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#comunicação

Alunos do 12° ano com provas suspensas receberão suas notas no final do dia, conforme confirmado pela Associação Nacional de Diretores Escolares, após comunicação do Ministério da Educação para evitar atrasos na divulgação dos resultados. #ExamesNacionais #Educação #Ucrânia

8h. Exames. Alunos vão ter notas no final do dia diz ANDE

Empresário de Ibrahima Ba acusa Strasbourg de mudar as condições salariais e nega falha nos exames médicos: "Quando o contrato do jogador nos foi apresentado, foi notada uma diferença de 33% no salário anual" "Então, ontem, as mentiras subiram de elevador, enquanto a verdade decidiu ir pelas escadas. Obviamente, as mentiras chegaram lá primeiro porque o elevador é simplesmente mais rápido. Toda a gente sabe que o Ibrahima Ba teve uma lesão ligeira perto do fim da época passada, razão pela qual não jogou os últimos 2 jogos. Ele treinou muito duramente durante as suas férias e juntou-se ao seu clube dez dias antes da chegada do grupo. No início da preparação de pré-época, ele estava perfeitamente operacional: treinava normalmente com o grupo e disputava jogos amigáveis. O treinador com quem ele trabalhava, a quem agradecemos calorosamente pela sua confiança e pela sua fé neste jogador, juntou-se a um outro clube na semana passada. Esse clube decidiu fazer tudo o que estivesse ao seu alcance para contratar o jogador. Pergunta para vocês, acham que se houvesse dúvidas sobre a saúde do jogador, o seu antigo treinador pediria ao seu novo [clube] para contratar o jogador por um montante recorde do clube?" Decidimos então aderir a este projeto depois de os dois clubes terem chegado a um acordo. O jogador fez testes médicos de 4-5 horas, fomos notificados de que tudo estava bem e que o jogador ia fazer a sessão de media por volta das 16h. Para nossa grande surpresa, quando o contrato do jogador nos foi apresentado, foi notada uma diferença de 33% no salário anual. Eu pessoalmente informei o clube de que o jogador não iria participar na sessão de media até chegarmos a acordo sobre o contrato do jogador. Foi-me então pedido para comparecer numa reunião para discutir este último assunto. Quando chegámos, outra enorme surpresa estava à nossa espera! Informaram-nos então de que existem preocupações com a saúde do jogador e que deveríamos esperar algumas horas por uma decisão vinda de Inglaterra. Após uma longa espera, decidimos regressar a Portugal. Outra grande surpresa: no minuto em que tomámos essa decisão, foi anunciado na comunicação social que o jogador tinha falhado nos exames médicos. O que é completamente falso." #IbrahimaBa #Futebol #Contratos

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Momentos da semana: -Trambike muda de lado; -O Outro diz que o Flávio tem 600 milhões e pede exame toxicológico; -O sem voto no Rio chora como se tivesse legitimidade para permanecer na cadeira executiva; -Briga em portal de comunicação seguida de demissão, parte da esquerda vibra; -Político que não tira foto é político? -Governo maltrata EUA faz tempo, vem tarifaço e o Governo busca culpados fora dele; -Presidente que não desviou sequer 1 centavo, impedido de falar, de receber amigos, de conviver com netos; -Calma ainda é 6f, falta o Messi…. #Política #Brasil #Atualidades

O ministro da Educação, Fernando Alexandre, ameaçou responsabilizar diretores de escolas que não divulgarem as notas dos exames nacionais do ensino secundário até à meia-noite, atribuindo falhas no processo de correção a erros de comunicação e acusando professores de fazerem relatos falsos. #Educação #Escolas #ExamesNacionais

