Andreazza afirma que Moraes vai criar uma estrutura paralela para interferir no TSE e nas eleições. O jornalista diz que isso não é uma previsão, mas uma certeza! https://t.co/LHR8qxO2sx #Eleições #Brasil #Justiça
Andreazza afirma que Moraes vai criar uma estrutura paralela para interferir no TSE e nas eleições. O jornalista diz que isso não é uma previsão, mas uma certeza! https://t.co/LHR8qxO2sx #Eleições #Brasil #Justiça
Quem diria, não é? Avisei-vos ontem no Discord que o Benfica ia fazer um forcing final pelo João Palhinha e a verdade é esta, a direção vai melhorar a oferta. É pegar ou largar. Ou aceitam agora, ou viramos a página e seguimos para outro alvo. A paciência tem limites. ⌛️ Quanto ao Edson Álvarez🇲🇽, escusam de inventar novelas. Está na lista do Benfica? Sim, tal como estão outros mil e um nomes referenciados pela estrutura. Mas contactos concretos até ao momento? Zero. Não há rigorosamente nada. #Benfica #Transferências #Futebol
🚨 Empresários vão à CBF após Flamengo alegar reorganização financeira e suspender comissões. A Associação Brasileira de Agentes de Futebol (ABAF) enviou ofício à Agência Nacional de Regulação e Sustentabilidade do Futebol (ANRESF) pedindo a inclusão dos empresários no Fair Play Financeiro da CBF. O manifesto cita como exemplo o atraso em pagamentos de comissões: "A gravidade do episódio se acentua pelo fato de o Flamengo ser o clube em melhor situação financeira do futebol brasileiro". O movimento não é novo, pois os empresários já vêm se mobilizando para serem incluídos no Fair Play Financeiro. A ABAF reforçou o pedido após a "reorganização financeira" alegada pelo Flamengo. Hoje, empresários podem cobrar dívidas na CNRD da CBF ou na Justiça Comum. Se forem incluídos no Fair Play Financeiro, poderão acionar a ANRESF, abrindo caminho para punições esportivas aos clubes inadimplentes. Nos últimos dias, o Flamengo informou aos empresários que pretende renegociar e reprogramar pagamentos de comissões previstos até o fim de 2026. O clube costuma pagar 7% das transações como comissão. Em outra mensagem, o Fla comunicou que os pagamentos pendentes de 2026 serão adiados para 2027, sem divulgar um novo cronograma. O GE procurou o Flamengo, que manteve o posicionamento do pelo presidente Bap ao canal Venê Casagrande: “É possível (renegociação) porque em alguns casos a gente entende que as condições não eram adequadas. A vantagem é o seguinte: como o Flamengo paga, tem credibilidade na praça. Pergunta para esse empresário se ele está recebendo de todo mundo em dia? Ou se ele está recebendo? Ele sabe que não. Quem não está satisfeito, não faz negócio com o Flamengo. Pode fazer negócio com os outros clubes, não tem problema. Agora, alguns contratos, alguns negócios que foram feitos com o Flamengo, algumas condições que o Flamengo aceitou contratualmente e não nos parecem razoáveis, nós temos, sim, buscado renegociar. Faz parte, é do jogo”, disse Bap. • SEGUNDA RENEGOCIAÇÃO DO FLAMENGO No início do ano passado, o Flamengo já havia adiado pagamentos a empresários para melhorar o fluxo de caixa no começo da gestão Bap. • VISÃO DA ABAF A ABAF pediu urgência na inclusão dos empresários no Fair Play Financeiro. A entidade entende que, se até o Flamengo ("a agremiação mais estruturada financeiramente do país") suspende obrigações contratuais, o risco enfrentado pelos agentes com outros clubes é ainda maior. 🗞️ @geglobo | @raphazarko 📸 Divulgação | ABAF #FairPlayFinanceiro #Flamengo #AgentesDeFutebol
