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#Confiança

Empresário de Ibrahima Ba acusa Strasbourg de mudar as condições salariais e nega falha nos exames médicos: "Quando o contrato do jogador nos foi apresentado, foi notada uma diferença de 33% no salário anual" "Então, ontem, as mentiras subiram de elevador, enquanto a verdade decidiu ir pelas escadas. Obviamente, as mentiras chegaram lá primeiro porque o elevador é simplesmente mais rápido. Toda a gente sabe que o Ibrahima Ba teve uma lesão ligeira perto do fim da época passada, razão pela qual não jogou os últimos 2 jogos. Ele treinou muito duramente durante as suas férias e juntou-se ao seu clube dez dias antes da chegada do grupo. No início da preparação de pré-época, ele estava perfeitamente operacional: treinava normalmente com o grupo e disputava jogos amigáveis. O treinador com quem ele trabalhava, a quem agradecemos calorosamente pela sua confiança e pela sua fé neste jogador, juntou-se a um outro clube na semana passada. Esse clube decidiu fazer tudo o que estivesse ao seu alcance para contratar o jogador. Pergunta para vocês, acham que se houvesse dúvidas sobre a saúde do jogador, o seu antigo treinador pediria ao seu novo [clube] para contratar o jogador por um montante recorde do clube?" Decidimos então aderir a este projeto depois de os dois clubes terem chegado a um acordo. O jogador fez testes médicos de 4-5 horas, fomos notificados de que tudo estava bem e que o jogador ia fazer a sessão de media por volta das 16h. Para nossa grande surpresa, quando o contrato do jogador nos foi apresentado, foi notada uma diferença de 33% no salário anual. Eu pessoalmente informei o clube de que o jogador não iria participar na sessão de media até chegarmos a acordo sobre o contrato do jogador. Foi-me então pedido para comparecer numa reunião para discutir este último assunto. Quando chegámos, outra enorme surpresa estava à nossa espera! Informaram-nos então de que existem preocupações com a saúde do jogador e que deveríamos esperar algumas horas por uma decisão vinda de Inglaterra. Após uma longa espera, decidimos regressar a Portugal. Outra grande surpresa: no minuto em que tomámos essa decisão, foi anunciado na comunicação social que o jogador tinha falhado nos exames médicos. O que é completamente falso." #IbrahimaBa #Futebol #Contratos

DAV🐉 2d

Hoje é dia, rapaziada! 💚 Hoje é o dia de buscarmos o tão sonhado título mundial. Passamos por muitas dificuldades até chegarmos novamente a essa oportunidade. Se Deus quiser, vamos conquistar o mundo. Eu confio nos moleques. Eles sabem o que fazem. Pra cima! 🏆💚 #GOLOUD https://t.co/Cqsnmr1k78 #TítuloMundial #Confiança #Foco

CHEGAMOS. Vencemos o terceiro mapa e estreamos no #VCTAmericas com VITÓRIA! O começo foi turbulento, mas foi importante pra nos reencontrarmos e mostrar jogo. Resiliência e confiança. Esses são os novos pilares da nossa LOUD VALORANT 🫵💚 #goLOUD https://t.co/QZMBgzyWnb #VALORANT #VCT #esports

Estamos a concluir um mandato de quatro anos. Aprovámos nove orçamentos e centenas de projetos de lei. Agradeço a confiança que depositaram em mim, graças à qual conseguimos, em conjunto, manter um mandato de quatro anos

Knesset dissolvido perante eleições de outubro
observador.pt

A Democracia constitui o quadro político que assegura o exercício legítimo do poder, mediante a participação livre e informada dos cidadãos. Enquanto sistema de organização do Estado, assenta em princípios estruturantes que garantem a proteção dos direitos fundamentais, a limitação do poder e a preservação das liberdades públicas. No plano institucional, a Democracia exige a existência de um Estado de Direito, no qual todas as entidades — públicas e privadas — se encontram subordinadas à lei. Este princípio é complementado pela separação de poderes, pela independência dos tribunais e pela atuação imparcial das instituições de fiscalização. A legitimidade democrática decorre da realização periódica de eleições livres, universais e transparentes, que permitem a renovação dos titulares de cargos políticos e asseguram a representação plural da sociedade. A liberdade de expressão, de informação e de imprensa — garantida por uma comunicação social independente — constitui condição essencial para o escrutínio público e para o debate informado. A Democracia exige, igualmente, o respeito pelo pluralismo, pela diversidade de opiniões e pela participação cívica ativa. A convivência entre diferentes perspetivas fortalece o espaço público e impede a concentração arbitrária de poder. A preservação do regime democrático depende da vigilância permanente dos cidadãos, da transparência das instituições e da rejeição de práticas que comprometam a integridade do processo político, como a desinformação, a intolerância ou a erosão da confiança pública. Assim, a Democracia deve ser entendida como um compromisso contínuo, sustentado pela responsabilidade coletiva de proteger direitos, garantir liberdades e assegurar que o poder é exercido de forma legítima, limitada e escrutinável.