Ministro vai responsabilizar diretores das escolas sem nota

A Democracia constitui o quadro político que assegura o exercício legítimo do poder, mediante a participação livre e informada dos cidadãos. Enquanto sistema de organização do Estado, assenta em princípios estruturantes que garantem a proteção dos direitos fundamentais, a limitação do poder e a preservação das liberdades públicas. No plano institucional, a Democracia exige a existência de um Estado de Direito, no qual todas as entidades — públicas e privadas — se encontram subordinadas à lei. Este princípio é complementado pela separação de poderes, pela independência dos tribunais e pela atuação imparcial das instituições de fiscalização. A legitimidade democrática decorre da realização periódica de eleições livres, universais e transparentes, que permitem a renovação dos titulares de cargos políticos e asseguram a representação plural da sociedade. A liberdade de expressão, de informação e de imprensa — garantida por uma comunicação social independente — constitui condição essencial para o escrutínio público e para o debate informado. A Democracia exige, igualmente, o respeito pelo pluralismo, pela diversidade de opiniões e pela participação cívica ativa. A convivência entre diferentes perspetivas fortalece o espaço público e impede a concentração arbitrária de poder. A preservação do regime democrático depende da vigilância permanente dos cidadãos, da transparência das instituições e da rejeição de práticas que comprometam a integridade do processo político, como a desinformação, a intolerância ou a erosão da confiança pública. Assim, a Democracia deve ser entendida como um compromisso contínuo, sustentado pela responsabilidade coletiva de proteger direitos, garantir liberdades e assegurar que o poder é exercido de forma legítima, limitada e escrutinável.

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@updatecultura "ele não ta errado" o cara bloqueia a mina em tudo, que relacionamento é esse engraçado que não tem maturidade nem conversa? #Relacionamento #Maturidade #Comunicação

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Fatos pretéritos inofensivos não podem ser objeto de conjecturas presentes e nem futuras. Ninguém tem bola de cristal. Qual a dificuldade de dizer o óbvio? #Reflexão #Verdade #Comunicação

“Lugar de fala” e “Mansplaining” traduzidos para português culto da ligua significam: Eu não tenho argumentos e por isso vou impor a força. https://t.co/UkUpLDDdxM #Linguagem #Comunicação #Cultura

