BETA nonprofit public democratic european moderated

Search

#Solução

Helena Ferro Gouveia analisa a complexa situação de poder no Irão, a incerteza sobre quem realmente decide no país e a falta de interlocutores em Teerão, destacando a descrença na possibilidade de uma solução diplomática rápida para o conflito com os Estados Unidos no Médio Oriente. #MédioOriente #Irão #Diplomacia

"Não se sabe quem é que manda no Irão"

🚨 MEU DEUS! Outdoors com letras do “petal”. “Sociedade desesperada por solução” “Empatia conserte esta realidade” “Coisas boas podem substituir a disfunção e a obsessão” https://t.co/SGwOtcMt9G #Outdoors #Empatia #Solução

Com a provável lesão de Sinisterra, que o Artur Jorge pense em Romero/MH com Gerson na direita e Arroyo na esquerda. Acho a melhor solução pra essa ausência de ponta minimamente confiável. E que a diretoria busque algo aí pra suprir as baixas! #Futebol #Lesões #Transfências

Os factos são teimosos. Ontem quando soube do atentado em Berlim, cidade que conheço como a palma da mão, suspeitei logo que a autoria di mesmo só poderia ter uma origem. Porquê? 1. Este ano é o terceiro atropelamento de multidões na Alemanha, houve um em maio e dois em fevereiro. Estava a passar o natal com a minha família na Alemanha quando houve o atentado contra o mercado de Natal em Magdeburgo no Natal de 2024 e recordo-me bem ( ainda vivia na Alemanha) do atentado do ISIS contra o mercado de Natal em Berlim em 2016 ( ainda vivia na Alemanha). Os mercados de Natal antes lugares de celebração onde íamos em família comer um salsicha ou comprar amêndoas caramelizadas e beber um Glühwein tornaram-se fortalezas entre pilares de betão e polícia de metralhadora. Muitas pequenas cidades alemãs deixaram de os realizar devido aos custos incomportáveis com a segurança. 2. Quando a Polizei de Berlim disse que o autor saiu da viatura com uma arma branca e terá esfaqueado pessoas em seu redor fiquei sem dúvidas. Infelizmente 80 esfaqueamentos por dia não me permitem te-las. 3. O terceiro indício foi a mobilização da GDG9, a unidade especial de contra terrorismo da polícia federal alemã. Esta unidade cuja identidade dos seus elementos é secreta foi criada em 1972 na sequência do atentado nos Jogos Olímpicos de Munique , resgatou reféns do voo 181 da LH desviado por terroristas palestinianos para a Somália , e teve um papel determinante no combate à RAF ( Baader-Meinhof). 4. O aumento do número de islamistas dispostos a matar é algo que deixa as autoridades alemãs muito preocupadas. 28 645 é o número de pessoas sinalizadas pelos serviços de informação alemãs como islamistas com disposição para o uso da violência. A ameaça representada pelo terrorismo islamista continua a ser elevada. Isto fica particularmente evidente nos seis atentados de motivação islamista ocorridos desde 2024 e nos quatro em 2025. Para além da Alemanha, continuam a existir outros países europeus no radar de diversas organizações terroristas. Destacam-se, neste contexto, o «Estado Islâmico» (EI) e as suas ramificações regionais, como o «Estado Islâmico da Província de Khorasan» (ISPK). 5. Não é o primeiro atentado islâmico contra a comunidade LGBT, houve um em Dresden em 2020. Sei que a tentação de alguns comentadores alemães e por cá também foi apontar o dedo de imediato à extrema-direita, também ela homofóbica. O enterrar a cabeça na areia face aos atentados terroristas de baixa intensidade é parte do problema e não da solução. A ameaça islamista não o é apenas para a comunidade judaica alemã, mas é-o também para a comunidade LGBT e para as mulheres em geral ( veja-se o aumento das violações grupais ). Ignorar isto é alimentar populismos e não resolve nada. Estamos em plena guerra civilizacional e aqueles que financiam as manifestações Free Palestine e a extrema esquerda alemã são os mesmos que financiam o terrorismo na Alemanha. Isto são factos. #Terrorismo #Alemanha #Segurança

