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#desconforto

@MissJoyfulLife Não entendi. Desde quando se sentir "desconfortável" é motivo para não pagar pelo que consumiu? Tá valendo essa desculpa agora? É só fazer o pedido, dizer "estou desconfortável" e a conta desaparece? #consumo #desconforto #responsabilidade

A Greenpeace study revealed that almost 79% of poor elderly people in Hong Kong face physical or mental discomfort due to extreme heat, with over 70% underestimating the risks and a lack of awareness about heatstroke prevention and government support. (translated)

Hong Kong. Calor extremo afeta 79% dos idosos pobres

Bastidores: Flamengo acalma ambiente interno, se fecha e fortalece mentalidade para seguir vivo na Libertadores. A classificação sobre o Cruzeiro veio após semanas de pressão, cobranças internas e mudanças no ambiente. Jogadores, comissão técnica e diretoria entenderam que era preciso reduzir ruídos e focar na temporada. Nos bastidores, pesaram as negociações frustradas por Almada e Luiz Henrique, os vazamentos de informações e as cobranças públicas de Leonardo Jardim por reforços. Também houve incômodo de atletas que aguardam renovação ou aumento salarial. No entanto, o elenco passou a se cobrar mais e discutiu com Jardim uma melhor forma de jogar. Houve ainda uma reunião no CT entre Bap, José Boto e líderes do elenco para avaliar o trabalho de Jardim, mas o clima foi de DESCONFORTO. Hoje, não há uma relação próxima com Boto, que NÃO tem a confiança dos atletas e não se dá bem com quem vive a rotina do CT. A ordem foi se fechar e evitar novas declarações que pudessem aumentar a tensão. Até conversas de mercado, como a renovação de Pulgar, foram seguradas temporariamente. Classificado, o Flamengo volta agora ao mercado em busca de um MEIA, um PONTA e um CENTROAVANTE, tentando agir de forma mais certeira e com menos exposição. 🗞️ @geglobo | @luizasabg | @nevesmarcello | @tdellima 📸 Adriano Fontes/CRF #Flamengo #Libertadores #FutebolBrasileiro

Olá, pessoal. Em meio a tudo que aconteceu, esperamos a poeira baixar para conseguir falar sobre a situação com a calma e a responsabilidade que ela exige. Realmente, não queríamos nos aproveitar de um assunto tão sensível para farmar likes ou engajamento. Mas, diante da repercussão e de vocês quererem saber o nosso posicionamento, sentimos que era importante nos manifestarmos enquanto portal. Sendo muito sinceros: estamos péssimos com tudo isso. Foi um erro muito grande e, neste momento, tudo parece meio too much. Entendemos completamente a indignação, a frustração e a decepção de muitas pessoas. Reconhecemos que existem motivos legítimos para que essa situação e determinadas associações causem desconforto, e não queremos, de forma alguma, invalidar esses sentimentos. Também estamos analisando todo o cenário e, sinceramente, ainda existe em nós um fio de esperança sobre como tudo isso pode se desenrolar, principalmente diante de tudo que foi construído ao longo de tantos anos. Mas a sensação, neste momento, é realmente pesada. Não sabemos exatamente como reagir diante de tudo isso. Ao mesmo tempo, temos uma responsabilidade enquanto fanbase e portal: continuar trazendo informações e atualizações relacionadas ao Namjoon e aos seus trabalhos, assim como fazemos com os demais acontecimentos relevantes de sua carreira. Informar sobre uma pessoa não significa apoiar todas as suas escolhas. Da mesma forma, continuar acompanhando o trabalho do Namjoon enquanto portal não significa ignorar, minimizar ou concordar com questões que consideramos problemáticas. Isso também se aplica ao nosso evento, que continua sendo produzido e será realizado com o mesmo carinho, dedicação e propósito que sempre tivemos. O evento não representa uma tentativa de apagar ou ignorar o que aconteceu, mas sim a continuidade de um projeto que foi construído com muito trabalho e significado pra tanta gente. Sabemos que cada pessoa vai lidar com essa situação de uma maneira diferente. Respeitamos quem está decepcionado, magoado, indignado ou que precisa se afastar neste momento. Não queremos transformar uma questão séria em uma disputa dentro da comunidade, muito menos dizer a alguém como deve se sentir. Nosso espaço continuará sendo dedicado ao Namjoon, ao BTS, à sua arte e à nossa comunidade, mas sempre buscando agir com responsabilidade, respeito e honestidade diante de assuntos como esse. Agradecemos a quem tem conversado conosco com respeito e também a quem nos chamou a atenção para a importância de nos posicionarmos. Estamos ouvindo, refletindo e tentando entender tudo isso junto com vocês. #Namjoon #BTS #Responsabilidade