Montenegro, os Exames Nacionais e os Bodes Expiatórios do Governo Em que um primeiro-ministro descobre, meses depois de todos os outros, que nem toda a gente concordava com o projecto que ele próprio lançou Há uns anos, quando ainda vivia a fase de organizar mudanças de casa com a ajuda de primos e cunhados, aprendi uma lição que nenhum manual de gestão ensina com a mesma clareza que um dia de caixotes e escadas: não se distribui trabalho a quem discorda do plano sem que isso volte, mais cedo ou mais tarde, sob a forma de uma caixa mal fechada ou de um móvel arranhado. Não é malícia. É apenas o que acontece quando se pede a alguém que execute uma ideia em que não acredita — a coisa acaba sempre por se notar nas juntas. Foi mais ou menos essa a cena que Luís Montenegro nos ofereceu esta semana, em Setúbal, nas jornadas do PSD/CDS. A poucas horas do fim das correcções dos exames nacionais, com professores a trabalhar contra-relógio e famílias em suspenso há semanas, o primeiro-ministro decidiu que era a altura certa para apontar o dedo: "aqui e ali tem havido alguma resistência" à digitalização das provas, disse, sublinhando que os professores "não têm todos a mesma opinião sobre este processo" e que isso "perturba o processo em si". Fê-lo, garantiu, "não para sacudir responsabilidades, nem para acusar ninguém" — a frase mais desmentida pela própria frase que se segue de que há memória recente. A reacção não se fez esperar. Filinto Lima, da Associação Nacional de Directores de Agrupamentos de Escolas Públicas, chamou às declarações o que elas são: imprudentes, infelizes, e inúteis para resolver o que quer que fosse — "inflamou os ânimos", disse, numa altura em que os classificadores fazem "tudo por tudo" para que as pautas saiam a tempo. E aqui está o busílis: o que falhou, segundo quem esteve no terreno, não foi a boa vontade dos professores, foi a digitalização de milhões de páginas e uma plataforma que "não foi amiga" de quem tinha de a usar todos os dias. Ora, Montenegro não inventou este género de argumento — apenas herdou-o e agravou-o. Desde Junho que o ministro da Educação, Fernando Alexandre, vinha ensaiando a mesma partitura, sempre com um culpado novo à mão. Primeiro foram as escolas, acusadas de convocar para a correcção professores já falecidos, ou de não entregarem todos os exames às forças de segurança para transporte até à Casa da Moeda. Depois vieram os próprios professores, criticados por agrafarem a prova em cima do código QR, complicando a leitura digital das folhas. Mais tarde, já com o calendário atrasado, a bola passou para os pais, "imprudentes" por terem marcado férias justamente nesta época. Só esta semana, e pela primeira vez, o ministro reconheceu publicamente o trabalho dos classificadores e pediu desculpa pelos erros sucessivos. Um mês, um bode expiatório — e a acusação de Montenegro não é senão o mais recente episódio de uma série que já vai longa. É como culpar sucessivamente o condutor, depois o sinal de trânsito, depois o passageiro, pelo mesmo engarrafamento — quando a estrada, desde o início, só tinha uma faixa para o volume de carros que ali passou a circular. Peter Drucker dizia que "a cultura come a estratégia ao pequeno-almoço" — e não haverá frase mais aplicável a este episódio. Podia o Governo ter a melhor estratégia de digitalização da Europa; se não levou consigo, desde o primeiro dia, quem teria de a operar — nem verificou se a plataforma aguentava o volume real de páginas, nem se os professores tinham sido devidamente preparados — a estratégia fica reduzida a um powerpoint bonito e a uma sucessão de culpados trocados a cada mês que passa. E aqui chegamos ao verdadeiro problema, que não é de comunicação nem de tacto — é de sequência. Um gestor competente não descobre a resistência da sua equipa quando já não há tempo para a resolver. Descobre-a no dia zero, quando ainda pode ajustar o plano, reforçar a formação, ou simplesmente ouvir porque é que uma parte dos seus colaboradores não está convencida. Descobrir a discórdia às portas do prazo final, e responder-lhe com uma acusação pública — depois de meses a repetir o mesmo gesto com escolas, professores e pais, sucessivamente — não é liderança. É o gestor que chega à missa depois de esta ter terminado, e ainda assim se queixa de que os fiéis já não estão sentados. Se há uma coisa que este episódio nos ensina, caro leitor, é que a resistência de quem executa raramente é o problema — é o sintoma. E os sintomas, ao contrário do que por vezes convém a quem está no poder, não se corrigem com um discurso, nem com um culpado novo a cada semana. Corrigem-se olhando para a doença que os produziu, mesmo que essa doença tenha sido, desde o início, uma decisão mal preparada lá em cima. #Política Portuguesa, #Educação, #Exames Nacionais, #Luís Montenegro, #Gestão Pública, #Governo, #reforma educativa, #Exames, #correcção de provas

Agradeço à OAB pela manifestação a Alexandre de Morais, visando assegurar a comunicação entre mim e o Presidente Jair Bolsonaro, na qualidade de seu advogado constituído nos autos. @CFOAB https://t.co/B5rbAzz2Na #Justiça #Advocacia #Direitos

Denilson Show tendo uma visão mais correta de comunicação do que todas essas agências que ganham milhões para administrar a imagem de jogadores que preferiram aparecer depois da eliminação em torneio de poker, com a namorada sentada no colo ou soltando pots neopentec freestyle se eximindo de responsabilidade. Feio demais #Comunicação #Imagem #Responsabilidade

cardoso 6d

Inovando pra caramba. Saía da capital você tinha que usar posto telefônico e agendar ligação intermunicipal. Telefone custando um apartamento em alguns lugares. Gente com linha comprada esperando 12 anos uma instalação. Inova mais que tá pouco! https://t.co/l4FxC2uZ14 #Inovação #Tecnologia #Comunicação

Quando a perseguição aumenta do lado de fora, a paz precisa reinar do lado de dentro. A sabedoria descrita pelo apóstolo Paulo em Filipenses nunca foi tão atual para a direita brasileira: é hora de deixar para trás as mágoas, as falhas de comunicação e os atritos passados. O que está diante de nós é o futuro da nossa nação e a liberdade das próximas gerações. O apelo do presidente Jair Bolsonaro por união deve ser atendido na prática, unindo os maiores nomes do nosso campo conservador. Coloco-me à disposição para ajudar a construir essa ponte. Vamos em frente por um Novo Brasil! #União #Liberdade #NovoBrasil