Jornal espanhol Marca 'comemora' Almada na mira do Flamengo: "Mais uma vez solução para o problema do Atlético". “Não é a primeira vez que o clube brasileiro aparece para resolver dores dos 'Rojiblancos'. Antes, levaram dois jogadores que o Atlético não contava. Um deles levava anos sendo um problema devido a seu alto salário. Falamos, claro, de Saúl.” “O outro (Samuel Lino) nunca chegou a ser uma 'questão de estado', e ainda levantou um bom dinheiro: mais de 20 milhões de euros (ou seja, mais do que o triplo do que o Atlético pagou).” “O interesse do Flamengo poderia resolver dois problemas para o Atlético de Madrid: a falta de verba para novas contratações e a questão de ter um jogador insatisfeito com sua função, como Almada, que começou bem no Atlético, mas perdeu o ritmo, como se viu na Copa do Mundo.” 🗞️ ESPN 📸 Atlético de Madrid #Flamengo #AtléticodeMadrid #Futebol

O Colapso Silencioso do Acesso ao Ensino Superior Enquanto o ministério trata da sua própria sobrevivência, dezenas de milhares de jovens continuam à espera de saber se têm futuro Há uns anos contrataram cá em casa um empreiteiro para resolver uma infiltração no tecto da sala. Ele chegou, olhou para a mancha, olhou para nós, e disse a frase que todo o português já ouviu de um profissional em apuros: "Isto não é nada, fica logo despachado." Três semanas depois, a mancha continuava lá, maior, mas a fachada do prédio, essa, tinha sido pintada de fresco. Perguntámos-lhe porquê. Respondeu que a fachada "era o que dava nas vistas". A sala, coitada, ficava para o "próximo orçamento". Este Verão, milhares de famílias portuguesas estão a viver a versão nacional dessa história. A fachada é um ministério. A infiltração é a crise no processo de acesso ao ensino superior. E quem vive por baixo dela, à espera que alguém a resolva, são dezenas de milhares de jovens. Os números, esses, não deixam grande margem para eufemismo: atrasos sucessivos na divulgação das notas do secundário, uma primeira fase de candidaturas que teve de ser adiada, uma auditoria externa anunciada ao processo de digitalização e uma factura de "poupança de dezenas de milhões de euros" que, entretanto, se transformou em custos de recrutamento urgente de trabalhadores para separar folhas de exame à mão. O ministro Fernando Alexandre garantiu, por escrito e em directo, que "nenhum aluno será prejudicado". Depois teve de desmentir-se a si próprio, adiar o calendário que jurava não precisar de tocar e, mais recentemente, anunciar uma época especial de exames em Setembro — a forma delicada de admitir, sem nunca o dizer nesses termos, que afinal houve alunos prejudicados. É a lógica do empreiteiro, aplicada à governação: quando a estrutura ameaça ruir, protege-se primeiro aquilo que os outros vêem — a narrativa, a demissão evitada, a moção de confiança contornada — e só depois, se sobrar tempo e argamassa, se olha para quem efectivamente vive dentro da casa. Os alunos que ficaram sem nota final na pauta, os professores acusados publicamente de "relatos falsos", os pais que telefonam para escolas sem resposta — esses são a infiltração que não dá nas vistas do lado de fora do prédio. Há qualquer coisa de muito português nesta cena, e não é preciso ir buscar Eça de Queirós para lhe encontrar antepassados — embora ele tivesse escrito páginas inteiras sobre funcionários públicos mais preocupados com a forma do que com a função. Basta lembrar como o Estado português, desde sempre, sabe fazer um requerimento perfeito para um problema que continua por resolver. A burocracia impecável como substituto da solução real: é quase uma tradição nacional, tão antiga como o carimbo. O secretário-geral do PSD, Hugo Soares, resumiu a coisa sem querer, quando disse que o ministro "não perdeu qualidade" e "nunca deixou de estar ao leme dos acontecimentos". Estar ao leme, note-se, não é o mesmo que estar a conduzir o barco a bom porto — é apenas a garantia de que alguém continua agarrado ao volante enquanto o barco vai por onde a corrente o leva. É uma frase de defesa política, não de gestão de crise, e a diferença entre as duas é precisamente o assunto desta crónica. Porque o que separa este episódio de um mero acidente técnico é a ordem de prioridades que ele revelou, sem disfarce. Quando confrontado sobre se tem condições para continuar no cargo, o ministro respondeu que "deu o seu melhor". Quando confrontado por estudantes que atravessaram o país para lhe falar, disse-se disponível para os ouvir — depois de o vídeo já ter corrido as redes sociais. A gestão da própria permanência veio primeiro; a gestão do problema dos alunos veio a reboque, empurrada pela pressão pública e não pela urgência que devia ter tido desde o primeiro dia. Aos alunos que esperam a nota que decide se entram no curso que escolheram, fica o convite a não confundir as duas coisas: uma coisa é o ministro estar preocupado com o futuro; outra, bem diferente, é saber de quem é esse futuro. O dele resolve-se com uma auditoria, uma conferência de imprensa e a paciência do primeiro-ministro. O vosso resolve-se com uma nota que ainda não chegou. #Educação, #Fernando Alexandre, #Exames Nacionais, #Ensino Superior, #Governo, #Política Portuguesa, #Reforma na educação