🦅🚨 | NIKE NOTIFICA CORINTHIANS E DEMONSTRA INSATISFAÇÃO COM PATROCÍNIO DA FATAL FANS. A Nike notificou o Corinthians e pediu esclarecimentos sobre o patrocínio da Fatal Fans, anunciado pelo clube em julho. Segundo a Livia Camilo , a fornecedora de material esportivo demonstrou desconforto com a exposição da plataforma no calção do uniforme e formalizou os questionamentos ao departamento de marketing do Corinthians. O contrato entre Nike e Corinthians possui uma cláusula que permite à fornecedora vetar patrocinadores que considere, de boa fé, incompatíveis com a marca. O patrocínio da Fatal Fans rende R$ 22 milhões ao Corinthians até o fim de 2026 e atualmente aparece nos uniformes do futebol profissional, futsal e basquete. Diante da repercussão, o Corinthians já estuda alternativas. Entre elas estão reduzir o tamanho da marca no calção ou transferi-la para outras propriedades comerciais, como o telão da Neo Química Arena. Além da Nike, a parceria também teria gerado questionamentos dentro do próprio elenco. Segundo a reportagem, jogadores do Corinthians procuraram Osmar Stábile para manifestar insatisfação. O caso também chegou ao Ministério Público de São Paulo, que abriu investigação para apurar se o patrocínio pode violar direitos de crianças e adolescentes. A parceria que chegou como uma importante fonte de receita para o Corinthians agora se transforma em mais um problema para o departamento de marketing administrar. 📰 | Sport Insider / @livia_camillo_ 📸 | Davi Bittencourt / Time do Povo #Corinthians #Nike #Patrocínio

After a solar eclipse, it is common to experience eye discomfort, such as fatigue or headache, even when using appropriate protective glasses, but it is important to monitor for any changes in vision to rule out any more serious injury, such as solar retinopathy. (translated)

Sentiu os olhos estranhos depois do eclipse? É normal?

Miriam Leitão: "Os preços altos nos supermercados são apenas uma sensação de desconforto. O que importa é que a inflação oficial está caindo. Gente! Essa mulher é muito desonesta. Entenda como isso é bom…👍🏻 https://t.co/gdfXsUsiBW #inflação #economia #preços

Antonio Tabet Jul 30

Venho, por meio deste, apresentar minhas sinceras e respeitosas desculpas a Sociedade Esportiva Palmeiras, a sua torcida e a sua presidente, Sra. Leila Pereira, em razão da publicação na qual estabeleci um paralelo entre a campanha do clube no Campeonato Brasileiro e a trajetória recente da seleção Argentina. Reconheço que a comparação pode ter causado desconforto, indignação e a compreensível sensação de injustiça, motivo pelo qual faço esta retratação de forma pública, espontânea e irrestrita, reafirmando meu absoluto respeito à instituição e à sua história. Após refletir detidamente sobre o ocorrido, concluí que a analogia realmente foi inadequada. A Argentina tem Mundial. #Palmeiras #Desculpas #Futebol

Liberados pelo DM do Flamengo, Arrascaeta e De La Cruz estão prontos para voltar, mas a presença contra a Chapecoense nesta quarta-feira depende da comissão técnica de Leonardo Jardim. Para De La Cruz, há o cuidado extra com o gramado sintético, piso que costuma lhe causar desconfortos e que definirá se ele será relacionado. 🗞️ @Lemos_Santos 📸 CRF #Flamengo #Arrascaeta #DeLaCruz

