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💣 MP DENUNCIA ARMANDO MENDONÇA POR FURTO DE MATERIAS DA NIKE, COAÇÃO DE TESTEMUNHAS E TENTATIVA DE APROPRIAÇÃO‼️ Armando Mendonça é acusado de desviar 131 itens esportivos dos almoxarifados do clube, ameaçar funcionários que conduziram auditoria interna e furtar camisas da NFL. Denúncia do MP foi protocolada nesta terça-feira (3) e pede suspensão imediata do dirigente. A informação foi divulgada inicialmente pelo portal ESPN e confirmada pelo BlogdoMacedo. O promotor Cassio Roberto Conserino, da 6ª Promotoria Criminal de São Paulo, denunciou nesta terça-feira (3/6/2026) o vice-presidente do Corinthians, Armando Mendonça, pelos crimes de apropriação indébita agravada e continuada, tentativa de apropriação indébita, furto qualificado pelo abuso de confiança e coação no curso do processo, O documento de 35 laudas integra o processo 1573131-07.2025.8.26.0050, na Vara Criminal de São Paulo. OS CRIMES IMPUTADOS Apropriação indébita: entre junho e outubro de 2025, Armando desviou 131 itens da Nike, 100 camisas, 9 blusas, 9 calças, 6 pares de tênis, 4 shorts, 2 malas e 1 mochila, dos almoxarifados do Parque São Jorge e do Centro de Treinamento, valendo-se do cargo para controle irrestrito sobre o estoque. Tentativa de apropriação: tentou se apropriar de 19 camisas da NFL restantes do jogo Corinthians x Palmeiras (31/08/2025), mas cancelou o pedido ao perceber que estava sendo monitorado pelos auditores. Furto qualificado: subtraiu 8 camisas da NFL sem qualquer registro no sistema do clube, explorando o abuso de confiança do cargo. Coação: em 10 de novembro de 2025, enviou "notificação extrajudicial" exigindo retratação pública dos funcionários Marcelo Munhoes e Reginaldo Prados do Nascimento, autores da auditoria e testemunhas do inquérito, sob ameaça de medidas cíveis e criminais. A AUDITORIA E OS NÚMEROS A investigação nasceu de auditoria interna ordenada pelo próprio presidente Osmar Stábile. O relatório de 94 laudas identificou os desvios e expôs um colapso de governança nos almoxarifados. Notas fiscais não lançadas no sistema do clube somaram R$ 5,1 milhões em 2024 e R$ 1,07 milhão entre maio e setembro de 2025, irregularidade que o MP quer comunicar à Receita Federal. A GRAVAÇÃO QUE INCRIMINA Em 25 de setembro de 2025, ao saber da auditoria, Armando ligou para Marcelo Munhoes, que gravou a conversa de 39 minutos. Na ligação, o vice-presidente disse textualmente que, por ocupar o cargo, podia "pegar" roupas da Nike, "se eu peguei é porque eu peguei",e mencionou presentear desembargadores com tênis e camisetas. Para o MP, trata-se de confissão extrajudicial e retrato de uma cultura de "coronelismo" no Parque São Jorge. A DEFESA NÃO CONVENCEU No interrogatório policial, Armando admitiu a retirada de 47 itens, mas alegou "relacionamento institucional". O MP rebateu: as notas de solicitação registram formalmente seu nome; várias trazem a justificativa "para uso próprio"; nenhum comprovante de destinação institucional foi apresentado; e o Estatuto do SCCP não atribui ao vice-presidente qualquer função de gestão de material esportivo. O QUE O MINISTÉRIO PÚBLICO PEDE - Condenação criminal nas quatro imputações, em concurso material; - Indenização ao SCCP pelo valor de mercado dos bens desviados, mais R$ 100 mil por danos morais; -Suspensão imediata do cargo e proibição de frequentar o clube durante o processo; - Proibição de contato com testemunhas, especialmente Marcelo e Reginaldo, que trabalham na sede; - Perícia técnica no sistema interno do clube; - Alerta de que, se continuar pressionando testemunhas, pode ser requerida prisão preventiva. A vítima formal é o próprio SCCP, representado por Osmar Stábile, o mesmo presidente que ordenou a auditoria que expôs o homem de sua própria diretoria. #BlogdoMacedo APOIO: #1908CoffeeStation #Corrupção #Furto #Justiça

