O perigo está rondando André Mendonça. E não é força de expressão. O relator que permitiu que viesse a público um relatório da Polícia Federal com 218 páginas agora passa a ser questionado dentro do próprio Supremo. Alexandre de Moraes acionou o presidente do STF, Edson Fachin, pedindo providências contra Mendonça por supostos atos de improbidade, abuso de autoridade e crime de responsabilidade. Ao mesmo tempo, Paulo Gonet pediu a nulidade do relatório, alegando extrapolação. Percebam a inversão: A pergunta deveria ser: O QUE EXISTE NESSE RELATÓRIO? Mas o debate começa a virar: QUEM PERMITIU QUE ISSO APARECESSE? Isso é gravíssimo. Quando documentos produzidos pela própria Polícia Federal trazem elementos envolvendo autoridades, a resposta institucional não pode ser atacar a existência do relatório antes de esclarecer seu conteúdo. Se não houve nada, que se explique. Se houve irregularidade, que se apure. Mas existe uma linha que o Brasil não pode aceitar que seja ultrapassada: NÃO SE PODE TRANSFORMAR QUEM ABRIU A PORTA EM PROBLEMA E ESQUECER O QUE FOI ENCONTRADO DO OUTRO LADO. Instituições não existem para proteger autoridades da verdade. Existem para proteger a verdade, inclusive quando ela incomoda autoridades. O Brasil não pertence a meia dúzia de poderosos. PERTENCE AO POVO BRASILEIRO. #Justiça #Transparência #DireitosHumanos