☢️ Reflexão da Cooperativa: a geração mais bem preparada de sempre. Sabem explicar a fotossíntese, resolver integrais, citar meia dúzia de estudos sobre asaúde mental e, ao mesmo tempo, entram em colapso mental porque as notas demoraram mais uns dias a sair. Os testemunhos sucedem-se. Ansiedade. Férias adiadas. Incapacidade de desligar. Dias de sofrimento. Parece que estivemos mesmo à beira de uma catástrofe humanitária e, afinal, estamos a falar de jovens que tiveram de esperar mais 3 dias para saber uma nota, outros, vá, uns quantos, demais é certo, com nota suspensa. ➡️➡️É pois esta a geração que nos vendem como a mais bem preparada de sempre. E talvez seja. A mais bem preparada para responder a testes. A encornar matéria. A dominar os Tik Toks desta vida. A repetir conceitos. Mas a vida, essa, é uma disciplina sem manual, e chumbam em toda a linha, do que me é dado a ver. Porque a escola ensina, mas não ensina a esperar. Ensina conteúdos, mas não ensina resiliência. Ensina competências, mas não ensina a lidar com a frustração. Ensina direitos, mas quase nunca fala de deveres. Ensina a exigir, mas raramente a aguentar. E bem, porque a essa outra tarefa, que encaixa noutro segmento mais abrangente, a educação, cabe aos pais. Percebem, papás? Criou-se uma geração convencida de que qualquer desconforto merece uma declaração pública, qualquer contratempo justifica uma crise existencial e qualquer obstáculo exige que alguém peça desculpa. O problema nunca é a forma como reagimos; é sempre o mundo que insiste em não corresponder às nossas expectativas.⬅️⬅️ E depois perguntamo-nos porque é que tantos continuam dependentes dos papás até bem depois da idade adulta. Porque é que tantos precisam que alguém lhes resolva cada problema, cada papelinho, cada decisão. Porque nunca saem de casa a pretexto de que a habitação está cara, e está, mas não é preciso começar pelo rooftop no Chiado. Façamos em conjunto, camaradas, um exercício de imaginação. Se amanhã Portugal tivesse de mobilizar cidadãos para defender o país perante uma ameaça real, como aconteceu e continua a acontecer em tantas partes do mundo, que sociedade apresentaríamos? Uma que sabe distinguir um pronome relativo de um complemento oblíquo, mas entra em ansiedade porque um calendário administrativo escorregou uns diazitos. Uma sociedade que teima em confundir desconforto com trauma. Não é uma crítica aos jovens por serem jovens. É uma crítica aos adultos que lhes venderam a ilusão de que crescer podia ser feito sem dor, sem espera, sem responsabilidade e sem fracassos. Pais que lhes limaram todos os obstáculos. Escolas que trocaram exigência por conforto. Uma cultura que transformou a vulnerabilidade numa identidade permanente e protegida, quando devia ser só uma condição passageira que se ultrapassa com querer e luta. ⚠️Talvez o verdadeiro exame não fosse bem o de matemática nem o de português. Talvez fosse mesmo este. O esperar. Aceitar que nem tudo depende da nossa vontade. Perceber que um atraso não é o fim do mundo. Chumbaram em toda a linha, pelo menos aqueles que os OCS insistem em nos mostrar pela conveniência da narrativa. Quem não consegue lidar com alguns dias de incerteza dificilmente estará preparado para enfrentar as décadas de incerteza que a vida inevitavelmente traz. Há mais conhecimento nesta geração. Disso ninguém duvida. O problema é que conhecimento não é sinónimo de maturidade. E um país que produz CV's bonzinhos de malta que encornou matéria, mas adultos frágeis, está, na verdade, a confundir educação com instrução. Isto para mim é muito mais preocupante do que qualquer nota de um exame nacional. Para vossa eventual reflexão. o dono da cooperativa #Educação #GeraçãoZ #SaúdeMental

🚨 [TRAD] #JUNGWON LIVE no Weverse: ​🐈: "Parece que algumas pessoas ficaram desconfortáveis com a camiseta que usei ontem. Eu não sabia o significado dela; realmente a vesti achando que era apenas uma camiseta comum. No entanto, pelo que soube, era algo muito ofensivo para os fãs do Cazaquistão. ​Existe um filme, uma comédia de humor ácido não muito legal, e a estampa era sobre isso. Como sei que houve pessoas que se sentiram desrespeitadas, gostaria de começar pedindo desculpas. Eu já joguei a camiseta fora e, por mais que eu não soubesse o significado, a responsabilidade é minha se causei desconforto a alguém. Sinto muito. ​Descartei a camiseta hoje de manhã bem cedo. Na verdade, eu queria ter pedido desculpas antes, até pensei em fazer isso antes do show, mas quando olhei o fuso horário do Cazaquistão, ainda era de madrugada. Disseram-me que agora lá já são cerca de 8h ou 9h da manhã. Achei que seria melhor fazer a transmissão em um horário que fosse um pouco mais fácil para eles assistirem, por isso liguei a live assim que voltou. ​Sinto muito. Estou verdadeiramente arrependido e refletindo sobre o ocorrido. Também vou deletar o vídeo do TikTok. Além disso, a pessoa que criou aquela coreografia também é do Cazaquistão. Eu realmente não fazia a menor ideia. Sinto muito, eu não sabia de verdade. Serei muito mais cuidadoso de agora em diante. ​Como pode ser que alguns fãs locais não consigam assistir a esta live, eu agradeceria muito se os ENGENEs pudessem compartilhar e espalhar essa mensagem. ​Sinto muito, do fundo do meu coração." @ENHYPEN_members @ENHYPEN #ENHYPEN #엔하이픈 #정원 #ENHYPEN #JUNGWON #apologies

