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CR7: A Estátua Que Ainda Se Julga Viva Ou: como perder o respeito por alguém sem lhe negar uma única conquista Estava em casa, às 18 horas de Lisboa, a ver Portugal empatar com a República Democrática do Congo, quando dei por mim a fazer uma coisa que nunca pensei fazer: torcer, discretamente, para que a bola não caísse aos pés de Cristiano Ronaldo. Não por rancor. Por cansaço. O cansaço de quem admirou durante vinte anos um jogador e começa agora a duvidar do homem. Não lhe retiro nada do que fez em campo. Cinco Bolas de Ouro, recordes que provavelmente nunca serão batidos, duas décadas a carregar selecções às costas quando ninguém mais o fazia. Isso é facto e permanece facto, imune a qualquer texto de opinião. Mas há uma diferença entre reconhecer o mérito de um jogador e continuar a admirar o homem em que ele se tornou — e é aí que a admiração deixa de bastar. Os números ajudam a perceber a dimensão do problema. Contra a RD do Congo, Ronaldo chegou ao seu décimo jogo consecutivo sem marcar em fases finais de Mundiais e Europeus — um registo que não se estende a outras competições da selecção, onde continuou a marcar normalmente, mas que, nos palcos que mais contam, se arrasta desde o Mundial de 2022. Teve apenas três remates e nenhum à baliza — sexta vez que isso lhe acontece num Mundial. Pelos vistos, aos 41 anos, Ronaldo na selecção só se for na Playstation. E, ainda assim, quando a equipa se juntou no meio-campo para aplaudir os adeptos no final do jogo, ele já ia a caminho do balneário, sozinho, antes de todos os outros. A imprensa internacional não deixou passar o pormenor. É a mesma lógica de um accionista maioritário que continua a comparecer às reuniões de uma empresa que já não gere, exigindo que todos se levantem quando ele entra na sala — mesmo que o produto já não seja dele, mesmo que a equipa de gestão tenha mudado, mesmo que os resultados o desmintam. A marca sobrevive à utilidade. E é exactamente isso que Portugal, aos poucos, deixou de tolerar. Portugal já conhece esta história. Chama-se sebastianismo. Um rei parte para uma guerra que não devia ter travado, desaparece em circunstâncias nebulosas, e o país passa séculos à espera do regresso do "Encoberto" — a certeza colectiva de que só ele pode salvar a pátria, mesmo depois de todas as provas em contrário. Substituam-se as brumas de Alcácer-Quibir pelos relvados de Houston e a estrutura emocional é praticamente a mesma: um povo que prefere esperar por um homem a confiar em si próprio. Fernando Pessoa dedicou parte da sua obra a mostrar como este tipo de espera colectiva por um salvador pode ser, ao mesmo tempo, a maior força e a maior fragilidade de um povo — e é difícil não pensar nisso ao ver um capitão de 41 anos ser tratado como se a selecção não pudesse respirar sem ele, quando hoje tem jogadores como João Neves ou Bruno Fernandes plenamente capazes de a fazer voar sozinha. E é aqui que a crónica muda de tom, porque há episódios que já não são sobre futebol. Ronaldo foi expulso em Novembro contra a Irlanda, por uma cotovelada no defesa Dara O'Shea, e ficaria a dever dois jogos de suspensão para o Mundial. Uma semana depois de jantar na Casa Branca — presente numa recepção oferecida por Donald Trump ao príncipe herdeiro saudita Mohammed bin Salman, o mesmo príncipe que os serviços de informação norte-americanos associaram ao assassínio do jornalista Jamal Khashoggi, esquartejado num consulado saudita em Istambul —, a FIFA decidiu converter essa suspensão num "período probatório". Pode ser coincidência de calendário. Mas é, no mínimo, uma coincidência incómoda, vinda de uma organização que lucra directamente com a presença dele no torneio que os Estados Unidos co-organizam. Não é a primeira vez que o vejo escolher o desconforto de uma sala com príncipes e bilionários em vez do desconforto de uma crítica doméstica. Aceita com naturalidade estar sentado ao lado de quem gere o dinheiro saudita — o mesmo fundo soberano que é dono do Al-Nassr e lhe paga duzentos milhões de dólares por ano —, mas revela dificuldade em aceitar que um jovem médio português diga, sem qualquer maldade, que dentro do grupo ele é hoje tratado como mais um. É uma inversão de prioridades reveladora: tolerância total ao poder que o remunera, desconforto perante a igualdade que o desafia. Por isso já não é sobre golos, nem sobre Bolas de Ouro, nem sobre se ainda é ou não o melhor do mundo. É sobre saber ficar no lugar certo quando o palco deixa de ser só seu. Um país não se ajoelha perante um homem, por maior que ele tenha sido — e este Portugal de 2026 já não precisa de esperar por ninguém para acreditar em si próprio. Porque, no fim, nenhum general ganha batalhas sozinho — e nenhum rei continua a sê-lo depois de o povo deixar de precisar dele. #Cristiano Ronaldo, #Mundial 2026, #futebol, #Arábia Saudita, #Casa Branca, #FIFA, #Portugal, #sebastianismo, #crónica