Ironicamente, me parece que o problema não foi a “carta” pois houveram outras cartas anteriormente divulgadas. O problema é que a carta desautorizava os sabotadores! E isso diz muita coisa! #ironia #saboteurs #comunicação

O regime não se contentou em condenar sem crime o maior líder da direita num show trial, onde as supostas vítimas julgaram o réu em processo sumário, por uma "tentativa de golpe" sem armas, sem tropas, sem um único quartel que se movesse. Agora quer impedir qualquer comunicação dele com o público. Moraes suspendeu por noventa dias a visita de Flávio ao pai. O motivo: Flávio leu uma carta em que Bolsonaro pede a união da direita em torno do próprio nome. Um pai preso pedir apoio ao filho virou, para o Supremo, ato a ser punido com o corte do convívio familiar. Compare com Lula. Condenado em três instâncias, no maior escândalo de corrupção da história do país. E, dentro da cadeia em Curitiba, recebia família, advogados, políticos e aliados em visitas diárias. Deu entrevistas. Montou um comitê político de dentro da Polícia Federal. Preso por corrupção, o petista despachava da "cela". Depois foi solto e descondenado pelo Supremo. Condenado sem crime, em prisão domiciliar, proibido de usar redes sociais, Bolsonaro não pode nem ter uma carta lida pelo filho. Até quando boa parte do Brasil vai fingir que isto não é um regime de exceção? Como uma eleição pode ser legítima num ambiente desses? #Justiça #LiberdadeDeExpressão #DireitosHumanos

A Entidade Reguladora da Comunicação Social (ERC) anunciou que a exibição do vídeo antiaborto Obrigado, mãe em quatro canais de televisão violou a Lei da Televisão e o Código da Publicidade, levando à abertura de processos contra a TVI e Media Livre devido à presença de conteúdo político que pode influenciar negativamente a percepção da Interrupção Voluntária da Gravidez entre jovens. #Aborto #Televisão #ERC