NBA da bad Jul 17

Rômulo Mendonça se pronuncia após o desligamento da Amazon: "Depois de mais de três anos de dedicação às transmissões do Prime Video, sinto que devo uma conversa franca com vocês, que acompanham minha trajetória. Muitos conhecem meu estilo. A sátira e o bom humor sempre foram a alma do meu trabalho, a minha marca registrada. No entanto, a paródia feita no podcast na verdade foi fruto de um momento de desabafo após semanas em que tentei sem sucesso discutir uma questão ética. Foram pelo menos três semanas em que não deixei transparecer meu desconforto em transmissões no ar, mas o desabafo veio naquele dia e em vinte segundos memorizei as falas, em trinta segundos fiz uma paródia. Não foi uma tentativa de humor, foi desabafo. O que se seguiram foram a suspensão da transmissão do jogo 5 das finais e a determinação de que eu deveria me retratar publicamente, em prazo mínimo. A justificativa era “esfriar os ânimos” de uma situação que a própria empresa alimentou. Cumpri o que foi determinado. Após aquela gravação do dia 15 de junho, veio um processo unilateral e silencioso: quase 30 dias sem que ninguém da empresa entrasse em contato e me procurasse para ouvir a minha versão dos fatos. Isso mesmo, um mês sem diálogo, sem resposta. O que mais me chama a atenção, contudo, é a decisão final. Fui comunicado nesta semana do rompimento de meu contrato “sem justa causa”. Ora, se a narrativa que chegou à imprensa, vinda do próprio canal, sugere que houve uma “apuração interna” e uma “violação de regras” da minha parte, por que o desligamento se deu sem justa causa? A conclusão é uma só: a natureza do meu desligamento desmente a versão que foi contada ao público. Agradeço aos colegas de transmissões da NBA e também do futebol. Foi um privilégio viver o que amo fazer junto de vocês. Agradeço, principalmente, ao público, por todo o carinho. Sigo de cabeça erguida, com a consciência tranquila e com a certeza de que a minha história com o esporte está longe de terminar." #RômuloMendonça #PrimeVideo #esporte

a expulsão tirou a Suiça do desconforto esquisito de precisar atacar e deu a ela a oportunidade de fazer o jogo que domina historicamente: colocar todo mundo atrás da bola e torcer pelo melhor. o crime será cometido #Futebol #Suíça #Expulsão

Fila: celular. Elevador: celular. Treino: celular. Série com uma mão, mensagem na outra. Podcast enquanto cozinha. Vídeo em 2x porque velocidade normal virou lentidão. Ninguém viu a hora que isso mudou, mas o silêncio virou desconforto. #Tecnologia #Conectividade #Mudança

