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Dialéticas — Pensar a Fotografia a partir da Prática (O título ainda não é final) A ser editado pelo AFDS - Arquivo Fotografico do Douro Superior Terminei a revisão de "Dialéticas — Pensar a Fotografia a partir da Prática". O livro reúne 54 ensaios escritos ao longo de vários anos. Não nasceram com a intenção de fazer um livro. Foram escritos enquanto fotografava, projectava, experimentava e me confrontava com dúvidas que a própria prática ia colocando. Serviram-me, antes de mais, para tentar perceber até onde aquilo que estava a fazer com a fotografia poderia ultrapassar a minha circunstância e adquirir outras implicações. Agora começa a parte mais difícil. Tenho o esquiço do livro terminado, mas ainda não tenho a certeza de que tenha encontrado a sua forma definitiva. Antes de a decidir, quero entregá-lo a algumas pessoas da minha confiança — e, deliberadamente, não apenas a pessoas ligadas à fotografia. Quero saber o que acontece a estes textos quando deixam de estar diante de alguém que conhece as perguntas que lhes deram origem. O que se compreende? O que fica por compreender? O que parece excessivo? O que falta? Que ensaios dialogam entre si? Quais parecem deslocados? E, sobretudo, o que fica depois de fechar o livro? Por isso, procuro alguns leitores dispostos a fazer mais do que ler. Quero que me contradigam, que levantem dúvidas, que apontem fragilidades e que me digam aquilo que talvez eu já não consiga ver. O processo será acompanhado por um conjunto de questões às quais cada leitor poderá responder depois da leitura. Se gostarias de receber o esquiço e participar nesta última etapa de construção do livro, envia-me uma mensagem. Mas há uma condição: terás de me convencer de que devo enviar-to. Se me convenceres, receberás uma cópia e o teu contributo será reconhecido na edição física da obra. Dialéticas não tem, por enquanto, data de apresentação. Ficará terminado e pronto para publicação, aguardando o momento certo — ou a eventualidade de algum dos projectos que já têm apresentação marcada não chegar a essa data. Talvez seja precisamente esta ausência de urgência que permita ao livro encontrar a sua forma certa. Agora, preciso de leitores. Mas, mais do que leitores, preciso de interlocutores. #RuiCamposFotografia #livro #Fotografia #ensaística #ensaiosfotográficos #Arquivo #AFDS #ArquivoDouroSuperior

3. Porque é relevante para a região e para o Mundo? O primeiro destinatário do AFDS é o próprio território onde nasceu. Um arquivo desta natureza pode devolver à região uma coisa que muitas vezes se perde no processo de desenvolvimento: a consciência daquilo que ela é. As fotografias permitem reconhecer lugares, recuperar memórias, documentar património, contar histórias, estudar transformações e dar visibilidade a pessoas e actividades que raramente chegam aos grandes arquivos nacionais. Podem ser utilizadas por investigadores, escolas, artistas, jornalistas, municípios, instituições culturais, empresas e pela própria população. Mas o seu valor não termina aí. Um território que conhece e documenta a sua própria identidade está melhor preparado para a comunicar. A fotografia pode contribuir para a valorização do património, para a promoção turística, para a criação artística, para a educação, para a investigação e para a economia local. É aqui que o AFDS assume uma ambição maior: utilizar a fotografia como instrumento de desenvolvimento. Não se trata de fotografar a região para dizer simplesmente que ela é bonita. Trata-se de produzir conhecimento e representação capazes de gerar novas possibilidades para o território. E existe ainda uma segunda escala. O Douro Superior é uma realidade local, mas aquilo que nele acontece participa de fenómenos universais: a transformação das paisagens rurais, o despovoamento, a emigração, a relação entre memória e identidade, as alterações económicas, a transformação das comunidades e a relação entre as pessoas e os lugares onde vivem. Por isso, documentar rigorosamente este território é também contribuir para a compreensão do mundo. O AFDS parte de um lugar concreto para construir uma memória que pode interessar muito para além dele. É essa talvez a sua maior importância: mostrar que um território periférico não é um território sem importância. Pelo contrário. Quando é observado com atenção, documentado com rigor e interpretado com inteligência, qualquer território pode tornar-se uma fonte de conhecimento sobre o seu tempo. O AFDS existe para fazer exactamente isso: guardar o que está a desaparecer, documentar o que está a acontecer e criar, através da fotografia, instrumentos para pensar aquilo que ainda está por acontecer. Visite a página do AFDS e descubra este projecto: www.arquivodourosuperior.wordpress.com #RuiCamposFotografia #ArquivoDouroSuperior #ArquivosFotográficos #fotografiasantigas #InteriorDePortugal #Portugal #Memória #Desenvolvimento #Sociedade #Comunidades