The Prime Minister said yesterday that he fully maintains his confidence in the Minister of Internal Administration. Would he say the same thing today? (translated)

Milhares de alunos aguardam hoje à tarde a divulgação das notas dos exames nacionais, enquanto o Ministro da Educação expressa confiança de que todos terão acesso às classificações, apesar de algumas tensões políticas sobre o processo de correção. #ExamesNacionais #Educação #Política

6h. Alunos esperam conhecer hoje as notas dos exames

Se eu mantenho a confiança política no senhor ministro da Administração Interna? Com certeza, senhor deputado. Plenamente. No senhor ministro da Administração Interna e em todos os ministros e secretários de Estado.

Ventura desafia Governo a apresentar moção de confiança
observador.pt

André Ventura, líder do Chega, desafiou o Governo português a apresentar uma moção de confiança durante o Debate do Estado da Nação, que foi marcado por críticas da oposição e uma defesa firme do primeiro-ministro e do PS, que afirmaram não ter medo de eleições, enquanto os apelos por responsabilidade e estabilidade foram reiterados por várias figuras políticas. #DebateNacional #ConfiançaNoGoverno #EstabilidadePolítica

Ventura desafia Governo a apresentar moção de confiança

Advogado de 58 anos foi preso em Odivelas sob suspeita de ter burlado clientes chineses em um esquema de Vistos Gold, apropriando-se de 1,2 milhões de euros através de 32 crimes de abuso de confiança e branqueamento de capitais desde 2022. #VistosGold #Justiça #BranqueamentoDeCapitais

"Vistos Gold": advogado preso por burla de 1,2M€

Zalazar: "Muitas pessoas enviaram-me mensagens para vir para o maior de Portugal" "Desde o primeiro dia em que falei com o Sporting CP sabia que queria vir para aqui. Transmitiram-me muita confiança, adoro o Clube e, assim que surgiu esta hipótese, muitas pessoas enviaram-me mensagens para vir para o maior de Portugal." #SportingCP #Futebol #Portugal

Rafinha é o novo executivo de futebol do São Paulo. O ex-jogador de 40 anos deixa o cargo de gerente esportivo e passa a liderar o departamento de forma definitiva - ele já vem exercendo a função desde a saída de Rui Costa, há pouco menos de um mês. “Tenho visto o trabalho diário do Rafinha desde que assumiu essa nova responsabilidade. Ele foi um grande atleta e líder, e como gerente esportivo agregou muito. Agora, nessa nova função, vem realizando um grande trabalho à frente do futebol do São Paulo, não só pela experiência que obteve ao longo da carreira, mas por todo o seu relacionamento no mundo do futebol”, comentou o presidente Harry Massis Junior. “Encaro essa nova função como mais um desafio e me sinto muito preparado. A experiência que tenho aqui dentro do São Paulo, tanto como atleta quanto neste período como gerente esportivo, e tudo o que vivi em mais de 20 anos de futebol me dão muita confiança para liderar o projeto esportivo do clube. Além disso, tenho buscado me aprimorar com cursos de gestão. Temos uma equipe muito qualificada dentro e fora do campo, uma grande estrutura e muita confiança para o que vem pela frente. Nossa tarefa será, sempre, colocar o São Paulo no ponto mais alto junto com os nossos torcedores, que são os mais importantes desse clube gigante”, disse Rafinha. Capitão do Tricolor nas conquistas da Copa do Brasil (2023) e da Supercopa Rei (2024), Rafinha encerrou a exitosa carreira como atleta no ano passado, no Coritiba, e passou a integrar a diretoria são-paulina em janeiro deste ano. O novo executivo são-paulino está estudando gestão esportiva na DFB Akademie (Federação Alemã de Futebol) e realiza também o curso de gestão de clubes da FIFA. Rafinha contará com o suporte jurídico de Felipe Carvalho, advogado do clube desde 2020, que passa ao cargo de gerente jurídico esportivo. #SãoPauloFC #futebol #gestaodeclubes