Há Coisas do Diabo Em que dormi no 18.º lugar da Europa e acordei no 22.º, sem ter mudado de cama Há coisas do Diabo. Mal acordo, vejo esta notícia: afinal somos mais pobres do que supúnhamos. Não pela noite, nem pelo Carnaval, nem por nenhum vício recente — mas por decreto estatístico. O Instituto Nacional de Estatística, essa entidade que nos mede como se fôssemos gado em feira, decidiu que somos mais. Muito mais. De 10,7 milhões passámos, da noite para o dia, para 11,4 milhões de almas. E, como a aritmética não perdoa nem aos optimistas, o bolo actual é o mesmo de sempre, mas agora há mais bocas à mesa. O resultado: cada fatia ficou mais fina. Com base nos dados mais recentes, Portugal passa a apresentar um PIB per capita em paridades de poder de compra equivalente a 77% da média da União Europeia. Antes da revisão, eram 81%. Deitei-me no 18.º lugar do pódio europeu e acordei no 22.º, ultrapassado pela Polónia, pela Estónia, pela Croácia e pela Roménia — países que, há uma geração, olhavam para Portugal como quem olha para um primo rico que foi à praia descobrir o mundo. Confesso que fiquei preocupado. Corri a ver o saldo bancário. Estava igual. Contei os problemas: os mesmos de sempre, nem um a mais, nem um a menos. As contas continuam com o valor de ontem. E pensei: que raio de estatística é esta, que me empobrece sem me tirar um tostão do bolso? A resposta, como quase tudo nesta vida, está na diferença entre o que parece e o que é — distinção que já preocupava os gregos e que continua a confundir ministros das Finanças. O PIB per capita não mede riqueza pessoal; mede a riqueza do país a dividir pelo número de portugueses, reais ou apenas agora descobertos. E descobriram-se quase setecentos mil, a maior parte deles chegados pela porta da imigração, não pela cegonha. A economia cresceu, sim — mas cresceu a reboque de mais gente a trabalhar, não de mais produtividade por cabeça. É a diferença entre um restaurante que factura mais porque pôs mais mesas na rua e um restaurante que factura mais porque o cozinheiro encontrou finalmente a receita óptima para o arroz de tamboril. Convém recordar que esta confusão entre crescer e enriquecer não é propriamente nova por aqui. Já D. Sebastião confundia grandeza com extensão, e tinha por objectivo um império que a demografia não sustentava, rumo a Alcácer Quibir. Nós, mais modestos, confundimos crescimento do PIB com prosperidade, e fomos a Bruxelas exibir números que agora se revelam inflacionados por um erro de contagem. Benjamin Disraeli — ou foi Mark Twain a citá-lo, a história nunca se entende bem nestas coisas, como os nossos próprios censos — dizia haver três tipos de mentira: as mentiras, as mentiras descaradas e as estatísticas. Esta semana, Portugal aprendeu-o na pele. O mais inquietante não é a posição no ranking — lugares europeus sobem e descem como o Benfica na fase de grupos —, mas o facto de termos governado o país, durante anos, com um mapa errado. Decidimos a direcção dos recursos, calculámos produtividade, pressão sobre hospitais e escolas, tudo isso com base numa régua mal calibrada, medindo uma população que não existia. E o que é mais português do que isso: descobrir, com um atraso considerável e um certo embaraço, que a bússola estava furada desde o início? Há, no entanto, um consolo modesto nesta história, e é esse o ponto a que quero chegar. A sua vida, leitor, não mudou esta noite. O seu salário é o mesmo. As suas contas, as mesmas. O seu lugar na fila do centro de saúde, infelizmente, também é o mesmo. O que mudou foi um número que vive em Bruxelas e em Lisboa, dentro de um quadro Excel, alheio ao seu quotidiano. E talvez seja boa altura para perguntarmos, com a frieza de quem já viu estatísticas nascerem e morrerem: quanto da nossa ansiedade colectiva depende de números que não tocamos, não comemos e não levamos para casa? Porque se há lição nesta crónica do INE, é esta: continuamos a medir a nossa dignidade pela posição numa tabela, quando deveríamos medi-la pelo que conseguimos fazer com o que realmente temos. E isso, ao contrário do PIB per capita, ninguém revê a meio da noite.

