A peleja entre Neymar e o goleiro norueguês após o gol brasileiro, com o camisa 10 apontando pro peito e botando marra, é uma das cenas de Copa mais ridículas que não poderíamos nem imaginar, de tão ridículas que são. É estarrecedoramente ridículo. Dou ao Neymar o respeito que ele mesmo não se dá: sua história na Seleção, que já estava encerrada e foi, nesta Copa, só um dos vários delírios de um técnico em negação, é muito diferente da de Casemiro, Danilo e Marquinhos, três biografias essencialmente de clubes, mas três "líderes" que não deixarão a menor saudade na Seleção - se é que estas biografias realmente acabaram. Líderes de cabeceira de mesa de jantar, de poltrona de ônibus, de conversinha de vestiário, mas que nunca se reproduziu em campo. Danilo, em especial, ao ser convocado como zagueiro (pra não jogar) e acabar tendo que fazer a lateral porque o técnico, em um arroubo desvairado, imaginou que dava pro Ibañez jogar na posição, se converte na mais clamorosa aberração que já vi a Seleção se submeter em um Mundial, maior até do que a aposta em um jogador cuja lesão no dia da convocação era diferente da lesão do dia seguinte. Já que o contrato do técnico está renovado, que ele encargue de dar o ponto final (tardio) a alguns dos (autodeclarados) líderes (de nada) da Seleção. O tempo deles foi um tempo de derrotas. #Copa2023 #Futebol #SeleçãoBrasileira