Luísa Neto, na sua tomada de posse como Provedora de Justiça, comprometeu-se a atuar com uma “voz assertiva” na defesa dos direitos fundamentais, defendendo que uma proteção reforçada pode ajudar a reconstruir a confiança na democracia e destacando a importância de ir além da mera legalidade e do foco nos casos individuais. #ProvedorDeJustiça #LuísaNeto #DireitosFundamentais

"Não há poder sem responsabilidade", diz Luísa Neto

Meus comentários sobre a suposta "foto com Sicário" do @FlavioBolsonaro : 1. A procedência é da foto é frágil para qualquer padrão jornalístico. Não que Juliana das Picas seja jornalista ou ICL seja um veículo legítimo. Mas vejamos: a imagem foi obtida por fonte anônima e teria sido tirada em 2022 num hotel na zona sul do Rio. Já ouvi versão dizendo que foi em BH. Sem o arquivo original com metadados, autenticação definitiva é impossível. A recaptura de tela, aliás, elimina justamente os metadados que permitiriam verificar câmera, data e localização. Muito conveniente, não? 2. O ICL diz que rodou aplicativos para descartar AI - mas isso é uma furada completa. Detectores de IA têm confiabilidade limitada, especialmente em imagens recomprimidas pelo WhatsApp, onde os artefatos originais (de IA ou de câmera) são destruídos. "Nenhum detector acusou" é evidência fraca a moderada, não prova. 3. O problema é que eu duvido que até mesmo o próprio Flávio saiba se a foto é ou não verdadeira. Digo: eu mesmo não saberia porque, mesmo eu, morando nos EUA, sou parado para tirar foto o tempo inteiro com pessoas que eu desconheço completamente. Vocês não tem ideia de como é com o Flávio - obviamente mil vezes pior. Então, se o Sicário pediu para tirar foto com ele em algum momento em 2022, duvido que o próprio Flávio saiba. Naquele momento ninguém nem sabia quem era este cara e, mesmo hoje, quando me mandaram a foto eu não reconheci. O que realmente interessa é se no celular do Sicário havia uma relação estabelecida entre o Flávio e ele. Até agora, nada. O Flávio nega. Crianças, vamos fazer jornalismo vai. Corram atrás de FATOS. Seguimos. #Jornalismo #Fatos #Confiança

O governo moçambicano enfatizou a importância da reconciliação e da justiça transicional como ferramentas essenciais para prevenir novos conflitos e fortalecer a confiança nas instituições, especialmente após os recentes incidentes violentos pós-eleitorais. #Moçambique #JustiçaTransicional #Paz

Moçambique defende reconciliação para evitar novos conflitos

A Autoridade Tributária e Aduaneira detetou 355 milhões de euros em vantagens patrimoniais ilegítimas e investiga 671 milhões em impostos em falta, tendo instaurado 5.184 processos de investigação criminal em 2025, com 85,6% dos inquéritos ligados a abuso de confiança fiscal. #Impostos #FraudeFiscal #AbusoDeConfiançaFiscal

Fisco. Vantagens patrimoniais ilegítimas atingem 355 milhões

Temos de detetar os casos mais cedo. Temos de reforçar e acelerar o rastreio de contactos. Temos de garantir que os estabelecimentos de saúde sejam acessíveis, seguros e merecedores da confiança das comunidades que servem.

Ébola. Epidemia poderá ser superior às estimativas, diz OMS
observador.pt

Bom dia! Muitas vezes queremos ajudar Deus a conduzir a nossa própria história. Tentamos moldar os planos, controlar os caminhos e encontrar soluções com a força das nossas mãos. Mas há momentos em que o maior ato de fé não é fazer mais, e sim confiar mais. Hoje, entregue ao Senhor aquilo que pesa em seu coração. Não permita que o orgulho diga que tudo depende de você. A graça de Deus não precisa ser aperfeiçoada pela sabedoria humana; ela já é perfeita. Quando reconhecemos nossas limitações, abrimos espaço para que o poder de Deus se revele de forma extraordinária. Que nesta manhã você caminhe com um coração humilde, disposto a aprender, obedecer e descansar. O Senhor não procura pessoas que aparentam ser fortes, mas corações sinceros que confiam Nele acima de todas as coisas. Ore, faça a sua parte com fidelidade e deixe que Deus realize aquilo que está além das suas forças. Há portas que nenhuma habilidade humana abre, mas que uma simples oração, feita com fé, é capaz de escancarar. Que o seu dia seja guiado pela paz que vem do céu, pela sabedoria da Palavra e pela certeza de que Deus continua trabalhando, mesmo quando seus olhos ainda não conseguem enxergar. Que o Senhor conduza cada passo da sua jornada e encha o seu coração de esperança. #Fé #Confiança #Esperança

