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#Balcãs

The article analyzes the impact of European diplomacy on Portuguese diplomacy, discussing topics such as support for Ukraine, the strategic importance of Albania, and the implications of the migration pact on the migration crisis in Ceuta. (translated)

A diplomacia europeia choca com a diplomacia portuguesa?

Several European countries, including France, Belgium, and Serbia, are facing large-scale wildfires that have already consumed thousands of hectares, resulting in the evacuation of communities and intensive firefighting efforts by local authorities. (translated)

Fogos atingem França, Bélgica e Balcãs
Observador Aug 6

Volodymyr Zelensky is preparing for his first visit to Serbia, a country traditionally allied with Russia, in an attempt to steer the Balkans nation away from Russian influence, which he considers a slap in the face to Moscow. (translated)

"Bofetada a Moscovo." Zelensky visita país amigo da Rússia

O Portão Secreto que Marrocos Usa Contra a Europa Em Ceuta ninguém arrombou nada — só se esqueceram de fechar a fechadura Há uns anos, um amigo meu trocou o portão de casa por um automático. Um comando, um sensor, um motor eléctrico escondido no muro. Nunca mais empurrou ferro nenhum. E ele próprio me confessou ter aprendido uma coisa óbvia, mas que só se percebe depois: um portão automático não falha por acidente. Se abre, é porque alguém carregou no botão. Se fica fechado, é porque ninguém quis abri-lo. Não há meio-termo, não há avaria misteriosa. Há decisão. Guardei essa lição para o dia em que vi as imagens de Ceuta. No dia 30 de Julho, entre 50 e 70 mil pessoas avançaram para a fronteira marroquina em poucas horas. Ceuta tem 83 mil habitantes — ou seja, num único dia, a cidade recebeu um número de pessoas equivalente a mais de metade da sua população. Entre 20 e 30 afogaram-se nas águas de Tarajal, consoante a fonte. E os números do primeiro semestre de 2026 desmentem qualquer teoria de “efeito de chamada” generalizado: as entradas irregulares em Espanha, no seu conjunto, caíram de 17 990 para 12 138 face ao ano anterior. Só em Ceuta subiram — de 978 para 2 582, mais 164%. A pressão migratória diminuiu em toda a Espanha, excepto exactamente no ponto em que Marrocos controla a torneira. Porque é isso que aconteceu: fecharam-se torneiras, ou abriram-se portões. Marrocos guarda a fronteira de Ceuta com muros, vedações, drones, gendarmaria e forças auxiliares permanentes. Nada nessa fronteira falha por engano. Quando as barreiras ficaram abertas e os agentes marroquinos se retiraram à passagem dos jovens — como relataram vários meios internacionais —, isso não foi desorganização. Foi o motor eléctrico do portão do meu amigo, em versão geopolítica: alguém carregou no comando. Ceuta, aliás, sabe do que fala quando se fala de portas que mudam de dono por conveniência política. Foi ali que, em 1415, D. João I e o Infante D. Henrique lançaram Portugal ao primeiro território conquistado fora da Península — o berço, dizem os manuais, da expansão portuguesa. Ceuta foi portuguesa até à Restauração; em 1668, no tratado que reconheceu a independência de Portugal face a Espanha, ficou do lado espanhol, e ali continua. A cidade nasceu, para nós, como símbolo de conquista; sobrevive, seiscentos anos depois, como símbolo de disputa. A fronteira muda de mãos, o instrumento é sempre o mesmo: quem controla o portão, controla a narrativa. A politóloga norte-americana Kelly Greenhill tem um nome para isto: migração coercitiva projectada — usar o movimento de pessoas como arma de pressão diplomática, tal como a Bielorrússia fez com a Polónia ou a Turquia com a União Europeia. Não é preciso um exército. Basta um vizinho capaz de abrir uma fronteira, uma potência amiga interessada em redesenhar mapas, parceiros europeus que lucrem politicamente ao não defender o Estado atacado, e uma oposição interna mais preocupada em minar o governo do que em nomear o agressor. Todos esses ingredientes estiveram presentes em Ceuta. E aqui chegamos à parte que devia envergonhar-nos como europeus: a reacção. Itália suspendeu Schengen com Espanha. Finlândia, Dinamarca e Chéquia pressionaram Madrid. Ursula von der Leyen chamou “inaceitáveis” às imagens e exigiu retornos rápidos, ignorando que Ceuta tem regime de controlo reforçado desde sempre. O nosso primeiro-ministro, Luís Montenegro, escolheu um caminho mais comedido — recusou suspender Schengen, mas avisou que os Estados-membros não devem transmitir a ideia de que “a porta está escancarada”, ao mesmo tempo que reforçava a vigilância nas fronteiras marítimas do Sul de Portugal. A frase é defensável em casa; soa a lição dada ao vizinho quando dita lá fora. Espanha tem constitucionalistas tão competentes como os nossos, e o problema em Ceuta nunca foi a lei espanhola — foi a fronteira alheia. O mais revelador, porém, foi o que ninguém disse. A oposição espanhola falou em invasão, em incompetência, em crise de soberania — sem nunca nomear Marrocos. O Governo espanhol, por seu lado, aceitou a narrativa da máfia de tráfico e evitou qualquer crítica pública a Rabat, por uma razão compreensível: a contenção da fronteira sul depende dessa cooperação. Mas o silêncio tem preço. Se ninguém no sistema político nomeia quem retirou os gendarmes, a história que fica é a de um Estado incapaz — exactamente a fotografia que Marrocos queria vender ao mundo, na mesma semana em que um relatório do Congresso norte-americano sugeria que Ceuta e Melila “permanecem sujeitas à reivindicação de Rabat”. Não é preciso escolher entre histeria e ingenuidade. É preciso é olhar para o portão inteiro, não só para o instante em que ele se abriu. Segundo a Frontex, entre 2021 e 2026, as entradas irregulares acumuladas em Itália somaram 478 600; nos Balcãs Ocidentais, 340 600; na Grécia, 259 800; em Espanha, 234 760 — a menor das quatro. Um pico de alguns dias em Ceuta, por mais dramático que tenha sido, não apaga seis anos de tendência. Apaga, isso sim, a nossa paciência para ler números — e é precisamente essa impaciência que quem controla o comando do portão está a explorar. Da próxima vez que uma fronteira “se abrir sozinha” nos ecrãs, vale a pena perguntar, antes de mais: quem tinha a chave? #Ceuta, #Marrocos, #Espanha, #migração, #geopolítica, #Portugal, #Schengen, #história