No Porto de Itapoá, um dos mais importantes do país, tanto para exportação quanto para importação, sua administração segue padrões extremamente organizados que contribuem para o crescimento da cidade, não apenas no aspecto financeiro, mas também no social. Itapoá vem crescendo de forma consistente, alcançando condições cada vez melhores e caminhando para novas evoluções, com o trabalho em conjunto do governador @jorginhomello e de sua administração. Sua estrutura impressiona e impulsiona o desenvolvimento da cidade, que ainda conta com o privilégio de apresentar uma linda região praiana, tão bela quanto as de São Francisco do Sul. Importante ressaltar que Itapoá vem ganhando relevância logística e organizacional que já superam o Porto de Santos em muitos aspectos. Fora o exposto, temos também que pensar e valorizar os anseios da pesca artesanal da região. Itapoá é uma das cidades que mais cresce em Santa Catarina devido ao porto e merece atenção especial. Há demandas de desburocratizações e infraestrutura que precisam ser conhecidas de perto para que possamos facilitar e contribuir com soluções. São pautas legítimas que serão levadas ao futuro presidente @FlavioBolsonaro e à sua equipe. Equipe essa que nos transmite conhecimento por meio do pré-candidato a deputado federal @depsargentolima , do futuro prefeito local, Thiago, dos deputados estaduais, vereadores e prefeitos com quem tenho conversado. Coloco-me à disposição para contribuir com o crescimento de Santa Catarina, tanto nesse aspecto quanto em outros de alcance nacional. Sem dúvidas, temos muito a fazer, e venceremos cada etapa para retomar nosso país das garras do desleixo do PT. Brasil Acima de Tudo! Deus Acima de Todos! Vamos, 🇧🇷! #Itapoá #Desenvolvimento #Logística
Quando souberem quem passa toda a papinha para o grupo medialivre, talvez tenham uma surpresa. O Marco está que nem pode com esta 'Estrutura'. #medialivre #surpresa #estrutura
A Democracia constitui o quadro político que assegura o exercício legítimo do poder, mediante a participação livre e informada dos cidadãos. Enquanto sistema de organização do Estado, assenta em princípios estruturantes que garantem a proteção dos direitos fundamentais, a limitação do poder e a preservação das liberdades públicas. No plano institucional, a Democracia exige a existência de um Estado de Direito, no qual todas as entidades — públicas e privadas — se encontram subordinadas à lei. Este princípio é complementado pela separação de poderes, pela independência dos tribunais e pela atuação imparcial das instituições de fiscalização. A legitimidade democrática decorre da realização periódica de eleições livres, universais e transparentes, que permitem a renovação dos titulares de cargos políticos e asseguram a representação plural da sociedade. A liberdade de expressão, de informação e de imprensa — garantida por uma comunicação social independente — constitui condição essencial para o escrutínio público e para o debate informado. A Democracia exige, igualmente, o respeito pelo pluralismo, pela diversidade de opiniões e pela participação cívica ativa. A convivência entre diferentes perspetivas fortalece o espaço público e impede a concentração arbitrária de poder. A preservação do regime democrático depende da vigilância permanente dos cidadãos, da transparência das instituições e da rejeição de práticas que comprometam a integridade do processo político, como a desinformação, a intolerância ou a erosão da confiança pública. Assim, a Democracia deve ser entendida como um compromisso contínuo, sustentado pela responsabilidade coletiva de proteger direitos, garantir liberdades e assegurar que o poder é exercido de forma legítima, limitada e escrutinável.