A Iniciativa Liberal propõe adiar o debate sobre o Estado da Nação para a próxima semana, argumentando que é essencial ouvir o ministro da Educação sobre a correção dos exames nacionais, enquanto diretores escolares expressam confiança em que mais de 90% das provas já foram corrigidas. #Noticiário #Educação #Política

As notícias das 8h

Portugal, Cobaia da Europa “Onde a Comissão Europeia manda, o PRR paga e o professor corrige — sem saber ao certo o quê” Há professores que descrevem, nas redes sociais e em conversas de sala de professores, uma sensação nova e desconfortável: a de serem avaliados enquanto avaliam. Plataformas de correcção digital que registam o tempo gasto em cada resposta, sistemas que sinalizam quem corrige "devagar", classificadores que nunca souberam, até agora, que o seu próprio ritmo de trabalho estava a ser medido. Ninguém lhes explicou, com clareza, quem vê esses números, para onde vão, nem que decisão deles depende. O caso não é anedota isolada. É o retrato mais fiel do que se tornou a avaliação nacional depois da entrada em cena do PRR: 300 mil exames digitalizados numa plataforma incapaz de fazer coincidir a primeira página com a segunda, que já convocou matemáticos para classificar provas de línguas, e que apaga respostas para segundos depois, fazer surgir outras no lugar. A razão para tantos erros está no próprio desenho do sistema. Já não é um professor a pegar no exame de um aluno, do princípio ao fim, a lê-lo, a perceber o seu raciocínio e a atribuir-lhe uma nota que consegue explicar. O exame foi despedaçado em itens — cada pergunta separada das outras — e distribuído por vários professores diferentes, cada um a "despachar" apenas um pedaço, de muitos alunos ao mesmo tempo, como numa linha de montagem em que ninguém vê o carro completo, só aperta o seu parafuso. Por isso já não se corrige: classifica-se. E há uma consequência que devia incomodar-nos mais do que incomoda: como o trabalho passa todo dentro da plataforma, o sistema regista, item a item, quanto tempo cada professor demora a decidir — um cronómetro sobre o trabalho docente que nunca existiu na correcção em papel, e que serve tanto para pressionar quem "vai devagar" como, mais cedo ou mais tarde, para ensinar uma máquina a fazer o mesmo. Um aluno pode aceitar uma nota sem que ninguém — nem sequer um único professor — tenha visto o seu exame por inteiro e lhe consiga explicar o erro? Chama-se a isto modernização. Devia chamar-se-lhe, com rigor, uma forma de controlo digital sobre o próprio corpo docente, feita sem consentimento informado de quem nele trabalha. Vamos aos números reais, porque aqui a realidade já é suficientemente grave sem ser preciso exagerar nada. Foram entregues 7,1 milhões de euros a empresas privadas do sector tecnológico para digitalizar cerca de 300 mil provas e distribuí-las pelos correctores. Desde 2023, o antigo Instituto de Avaliação Educativa assinou 16 contratos ligados à digitalização das provas, num total de cerca de 7,1 milhões de euros, a que acresce ainda o IVA. Ao longo de uma década, esse instituto — entretanto renomeado — distribuiu 11,35 milhões de euros por 126 contratos com diferentes empresas tecnológicas, um valor bem mais amplo, que cobre equipamento, segurança informática e consultoria em geral, não só a digitalização dos exames. O maior contrato de todos nem sequer é para o sistema que está a falhar agora: em Julho de 2025, a Axians, do grupo francês Vinci, assinou com o instituto um contrato de cerca de 1,49 milhões de euros, financiado pelo PRR, para desenvolver uma nova plataforma que só deverá entrar em funcionamento em 2027. Convém dizer isto sem rodeios: o dinheiro do PRR não é uma prenda — é um empréstimo, com juros, que os portugueses pagarão durante anos, como sabem bem as populações de Boticas ou do Fundão, habituadas a outras promessas de "transição" feitas em nome de fundos europeus. E é aqui que a história ganha contornos quase cómicos, se não fosse trágica. A plataforma que hoje corrige — ou tenta corrigir — os exames não é a tal plataforma nova e cara. É gerida pela Blat – Creative Powerhouse, uma microempresa lisboeta com apenas catorze funcionários e uma facturação anual abaixo dos 580 mil euros, que regista só dois contratos públicos com