A fotografia que faltava à campanha de Flávio Bolsonaro finalmente aconteceu. Depois de semanas de tensão pública, Michelle Bolsonaro e Flávio viraram a página e gravaram juntos, nesta terça-feira, 11 de agosto, pela primeira vez para a campanha presidencial. Não é apenas uma reconciliação familiar, é um movimento político. Michelle declarou que colocou uma “pedra” sobre as desavenças e confirmou que estará ao lado de Flávio na disputa pelo Planalto. Sem poder acompanhá-lo intensamente nas ruas, por estar dedicada ao ex-presidente Jair Bolsonaro - preso político - sua principal arma será justamente onde construiu enorme capital político: as redes sociais e a mobilização feminina. E aí está uma das forças que Flávio passa a incorporar à campanha. Michelle construiu, durante sua passagem pelo PL Mulher, aquilo que ela própria chamou de um “grande exército de mulheres de bem”. Agora, essa estrutura entra em campo em uma eleição na qual o voto feminino será decisivo. A própria Michelle também disputa uma das duas vagas ao Senado pelo Distrito Federal e aparece entre os nomes mais competitivos. Pesquisa Paraná divulgada em julho mostrou a ex-primeira-dama com até 37,7% das intenções de voto. Flávio foi o nome escolhido por Jair Bolsonaro para representar seu campo político na disputa presidencial. Michelle, que chegou a protagonizar um duro confronto com o enteado, agora se soma publicamente ao projeto. Nesta semana, ela foi taxativa ao falar sobre a reconciliação: “Qual família é perfeita?”. E seguiu adiante. Michelle resumiu o espírito com que pretende entrar nesta eleição: o Brasil precisa de “homens e mulheres de bem” e, segundo ela, é “para este momento da nossa nação que nós fomos chamados”. A campanha oficial começa em 16 de agosto, e Flávio terá mais do que o sobrenome Bolsonaro na urna, terá Michelle e seu exército de mulheres no campo. A paz foi selada dentro de casa e, com ela, Flávio passa a reunir o que faltava à sua candidatura; as maiores forças do bolsonarismo mobilizadas em torno de um único objetivo - levar novamente um Bolsonaro ao Palácio do Planalto. #Eleições2024 #Bolsonaro #Política