CR7: A Estátua Que Ainda Se Julga Viva Ou: como perder o respeito por alguém sem lhe negar uma única conquista Estava em casa, às 18 horas de Lisboa, a ver Portugal empatar com a República Democrática do Congo, quando dei por mim a fazer uma coisa que nunca pensei fazer: torcer, discretamente, para que a bola não caísse aos pés de Cristiano Ronaldo. Não por rancor. Por cansaço. O cansaço de quem admirou durante vinte anos um jogador e começa agora a duvidar do homem. Não lhe retiro nada do que fez em campo. Cinco Bolas de Ouro, recordes que provavelmente nunca serão batidos, duas décadas a carregar selecções às costas quando ninguém mais o fazia. Isso é facto e permanece facto, imune a qualquer texto de opinião. Mas há uma diferença entre reconhecer o mérito de um jogador e continuar a admirar o homem em que ele se tornou — e é aí que a admiração deixa de bastar. Os números ajudam a perceber a dimensão do problema. Contra a RD do Congo, Ronaldo chegou ao seu décimo jogo consecutivo sem marcar em fases finais de Mundiais e Europeus — um registo que não se estende a outras competições da selecção, onde continuou a marcar normalmente, mas que, nos palcos que mais contam, se arrasta desde o Mundial de 2022. Teve apenas três remates e nenhum à baliza — sexta vez que isso lhe acontece num Mundial. Pelos vistos, aos 41 anos, Ronaldo na selecção só se for na Playstation. E, ainda assim, quando a equipa se juntou no meio-campo para aplaudir os adeptos no final do jogo, ele já ia a caminho do balneário, sozinho, antes de todos os outros. A imprensa internacional não deixou passar o pormenor. É a mesma lógica de um accionista maioritário que continua a comparecer às reuniões de uma empresa que já não gere, exigindo que todos se levantem quando ele entra na sala — mesmo que o produto já não seja dele, mesmo que a equipa de gestão tenha mudado, mesmo que os resultados o desmintam. A marca sobrevive à utilidade. E é exactamente isso que Portugal, aos poucos, deixou de tolerar. Portugal já conhece esta história. Chama-se sebastianismo. Um rei parte para uma guerra que não devia ter travado, desaparece em circunstâncias nebulosas, e o país passa séculos à espera do regresso do "Encoberto" — a certeza colectiva de que só ele pode salvar a pátria, mesmo depois de todas as provas em contrário. Substituam-se as brumas de Alcácer-Quibir pelos relvados de Houston e a estrutura emocional é praticamente a mesma: um povo que prefere esperar por um homem a confiar em si próprio. Fernando Pessoa dedicou parte da sua obra a mostrar como este tipo de espera colectiva por um salvador pode ser, ao mesmo tempo, a maior força e a maior fragilidade de um povo — e é difícil não pensar nisso ao ver um capitão de 41 anos ser tratado como se a selecção não pudesse respirar sem ele, quando hoje tem jogadores como João Neves ou Bruno Fernandes plenamente capazes de a fazer voar sozinha. E é aqui que a crónica muda de tom, porque há episódios que já não são sobre futebol. Ronaldo foi expulso em Novembro contra a Irlanda, por uma cotovelada no defesa Dara O'Shea, e ficaria a dever dois jogos de suspensão para o Mundial. Uma semana depois de jantar na Casa Branca — presente numa recepção oferecida por Donald Trump ao príncipe herdeiro saudita Mohammed bin Salman, o mesmo príncipe que os serviços de informação norte-americanos associaram ao assassínio do jornalista Jamal Khashoggi, esquartejado num consulado saudita em Istambul —, a FIFA decidiu converter essa suspensão num "período probatório". Pode ser coincidência de calendário. Mas é, no mínimo, uma coincidência incómoda, vinda de uma organização que lucra directamente com a presença dele no torneio que os Estados Unidos co-organizam. Não é a primeira vez que o vejo escolher o desconforto de uma sala com príncipes e bilionários em vez do desconforto de uma crítica doméstica. Aceita com naturalidade estar sentado ao lado de quem gere o dinheiro saudita — o mesmo fundo soberano que é dono do Al-Nassr e lhe paga duzentos milhões de dólares por ano —, mas revela dificuldade em aceitar que um jovem médio português diga, sem qualquer maldade, que dentro do grupo ele é hoje tratado como mais um. É uma inversão de prioridades reveladora: tolerância total ao poder que o remunera, desconforto perante a igualdade que o desafia. Por isso já não é sobre golos, nem sobre Bolas de Ouro, nem sobre se ainda é ou não o melhor do mundo. É sobre saber ficar no lugar certo quando o palco deixa de ser só seu. Um país não se ajoelha perante um homem, por maior que ele tenha sido — e este Portugal de 2026 já não precisa de esperar por ninguém para acreditar em si próprio. Porque, no fim, nenhum general ganha batalhas sozinho — e nenhum rei continua a sê-lo depois de o povo deixar de precisar dele. #Cristiano Ronaldo, #Mundial 2026, #futebol, #Arábia Saudita, #Casa Branca, #FIFA, #Portugal, #sebastianismo, #crónica