A Seção 9 do Sistema de Sustentabilidade Financeira da CBF trata da propriedade de multiclubes. O próprio título da seção já deixa isso evidente. Se ainda restasse alguma dúvida, o artigo 85 reforça de forma expressa: "Esta seção estabelece as regras e vedações aplicáveis à multipropriedade de clubes." Como é público que Leila Pereira não é proprietária do Palmeiras, e que Palmeiras e Vasco não configuram uma estrutura de multipropriedade, esse ponto, por si só, já seria suficiente para afastar qualquer conflito com o regulamento. Mas vamos além. O artigo 86 define os critérios para caracterização de controle e influência e considera também parentes de até segundo grau, citando expressamente, entre parênteses: pais, filhos e irmãos. Enteado não aparece nessa relação. Ainda assim, vamos forçar a interpretação e admitir, apenas para fins de argumentação, que enteado pudesse ser equiparado a filho, embora isso não esteja previsto no regulamento. Mesmo nesse cenário, o próprio artigo 86, em seu § 3º, prevê mecanismos para sanar eventual conflito de interesses. Entre eles está o blind trust. O que é um blind trust? Trata-se da transferência temporária da gestão dos ativos para um administrador independente enquanto durar o potencial conflito de interesses. Esse, inclusive, é um mecanismo utilizado pela UEFA em situações de multipropriedade quando clubes ligados ao mesmo grupo disputam a mesma competição. Portanto, mesmo adotando uma interpretação extremamente ampla — primeiro ao considerar que o caso se enquadraria como multipropriedade e, depois, ao equiparar enteado a filho —, ainda assim não haveria impedimento para a compra da SAF do Vasco por Lamachia. Bastaria a adoção de um blind trust até o fim do mandato de Leila Pereira na presidência do Palmeiras, em dezembro de 2027. Ou seja, é preciso forçar a interpretação duas vezes para sequer cogitar a existência de um conflito. E, mesmo assim, o próprio regulamento oferece uma solução expressa. Apesar disso, o presidente do clube rival insiste em tratar o assunto como se houvesse um impedimento intransponível. É uma postura de quem frequentemente extrapola os limites da própria gestão para opinar e tentar ditar regras sobre temas que nem lhe dizem respeito. Neste caso, porém, a narrativa não se sustenta diante do texto do regulamento. Não há qualquer dispositivo que impeça a venda da SAF do Vasco nessas circunstâncias. #Futebol #Multipropriedade #Regulamento
Rafinha é o novo executivo de futebol do São Paulo. O ex-jogador de 40 anos deixa o cargo de gerente esportivo e passa a liderar o departamento de forma definitiva - ele já vem exercendo a função desde a saída de Rui Costa, há pouco menos de um mês. “Tenho visto o trabalho diário do Rafinha desde que assumiu essa nova responsabilidade. Ele foi um grande atleta e líder, e como gerente esportivo agregou muito. Agora, nessa nova função, vem realizando um grande trabalho à frente do futebol do São Paulo, não só pela experiência que obteve ao longo da carreira, mas por todo o seu relacionamento no mundo do futebol”, comentou o presidente Harry Massis Junior. “Encaro essa nova função como mais um desafio e me sinto muito preparado. A experiência que tenho aqui dentro do São Paulo, tanto como atleta quanto neste período como gerente esportivo, e tudo o que vivi em mais de 20 anos de futebol me dão muita confiança para liderar o projeto esportivo do clube. Além disso, tenho buscado me aprimorar com cursos de gestão. Temos uma equipe muito qualificada dentro e fora do campo, uma grande estrutura e muita confiança para o que vem pela frente. Nossa tarefa será, sempre, colocar o São Paulo no ponto mais alto junto com os nossos torcedores, que são os mais importantes desse clube gigante”, disse Rafinha. Capitão do Tricolor nas conquistas da Copa do Brasil (2023) e da Supercopa Rei (2024), Rafinha encerrou a exitosa carreira como atleta no ano passado, no Coritiba, e passou a integrar a diretoria são-paulina em janeiro deste ano. O novo executivo são-paulino está estudando gestão esportiva na DFB Akademie (Federação Alemã de Futebol) e realiza também o curso de gestão de clubes da FIFA. Rafinha contará com o suporte jurídico de Felipe Carvalho, advogado do clube desde 2020, que passa ao cargo de gerente jurídico esportivo. #SãoPauloFC #futebol #gestaodeclubes
