacidade para a suportar encolheu. Esta é a história da "passadeira rolante": imagine dois atletas no ginásio. O atleta europeu mantém uma corrida ritmada enquanto a sua passadeira avança a boa velocidade; o atleta português corre com cada vez mais inclinação na máquina (mais impostos), mas a sua passadeira está a andar para trás. Ao fim do treino, o português está exausto do enorme esforço exigido, mas ficou substancialmente mais longe da linha de chegada do que quando começou. As séries oficiais confirmam este recuo: a arrecadação subiu para mais de 35% do PIB, enquanto o nosso nível de vida relativo caiu de 85% para 77% da média da UE. O resultado é que o esforço fiscal português saltou de 89,5% para uns impressionantes 115,3% da média europeia — significando que o sacrifício exigido ao contribuinte português está hoje 15,3% acima da média comunitária. Somos o sexto país da União Europeia onde o Estado exige maior sacrifício a quem menos rendimento gera. Tributamos como na Suécia, mas remuneramos como no limiar da coesão. O Mito do Crescimento Infinito Sem Produtividade A narrativa dominante confortou-se durante anos com um modelo económico assente no aumento quantitativo: mais turistas a entrar, mais fundos europeus a injectar, mais postos de trabalho de baixo valor acrescentado a criar. Mas o modelo chegou ao fim do seu fôlego natural. Com a taxa de desemprego nos 5,7% e uma demografia que envelhece a um ritmo inexorável, continuar a esperar que o PIB cresça apenas porque há "mais pessoas a trabalhar" é uma forma de voluntarismo ingénuo. A teimosia dos factos contados pelas métricas do INE obriga a fazer a pergunta que a tecnocracia prefere diferir: quanto conseguirá a economia portuguesa produzir quando o efeito anestésico do turismo e das subvenções comunitárias se desvanecer? Sem um investimento produtivo sério — que, aliás, as últimas estimativas mostram voltar a cair em termos em cadeia —, a promessa de convergência com a Europa rica transforma-se numa miragem. A produtividade não é um detalhe académico; é a única máquina capaz de transformar trabalho em salários reais. Se o capital por trabalhador não aumenta, se a gestão não ganha dimensão e se a inovação permanece confinada a relatórios de propaganda, a resposta do sistema para financiar o Estado Social continuará a ser a mais fácil e a mais cobarde: espremer ainda mais a esponja do rendimento das famílias. A Revolução que Não Pode Esperar Pelo Amanhã Entramos agora num ciclo em que a Inteligência Artificial e a automação de processos prometem redefinir o próprio conceito de trabalho no horizonte de uma década. Perante esta viragem histórica, a discussão pública em Portugal arrasta-se na espuma dos dias. Enquanto a tecnologia oferece a possibilidade real de desassociar a criação de riqueza da mera soma de braços disponíveis — multiplicando a eficiência e criando o verdadeiro choque de produtividade de que o país necessita —, o debate político insiste em discutir o acessório. Aumentar o rendimento per capita não é apenas uma meta estatística; é a única forma de tornar a tributação suportável. Se a economia gerar valor real, a mesma taxa de imposto pesará substancialmente menos nos ombros de quem produz. Se, pelo contrário, continuarmos a adiar as reformas estruturais, a modernização do tecido empresarial e a aposta decidida na tecnologia, o esforço fiscal continuará a subir, mascarado por aparentes triunfos conjunturais. A política não é um mero exercício de contabilidade, nem o país é uma folha de Excel desenhada para equilibrar saldos à custa do esgotamento dos seus cidadãos. Não basta perguntar quanto o Estado arrecada. É imperativo perguntar quanta vida sobra aos portugueses depois de pagarem a factura da sua própria modéstia económica. #EconomiaPortuguesa #Fiscalidade #EsforçoFiscal #CargaFiscal #PIB #Salários #Produtividade #CustoDeVida #RendimentoPerCapita #Empobrecimento #ClasseMédia #Habitação #Inflação #INE #Eurostat #DadosEconómicos #Portugal #PolíticaEconómica #EstadoSocial #ConvergênciaEuropeia #InteligênciaArtificial #Automação #FuturoDoTrabalho #Inovação #PortugalReal #VidaCara #SalárioCurto #EsforçoRecord