Quando a Arte Me Apanha de Surpresa: Dos “Amigos Improváveis” a Duchamp e Manzoni No fim-de-semana passado, para diminuir o ócio, decidi ver um filme: "Amigos Improváveis". Já tinha ouvido falar dele, mas nunca me tinha sentado, verdadeiramente, a apreciá-lo. Bastaram poucos minutos para perceber que não era apenas uma comédia dramática; era o encontro improvável entre dois mundos que, à partida, nunca se tocariam. De um lado, Philippe, um aristocrata tetraplégico, culto, refinado, rodeado de arte, música clássica e silêncio. Do outro, Driss, um jovem de origem humilde, impulsivo, directo, cheio de vida e sem filtros. A relação entre os dois cresce precisamente dessa colisão de universos — e eu, do meu sofá, dei por mim a sorrir com a franqueza de Driss e a serenidade de Philippe. Há uma cena, no entanto, que ficou cravada na memória. Philippe mostra a Driss uma pintura abstracta caríssima. Driss olha para o quadro, inclina a cabeça e diz aquilo que eu próprio já pensei diante de certas obras: "Isto? Isto podia ter sido feito por mim." Ri-me, claro. Porque ali, naquele momento, Driss estava a verbalizar a perplexidade que tantos de nós sentimos quando confrontados com arte abstracta. Para ele, eram apenas manchas. Para Philippe, era emoção, gesto, intenção. Mais tarde, Driss pinta o seu próprio quadro — uma brincadeira, quase um desafio — e Philippe acaba por vendê-lo a um coleccionador por uma pequena fortuna. E eu percebi ali algo essencial: o valor da arte não está apenas no objecto, mas na história que o envolve, na narrativa que lhe atribuímos, no olhar que lhe dedicamos. De repente, dei por mim a pensar em artistas que levaram esta ideia ao extremo. Um campo de forças, não uma sentença individual Ao reflectir sobre tudo isto, lembrei-me de algo fundamental: o valor da arte não é decidido por uma única pessoa ou entidade. Nasce da interacção entre vários agentes — críticos, curadores, museus, coleccionadores, galerias, leiloeiras, mercado e público. Em termos sociológicos, o valor artístico é construído dentro de um "campo", um espaço onde diferentes forças competem, legitimam e disputam o que merece ser chamado de arte. Ou seja: quando Driss olha para um quadro e diz que podia tê-lo feito, e Philippe responde com serenidade que há ali algo mais, ambos estão a participar — sem o saber — nesse jogo complexo de legitimação. A arte vive dessa tensão entre o olhar individual e o consenso colectivo. Duchamp: o homem que me ensinou a desconfiar das certezas Lembrei-me então de Marcel Duchamp, o artista que virou o mundo artístico do avesso. Em 1917, Duchamp pega num urinol — um objecto banal, industrial, sem qualquer pretensão estética —, vira-o ao contrário, assina-o R. Mutt e apresenta-o como obra de arte. Assim nasce "A Fonte". Quando ouvi falar desta peça pela primeira vez, confesso que também pensei: "Isto é provocação pura." Mas quanto mais reflicto, mais percebo que Duchamp não queria que eu admirasse a forma; queria que eu questionasse o conceito. Queria que eu percebesse que a arte não é apenas aquilo que se pinta ou esculpe — é também aquilo que se declara como arte. Com Duchamp, aprendi que a arte conceptual é um convite à dúvida, ao desconforto e, sobretudo, ao pensamento. Manzoni: quando a provocação se transforma em obra E se Duchamp já me tinha abanado, Piero Manzoni empurrou-me definitivamente para fora da zona de conforto. Em 1961, Manzoni cria "Merda de Artista" — 90 latas seladas, alegadamente contendo excremento seu, vendidas ao preço do ouro. Quando descobri esta obra pela primeira vez, fiquei entre o riso e a incredulidade. Mas depois percebi o génio: Manzoni estava a expor a obsessão do mercado pela "aura" do artista, pela ideia de que tudo o que ele toca se transforma automaticamente em arte. E eu, mais uma vez, fui obrigado a perguntar-me: o que é que realmente valorizo numa obra? A técnica? A intenção? O nome? O choque? A subjectividade como bússola Entre a pintura abstracta de "Amigos Improváveis", o urinol de Duchamp e as latas de Manzoni, percebi algo fundamental: a arte não é um território de certezas, mas um espaço de diálogo. A subjectividade não é um erro — é a minha própria assinatura invisível sobre a obra. E quanto mais me permito entrar neste jogo, mais descubro que a provocação, o desconforto e até o riso são portas de entrada para novas formas de pensar. Fica a pergunta para vós: já vos aconteceu olhar para uma obra de arte e pensar exactamente o mesmo que o Driss? E, se sim, o que fizeram com esse pensamento — riram-se dele, ou deixaram-no crescer até vos mudar a forma de ver?