O antiamericanismo tosco é um dos pilares do PT e da esquerda brasileira. Esse pessoal coloca Cuba e Venezuela como modelos e trata os EUA como inimigo. Desde sempre. Enquanto arrotam "soberania", passaram anos recebendo ordens de Havana. Nos últimos anos, alinharam o Brasil ao eixo totalitário China-Irã-Rússia, entregando o país aos chineses. E as novas tarifas anunciadas pelos EUA nem são a pior parte da história. Transformar os EUA em inimigo não custa só o acesso ao maior mercado do mundo, inclusive para o que o Brasil produz de mais avançado. Custa também o acesso às tecnologias americanas, que estão em dez de cada dez empresas brasileiras e na própria estrutura do Estado. Afasta o país do maior polo de investimentos do mundo. É um desastre. #AntiAmericanismo #Brasil #Políticainternacional
ACALMEM O CORAÇÃO! Confira como já está a montagem da estrutura da ‘Together, Together Tour’ no Estádio do MorumBis. https://t.co/Twd3xjHLmG #TogetherTour #MorumBis #Montagem
⚠️ VASCO ABRE PROCESSO PARA SEGUIR COM A VENDA DA SAF. NEGÓCIO PASSA DOS 2 BILHÕES DE REAIS. ENTENDA: Mais uma etapa crucial para a venda da SAF foi iniciada pelo Vasco. A diretoria deu entrada na 4ª Vara Empresarial do Rio de Janeiro, que publicou o edital para a alienação judicial da chamada UPI Equity, unidade produtiva isolada dos 90% das ações da nova SAF. O comprador é o grupo de Marcos Faria Lamacchia, representado pela empresa Almirante Participações e Empreendimentos S.A. Com a nomenclatura “stalking horse bidder”, o grupo terá direito de prioridade no processo competitivo, etapa obrigatória para a venda da SAF, caso haja outros interessados. • DETALHES DA PROPOSTA Com negociações em andamento desde o ano passado, a proposta do grupo de Marcos Faria Lamacchia ultrapassa os 2 bilhões de reais, sendo dividida da seguinte forma: - Aporte de R$ 500 milhões para o futebol, que pode ser pago em até 5 anos. - R$ 120 milhões como piso para o CT profissional em até 10 anos. - R$ 30 milhões como piso para a estrutura da base em até 2 anos. - Compromete-se a comprar as ações da A-CAP, total de 31%. - Assumir a dívida, que gira em torno de 1,3 bilhão, mas deve cair para algo em torno de 700 a 800 milhões de reais após negociação. - Assumir o fluxo de caixa, projetado em 1,5 bilhão nos próximos 5 anos. (Ou seja: assume-se não só a dívida, mas também qualquer despesa que o clube não consiga pagar com seu próprio faturamento. 5 anos é só o projetado, a obrigação do grupo é arcar com os próximos 10 anos). - Incentivos fiscais de até R$ 150 milhões de reais em até 10 anos. (Já estão captados). - Manter a participação adquirida (90%) por pelo menos 10 anos. - Não distribuir dividendos aos acionistas durante dez anos, com toda eventual receita sendo reinvestida na operação. - O empréstimo DIP, em torno de 80 milhões de reais, feito pela Crefisa, não fará mais parte da dívida e entrará como ação para o novo investidor. • MEMORANDO DE ENTENDIMENTO SERÁ ENCAMINHADO AOS PODERES O Memorando de Entendimento, segundo apurou o #CanaldoPedrosa , já está em vias de assinatura para a diretoria apresentar o documento aos poderes do clube (Assembleia Geral e Conselho) para aprovação e, assim, dar seguimento à venda. • JANELA PODE SER IMPACTADA A diretoria atual corre contra o tempo para não só concretizar a venda, mas também já contar com projeções dos recursos do novo investidor para reforçar o elenco nesta janela de transferências. #CanaldoPedrosa #Vasco #Vasco #SAF #Futebol
Estrutura gloriosa! ⭐️ No Estação Nilton Santos, Marçal comenta sobre a intertemporada do Fogão e elogia o nosso CT. Assista a entrevista ao vivo: 🔗 https://t.co/1dY3Ab3Pta https://t.co/ETOGjGZWSA #Futebol #Botafogo #Entrevista