Penso que estamos sempre abertos à diplomacia, tem que ser algo genuíno. O Irão deveria ter divulgado uma declaração há uma semana a dizer que o estreito de Ormuz estaria aberto e que não atacariam mais navios. Em vez disso, atacaram três navios. Eles não estão a cumprir o acordo. O estreito deve estar aberto, isento de portagens, isento de ataques, isento de tudo aquilo que estão a fazer contra estes navios. Por isso, não pode haver um memorando de entendimento válido se eles estiverem a violar os seus termos. O que posso dizer é que os Estados Unidos permanecem sempre abertos a uma solução diplomática. Já tentamos várias vezes com o Irão e continuaremos a tentar. Se essa porta se abrir, ficaremos felizes por vê-la aberta e eles continuam a enviar sinais de que querem dialogar, mas é ao seu comportamento que estamos a reagir e o seu comportamento consiste em lançar mísseis e drones contra navios, incluindo esta noite.

Invasão terrestre? Irão diz-se preparado para "infiltração"
observador.pt

NOTA OFICIAL DA PRESIDÊNCIA DA COMISSÃO DE RELAÇÕES EXTERIORES E DE DEFESA NACIONAL SOBRE A IMPOSIÇÃO DE TARIFAS ADICIONAIS DOS ESTADOS UNIDOS A PRODUTOS BRASILEIROS @lpbragancabr A Presidência da Comissão de Relações Exteriores e de Defesa Nacional manifesta profunda preocupação e repúdio à forma irresponsável com que o governo brasileiro, respaldado pelo Ministério das Relações Exteriores, conduziu as negociações comerciais com os Estados Unidos. A imposição de tarifas adicionais de 25% sobre produtos brasileiros, anunciada pelo governo norte-americano nesta quarta-feira, dia 15, representa uma grave derrota diplomática e comercial para o Brasil. Não se trata de um fato inevitável, mas do resultado direto de uma política externa ideologizada, confrontacionista e incapaz de proteger os interesses concretos do setor produtivo nacional. Segundo informações divulgadas pelas autoridades norte-americanas, o fracasso das tratativas decorreu da postura de má-fé adotada pelo governo brasileiro, que teria priorizado ganhos políticos e eleitorais em detrimento de uma negociação técnica, responsável e orientada pela defesa da economia brasileira. A retórica da “defesa da soberania” foi utilizada como instrumento de propaganda para encobrir a ausência de planejamento, de capacidade diplomática e de disposição real para construir uma solução. A decisão de submeter a controvérsia à Organização Mundial do Comércio, em 6 de agosto de 2025, ignorando o contexto de negociações bilaterais estabelecido pelas autoridades norte-americanas, evidencia a escolha deliberada pelo confronto. Em vez de preservar canais de diálogo, o governo optou por politizar a questão e transformar uma disputa comercial em instrumento de mobilização ideológica. Essa estratégia irresponsável poderá impor à economia brasileira prejuízos estimados em aproximadamente US$ 11 bilhões, atingindo empresas, trabalhadores, produtores e exportadores que não participaram das escolhas políticas que provocaram essa crise. A Administração Lula preferiu fabricar uma narrativa de enfrentamento externo a cumprir sua obrigação elementar: defender, com seriedade, competência e rigor técnico, os interesses do Brasil. A soberania nacional não se protege com discursos vazios, bravatas diplomáticas ou hostilidade gratuita. Protege-se com instituições respeitadas, economia forte, capacidade de negociação e uma política externa comprometida com os interesses permanentes da Nação. Mais uma vez, o Itamaraty coloca sua tradição, sua credibilidade e o prestígio internacional do Brasil a serviço das conveniências ideológicas do governo de plantão. Ao hostilizar um parceiro histórico e abandonar uma negociação responsável, o governo sacrifica os interesses nacionais para preservar sua própria narrativa política. O preço dessa irresponsabilidade não será pago pelos responsáveis por ela, mas pelos brasileiros que produzem, trabalham, exportam e sustentam a economia nacional. Deputado Luiz Philippe de Orleans e Bragança Presidente da Comissão de Relações Exteriores e de Defesa Nacional #ComércioInternacional #Diplomacia #EconomiaBrasileira