Virgil van Dijk teria dito para a comissão técnica ao fim do jogo que sentiu um desconforto. Ele estava escalado para cobrar um dos pênaltis e acabou não batendo. Confirmado por Ronald Koeman. https://t.co/w0w7z0eaPw #VirgilVanDijk #Futebol #Pênaltis

A Matemática Selectiva Quando se mexe no denominador e se finge que o numerador não existe Há uns anos, tocou-me à campainha um recenseador do INE, prancheta debaixo do braço, a perguntar quantas pessoas viviam em minha casa. Contei os nomes, ele anotou, despediu-se com um sorriso burocrático e foi tocar à porta seguinte. Nunca imaginei que aquele gesto tão modesto — contar gente, uma casa de cada vez — pudesse, anos depois, decidir se o país é rico ou pobre. O INE, que durante anos jurou que éramos cerca de 10,7 milhões, anunciou agora que afinal somos 11,4 milhões. Mudou a contagem. Não mudou nada em minha casa. E, como quem muda uma lâmpada sem avisar, deixou o país às escuras durante uns segundos, até percebermos o que isto significa. O problema não é a luz. É o timing. A cronologia ajuda a perceber o desconforto. Os dados de 2021 foram publicados definitivamente em Setembro de 2023, ainda com a população antiga. Durante 2022, 2023 e 2024 governou-se com essa régua curta, sem que ninguém parecesse preocupado com o facto de estarmos a medir produtividade, pressão hospitalar e necessidades escolares com uma população que não existia. Só em Janeiro de 2025 o INE anunciou que Portugal tinha afinal 11,4 milhões de residentes, graças à integração dos dados da AIMA, da Segurança Social, das Finanças e de outros serviços públicos. E só em 2026 é que o debate público explodiu, como se a queda do PIB per capita fosse uma descoberta súbita e não o resultado de quatro anos de estatística mal calibrada. Mas o detalhe mais curioso não está na cronologia. Está na matemática. Alterar apenas o denominador de uma fracção e manter o numerador intacto é, no mínimo, controverso — para não dizer enganador. O PIB não mudou. O que mudou foi o número de pessoas a dividi-lo. É como actualizar o número de convidados de um jantar sem contar os pratos que eles trouxeram. A fracção desce, claro, mas não porque o jantar ficou mais pobre — apenas porque a contagem ficou a meio caminho. E, no entanto, esta operação aritmética é agora apresentada como diagnóstico económico, como se a queda do PIB per capita revelasse uma verdade profunda sobre o país, quando revela apenas um erro técnico que demorou quatro anos a ser corrigido. E aqui entra o ponto que quase ninguém menciona, talvez porque estraga a narrativa conveniente. Se o INE descobriu que afinal havia mais gente no país — gente que consome, trabalha e produz — então não basta corrigir o denominador. O numerador também deveria ser revisto. A chamada "Economia Não Declarada" não é um conceito académico: é consumo real que não foi contado, trabalho real que não foi medido, produção real que nunca entrou nas contas. O próprio INE confirmou que vai rever esta estimativa. E, ao fazê-lo, admite que havia riqueza real que não estava a ser captada. Ora, se havia riqueza não captada, o PIB estava subestimado. E se o PIB estava subestimado, corrigir apenas o denominador é uma operação incompleta — e politicamente útil. Mas a política raramente resiste a uma oportunidade. Em vez de se perguntar como é que andámos anos a planear hospitais, escolas e políticas económicas com uma população mal contada, preferiu-se concluir que o problema é dos trabalhadores, que não produzem o suficiente, que precisam de mais "flexibilidade". É uma leitura tão previsível que quase parece ensaiada. A estatística tropeça; o discurso moral levanta-se. E tudo isto sem que ninguém explique como é que uma reforma laboral resolve um erro de contagem. A verdade é que a produtividade portuguesa não se mede na força dos braços, mas na estrutura das empresas. E essa estrutura é, há décadas, o nosso segredo mal guardado. Temos um país onde 99,9% das empresas são PME, e onde 96% são microempresas. Negócios familiares, muitos deles geridos com boa vontade, mas pouca formação. Cerca de 42% dos empregadores têm apenas o ensino básico. É um número que raramente aparece nos debates, talvez porque desmonta a explicação confortável de que o problema é "cultural" ou "comportamental". Não é. É estrutural. Há uma frase do escritor escocês Andrew Lang que devia estar emoldurada em todos os gabinetes de comunicação: as estatísticas são como um candeeiro para um bêbedo — servem para se apoiar, não para iluminar o caminho. A revisão demográfica do INE deveria ter servido para iluminar: a qualidade dos dados, a capacidade do Estado para contar quem cá vive, a necessidade de planear políticas com base na realidade. Em vez disso, serviu de apoio a um discurso antigo, que culpa os trabalhadores por problemas que não criaram e que não podem resolver sozinhos. E é aqui que a crónica vira. Porque, leitor, a sua vida não mudou com a revisão do INE. O seu salário é o mesmo. A sua factura da luz, infelizmente, também. Mudou apenas o discurso em torno dele, que tenta agora transformar um erro técnico numa lição moral sobre produtividade. Mas a pergunta que importa é outra: como é que um país pretende ser competitivo quando a maioria das suas empresas não tem estrutura para competir? No fim, resta-lhe esta reflexão: quando ouvir falar de "produtividade", pergunte-se se estão a falar de si — ou de um país que insiste em medir-se com uma régua que nunca coube na realidade. Fontes para aprofundar • INE — Estimativas de População Residente, 2025 (divulgação oficial): o documento-fonte com os 11 424 031 residentes e a revisão da série 2021-2024. ine.pt • Jornal Económico — "Portugal perde três lugares no ranking europeu do PIB per capita": detalha a queda de 81% para 77% da média da UE e a posição relativa face a Polónia, Estónia, Croácia e Roménia, com os cálculos do economista Óscar Afonso. jornaleconomico.sapo.pt • RTP — "População residente em Portugal atinge 11,4 milhões. 14% são estrangeiros": explica a mudança de metodologia — de censos para registos administrativos, incluindo dados da AIMA. rtp.pt • CNN Portugal / SOL — "INE vai rever PIB, emprego e outros indicadores per capita": o calendário oficial das revisões em cascata, incluindo o recálculo das Contas Nacionais previsto para Março de 2027. cnnportugal.iol.pt • INE — Dia Internacional das Micro, Pequenas e Médias Empresas (2025): a estatística estrutural usada na crónica — 99,9% das empresas portuguesas são PME, 96,7% microempresas. ine.pt • JN — "Os números pregam partidas" (opinião): outra leitura crítica do mesmo episódio estatístico, com uma ironia complementar à desta crónica. jn.pt