Flamengo dá mais um passo no fortalecimento da governança com aprovação do Código Eleitoral e de Boas Condutas O Conselho Deliberativo do Flamengo aprovou, nesta segunda-feira (13), a criação do Código Eleitoral e de Boas Condutas do Clube. A proposta recebeu o apoio de 80,68% dos 678 conselheiros votantes e passa a integrar o Estatuto do Flamengo. O novo Código estabelece normas para a realização das eleições do Clube, disciplinando temas como campanhas eleitorais, atuação da Comissão Eleitoral, transparência, proteção de dados, recursos e responsabilização por eventuais irregularidades. A aprovação representa mais um avanço na agenda de profissionalização e governança do Flamengo. Sem alterar a estrutura dos Poderes do Clube, o Código fortalece a integridade do processo eleitoral ao ampliar a segurança jurídica, a previsibilidade, a transparência e os mecanismos de compliance, alinhando o Estatuto às melhores práticas de gestão institucional. Com a nova norma, o Flamengo consolida um modelo de governança baseado em regras claras, responsabilidade institucional e processos cada vez mais transparentes, reforçando seu compromisso com a evolução permanente da gestão do Clube. #Flamengo #Governança #Transparência
*Flamengo dá mais um passo no fortalecimento da governança com aprovação do Código Eleitoral e de Boas Condutas* O Conselho Deliberativo do Flamengo aprovou, nesta segunda-feira (13), a criação do Código Eleitoral e de Boas Condutas do Clube. A proposta recebeu o apoio de 80,68% dos 678 conselheiros votantes e passa a integrar o Estatuto do Flamengo. O novo Código estabelece normas para a realização das eleições do Clube, disciplinando temas como campanhas eleitorais, atuação da Comissão Eleitoral, transparência, proteção de dados, recursos e responsabilização por eventuais irregularidades. A aprovação representa mais um avanço na agenda de profissionalização e governança do Flamengo. Sem alterar a estrutura dos Poderes do Clube, o Código fortalece a integridade do processo eleitoral ao ampliar a segurança jurídica, a previsibilidade, a transparência e os mecanismos de compliance, alinhando o Estatuto às melhores práticas de gestão institucional. Com a nova norma, o Flamengo consolida um modelo de governança baseado em regras claras, responsabilidade institucional e processos cada vez mais transparentes, reforçando seu compromisso com a evolução permanente da gestão do Clube. #Flamengo #Governança #Eleição
Portugal, Cobaia da Europa “Onde a Comissão Europeia manda, o PRR paga e o professor corrige — sem saber ao certo o quê” Há professores que descrevem, nas redes sociais e em conversas de sala de professores, uma sensação nova e desconfortável: a de serem avaliados enquanto avaliam. Plataformas de correcção digital que registam o tempo gasto em cada resposta, sistemas que sinalizam quem corrige "devagar", classificadores que nunca souberam, até agora, que o seu próprio ritmo de trabalho estava a ser medido. Ninguém lhes explicou, com clareza, quem vê esses números, para onde vão, nem que decisão deles depende. O caso não é anedota isolada. É o retrato mais fiel do que se tornou a avaliação nacional depois da entrada em cena do PRR: 300 mil exames digitalizados numa plataforma incapaz de fazer coincidir a primeira página com a segunda, que já convocou matemáticos para classificar provas de línguas, e que apaga respostas para segundos depois, fazer surgir outras no lugar. A razão para tantos erros está no próprio desenho do sistema. Já não é um professor a pegar no exame de um aluno, do princípio ao fim, a lê-lo, a perceber o seu raciocínio e a atribuir-lhe uma nota que consegue explicar. O exame foi despedaçado em itens — cada pergunta separada das outras — e distribuído por vários professores diferentes, cada um a "despachar" apenas um pedaço, de muitos alunos ao mesmo tempo, como numa linha de montagem em que ninguém vê o carro completo, só aperta o seu parafuso. Por isso já não se corrige: classifica-se. E há uma consequência que devia incomodar-nos mais do que incomoda: como o trabalho passa todo dentro da plataforma, o sistema regista, item a item, quanto tempo cada professor demora a decidir — um cronómetro sobre o trabalho docente que nunca existiu na correcção em papel, e que serve tanto para pressionar quem "vai devagar" como, mais cedo ou mais tarde, para ensinar uma máquina a fazer o mesmo. Um aluno pode aceitar uma nota sem que ninguém — nem sequer um único professor — tenha visto o seu exame por inteiro e lhe consiga explicar o erro? Chama-se a isto modernização. Devia