A Seção 9 do Sistema de Sustentabilidade Financeira da CBF trata da propriedade de multiclubes. O próprio título da seção já deixa isso evidente. Se ainda restasse alguma dúvida, o artigo 85 reforça de forma expressa: "Esta seção estabelece as regras e vedações aplicáveis à multipropriedade de clubes." Como é público que Leila Pereira não é proprietária do Palmeiras, e que Palmeiras e Vasco não configuram uma estrutura de multipropriedade, esse ponto, por si só, já seria suficiente para afastar qualquer conflito com o regulamento. Mas vamos além. O artigo 86 define os critérios para caracterização de controle e influência e considera também parentes de até segundo grau, citando expressamente, entre parênteses: pais, filhos e irmãos. Enteado não aparece nessa relação. Ainda assim, vamos forçar a interpretação e admitir, apenas para fins de argumentação, que enteado pudesse ser equiparado a filho, embora isso não esteja previsto no regulamento. Mesmo nesse cenário, o próprio artigo 86, em seu § 3º, prevê mecanismos para sanar eventual conflito de interesses. Entre eles está o blind trust. O que é um blind trust? Trata-se da transferência temporária da gestão dos ativos para um administrador independente enquanto durar o potencial conflito de interesses. Esse, inclusive, é um mecanismo utilizado pela UEFA em situações de multipropriedade quando clubes ligados ao mesmo grupo disputam a mesma competição. Portanto, mesmo adotando uma interpretação extremamente ampla — primeiro ao considerar que o caso se enquadraria como multipropriedade e, depois, ao equiparar enteado a filho —, ainda assim não haveria impedimento para a compra da SAF do Vasco por Lamachia. Bastaria a adoção de um blind trust até o fim do mandato de Leila Pereira na presidência do Palmeiras, em dezembro de 2027. Ou seja, é preciso forçar a interpretação duas vezes para sequer cogitar a existência de um conflito. E, mesmo assim, o próprio regulamento oferece uma solução expressa. Apesar disso, o presidente do clube rival insiste em tratar o assunto como se houvesse um impedimento intransponível. É uma postura de quem frequentemente extrapola os limites da própria gestão para opinar e tentar ditar regras sobre temas que nem lhe dizem respeito. Neste caso, porém, a narrativa não se sustenta diante do texto do regulamento. Não há qualquer dispositivo que impeça a venda da SAF do Vasco nessas circunstâncias. #Futebol #Multipropriedade #Regulamento

