Na noite desta sexta-feira, 28 de agosto, Flávio Bolsonaro enfrentou 40 minutos de sabatina ao vivo na TV Globo, conduzida por Renata Vasconcellos e César Tralli. Pressionado sobre Daniel Vorcaro, a condenação de Jair Bolsonaro, o 8 de Janeiro, o tarifaço americano e episódios de sua trajetória, manteve o tom e procurou deslocar o confronto do passado para as escolhas de 2026. Sobre os R$ 61 milhões repassados por Vorcaro ao filme “Dark Horse”, afirmou que o financiamento foi privado, sem dinheiro público ou contrapartida política. Ao tratar de Jair Bolsonaro, chamou o processo de farsa e prometeu trabalhar por anistia ainda na transição ou conceder indulto aos condenados pelo 8 de Janeiro. Admitiu ter errado ao dizer que urnas brasileiras foram fabricadas por empresa venezuelana, afirmou que respeitará o resultado eleitoral e previu vitória no primeiro turno. Na crise com Washington, responsabilizou Lula pelo tarifaço de 50%, reconheceu que Eduardo Bolsonaro errou ao agradecer a Donald Trump pelas tarifas e declarou o Pix “sagrado” e “inegociável”. Na economia, prometeu forte ajuste fiscal, redução de ministérios e cargos comissionados, corte de burocracia e impostos e combate às fraudes e à corrupção, sem economizar sobre salário mínimo e aposentadorias. O anúncio da noite veio na Saúde: Claudio Lottenberg, presidente do Conselho do Hospital Israelita Albert Einstein, aceitou o convite para comandar o ministério em um eventual governo Flávio Bolsonaro - uma escolha, no mínimo, questionável - sobretudo pelas medidas restritivas que defendeu durante a pandemia. Flávio finalizou perguntando ao brasileiro se hoje deve mais ou menos, se vive com mais ou menos violência e se espera mais ou menos corrupção após outros quatro anos do atual governo. E resumiu: “Não precisa gostar de Flávio Bolsonaro. Goste de você.” Essa, de fato, é a pergunta incômoda que o povo deve responder: a vida do brasileiro melhorou ou piorou nos últimos quatro anos sob o governo Lula? #FlávioBolsonaro #Eleições2026 #PolíticaBrasileira