chamar-se-lhe, com rigor, uma forma de controlo digital sobre o próprio corpo docente, feita sem consentimento informado de quem nele trabalha. Vamos aos números reais, porque aqui a realidade já é suficientemente grave sem ser preciso exagerar nada. Foram entregues 7,1 milhões de euros a empresas privadas do sector tecnológico para digitalizar cerca de 300 mil provas e distribuí-las pelos correctores. Desde 2023, o antigo Instituto de Avaliação Educativa assinou 16 contratos ligados à digitalização das provas, num total de cerca de 7,1 milhões de euros, a que acresce ainda o IVA. Ao longo de uma década, esse instituto — entretanto renomeado — distribuiu 11,35 milhões de euros por 126 contratos com diferentes empresas tecnológicas, um valor bem mais amplo, que cobre equipamento, segurança informática e consultoria em geral, não só a digitalização dos exames. O maior contrato de todos nem sequer é para o sistema que está a falhar agora: em Julho de 2025, a Axians, do grupo francês Vinci, assinou com o instituto um contrato de cerca de 1,49 milhões de euros, financiado pelo PRR, para desenvolver uma nova plataforma que só deverá entrar em funcionamento em 2027. Convém dizer isto sem rodeios: o dinheiro do PRR não é uma prenda — é um empréstimo, com juros, que os portugueses pagarão durante anos, como sabem bem as populações de Boticas ou do Fundão, habituadas a outras promessas de "transição" feitas em nome de fundos europeus. E é aqui que a história ganha contornos quase cómicos, se não fosse trágica. A plataforma que hoje corrige — ou tenta corrigir — os exames não é a tal plataforma nova e cara. É gerida pela Blat – Creative Powerhouse, uma microempresa lisboeta com apenas catorze funcionários e uma facturação anual abaixo dos 580 mil euros, que regista só dois contratos públicos com o instituto, num valor total de cerca de 49 mil euros. O próprio ministro da Educação disse que esta colaboração vinha desde 2018 — só que a Blat, tal como existe hoje, nem sequer existia nessa altura: nasceu em 2020, como agência de comunicação chamada Antebellum, e só passou a chamar-se Blat em 2022. A empresa que assinou o contrato de 2018 tinha outro nome e outro número de identificação fiscal — uma empresa diferente. Ou seja: nem o próprio Ministério consegue explicar, com clareza, há quantos anos e com quem trabalha, quando falamos da peça mais crítica de todo o sistema. Vale a pena explicar, em palavras simples, uma confusão que ajuda a perceber o caos: há, na verdade, dois sistemas diferentes envolvidos. Um é a plataforma que recebe os ficheiros digitalizados e os distribui pelos professores — desenvolvida internamente, foi aqui que apareceram os erros mais visíveis, como folhas de continuação cortadas e itens trocados entre alunos. O outro é a plataforma onde os professores efectivamente classificam as respostas, criada internamente em 2016 e depois entregue à Blat para ser desenvolvida em sucessivas versões. O problema é que esse sistema nasceu pensado para um universo bem mais pequeno e totalmente digital — não para pegar em 300 mil exames feitos em papel, digitalizá-los à pressa e distribuí-los da noite para o dia. É como pedir a uma bicicleta de cidade que aguente uma corrida de camiões: em algum momento, parte. Numa das plataformas foi ainda identificada uma falha de segurança que obrigou a suspendê-la temporariamente, com a consultora Deloitte chamada às pressas para ajudar a resolver o problema — o mesmo tipo de problema que, no ano anterior, já tinha aparecido num projecto-piloto com 20 mil provas de Filosofia, ignorado nessa altura pelo Ministério. É como pedir a alguém que aprenda a conduzir num Fórmula 1, em auto-estrada, à noite, sem faróis — e depois espantarmo-nos com o acidente. A pressa não é acidental: é política. E a pergunta que ninguém faz em voz alta é porque foi Portugal, e não a Alemanha ou a França, o país escolhido para essa auto-estrada. Não deixa de ser revelador que, segundo relatos vindos de dentro do próprio ensino privado de topo, seja precisamente entre os filhos das classes dirigentes que esta tecnologia tende a ser mantida a maior distância — colégios onde a manhã ainda começa com leitura e silêncio, e não