Lula se pronuncia sobre tarifa de 25% imposta por Donald Trump a produtos brasileiros: “O dia 15 de julho de 2026 passará para a história das relações entre Brasil e EUA como um marco lastimável. O governo brasileiro repudia a decisão anunciada hoje pelo governo dos EUA relativa à imposição de tarifas de 25% sobre produtos brasileiros, com base na Seção 301 da Lei de Comércio de 1974. Não há justificativa para medidas unilaterais contra o nosso país. Segundo estatísticas do próprio governo norte-americano, os EUA acumularam nos últimos 15 anos US$ 424,5 bilhões em superávit de bens e serviços com o Brasil… O Brasil iniciará imediatamente os trâmites para acionar os instrumentos previstos na Lei de Reciprocidade, aprovada por unanimidade pelo Congresso Nacional, e retomará o tema no âmbito do mecanismo de solução de controvérsias da OMC. É triste constatar que o lamentável desfecho das investigações baseadas na Seção 301 faz parte do enredo construído com a ativa colaboração da família Bolsonaro. São falsos patriotas que arquitetaram e defenderam publicamente ações contra o nosso país, movidos por objetivos eleitoreiros.” #Brasil #EUA #Comércio

A ONU lamentou os incêndios florestais que devastam Portugal e Espanha, enfatizando a necessidade urgente de uma transição para energias renováveis como solução para mitigar os desastres climáticos e proteger o clima e as economias. #Incêndios #EnergiaLimpa #AlteraçõesClimáticas

