O ponto novo não é apenas que Alexandre de Moraes utilizou a aeronave: mensagens mostram Daniel Vorcaro intervindo pessoalmente para preservar o voo de Moraes e Viviane Barci. Fato documentado no relatório da Polícia Federal: em 21 de agosto de 2025, um dia antes do voo registrado no vídeo, Vorcaro pediu uma aeronave para viajar de Brasília a Roraima. Uma interlocutora identificada como “Thatiane Prime” informou que poderia disponibilizar justamente o Legacy 650 PP-NLR, mas explicou que havia conflito porque a aeronave estava reservada no dia seguinte para “Barci”. Ela chegou a sugerir transferir o casal para outro jatinho. Vorcaro respondeu: “Não deixe de atender Barci. Pode manter o dele, vou ver outra forma.” Isso é especialmente relevante porque o vídeo divulgado hoje mostra Moraes e Viviane desembarcando exatamente desse PP-NLR no dia seguinte, 22 de agosto. Portanto, pela sequência temporal apresentada no relatório, Vorcaro sabia da reserva e preferiu procurar outra solução para a própria viagem em vez de alterar o atendimento destinado a “Barci”. Há ainda outro trecho das mensagens que merece atenção. Em conversa diferente, Vorcaro perguntou se “eles” estavam utilizando os serviços. O interlocutor respondeu que já haviam utilizado “aviões e helicópteros” e mencionou cobrança variável e uma mudança contratual relacionada a “Barci”. Vorcaro então determinou: “deixa tudo à disposição” e orientou que permanecessem em contato com eles para que pudessem utilizar os serviços. O que isso prova e o que não prova: as mensagens documentam que Vorcaro acompanhava pessoalmente a disponibilidade das aeronaves e determinou prioridade ao atendimento identificado como “Barci”. Isso vai além da simples constatação de que Moraes embarcou casualmente numa aeronave pertencente ao ecossistema empresarial de Vorcaro. Ainda não prova, isoladamente, que Moraes conhecesse essas ordens de Vorcaro, que o serviço tenha sido gratuito ou subsidiado, nem qualquer contrapartida judicial. Esses pontos dependem dos contratos, faturas e pagamentos. #PolíticaBrasil #Corrupção #Justiça