com um ecrã. Fica a pergunta, mais do que a certeza: quem decide impor esta tecnologia aos filhos dos outros, hesitaria em impô-la aos seus? A resposta institucional está nos próprios documentos da Comissão Europeia, que descrevem Portugal como "ambiente ideal para testes de escala" — o mesmo epíteto que já nos coube com o Cartão do Cidadão, a e-factura, a e-saúde e os pilotos de voto electrónico. Somos, há muito, o aluno aplicado da turma europeia: aceitamos depressa, resistimos pouco, temos infra-estruturas montadas e sindicatos menos combativos do que os alemães ou os franceses. É a mesma lógica que, no século XVIII, levou Pombal a reformar o ensino português com uma pressa iluminista que atropelou tradições inteiras; a diferença é que Pombal queria formar cidadãos, e o PRR quer, sobretudo, treinar algoritmos. Convém dizer isto com clareza, porque a expressão "inteligência artificial" faz-nos baixar a guarda crítica, como se estivéssemos perante um destino inevitável. Não é. Esta tecnologia não é inteligente — é estatística aplicada a milhões de respostas humanas — nem é artificial: depende de trabalho humano massivo e mal pago, de quem digitaliza à mão, de quem classifica, de quem fornece, sem saber, os dados que a alimentam. Há, nesta cadeia, uma inversão que raramente se nomeia: os mesmos professores e alunos cujo trabalho serve de matéria-prima para treinar os sistemas são também aqueles a quem depois se pede que confiem nesses sistemas para os avaliar. Paga-se a mesma pessoa duas vezes menos — uma vez em salário, que não aumenta, outra em autonomia, que diminui. Estudos de neurobiologia, de psicologia e inquéritos da OCDE dizem todos a mesma coisa, por outras palavras: quanto mais deixamos a máquina pensar por nós, menos o nosso próprio cérebro trabalha — e a concentração, a memória e o raciocínio complexo, que a escola devia treinar, ficam mais fracos. Paulo Freire já dizia, décadas antes de haver escolas "digitais", que ensinar não é despejar matéria na cabeça de alguém, mas ajudar esse alguém a aprender a pensar sozinho. Uma escola obcecada em medir a velocidade de correcção faz exactamente o contrário. Gert Biesta, um pedagogo mais recente, acrescenta algo importante: educar é sempre arriscado, porque lida com pessoas — livres, imprevisíveis, diferentes umas das outras — e é esse risco, essa imprevisibilidade, que faz da educação, e não um treino mecânico. Uma escola que tenta eliminar esse risco com algoritmos não está a melhorar a educação: está a destruí-la. E fica um aviso simples: quando um aluno pensa menos, não perde só ele — perdemos todos, porque o conhecimento que a humanidade partilha só cresce quando cada nova geração pensa por si. Nem é como se o resto da Europa tivesse aceitado isto sem resistência. Não existe, é preciso dizê-lo com honestidade, uma decisão única e europeia a travar de vez a avaliação digital — mas há factos concretos, e verificáveis, de resistência jurídica e institucional. Na Alemanha, uma associação de defesa de direitos digitais processou universidades pelo uso de software de vigilância em exames online, e a Baviera chegou a proibir por lei o reconhecimento facial e a análise automática de comportamento na correcção de provas, por considerar essas técnicas desproporcionadamente intrusivas. Em França, a autoridade de protecção de dados exige, desde 2023, que as escolas ofereçam sempre uma alternativa presencial a quem não quiser ser vigiado digitalmente num exame. E no Parlamento Europeu chegou mesmo a ser pedida, formalmente, uma investigação à privacidade destas ferramentas de vigilância educativa. Não é uma recusa em bloco, mas é o oposto do silêncio que se vive em Portugal: é debate público, é litígio, é regulação a travar excessos antes de eles se instalarem. Em Portugal, esse debate mal chegou a existir. Nem a maioria dos partidos com assento parlamentar, nem a generalidade dos sindicatos de professores, questionaram publicamente o modelo em si — a divisão do exame em itens, a substituição da correcção pedagógica por uma simples classificação, a monitorização do tempo de trabalho docente. Discutiu-se a incompetência da execução, não a legitimidade do desenho. É uma diferença