2. Porque é que é único? A singularidade do AFDS está sobretudo na escala, na continuidade e na relação directa com o território. Existem muitos arquivos fotográficos. Existem arquivos de instituições, de fotógrafos, de famílias, de jornais, de municípios e de museus. O que torna o AFDS diferente é a decisão de construir, de forma sistemática e continuada, uma memória visual de uma região inteira, acompanhando-a enquanto ela acontece. Não se trata apenas de conservar o passado. Trata-se de criar, no presente, aquilo que no futuro será uma das principais fontes para compreender este território. A fotografia permite registar aquilo que os documentos escritos muitas vezes não registam: a aparência das ruas, a arquitectura que desaparece, a forma como as pessoas se vestem, trabalham e ocupam os espaços, os rostos de uma comunidade, os pequenos negócios, as festas, os gestos, as paisagens e até aquilo que parece demasiado banal para merecer ser guardado. É precisamente esse quotidiano que amanhã poderá adquirir um enorme valor documental. O AFDS tem ainda outra característica pouco comum: não pretende separar a fotografia documental da fotografia artística. Uma imagem pode ser simultaneamente documento e obra. Pode informar, provocar emoção, gerar conhecimento e construir uma representação de um lugar. Por isso, o arquivo não é apenas uma colecção de fotografias. É um sistema de leitura do território. E quanto mais tempo passa, maior é o seu valor. Porque cada nova fotografia não vale apenas por si própria: acrescenta uma camada àquilo que já foi registado e permite estabelecer relações, comparar épocas, identificar mudanças e compreender processos. É essa acumulação de tempo que transforma uma colecção num arquivo. Visite a página do AFDS e descubra este projecto: www.arquivodourosuperior.wordpress.com #RuiCamposFotografia #ArquivoDouroSuperior #ArquivosFotográficos #fotografiasantigas #InteriorDePortugal #Portugal #Memória #Desenvolvimento #Sociedade #Comunidades

1. Porque é que é diferente O Arquivo Fotográfico do Douro Superior nasceu de uma ideia simples: um território também se conhece através das imagens que dele se fazem, das pessoas que o habitam, dos lugares que transformam e das marcas que deixam no tempo. Mas o AFDS não é um arquivo fotográfico convencional. Não nasceu para reunir fotografias antigas, nem para conservar apenas imagens consideradas importantes pela sua qualidade artística ou documental. Nasceu para acompanhar um território. Desde 2005, o arquivo tem vindo a construir uma representação fotográfica continuada do Douro Superior e das regiões que com ele se relacionam. São centenas de milhares de imagens que registam paisagens, património, actividades económicas, festas, acontecimentos, pessoas, mudanças urbanas, transformações sociais e, sobretudo, a vida quotidiana. Essa continuidade é fundamental. Uma fotografia isolada mostra um momento. Um arquivo permite perceber uma transformação. É essa dimensão que distingue o AFDS: não se limita a fotografar o território; procura compreender o território através da fotografia. Cada imagem passa a fazer parte de uma memória colectiva que, com o tempo, ganha um valor que nenhuma fotografia isolada poderia ter. O arquivo é, por isso, simultaneamente memória, documentação, investigação e matéria de criação. É uma infraestrutura cultural construída a partir da fotografia, mas que ultrapassa largamente a própria fotografia. Visite a página do AFDS e descubra este projecto: www.arquivodourosuperior.wordpress.com #RuiCamposFotografia #ArquivoDouroSuperior #ArquivosFotográficos #fotografiasantigas #InteriorDePortugal #Portugal #Memória #Desenvolvimento #Sociedade #Comunidades

O Arquivo Fotográfico do Douro Superior (AFDS) nasceu de uma ideia: utilizar a fotografia para conhecer, documentar e desenvolver um território. Ao longo de mais de duas décadas, foi construindo uma memória visual continuada de uma região, reunindo imagens que não registam apenas aquilo que existe, mas também aquilo que muda, desaparece ou se transforma. É essa perspectiva que torna o AFDS diferente de um arquivo fotográfico convencional e lhe dá uma importância que ultrapassa a própria fotografia. Para compreender essa importância, é preciso perceber três coisas: porque é um arquivo diferente, porque é único e porque é relevante para a região e para o mundo. #RuiCamposFotografia #ArquivoDouroSuperior #ArquivosFotográficos #fotografiasantigas #InteriorDePortugal #Portugal #Memória #Desenvolvimento #Sociedade #Comunidades

Für 'ne Bratwurst impfen lassen: Volksverrat. Für 'ne Bratwurst Höcke zuhören: Widerstand. Die Wurst ist dieselbe. Nur das Gehirn dahinter nicht. 🌭 Kann diese Clowns wirklich nicht mehr ernst nehmen 🤡 #fckafd #AfDVerbotjetzt #AfDzerstörtDeutschland #AfDstinkt https://t.co/RjJBeFrp2J #AfD #Widerstand #Volksverrat