o instituto, num valor total de cerca de 49 mil euros. O próprio ministro da Educação disse que esta colaboração vinha desde 2018 — só que a Blat, tal como existe hoje, nem sequer existia nessa altura: nasceu em 2020, como agência de comunicação chamada Antebellum, e só passou a chamar-se Blat em 2022. A empresa que assinou o contrato de 2018 tinha outro nome e outro número de identificação fiscal — uma empresa diferente. Ou seja: nem o próprio Ministério consegue explicar, com clareza, há quantos anos e com quem trabalha, quando falamos da peça mais crítica de todo o sistema. Vale a pena explicar, em palavras simples, uma confusão que ajuda a perceber o caos: há, na verdade, dois sistemas diferentes envolvidos. Um é a plataforma que recebe os ficheiros digitalizados e os distribui pelos professores — desenvolvida internamente, foi aqui que apareceram os erros mais visíveis, como folhas de continuação cortadas e itens trocados entre alunos. O outro é a plataforma onde os professores efectivamente classificam as respostas, criada internamente em 2016 e depois entregue à Blat para ser desenvolvida em sucessivas versões. O problema é que esse sistema nasceu pensado para um universo bem mais pequeno e totalmente digital — não para pegar em 300 mil exames feitos em papel, digitalizá-los à pressa e distribuí-los da noite para o dia. É como pedir a uma bicicleta de cidade que aguente uma corrida de camiões: em algum momento, parte. Numa das plataformas foi ainda identificada uma falha de segurança que obrigou a suspendê-la temporariamente, com a consultora Deloitte chamada às pressas para ajudar a resolver o problema — o mesmo tipo de problema que, no ano anterior, já tinha aparecido num projecto-piloto com 20 mil provas de Filosofia, ignorado nessa altura pelo Ministério. É como pedir a alguém que aprenda a conduzir num Fórmula 1, em auto-estrada, à noite, sem faróis — e depois espantarmo-nos com o acidente. A pressa não é acidental: é política. E a pergunta que ninguém faz em voz alta é porque foi Portugal, e não a Alemanha ou a França, o país escolhido para essa auto-estrada. Não deixa de ser revelador que, segundo relatos vindos de dentro do próprio ensino privado de topo, seja precisamente entre os filhos das classes dirigentes que esta tecnologia tende a ser mantida a maior distância — colégios onde a manhã ainda começa com leitura e silêncio, e não com um ecrã. Fica a pergunta, mais do que a certeza: quem decide impor esta tecnologia aos filhos dos outros, hesitaria em impô-la aos seus? A resposta institucional está nos próprios documentos da Comissão Europeia, que descrevem Portugal como "ambiente ideal para testes de escala" — o mesmo epíteto que já nos coube com o Cartão do Cidadão, a e-factura, a e-saúde e os pilotos de voto electrónico. Somos, há muito, o aluno aplicado da turma europeia: aceitamos depressa, resistimos pouco, temos infra-estruturas montadas e sindicatos menos combativos do que os alemães ou os franceses. É a mesma lógica que, no século XVIII, levou Pombal a reformar o ensino português com uma pressa iluminista que atropelou tradições inteiras; a diferença é que Pombal queria formar cidadãos, e o PRR quer, sobretudo, treinar algoritmos. Convém dizer isto com clareza, porque a expressão "inteligência artificial" faz-nos baixar a guarda crítica, como se estivéssemos perante um destino inevitável. Não é. Esta tecnologia não é inteligente — é estatística aplicada a milhões de respostas humanas — nem é artificial: depende de trabalho humano massivo e mal pago, de quem digitaliza à mão, de quem classifica, de quem fornece, sem saber, os dados que a alimentam. Há, nesta cadeia, uma inversão que raramente se nomeia: os mesmos professores e alunos cujo trabalho serve de matéria-prima para treinar os sistemas são também aqueles a quem depois se pede que confiem nesses sistemas para os avaliar. Paga-se a mesma pessoa duas vezes menos — uma vez em salário, que não aumenta, outra em autonomia, que diminui. Estudos de neurobiologia, de psicologia e inquéritos da OCDE dizem todos a mesma coisa, por outras palavras: quanto mais deixamos a máquina pensar por nós, menos o nosso próprio cérebro trabalha — e a concentração, a memória e o raciocínio complexo, que a escola devia treinar, ficam