ONU lamenta incêndios e pede transição para renováveis

A Nota Sem Rosto Como um exame deixou de ter aluno, e passou a ter apenas respostas Imagine um pai a tentar explicar ao filho, na véspera do exame, uma regra nova: se a resposta certa for escrita na página errada do caderno, vale zero. Não é um exagero pedagógico. É, literalmente, a instrução oficial deste ano. E a razão para essa exigência quase absurda de precisão revela, melhor do que qualquer discurso oficial, o que mudou de facto na forma como Portugal avalia os seus jovens: já não é um professor a ler um exame. É uma máquina a decidir para onde vai cada resposta — e, se a resposta estiver no sítio errado, simplesmente deixa de existir para efeitos de nota. Vale a pena perceber a mecânica com um exemplo simples. Imagine um exame com vinte perguntas, feito por trezentos alunos — seis mil respostas, ao todo. Com sessenta professores disponíveis para corrigir, o modelo antigo distribuiria os alunos: cada professor receberia o exame completo de cinco alunos, do princípio ao fim. O modelo novo faz o oposto: distribui as perguntas. Cada professor fica responsável por uma pergunta específica — a número sete, digamos — e corrige essa mesma pergunta em cem alunos diferentes. No total, corrige as mesmas cem respostas que corrigiria antes; mas nunca vê o exame completo de ninguém. É essa fragmentação, e não a digitalização em si, que está no centro da polémica deste Verão. Nem todas as perguntas passam por este processo, importa dizê-lo. As de escolha múltipla — preencher o círculo certo — são lidas e corrigidas inteiramente pela máquina, sem qualquer professor envolvido, tal como um teste de bolinhas tradicional. Só as perguntas de desenvolvimento, onde o aluno escreve por extenso, é que são digitalizadas e distribuídas aos classificadores humanos. E é justamente aí, nessa distribuição, que apareceram os erros mais graves deste ano: folhas de continuação cortadas a meio, itens de um aluno a aparecerem trocados com os de outro, professores a receberem, sem explicação, perguntas de disciplinas que nunca leccionaram. Há uma boa imagem portuguesa para o que se perde neste modelo: um painel de azulejos. Cada azulejo, sozinho, é só uma mancha de cor sem sentido — um losango azul, um traço branco. É preciso ver o conjunto, a parede inteira, para perceber que ali está um barco, uma cena de caça, uma figura religiosa. O exame de um aluno é isso: um conjunto de respostas que só ganham sentido lidas em conjunto, como percurso de uma pessoa — onde acertou por saber, onde errou por distracção, onde revelou uma lacuna de base. O modelo actual entrega a cada professor um azulejo de cada vez, tirado de painéis diferentes, sem nunca lhe mostrar a parede. Corrige-se o azulejo. Já não se lê o quadro. Especialistas em avaliação educativa há muito que alertam para este tipo de perda: a avaliação fragmentada por item pode ganhar em uniformidade de critério, mas sacrifica quase sempre a capacidade de dar um feedback que ajude o aluno a perceber, verdadeiramente, onde e porque falhou — porque já ninguém, no final da linha, tem uma visão de conjunto para lho explicar. Um director de escola resumiu bem a diferença entre o problema antigo e a solução nova, ao ser confrontado com a polémica: no sistema anterior "há sempre erros pontuais", mas "são sempre resolvidos". Não havia, até este ano, adiamentos nacionais de notas nem pedidos de intervenção da Justiça por parte de sindicatos. E o mais incómodo de toda esta história é que o aviso já tinha sido dado, com um ano de antecedência. Em 2025, o mesmo modelo foi testado num projecto-piloto, só com o exame de Filosofia — pouco mais de 23 mil provas, um décimo do volume deste ano. Os professores desse piloto relataram, já então, exames que desapareciam do sistema, folhas em branco ou completamente pretas, respostas cortadas a meio, itens trocados entre alunos. O Ministério classificou esse piloto como "muito positivo" e decidiu alargá-lo, no ano seguinte, a todas as disciplinas do secundário — um salto de vinte para trezentas mil provas, sem que nada do que já se sabia estar por resolver tivesse sido, de facto, resolvido. A resposta às falhas seguiu, semana após semana, o mesmo guião: negar primeiro, admitir depois. O ministro garantiu ao Parlamento que a maioria dos relatos de erro eram falsos — e teve de recuar dias depois, quando confirmou publicamente que cerca de 30% das provas tinham, de facto, erros de digitalização. Garantiu que nenhum aluno seria prejudicado, ao mesmo tempo que o prazo de entrega das notas era adiado. Garantiu segurança total do sistema, horas depois de a plataforma ter estado suspensa por uma falha grave, com uma consultora externa chamada às pressas para ajudar a resolvê-la. E, numa intervenção que resume talvez melhor do que qualquer crítica externa o espírito de todo o processo, disse aos deputados que era preciso "experimentar, testar e falhar" — uma filosofia perfeitamente razoável para um protótipo em fase de testes, bem mais discutível quando o que está em jogo é o acesso de 166 mil jovens ao ensino superior. Não escrevo isto para condenar a digitalização em si — há, nela, ganhos reais de consistência que seria injusto ignorar. Escrevo-o porque um sistema já reprovado num piloto do ano anterior foi, ainda assim, alargado à pressa a todo o país, e porque a fragmentação da correcção, por muito bem-intencionada que seja a sua lógica, retira a quem avalia a única coisa que devia estar sempre presente numa escola: a visão de uma pessoa inteira, não de uma sucessão de respostas soltas. Um exame, no fundo, devia ser uma conversa adiada entre um aluno e alguém que o lê por inteiro. O que temos agora é um mosaico corrigido às cegas, azulejo a azulejo, por gente que nunca chega a recuar o suficiente para ver a parede. #educação, #exames nacionais, #avaliação educativa, #correcção digital, #Portugal, #escola, #professores, #IAVE, #EduQA

Projeto Brasil: Medida 13 – Fim do voto de qualidade no CARF No Projeto Brasil, a dúvida beneficia o contribuinte, e não o burocrata. Também vamos reformular o contencioso tributário para dar mais rapidez e segurança jurídica. O CARF passará a funcionar como uma instância administrativa final, aproximando-se da primeira instância da Justiça. Assim, quem optar por recorrer ao CARF e tiver decisão desfavorável deverá levar a discussão diretamente à segunda instância do Poder Judiciário. O Brasil precisa de um sistema tributário que respeite o contribuinte, reduza a insegurança jurídica e acelere a solução dos conflitos. A corrupção e o excesso de tributação estão entre os maiores entraves ao crescimento da economia brasileira. Ao reduzir o poder discricionário da burocracia e tornar o sistema mais eficiente e previsível, essa medida enfrenta esses dois problemas e fortalece o ambiente de negócios, os investimentos, o emprego e a renda. #ProjetoBrasil #Tributação #Corrupção

O artigo de Miguel Valente Bento alerta para o risco econômico decorrente do envelhecimento populacional e da baixa taxa de natalidade nas economias desenvolvidas, destacando que essa realidade pode ter um impacto mais significativo no crescimento econômico global do que questões como inflação ou taxas de juros, e enfatiza a necessidade urgente de discutir imigração como solução para a falta de mão de obra. #Demografia #EnvelhecimentoPopulacional #RiscoEconómico

Demografia: a ignorar o maior risco económico do século?

