2. Porque é que é único? A singularidade do AFDS está sobretudo na escala, na continuidade e na relação directa com o território. Existem muitos arquivos fotográficos. Existem arquivos de instituições, de fotógrafos, de famílias, de jornais, de municípios e de museus. O que torna o AFDS diferente é a decisão de construir, de forma sistemática e continuada, uma memória visual de uma região inteira, acompanhando-a enquanto ela acontece. Não se trata apenas de conservar o passado. Trata-se de criar, no presente, aquilo que no futuro será uma das principais fontes para compreender este território. A fotografia permite registar aquilo que os documentos escritos muitas vezes não registam: a aparência das ruas, a arquitectura que desaparece, a forma como as pessoas se vestem, trabalham e ocupam os espaços, os rostos de uma comunidade, os pequenos negócios, as festas, os gestos, as paisagens e até aquilo que parece demasiado banal para merecer ser guardado. É precisamente esse quotidiano que amanhã poderá adquirir um enorme valor documental. O AFDS tem ainda outra característica pouco comum: não pretende separar a fotografia documental da fotografia artística. Uma imagem pode ser simultaneamente documento e obra. Pode informar, provocar emoção, gerar conhecimento e construir uma representação de um lugar. Por isso, o arquivo não é apenas uma colecção de fotografias. É um sistema de leitura do território. E quanto mais tempo passa, maior é o seu valor. Porque cada nova fotografia não vale apenas por si própria: acrescenta uma camada àquilo que já foi registado e permite estabelecer relações, comparar épocas, identificar mudanças e compreender processos. É essa acumulação de tempo que transforma uma colecção num arquivo. Visite a página do AFDS e descubra este projecto: www.arquivodourosuperior.wordpress.com #RuiCamposFotografia #ArquivoDouroSuperior #ArquivosFotográficos #fotografiasantigas #InteriorDePortugal #Portugal #Memória #Desenvolvimento #Sociedade #Comunidades