Virgílio Macedo's article argues that Portugal should focus on generating more added value and productivity, instead of competing on low cost, to raise salaries and improve quality of life, without compromising competitiveness. (translated)

Trabalhamos como europeus, ganhamos como portugueses

“Que tal se dedicar menos a sua vida pessoal para se tornar um funcionário melhor para mim?” Tem que acabar o patrão influencer. https://t.co/2EOUtAibCA #Trabalho #VidaPessoal #Produtividade

The impact of artificial intelligence on GDP growth is difficult to quantify in statistics, as despite the enormous investments and visible progress, the resulting productivity is still not reflected in the numbers, revealing limitations in the way GDP is constructed and measured. (translated)

Em todo o lado menos nas estatísticas
Observador Aug 1

The Forum for Competitiveness maintained the forecast for Portuguese GDP growth between 1.7% and 1.9% for 2026, despite positive results in the first half, signaling concerns about the external environment and productivity. (translated)

Fórum para a Competitividade mantém previsão para PIB
Insubmissa Jul 31

@rickazzevedo Cada dia mais convencida que o mundo corporativo é mt mais sobre controlar o tempo do que sobre produtividade. #MundoCorporativo #Produtividade #ControleDoTempo

SEM A ROUBALHEIRA DO PT, O TRABALHADOR PODERIA DESCANSAR MAIS Se o governo roubasse menos e não mantivesse uma máquina pública tão inchada, o brasileiro não precisaria trabalhar tantos meses do ano apenas para sustentar Brasília. Defendemos uma jornada de trabalho mais flexível e a liberdade de negociação entre empregados e empregadores, temas que estão em pauta no Senado. Quando o trabalhador decide os rumos de sua vida e as empresas têm liberdade para empreender, a produtividade cresce e a qualidade de vida melhora. É esse o modelo que tem gerado mais prosperidade nos países que mais avançaram. #Trabalho #Liberdade #Produtividade

Observador Jul 20

Portugal não precisa inovar na criação de inteligência artificial, mas souber utilizar a tecnologia existente para aumentar a produtividade e competitiveness da sua economia, evitando perder terreno para países que já implementam essas soluções de forma eficaz. #InteligênciaArtificial #TransformaçãoDigital #Produtividade

Portugal não precisa de inventar a IA
Observador Jul 17

António Carlos Rodrigues, CEO do Grupo Casais, afirmou que a construção industrializada pode aumentar a produtividade e triplicar a capacidade de respostas do setor, permitindo realizar o mesmo trabalho em menos horas e enfrentando a escassez de mão de obra de forma mais eficaz, desde que haja investimento em digitalização e um ecossistema industrial adequado. #ConstruçãoIndustrializada #Produtividade #Inovação

Casais: construção industrial pode triplicar capacidade
JH Fonseca Jul 16

Sabem o que poderia ser mais DESASTROSO para o Brasil que ser taxado? RESTRIÇÕES DE COMPRAS DE TECNOLOGIA. Se Lula continuar se posicionando como inimigo dos EUA, vai conseguir desconectar o Brasil da maior fonte de inovação e produtividade do planeta. #Brasil #Tecnologia #Inovação

Paulo Nabais Jul 8

Team Building Bio Leadership Experience . O treino e desenvolvimentos de habilidades de liderança em ambiente natural, reflete um impacto indestrutível no dia-a-dia de trabalho com aumento dos níveis de produtividade e ambiente de trabalho saudável. Saiba mais aqui: https://livingplace.pt/tour/team-building-bio-leadership/

- Living Place Team Building Bio Leadership
Observador Jul 4

O estudo apresentado por Giovanni Peri no Fórum BCE em Sintra refuta a ideia de que os imigrantes comem fatias do bolo econômico, argumentando que, na verdade, eles aumentam o tamanho desse bolo ao serem, em média, mais qualificados que os nativos e ao contribuírem para o crescimento e a produtividade da economia. #Imigração #CrescimentoEconómico #BCE