Pode ter certeza que o Nordeste é solução! E o Nordeste e o Ceará vão nos ajudar a resgatar e a reconstruir o País. Obrigado a todos os cearenses por essa acolhida! Vocês renovaram minhas forças para a batalha! @andrefernm @alcidesfernm @rogeriosmarinho https://t.co/nOobm5arKM #Nordeste #Ceará #Reconstrução

Você viu primeiro aqui. Os conselheiro voltaram, a figura do interventor foi substituída por um fiscal, basicamente com as mesmas funções A SAF funciona, a justiça organiza a casa e a prestação das contas ao conselho fiscal torna-se obrigatória Solução equilibrada #futebol #gestão #transparência

Flávio Bolsonaro nos EUA cobrando ação contra tarifaço enquanto Lula faz gesto de dedo pro povo. Realidade: governo gasta 40%+ do PIB em ineficiência e ainda culpa o mercado. Empresário decente não aguenta mais. Solução? Reduzir Estado, meritocracia e pressão real por competitividade. Quem produz paga a conta. #Brasil #Economia #Política

“Para mim é muito fácil responder essa questão, de forma sincera e direta. Houve uma possibilidade por meio do diretor do nosso rival, que eu já conheço há algum tempo, mas eu fui sempre muito claro sobre todas as situações. Disse que enquanto não falassem com o Botafogo, não adiantava falar comigo. Eu tinha uma ligação muito forte com o Alessandro Brito (ex-diretor de gestão esportiva), estou criando essa ligação com o Léo (Coelho, diretor de futebol). Me aconselhei com as pessoas do clube sobre a nossa atualidade e os passos seguintes, porque nosso clube está mudando. Sem dúvida, Léo, Eduardo Iglesias e o Deive (Bandeira) me passaram toda a confiança. Quando cheguei aqui no dia 3 de abril, disse que tenho uma história e uma ligação especial com o Botafogo. Sinceramente, acho que essa ligação não podia ser desfeita depois de dois meses, seriam palavras ao vento. Acho que temos que mostrar isso em atos. Quero acreditar, e acredito, que vamos e estamos escrevendo uma história bonita dentro da nossa nova realidade. Me sinto parte do clube, da solução. Essas três pessoas fazem eu me sentir parte do processo. Para mim, poderia ser o rival ou outro qualquer, e neste momento não faria sentido algum. Não se trata de eu ter pedido um euro, um real ou um dólar a mais ao Botafogo, mas sim algumas garantias que eu queria. Me transmitiram uma segurança que eu acho difícil sentir no futebol. Quero acreditar que nós quatro vamos ser pilares importantes do nosso Botafogo, que serão diferentes certamente do que tem sido até aqui.” — Franclim Carvalho, para BotafogoTV #Botafogo #Futebol #Direção

Temos uma ideia mais realista das necessidades, com a posterior adequação funcional do edifício. As possíveis alterações do calendário serão mais do que poupadas. (...) A nova solução permitirá uma poupança de 35 milhões de euros. A isto chama-se uma gestão prudente

Nova sede. Álvaro altera e poupa 35 milhões. Centeno critica
observador.pt

O ministro dos Negócios Estrangeiros da Rússia, Sergei Lavrov, acusou o Ocidente de hipocrisia ao clamar por uma solução negociada para o conflito na Ucrânia, denunciando que acordos anteriores foram sabotados e afirmando que Moscovo pretende cumprir objetivos definidos até junho de 2024. #GuerraNaUcrânia #Lavrov #Ocidente

Lavrov diz que Ocidente é hipócrita e "sabota" solução