RAM Jun 28

NOTA OFICIAL - GABI A ponteira e capitã da seleção feminina, Gabi, apresenta um quadro de desconforto na região lombar. Após exames de imagem realizados no retorno da atleta da Turquia, a comissão técnica do Brasil definiu que ela não vai participar da terceira etapa da Liga das Nações que será disputada em Osaka, no Japão, a partir do dia oito de julho. Gabi vai seguir tratamento no Brasil, além de atividades fisioterapêuticas e de preparação física. Ela será avaliada ao final da terceira fase da Liga das Nações “A Gabi permanece com um desconforto na região lombar e a decisão da comissão técnica nesse momento é para preservá-la. O quadro que a Gabi apresenta hoje não tem relação com a lesão na costela que ela teve na temporada de clubes”, afirma Júlio Nardelli, médico da seleção feminina 🗞️ CBV #Gabi #SeleçãoFeminina #LigaDasNações

Allan Jun 26

Enfrentamos o Japão. Apesar do jogo burocrático de hoje, a seleção japonesa é forte e muito disciplinada. Tem muita qualidade pelos lados do campo, porque por vezes joga com alas que são pontas auxiliando e se alternando com o trio de ataque. As triangulações, infiltrações e transições ainda podem nos gerar desconforto, mas ainda acho um bom encaixe de jogo pro Brasil. Somos favoritos e temos que buscar essa vaga. Com respeito, mas sem medo. Vai dar Brasil! #Brasil #Futebol #CopaDoMundo