"Imigrantes não vêm comer do 'bolo', aumentam-lhe o tamanho"
Observador Jul 3

O B-Rural Summit 2026 abordou a importância da agricultura como um futuro viável para os jovens em Portugal, destacando a necessidade de renovação geracional no setor, que enfrenta um envelhecimento da força de trabalho, mas apresenta aumento de produtividade, valorização dos imigrantes e a crescente inserção de novas tecnologias e competências na agricultura. #JovensAgricultores #Agricultura #RenovaçãoGeracional

E se o futuro dos jovens fosse a agricultura?
Observador Jul 3

O calor extremo realmente pode afetar o desempenho cognitivo, tornando as pessoas mais lentas e propensas a erros no trabalho, devido ao esforço fisiológico adicional para se resfriar e à desidratação, além de impactar negativamente a qualidade do sono. #Saúde #Calor #Produtividade

Será o calor o culpado pelos erros no trabalho?

A Matemática Selectiva Quando se mexe no denominador e se finge que o numerador não existe Há uns anos, tocou-me à campainha um recenseador do INE, prancheta debaixo do braço, a perguntar quantas pessoas viviam em minha casa. Contei os nomes, ele anotou, despediu-se com um sorriso burocrático e foi tocar à porta seguinte. Nunca imaginei que aquele gesto tão modesto — contar gente, uma casa de cada vez — pudesse, anos depois, decidir se o país é rico ou pobre. O INE, que durante anos jurou que éramos cerca de 10,7 milhões, anunciou agora que afinal somos 11,4 milhões. Mudou a contagem. Não mudou nada em minha casa. E, como quem muda uma lâmpada sem avisar, deixou o país às escuras durante uns segundos, até percebermos o que isto significa. O problema não é a luz. É o timing. A cronologia ajuda a perceber o desconforto. Os dados de 2021 foram publicados definitivamente em Setembro de 2023, ainda com a população antiga. Durante 2022, 2023 e 2024 governou-se com essa régua curta, sem que ninguém parecesse preocupado com o facto de estarmos a medir produtividade, pressão hospitalar e necessidades escolares com uma população que não existia. Só em Janeiro de 2025 o INE anunciou que Portugal tinha afinal 11,4 milhões de residentes, graças à integração dos dados da AIMA, da Segurança Social, das Finanças e de outros serviços públicos. E só em 2026 é que o debate público explodiu, como se a queda do PIB per capita fosse uma descoberta súbita e não o resultado de quatro anos de estatística mal calibrada. Mas o detalhe mais curioso não está na cronologia. Está na matemática. Alterar apenas o denominador de uma fracção e manter o numerador intacto é, no mínimo, controverso — para não dizer enganador. O PIB não mudou. O que mudou foi o número de pessoas a dividi-lo. É como actualizar o número de convidados de um jantar sem contar os pratos que eles trouxeram. A fracção desce, claro, mas não porque o jantar ficou mais pobre — apenas porque a contagem ficou a meio caminho. E, no entanto, esta operação aritmética é agora apresentada como diagnóstico económico, como se a queda do PIB per capita revelasse uma verdade profunda sobre o país, quando revela apenas um erro técnico que demorou quatro anos a ser corrigido. E aqui entra o ponto que quase ninguém menciona, talvez porque estraga a narrativa conveniente. Se o INE descobriu que afinal havia mais gente no país — gente que consome, trabalha e produz — então não basta corrigir o denominador. O numerador também deveria ser revisto. A chamada "Economia Não Declarada" não é um conceito académico: é consumo real que não foi contado, trabalho real que não foi medido, produção real que nunca entrou nas contas. O próprio INE confirmou que vai rever esta estimativa. E, ao fazê-lo, admite