Vídeo antiaborto emitido na televisão violou a lei, diz ERC

Portugal, Cobaia da Europa “Onde a Comissão Europeia manda, o PRR paga e o professor corrige — sem saber ao certo o quê” Há professores que descrevem, nas redes sociais e em conversas de sala de professores, uma sensação nova e desconfortável: a de serem avaliados enquanto avaliam. Plataformas de correcção digital que registam o tempo gasto em cada resposta, sistemas que sinalizam quem corrige "devagar", classificadores que nunca souberam, até agora, que o seu próprio ritmo de trabalho estava a ser medido. Ninguém lhes explicou, com clareza, quem vê esses números, para onde vão, nem que decisão deles depende. O caso não é anedota isolada. É o retrato mais fiel do que se tornou a avaliação nacional depois da entrada em cena do PRR: 300 mil exames digitalizados numa plataforma incapaz de fazer coincidir a primeira página com a segunda, que já convocou matemáticos para classificar provas de línguas, e que apaga respostas para segundos depois, fazer surgir outras no lugar. A razão para tantos erros está no próprio desenho do sistema. Já não é um professor a pegar no exame de um aluno, do princípio ao fim, a lê-lo, a perceber o seu raciocínio e a atribuir-lhe uma nota que consegue explicar. O exame foi despedaçado em itens — cada pergunta separada das outras — e distribuído por vários professores diferentes, cada um a "despachar" apenas um pedaço, de muitos alunos ao mesmo tempo, como numa linha de montagem em que ninguém vê o carro completo, só aperta o seu parafuso. Por isso já não se corrige: classifica-se. E há uma consequência que devia incomodar-nos mais do que incomoda: como o trabalho passa todo dentro da plataforma, o sistema regista, item a item, quanto tempo cada professor demora a decidir — um cronómetro sobre o trabalho docente que nunca existiu na correcção em papel, e que serve tanto para pressionar quem "vai devagar" como, mais cedo ou mais tarde, para ensinar uma máquina a fazer o mesmo. Um aluno pode aceitar uma nota sem que ninguém — nem sequer um único professor — tenha visto o seu exame por inteiro e lhe consiga explicar o erro? Chama-se a isto modernização. Devia chamar-se-lhe, com rigor, uma forma de controlo digital sobre o próprio corpo docente, feita sem consentimento informado de quem nele trabalha. Vamos aos números reais, porque aqui a realidade já é suficientemente grave sem ser preciso exagerar nada. Foram entregues 7,1 milhões de euros a empresas privadas do sector tecnológico para digitalizar cerca de 300 mil provas e distribuí-las pelos correctores. Desde 2023, o antigo Instituto de Avaliação Educativa assinou 16 contratos ligados à digitalização das provas, num total de cerca de 7,1 milhões de euros, a que acresce ainda o IVA. Ao longo de uma década, esse instituto — entretanto renomeado — distribuiu 11,35 milhões de euros por 126 contratos com diferentes empresas tecnológicas, um valor bem mais amplo, que cobre equipamento, segurança informática e consultoria em geral, não só a digitalização dos exames. O maior contrato de todos nem sequer é para o sistema que está a falhar agora: em Julho de 2025, a Axians, do grupo francês Vinci, assinou com o instituto um contrato de cerca de 1,49 milhões de euros, financiado pelo PRR, para desenvolver uma nova plataforma que só deverá entrar em funcionamento em 2027. Convém dizer isto sem rodeios: o dinheiro do PRR não é uma prenda — é um empréstimo, com juros, que os portugueses pagarão durante anos, como sabem bem as populações de Boticas ou do Fundão, habituadas a outras promessas de "transição" feitas em nome de fundos europeus. E é aqui que a história ganha contornos quase cómicos, se não fosse trágica. A plataforma que hoje corrige — ou tenta corrigir — os exames não é a tal plataforma nova e cara. É gerida pela Blat – Creative Powerhouse, uma microempresa lisboeta com apenas catorze funcionários e uma facturação anual abaixo dos 580 mil euros, que regista só dois contratos públicos com o instituto, num valor total de cerca de 49 mil euros. O próprio ministro da Educação disse que esta colaboração vinha desde 2018 — só que a Blat, tal como existe hoje, nem sequer existia nessa altura: nasceu em 2020, como agência de comunicação chamada Antebellum, e só passou a chamar-se Blat em 2022. A empresa que assinou o contrato de 2018 tinha outro nome e outro número de identificação fiscal — uma empresa diferente. Ou seja: nem o próprio Ministério consegue explicar, com clareza, há quantos anos e com quem trabalha, quando falamos da peça mais crítica de todo o sistema. Vale a pena explicar, em palavras simples, uma confusão que ajuda a perceber o caos: há, na verdade, dois sistemas diferentes envolvidos. Um é a plataforma que recebe os ficheiros digitalizados e os distribui pelos professores — desenvolvida internamente, foi aqui que apareceram os erros mais visíveis, como folhas de continuação cortadas e itens trocados entre alunos. O outro é a plataforma onde os professores efectivamente classificam as respostas, criada internamente em 2016 e depois entregue à Blat para ser desenvolvida em sucessivas versões. O problema é que esse sistema nasceu pensado para um universo bem mais pequeno e totalmente digital — não para pegar em 300 mil exames feitos em papel, digitalizá-los à pressa e distribuí-los da noite para o dia. É como pedir a uma bicicleta de cidade que aguente uma corrida de camiões: em algum momento, parte. Numa das plataformas foi ainda identificada uma falha de segurança que obrigou a suspendê-la temporariamente, com a consultora Deloitte chamada às pressas para ajudar a resolver o problema — o mesmo tipo de problema que, no ano anterior, já tinha aparecido num projecto-piloto com 20 mil provas de Filosofia, ignorado nessa altura pelo Ministério. É como pedir a alguém que aprenda a conduzir num Fórmula 1, em auto-estrada, à noite, sem faróis — e depois espantarmo-nos com o acidente. A pressa não é acidental: é política. E a pergunta que ninguém faz em voz alta é porque foi Portugal, e não a Alemanha ou a França, o país escolhido para essa auto-estrada. Não deixa de ser revelador que, segundo relatos vindos de dentro do próprio ensino privado de topo, seja precisamente entre os filhos das classes dirigentes que esta