Observador Jun 15

Novas imagens captadas por videovigilância mostram o casal francês Marine Rousseau e Marc Ballabriga em um café em Fátima, um dia após abandonarem suas duas crianças em Alcácer do Sal, onde a mãe afirmou a um cliente que estavam em fuga. #Fuga #Abandono #AlcácerDoSal

"Estamos em fuga". Novas imagens do casal francês
Observador May 26

Na edição das notícias das 13h da Rádio Observador, destaca-se a defesa de Luís Montenegro em relação ao pacote laboral durante a Cimeira da Indústria em Braga, enquanto também se relata a decisão judicial de devolver duas crianças abandonadas em Alcácer do Sal à França e a detenção de 13 pessoas, incluindo altos quadros da empresa municipal Águas de Gaia, por suspeitas de corrupção e abuso de poder. #Noticiário #Indústria #BadBunny

As notícias das 13h
Observador May 26

Dvě děti, které byly v Alcácer do Sal opuštěny, se vrátí do Francie, kde budou dočasně svěřeny do péče sociálních služeb v Colmaru, zatímco jejich matka zůstává ve vězení v Portugalsku. #Noticiário #Portugal #BadBunny

As notícias das 12h
Observador May 24

V článku se informuje o případu dětí opuštěných v Alcácer do Sal, přičemž matka a její partner byli umístěni do předběžné vazby, zatímco se získávají svědectví o jejich předchozím životě ve Francii, a také o možném mírovém dohodě mezi USA a Íránem, kterou oznámil Donald Trump. #Noticiário #RádioObservador #AcordoDePaz

As notícias das 10h
Observador May 23

Marc Ballabriga, padrasto de duas crianças francesas abandonadas em Alcácer do Sal, foi detido após fazer ameaças de morte, promover antissemitismo e premonições do Armagedão em vídeos nas redes sociais, onde anunciava um iminente confronto final e afirmava estar em guerra. #Armagedão #Antissemitismo #AbandonoInfantil

Alcácer. As profecias do fim dos tempos do padrasto detido
Observador May 23

Marc Ballabriga, padrasto de duas crianças francesas abandonadas em Alcácer do Sal, foi detido após fazer ameaças de morte, promover antissemitismo e premonições do Armagedão em vídeos nas redes sociais, onde anunciava um iminente confronto final e afirmava estar em guerra. #Armagedão #Antissemitismo #AbandonoInfantil

LeBron zapušča Lakerse, odzval se je tudi Luka: 'Bilo mi je v čast'
Observador May 23

Dva občané Francie, obvinění z opuštění dvou dětí v Alcácer do Sal, byli umístěni do preventivní vazby, zatímco prezident republiky kritizoval chaotické řízení vlády během nedávných bouří a zdůraznil potřebu zlepšit koordinaci při poskytování pomoci postiženým oblastem. #Noticiário #RádioObservador #TaçadePortugal

As notícias das 15h
Observador May 23

Dnes ve 14 hodinách Rádio Observador informovalo o zadržení rodičů dvou dětí v Alcácer do Sal, kteří čelí obvinění z jejich opuštění, zároveň prezident republiky varoval před nedostatečnou koordinací státní správy při zvládání následků nedávných bouří a vyzval k rychlejší pomoci postiženým oblastem. #Noticiário #RádioObservador #Tempestades

As notícias das 14h
Observador May 23

Dvě osoby, matka a padrasto, z Francie byly vzaty do vazby po obvinění z opuštění dvou dětí v Alcácer do Sal, zatímco prezident republiky varuje před nedostatečnou koordinací vládní reakce na nedávné bouře a volá po zrychlení pomoci postiženým. #Notícias #RádioObservador #Jornalismo