que havia riqueza real que não estava a ser captada. Ora, se havia riqueza não captada, o PIB estava subestimado. E se o PIB estava subestimado, corrigir apenas o denominador é uma operação incompleta — e politicamente útil. Mas a política raramente resiste a uma oportunidade. Em vez de se perguntar como é que andámos anos a planear hospitais, escolas e políticas económicas com uma população mal contada, preferiu-se concluir que o problema é dos trabalhadores, que não produzem o suficiente, que precisam de mais "flexibilidade". É uma leitura tão previsível que quase parece ensaiada. A estatística tropeça; o discurso moral levanta-se. E tudo isto sem que ninguém explique como é que uma reforma laboral resolve um erro de contagem. A verdade é que a produtividade portuguesa não se mede na força dos braços, mas na estrutura das empresas. E essa estrutura é, há décadas, o nosso segredo mal guardado. Temos um país onde 99,9% das empresas são PME, e onde 96% são microempresas. Negócios familiares, muitos deles geridos com boa vontade, mas pouca formação. Cerca de 42% dos empregadores têm apenas o ensino básico. É um número que raramente aparece nos debates, talvez porque desmonta a explicação confortável de que o problema é "cultural" ou "comportamental". Não é. É estrutural. Há uma frase do escritor escocês Andrew Lang que devia estar emoldurada em todos os gabinetes de comunicação: as estatísticas são como um candeeiro para um bêbedo — servem para se apoiar, não para iluminar o caminho. A revisão demográfica do INE deveria ter servido para iluminar: a qualidade dos dados, a capacidade do Estado para contar quem cá vive, a necessidade de planear políticas com base na realidade. Em vez disso, serviu de apoio a um discurso antigo, que culpa os trabalhadores por problemas que não criaram e que não podem resolver sozinhos. E é aqui que a crónica vira. Porque, leitor, a sua vida não mudou com a revisão do INE. O seu salário é o mesmo. A sua factura da luz, infelizmente, também. Mudou apenas o discurso em torno dele, que tenta agora transformar um erro técnico numa lição moral sobre produtividade. Mas a pergunta que importa é outra: como é que um país pretende ser competitivo quando a maioria das suas empresas não tem estrutura para competir? No fim, resta-lhe esta reflexão: quando ouvir falar de "produtividade", pergunte-se se estão a falar de si — ou de um país que insiste em medir-se com uma régua que nunca coube na realidade. Fontes para aprofundar • INE — Estimativas de População Residente, 2025 (divulgação oficial): o documento-fonte com os 11 424 031 residentes e a revisão da série 2021-2024. ine.pt • Jornal Económico — "Portugal perde três lugares no ranking europeu do PIB per capita": detalha a queda de 81% para 77% da média da UE e a posição relativa face a Polónia, Estónia, Croácia e Roménia, com os cálculos do economista Óscar Afonso. jornaleconomico.sapo.pt • RTP — "População residente em Portugal atinge 11,4 milhões. 14% são estrangeiros": explica a mudança de metodologia — de censos para registos administrativos, incluindo dados da AIMA. rtp.pt • CNN Portugal / SOL — "INE vai rever PIB, emprego e outros indicadores per capita": o calendário oficial das revisões em cascata, incluindo o recálculo das Contas Nacionais previsto para Março de 2027. cnnportugal.iol.pt • INE — Dia Internacional das Micro, Pequenas e Médias Empresas (2025): a estatística estrutural usada na crónica — 99,9% das empresas portuguesas são PME, 96,7% microempresas. ine.pt • JN — "Os números pregam partidas" (opinião): outra leitura crítica do mesmo episódio estatístico, com uma ironia complementar à desta crónica. jn.pt