tecnologia tende a ser mantida a maior distância — colégios onde a manhã ainda começa com leitura e silêncio, e não com um ecrã. Fica a pergunta, mais do que a certeza: quem decide impor esta tecnologia aos filhos dos outros, hesitaria em impô-la aos seus? A resposta institucional está nos próprios documentos da Comissão Europeia, que descrevem Portugal como "ambiente ideal para testes de escala" — o mesmo epíteto que já nos coube com o Cartão do Cidadão, a e-factura, a e-saúde e os pilotos de voto electrónico. Somos, há muito, o aluno aplicado da turma europeia: aceitamos depressa, resistimos pouco, temos infra-estruturas montadas e sindicatos menos combativos do que os alemães ou os franceses. É a mesma lógica que, no século XVIII, levou Pombal a reformar o ensino português com uma pressa iluminista que atropelou tradições inteiras; a diferença é que Pombal queria formar cidadãos, e o PRR quer, sobretudo, treinar algoritmos. Convém dizer isto com clareza, porque a expressão "inteligência artificial" faz-nos baixar a guarda crítica, como se estivéssemos perante um destino inevitável. Não é. Esta tecnologia não é inteligente — é estatística aplicada a milhões de respostas humanas — nem é artificial: depende de trabalho humano massivo e mal pago, de quem digitaliza à mão, de quem classifica, de quem fornece, sem saber, os dados que a alimentam. Há, nesta cadeia, uma inversão que raramente se nomeia: os mesmos professores e alunos cujo trabalho serve de matéria-prima para treinar os sistemas são também aqueles a quem depois se pede que confiem nesses sistemas para os avaliar. Paga-se a mesma pessoa duas vezes menos — uma vez em salário, que não aumenta, outra em autonomia, que diminui. Estudos de neurobiologia, de psicologia e inquéritos da OCDE dizem todos a mesma coisa, por outras palavras: quanto mais deixamos a máquina pensar por nós, menos o nosso próprio cérebro trabalha — e a concentração, a memória e o raciocínio complexo, que a escola devia treinar, ficam mais fracos. Paulo Freire já dizia, décadas antes de haver escolas "digitais", que ensinar não é despejar matéria na cabeça de alguém, mas ajudar esse alguém a aprender a pensar sozinho. Uma escola obcecada em medir a velocidade de correcção faz exactamente o contrário. Gert Biesta, um pedagogo mais recente, acrescenta algo importante: educar é sempre arriscado, porque lida com pessoas — livres, imprevisíveis, diferentes umas das outras — e é esse risco, essa imprevisibilidade, que faz da educação, e não um treino mecânico. Uma escola que tenta eliminar esse risco com algoritmos não está a melhorar a educação: está a destruí-la. E fica um aviso simples: quando um aluno pensa menos, não perde só ele — perdemos todos, porque o conhecimento que a humanidade partilha só cresce quando cada nova geração pensa por si. Nem é como se o resto da Europa tivesse aceitado isto sem resistência. Não existe, é preciso dizê-lo com honestidade, uma decisão única e europeia a travar de vez a avaliação digital — mas há factos concretos, e verificáveis, de resistência jurídica e institucional. Na Alemanha, uma associação de defesa de direitos digitais processou universidades pelo uso de software de vigilância em exames online, e a Baviera chegou a proibir por lei o reconhecimento facial e a análise automática de comportamento na correcção de provas, por considerar essas técnicas desproporcionadamente intrusivas. Em França, a autoridade de protecção de dados exige, desde 2023, que as escolas ofereçam sempre uma alternativa presencial a quem não quiser ser vigiado digitalmente num exame. E no Parlamento Europeu chegou mesmo a ser pedida, formalmente, uma investigação à privacidade destas ferramentas de vigilância educativa. Não é uma recusa em bloco, mas é o oposto do silêncio que se vive em Portugal: é debate público, é litígio, é regulação a travar excessos antes de eles se instalarem. Em Portugal, esse debate mal chegou a existir. Nem a maioria dos partidos com assento parlamentar, nem a generalidade dos sindicatos de professores, questionaram publicamente o modelo em si — a divisão do exame em itens, a substituição da correcção pedagógica por uma simples classificação, a monitorização do tempo de trabalho docente. Discutiu-se a incompetência da execução, não a legitimidade do desenho. É uma diferença que parece técnica e é, na verdade, política: uma coisa é exigir que um sistema mau funcione melhor, outra é perguntar se aquele sistema devia sequer existir. Nas redes sociais, longe dos comunicados oficiais, foi de professores e não dos meios do costume que veio a onda de testemunhos sobre os erros dos exames — enquanto o ministério, por algum tempo, insistiu em desvalorizá-los. A pressão política acabou por obrigar a mais do que palavras: o sindicato de professores Fenprof pediu directamente a demissão do ministro da Educação, o Bloco de Esquerda propôs uma comissão parlamentar de inquérito para apurar quem desenvolve e gere a plataforma e com que dinheiro do PRR, e até um pedido de debate urgente do Chega chegou a ser recusado pelo presidente do Parlamento. Perante o caos, o ministro autorizou ainda meio milhão de euros extra para tentar estabilizar o sistema em pleno processo de correcção — dinheiro gasto às pressas para apagar um incêndio que, no fundo, resultou de anos de decisões apressadas. Para muitos desses professores, o problema não é apenas a pressa: é o próprio modelo — descritores simplificados, perguntas fechadas, uma avaliação pensada para ser lida por uma máquina antes de ser lida por um ser humano. Não escrevo isto para condenar a tecnologia em si, nem os professores que, sem alternativa, hoje classificam aquilo que a plataforma lhes atribui. Escrevo-o porque um país que aceita ser laboratório sem perguntar o preço do ensaio acaba sempre a pagar a factura duas vezes: uma em dinheiro do PRR, outra em confiança perdida na escola pública. Da próxima vez que o seu filho, ou o filho de um amigo, receber uma nota de exame que pareça estranha, vale a pena perguntar não só se a resposta estava certa — mas quem, ou o quê, a leu primeiro. #PRR, #educação, #digitalização, #inteligência artificial, #vigilância digital, #Portugal, #União Europeia, #professores, #exames nacionais, #Paulo Freire, #Gert Biesta