EDITORIAL — BLOG DO MACEDO: A TORCIDA VENCEU. AGORA, SÓ A INTERVENÇÃO SALVA O CORINTHIANS‼️ Em pouco mais de dois anos, o Corinthians viu três ex-presidentes saírem pela porta dos fundos, não pela porta da glória, não pelo caminho do legado, mas empurrados pela força bruta da torcida que se recusou a ser anestesiada. Andrés Sanchez expulso. Augusto Melo expulso. Duílio Monteiro Alves renunciando antes que o mesmo destino batesse à sua porta. Três nomes. Três capítulos de uma crise que não é acidente, é estrutura. Que fique registrado: isso não foi a política do clube funcionando. Não foi o Conselho Deliberativo acordando por consciência própria. Não foi o Fiscal atuando com rigor repentino. Não foi nenhuma instância interna descobrindo, do nada, que tinha obrigação de defender o patrimônio corintiano. Foi a torcida. Foi o fiel que pagou ingresso, que assinou streaming, que comprou camisa e que, em vez de aceitar o silêncio, escolheu o barulho. Foi a pressão de fora para dentro, das arquibancadas para os corredores do Parque São Jorge, das redes sociais para as cadeiras do plenário, das ruas para as salas fechadas onde decisões eram tomadas às escuras. Andrés Sanchez carregava um histórico que já seria motivo de afastamento em qualquer clube com governança minimamente séria. A torcida não esperou, pressionou, documentou, denunciou, não deu trégua. Augusto Melo chegou prometendo reconstrução e entregou escândalo atrás de escândalo: auditoria que não existia, empresa de segurança fantasma, saques em dinheiro vivo, contratos que desafiavam qualquer explicação razoável. A torcida não abaixou a cabeça, pressionou, foi às ruas, ocupou as câmeras, foi aos gabinetes do Ministério Público. Duílio Monteiro Alves, que administrou o clube no período em que as dívidas estruturais se aprofundaram e que deixou perguntas sem resposta sobre sua gestão, viu o ambiente se tornar insustentável e pulou antes de ser empurrado. Três saídas. Uma única força motriz: a consciência corintiana organizada. Mas aqui o Blog do Macedo precisa ser honesto com quem lê este espaço há anos: comemorar é legítimo, mas parar na comemoração seria ingênuo. Porque o que acabou foi o capítulo, não o livro. A estrutura que permitiu que esses três governassem o clube com opacidade, com sobreposição de interesses, com contratos questionáveis e com desprezo pela base associativa, essa estrutura continua de pé. Enquanto ela existir, o próximo Andrés, o próximo Augusto, o próximo Duílio já está sendo formado em algum corredor do Parque. A saída dos três é histórica porque é a prova de que a pressão popular funciona. Mas a história não para aqui. O único caminho real é a intervenção judicial. Não a intervenção como punição simbólica. A intervenção como instrumento de salvação patrimonial, o que o Ministério Público já tem elementos mais do que suficientes para requerer através de uma Ação Civil Pública. Uma gestão profissional, auditoria independente com poderes reais, prestação de contas transparente, e um processo eleitoral refundador conduzido sob supervisão externa. Enquanto o clube depender apenas de sua própria política interna para se corrigir, estará dependendo do mesmo sistema que gerou o problema para resolvê-lo. A torcida fez sua parte, e que parte. Agora é hora das instituições fazerem a delas. O Corinthians não precisa de mais um presidente que chegue prometendo ordem. Precisa de um processo que torne a desordem impossível. Só a intervenção é o caminho. #BlogdoMacedo APOIO: #1908CoffeeStation #Corinthians #Intervenção #Torcida