*Adolfo Sachsida é o entrevistado de Market Makers* *O GRAVE RISCO QUE ASSOMBRA O FUTURO DO BRASIL* *Market Makers #381* O economista Adolfo Sachsida, ex-Ministro de Minas e Energia e ex-Secretário de Política Econômica do Ministério da Economia é o convidado de Thiago Salomão no Market Makers, o podcast mais ouvido da Faria Lima. Em pauta: A Selic caiu, mas o juro pode ficar mais caro para empresas, famílias e investidores? No Market Makers, Adolfo Sachsida explica por que a redução da Selic não elimina a pressão sobre os juros futuros - e por que o Brasil pode entrar em uma nova fase de risco fiscal, crédito caro e menor potência da política monetária. Mas o debate vai muito além do Copom. Para Sachsida, o maior desafio do próximo governo não será apenas equilibrar as contas públicas. Será preparar o Brasil para a revolução da inteligência artificial: profissões qualificadas sob pressão, automação, produtividade, educação, renda mínima e um novo mercado de trabalho. Neste episódio, Thiago Salomão e Leopoldo Rosa conversam com Adolfo Sachsida sobre: -Selic, inflação, juros futuros e dominância fiscal; -Banco Central, credibilidade e política monetária; -O impacto da inteligência artificial em médicos, advogados, programadores e mercado financeiro; -Renda mínima universal e qualificação profissional; -Escala 6x1, produtividade e custo do trabalho; -Projeto Brasil: crédito, energia, burocracia, agro e mineração; -Lula, Bolsonaro, Flávio Bolsonaro, eleições de 2026 e Argentina de Milei; -STF, segurança juridica, empreendedorismo e o futuro dos investimentos no Brasil. Assista: https://t.co/qaoCq5qeT3 #Brasil #Economia #InteligenciaArtificial

Marina Silva Jun 27

Sou pré-candidata ao Senado por São Paulo e pelo Brasil. Com Lula (@LulaOficial), o Brasil voltou a sonhar. E agora precisamos continuar transformando esse sonho em realidade, ampliando conquistas, enfrentando desigualdades e construindo um país cada vez mais humano e sustentável. Coloco minha experiência a serviço de um projeto que une diferentes forças democráticas em defesa da nossa soberania, do desenvolvimento econômico sustentável e das oportunidades para todos. Uma frente ampla comprometida com o presente e o futuro do nosso país. Estarei ao lado do presidente Lula em sua reeleição e de Fernando Haddad (@Haddad_Fernando) em sua caminhada rumo ao Governo de São Paulo, trabalhando para que sigamos avançando com responsabilidade, inclusão social e sustentabilidade em todas as suas dimensões - ambiental, socioeconômica e ética. Em São Paulo, precisamos resgatar a vitalidade de um estado que concentra uma enorme rede de talentos, robusta capacidade de investimento, indústria historicamente diversificada e uma agricultura de alta produtividade que dialogam com polos de tecnologia e centros de pesquisa e inovação. Mas essa mesma realidade pujante que já fez de São Paulo a locomotiva do desenvolvimento brasileiro encontra-se estagnada, crescendo menos do que a média nacional e desperdiçando seu potencial. O nosso compromisso é manter o Brasil como liderança ambiental global, cuidando da nossa gente e construindo um país que avança sem deixar ninguém para trás. Contem comigo! #Brasil #Sustentabilidade #Democracia