O Conselho da União Europeia aprovou novas regras que reforçam a proteção dos passageiros aéreos, melhorando a assistência, a comunicação e a transparência nos preços, com medidas que entrarão em vigor um ano e 20 dias após a publicação no Jornal Oficial da UE. #Aeroportos #DireitosDosPassageiros #UniãoEuropeia

UE aprova reforço de proteção de passageiros

Em 2011, os executivos da Sony Interactive vieram a público pedir desculpas e explicar toda a situação do ataque cibernético na PSN, que colocou em risco os dados pessoais de milhões de usuários e forçou a empresa a desligar os servidores por um tempo. Após o incidente, a Sony investiu pesadamente em segurança, aprimorou significativamente seus sistemas e, desde então, não sofreu nenhuma brecha de grande escala novamente. Essa resposta demonstrou comunicação clara com a comunidade e um comprometimento em melhorar a proteção dos consumidores. Agora, em 2026, muitos usuários de PlayStation temem a perda de direitos relacionados à posse e à liberdade de compra de jogos com o fim da mídia física anunciado pela empresa. Já se passaram quase 2 semanas desde o anúncio e a companhia ainda não se pronunciou novamente sobre o tema, mesmo diante da clara preocupação e decepção dos consumidores. Ao que tudo indica, as grandes empresas de games hoje priorizam mais o lucro do que a reputação, só vão fazer algo se doer no bolso ou se novas leis os obrigarem a fazer isso. #PlayStation #Cybersecurity #GamersRights

Há 12 anos, nos despedíamos do Dr. Osmar de Oliveira. Corinthiano de alma, Dr. Osmar marcou gerações com seu talento, carisma e paixão pelo esporte. Médico, jornalista e um dos grandes nomes da comunicação esportiva, construiu uma trajetória brilhante e deixou um legado que permanece vivo na história do futebol e na memória da Fiel. "Não sou corinthiano de coração, porque um dia ele para. Sou corinthiano de alma, porque ela é eterna." — Dr. Osmar de Oliveira #CulturalDoCorinthians #VaiCorinthians #Corinthians #Futebol #Legado