mais fracos. Paulo Freire já dizia, décadas antes de haver escolas "digitais", que ensinar não é despejar matéria na cabeça de alguém, mas ajudar esse alguém a aprender a pensar sozinho. Uma escola obcecada em medir a velocidade de correcção faz exactamente o contrário. Gert Biesta, um pedagogo mais recente, acrescenta algo importante: educar é sempre arriscado, porque lida com pessoas — livres, imprevisíveis, diferentes umas das outras — e é esse risco, essa imprevisibilidade, que faz da educação, e não um treino mecânico. Uma escola que tenta eliminar esse risco com algoritmos não está a melhorar a educação: está a destruí-la. E fica um aviso simples: quando um aluno pensa menos, não perde só ele — perdemos todos, porque o conhecimento que a humanidade partilha só cresce quando cada nova geração pensa por si. Nem é como se o resto da Europa tivesse aceitado isto sem resistência. Não existe, é preciso dizê-lo com honestidade, uma decisão única e europeia a travar de vez a avaliação digital — mas há factos concretos, e verificáveis, de resistência jurídica e institucional. Na Alemanha, uma associação de defesa de direitos digitais processou universidades pelo uso de software de vigilância em exames online, e a Baviera chegou a proibir por lei o reconhecimento facial e a análise automática de comportamento na correcção de provas, por considerar essas técnicas desproporcionadamente intrusivas. Em França, a autoridade de protecção de dados exige, desde 2023, que as escolas ofereçam sempre uma alternativa presencial a quem não quiser ser vigiado digitalmente num exame. E no Parlamento Europeu chegou mesmo a ser pedida, formalmente, uma investigação à privacidade destas ferramentas de vigilância educativa. Não é uma recusa em bloco, mas é o oposto do silêncio que se vive em Portugal: é debate público, é litígio, é regulação a travar excessos antes de eles se instalarem. Em Portugal, esse debate mal chegou a existir. Nem a maioria dos partidos com assento parlamentar, nem a generalidade dos sindicatos de professores, questionaram publicamente o modelo em si — a divisão do exame em itens, a substituição da correcção pedagógica por uma simples classificação, a monitorização do tempo de trabalho docente. Discutiu-se a incompetência da execução, não a legitimidade do desenho. É uma diferença que parece técnica e é, na verdade, política: uma coisa é exigir que um sistema mau funcione melhor, outra é perguntar se aquele sistema devia sequer existir. Nas redes sociais, longe dos comunicados oficiais, foi de professores e não dos meios do costume que veio a onda de testemunhos sobre os erros dos exames — enquanto o ministério, por algum tempo, insistiu em desvalorizá-los. A pressão política acabou por obrigar a mais do que palavras: o sindicato de professores Fenprof pediu directamente a demissão do ministro da Educação, o Bloco de Esquerda propôs uma comissão parlamentar de inquérito para apurar quem desenvolve e gere a plataforma e com que dinheiro do PRR, e até um pedido de debate urgente do Chega chegou a ser recusado pelo presidente do Parlamento. Perante o caos, o ministro autorizou ainda meio milhão de euros extra para tentar estabilizar o sistema em pleno processo de correcção — dinheiro gasto às pressas para apagar um incêndio que, no fundo, resultou de anos de decisões apressadas. Para muitos desses professores, o problema não é apenas a pressa: é o próprio modelo — descritores simplificados, perguntas fechadas, uma avaliação pensada para ser lida por uma máquina antes de ser lida por um ser humano. Não escrevo isto para condenar a tecnologia em si, nem os professores que, sem alternativa, hoje classificam aquilo que a plataforma lhes atribui. Escrevo-o porque um país que aceita ser laboratório sem perguntar o preço do ensaio acaba sempre a pagar a factura duas vezes: uma em dinheiro do PRR, outra em confiança perdida na escola pública. Da próxima vez que o seu filho, ou o filho de um amigo, receber uma nota de exame que pareça estranha, vale a pena perguntar não só se a resposta estava certa — mas quem, ou o quê, a leu primeiro. #PRR, #educação, #digitalização, #inteligência artificial, #vigilância digital, #Portugal, #União Europeia, #professores, #exames nacionais, #Paulo Freire, #Gert Biesta