Alexandre de Moraes jurou de pé junto que não era ele nas mensagens com Vorcaro. Que os prints estavam em “pasta de outra pessoa”. Só que o relatório da PF desmontou essa narrativa — e mostra o outro lado da linha. Nesta reportagem, explico o plano infalível de Vorcaro que falhou: escrever no bloco de notas do iPhone, tirar um print e mandar em visualização única, para o texto sumir. O WhatsApp apaga a foto. O iPhone, não. Cada captura gerava um PDF temporário. A perícia leu. Foram 52 envios ao número salvo como “Alexandre de Moraes BRASILIA”. O contato foi passado por Fábio Faria em dezembro de 2023. E, para enterrar de vez a tese da “pasta errada”, a PF escolheu justamente o dia que o STF usou para negar o contato: 17 de novembro de 2025. Cinco envios de visualização única. Cinco logs. E não foi só Vorcaro quem falou. Aquele contato ligou o apagamento automático, apagou quatro mensagens que havia enviado e devolveu quatro fotos. No mesmo dia em que o laudo saiu, Gonet pediu ao STF para anular tudo: Mendonça não poderia investigar Moraes. O foro existe. Só que a PF não partiu do ministro. Partiu das mensagens que Moraes diz não serem dele. Se quiserem levar essa tese até o fim, terão de admitir que as conversas são reais. Xeque mate. https://t.co/d5hwgUYSmV #Política #Justiça #Brasil