Há Coisas do Diabo Em que dormi no 18.º lugar da Europa e acordei no 22.º, sem ter mudado de cama Há coisas do Diabo. Mal acordo, vejo esta notícia: afinal somos mais pobres do que supúnhamos. Não pela noite, nem pelo Carnaval, nem por nenhum vício recente — mas por decreto estatístico. O Instituto Nacional de Estatística, essa entidade que nos mede como se fôssemos gado em feira, decidiu que somos mais. Muito mais. De 10,7 milhões passámos, da noite para o dia, para 11,4 milhões de almas. E, como a aritmética não perdoa nem aos optimistas, o bolo actual é o mesmo de sempre, mas agora há mais bocas à mesa. O resultado: cada fatia ficou mais fina. Com base nos dados mais recentes, Portugal passa a apresentar um PIB per capita em paridades de poder de compra equivalente a 77% da média da União Europeia. Antes da revisão, eram 81%. Deitei-me no 18.º lugar do pódio europeu e acordei no 22.º, ultrapassado pela Polónia, pela Estónia, pela Croácia e pela Roménia — países que, há uma geração, olhavam para Portugal como quem olha para um primo rico que foi à praia descobrir o mundo. Confesso que fiquei preocupado. Corri a ver o saldo bancário. Estava igual. Contei os problemas: os mesmos de sempre, nem um a mais, nem um a menos. As contas continuam com o valor de ontem. E pensei: que raio de estatística é esta, que me empobrece sem me tirar um tostão do bolso? A resposta, como quase tudo nesta vida, está na diferença entre o que parece e o que é — distinção que já preocupava os gregos e que continua a confundir ministros das Finanças. O PIB per capita não mede riqueza pessoal; mede a riqueza do país a dividir pelo número de portugueses, reais ou apenas agora descobertos. E descobriram-se quase setecentos mil, a maior parte deles chegados pela porta da imigração, não pela cegonha. A economia cresceu, sim — mas cresceu a reboque de mais gente a trabalhar, não de mais produtividade por cabeça. É a diferença entre um restaurante que factura mais porque pôs mais mesas na rua e um restaurante que factura mais porque o cozinheiro encontrou finalmente a receita óptima para o arroz de tamboril. Convém recordar que esta confusão entre crescer e enriquecer não é propriamente nova por aqui. Já D. Sebastião confundia grandeza com extensão, e tinha por objectivo um império que a demografia não sustentava, rumo a Alcácer Quibir. Nós, mais modestos, confundimos crescimento do PIB com prosperidade, e fomos a Bruxelas exibir números que agora se revelam inflacionados por um erro de contagem. Benjamin Disraeli — ou foi Mark Twain a citá-lo, a história nunca se entende bem nestas coisas, como os nossos próprios censos — dizia haver três tipos de mentira: as mentiras, as mentiras descaradas e as estatísticas. Esta semana, Portugal aprendeu-o na pele. O mais inquietante não é a posição no ranking — lugares europeus sobem e descem como o Benfica na fase de grupos —, mas o facto de termos governado o país, durante anos, com um mapa errado. Decidimos a direcção dos recursos, calculámos produtividade, pressão sobre hospitais e escolas, tudo isso com base numa régua mal calibrada, medindo uma população que não existia. E o que é mais português do que isso: descobrir, com um atraso considerável e um certo embaraço, que a bússola estava furada desde o início? Há, no entanto, um consolo modesto nesta história, e é esse o ponto a que quero chegar. A sua vida, leitor, não mudou esta noite. O seu salário é o mesmo. As suas contas, as mesmas. O seu lugar na fila do centro de saúde, infelizmente, também é o mesmo. O que mudou foi um número que vive em Bruxelas e em Lisboa, dentro de um quadro Excel, alheio ao seu quotidiano. E talvez seja boa altura para perguntarmos, com a frieza de quem já viu estatísticas nascerem e morrerem: quanto da nossa ansiedade colectiva depende de números que não tocamos, não comemos e não levamos para casa? Porque se há lição nesta crónica do INE, é esta: continuamos a medir a nossa dignidade pela posição numa tabela, quando deveríamos medi-la pelo que conseguimos fazer com o que realmente temos. E isso, ao contrário do PIB per capita, ninguém revê a meio da noite.

Observador Jun 25

O futuro da economia digital em Portugal depende da transformação da infraestrutura digital em significativa adoção empresarial, produtividade e resultados, sendo que o país enfrenta o desafio de alinhar suas competências digitais e digitalização das PME com as metas dos parceiros europeus, conforme destacado no relatório da Comissão Europeia sobre o estado da Década Digital. #EconomiaDigital #TransformaçãoDigital #Portugal

Do Estado digital à economia digital: o nosso próximo salto
JoãoMiranda Jun 23

O negócio que Portugal fez nos últimos anos foi: exportar pessoas com produtividade do 1o mundo, e importar pessoas com produtividade do 3o mundo e dar-lhes serviços públicos gratuitos de 1o mundo. #Portugal #Migração #Produtividade