As notícias das 13h
Observador May 23

Dnešní vysílání zpravodajství rádiové stanice Observador informuje o případu dvou opuštěných dětí v Alcácer do Sal, kde státní zástupce žádá o stanovení vazby pro matku a nevlastního otce, zatímco premiér varuje, že lidé mají dost voleb a v roce 2029 zhodnotí výkonnost vlády. #Noticiário #violênciadoméstica #JornaldasOito

As notícias das 8h
Observador May 23

O Ministério Público solicitou prisão preventiva para um casal francês acusado de abandonar duas crianças em Alcácer do Sal, enquanto o interrogatório no Tribunal de Setúbal foi interrompido e será retomado hoje, e o padrasto demonstrou comportamentos agressivos durante o processo. #Noticiário #RádioObservador #Actualidade

As notícias das 7h
Observador May 23

Diana Rosa informuje, že pokračuje výslech páru, který opustil dvě děti v Alcácer do Sal, ačkoli se očekávalo, že budou známy opatření, avšak proces byl zpožděn a páru hrozí obvinění z opuštění dětí a domácího násilí. #AlcácerDoSal #Justiça #CrimesInfantis

As notícias das 00h
Observador May 22

V dnešních zprávách Rádio Observador se diskutuje o probíhajícím výslechu páru, který opustil dvě děti v Alcáceru do Sal, přičemž matka odmítla vypovídat, a zároveň se komentuje plánované zvýšení daně na pohonné hmoty a odmítavé stanovisko strany Chega k navrhované reformě pracovního práva. #Noticiário #AlcácerDoSal #ReformaLaboral

As notícias das 22h
Observador May 22

Miguel Vilar informou, nas notícias das 16h da Rádio Observador, que a mãe e o padrasto das crianças abandonadas em Alcácer do Sal foram transferidos para o Tribunal de Setúbal para o primeiro interrogatório judicial, enfrentando acusações de violência doméstica e exposição ao abandono, com a chegada dos arguidos ao tribunal marcada por um forte dispositivo policial e a expectativa da presença de populares. #Noticiário #TribunalDeSetúbal #ViolênciaDoméstica

As notícias das 16h
Observador May 22

V rádio Observador byly zveřejněny zprávy, které informují o případu dvou opuštěných dětí z Alcácer do Sal, přičemž otec získal právo na omezené a dozorované návštěvy, avšak budoucí rozhodnutí o udělení jejich péče je nejisté a závislé na koordinaci s francouzskými a portugalskými institucemi, zatímco matka a její partner čelí obviněním z opuštění dětí a domácího násilí. #Justiça #DireitoDaFamília #SegurançaInfantil

As notícias das 14h
Observador May 22

Marine Rousseau a Marc Ballabriga foram detidos em Fátima por suspeita de abandono e violência doméstica, após serem encontrados os seus filhos de 3 e 5 anos deixados sozinhos em Alcácer do Sal, revelando um histórico problemático, já que enquanto a mãe era sexóloga e tinha experiência em terapia para crianças, o padrasto tinha condenações anteriores por agressão. #Crime #ViolênciaDoméstica #AbandonoInfantil

O que se sabe do casal que abandonou as crianças em Alcácer
Observador May 22

O psiquiatra Gustavo Jesus alerta que separar as duas crianças francesas abandonadas em Alcácer do Sal seria altamente nefasto, destacando a força do vínculo materno e a importância da relação entre os irmãos para a sua saúde emocional após uma experiência de abandono marcada por crueldade. #Crime #Crianças #Família

"Separar os irmãos agora seria altamente nefasto"
Observador May 22

Článek se zabývá případem dvou francouzských dětí opuštěných v Alcácer do Sal, kde advokát Rogério Alves upozorňuje na nadcházející rozhodnutí soudu o možnosti získání péče o děti otcem, zatímco Vítor Alexandre, bývalý vyšetřovatel, vysvětluje roli GNR v probíhající vyšetřování po zadržení matky a nevlastního otce dětí. #CriançasAbandonadas #AlcácerDoSal #CooperaçãoJudiciária

Crianças abandonadas. O que vai acontecer agora?