Observador Jun 15

Montenegro avançou nas negociações para adesão à União Europeia ao fechar dois novos capítulos, totalizando 16 de 33, e poderá tornar-se o 28.º Estado-membro da UE até 2028, caso continue a progredir nas reformas exigidas. #Montenegro #AdesãoUE #BalcãsOcidentais

Montenegro fecha dois capítulos e aproxima-se da adesão à UE

E isso foi um grande avanço face àquilo que tinha sido a última cimeira que decorreu em Bruxelas entre a UE e os Balcãs Ocidentais.

Cimeira UE. Portugal apoia integração gradual dos Balcãs
observador.pt
Observador Jun 5

Na Cimeira da UE em Tivat, Montenegro, o Primeiro-Ministro português Luís Montenegro reiterou o apoio de Portugal para a integração gradual dos Balcãs Ocidentais na União Europeia e o estatuto de membro associado para a Ucrânia, enfatizando a necessidade de mecanismos que acelerem esses processos e fortaleçam a presença da Europa no cenário global. #UniãoEuropeia #BalcãsOcidentais #Integração

Cimeira UE. Portugal apoia integração gradual dos Balcãs
Observador Jun 4

A União Europeia aprovou a abertura de negociações com países dos Balcãs Ocidentais para garantir a isenção de taxas de roaming para cidadãos europeus, permitindo-lhes utilizar serviços telefónicos sem custos adicionais na região, desde que os países adotem as normas comunitárias pertinentes. #Roaming #Balcãs #UniãoEuropeia

UE aprova isenção de roaming nos Balcãs

Os ministros dos Negócios Estrangeiros da UE reunirão hoje em Bruxelas para discutir a situação no Médio Oriente, a guerra na Ucrânia e a relação com os países dos Balcãs Ocidentais, com expectativa de progressos nas sanções contra Israel e na análise das garantias de segurança a Kiev, enquanto Portugal é representado pelo ministro Paulo Rangel. #MédioOriente #GuerraNaUcrânia #BalcãsOcidentais

MNE da UE discutem hoje sanções a Israel por colonatos na Cisjordânia