Cresci num lar evangélico. Não me empenho e jamais me empenharei em movimentos anti-religiosos. Mas isto aqui - cada vez mais comum em cidades Brasil afora - é algo que muito me incomoda. É uma mistura da coisa pública com a crença pessoal. Quem dá este direito? E se algum gestor decidir mudar para "Esta cidade é de Alá" ou "esta cidade é de Iemanjá"? Muitos (que hoje aprovam esta associação a Jesus) iriam se incomodar - mas o precedente existe. E aí lembro do candidato Flávio Bolsonaro, que já disse que seu primeiro decreto, se eleito, será considerar o Brasil do Senhor Jesus. Isto mostra o quão rasos são seus planos e seu vazio de ideias. Ele quer se valer de um decreto com custo zero para o Estado, que lhe rende votos de uma parcela do eleitorado, mas esbarra na laicidade do Estado. A meu ver, qualquer cidadão, seja evangélico, católico, muçulmano, judeu ou ateu, deveria se opor a isto. #Laicidade #LiberdadeReligiosa #SeparaçãoIgrejaEstado