que parece técnica e é, na verdade, política: uma coisa é exigir que um sistema mau funcione melhor, outra é perguntar se aquele sistema devia sequer existir. Nas redes sociais, longe dos comunicados oficiais, foi de professores e não dos meios do costume que veio a onda de testemunhos sobre os erros dos exames — enquanto o ministério, por algum tempo, insistiu em desvalorizá-los. A pressão política acabou por obrigar a mais do que palavras: o sindicato de professores Fenprof pediu directamente a demissão do ministro da Educação, o Bloco de Esquerda propôs uma comissão parlamentar de inquérito para apurar quem desenvolve e gere a plataforma e com que dinheiro do PRR, e até um pedido de debate urgente do Chega chegou a ser recusado pelo presidente do Parlamento. Perante o caos, o ministro autorizou ainda meio milhão de euros extra para tentar estabilizar o sistema em pleno processo de correcção — dinheiro gasto às pressas para apagar um incêndio que, no fundo, resultou de anos de decisões apressadas. Para muitos desses professores, o problema não é apenas a pressa: é o próprio modelo — descritores simplificados, perguntas fechadas, uma avaliação pensada para ser lida por uma máquina antes de ser lida por um ser humano. Não escrevo isto para condenar a tecnologia em si, nem os professores que, sem alternativa, hoje classificam aquilo que a plataforma lhes atribui. Escrevo-o porque um país que aceita ser laboratório sem perguntar o preço do ensaio acaba sempre a pagar a factura duas vezes: uma em dinheiro do PRR, outra em confiança perdida na escola pública. Da próxima vez que o seu filho, ou o filho de um amigo, receber uma nota de exame que pareça estranha, vale a pena perguntar não só se a resposta estava certa — mas quem, ou o quê, a leu primeiro. #PRR, #educação, #digitalização, #inteligência artificial, #vigilância digital, #Portugal, #União Europeia, #professores, #exames nacionais, #Paulo Freire, #Gert Biesta
SOBRE MINHA SAÍDA DO ICL Gente amada, sendo direto: fui tirado do ar e de todas as funções que exercia no ICL, inclusive da Direção de Jornalismo, por decisão unilateral da direção geral da empresa. Os detalhes dos “motivos” e de como isso se deu virão eventualmente à tona em algum momento, e serão esclarecedores. Estou juntando meus cacos por aqui. Numa eleição decisiva como a que teremos em semanas, isso pesa pra mim, e muito. Já se vão 28 anos cobrindo eleições. Ninguém vai calar minha voz nesse momento decisivo, com Trump pressionando o Brasil. Não vivíamos um momento tão perigoso desde a Operação Brother Sam. Vou seguir fazendo jornalismo independente, falando o que que penso – aquilo que alguns preferem que fique escondido. Mas isso tem um custo real: processos judiciais cada vez mais caros e frequentes, e agora eu vou enfrentar isso sozinho, ao menos enquanto não consigo me reorganizar diante dessa decisão repentina do ICL. Estou sem a estrutura de uma empresa por trás do meu jornalismo. O que posso pedir agora é o apoio de quem acredita nesse trabalho que faço com amor desde a adolescência. Segue o link do meu Apoia se. É por lá que vou reestruturar meu canal no You Tube, minha newsletter e ganhar fôlego para terminar um livro sobre o atual momento do país, que pretendo lançar no meio da campanha eleitoral. Em breve, mais detalhes. APOIE AGORA e compartilhe este post. Sigamos! #JornalismoIndependente #Eleições2024 #LiberdadeDeExpressão
A modelo Helena Gomes afirmou ao UOL que a absolvição do empresário Thiago Brennand pelo TJ-SP desencoraja vítimas de violência sexual a denunciarem os casos. Helena, que foi agredida por Brennand em uma academia de São Paulo, disse que a decisão impacta não apenas sua história, mas também outras mulheres que passaram por situações semelhantes. A agressão contra Helena ocorreu em agosto de 2022, em uma academia de luxo na zona oeste de SP. Após a repercussão, outras denúncias de agressão e violência sexual vieram à tona. Restam três condenações contra ele, que segue preso. Em dois casos, as penas superam dez anos. Um deles envolve o estupro de uma mulher por 3 semanas, em 2016, com os abusos sendo gravados. Brennand é réu em outros oito processos e está preso desde abril de 2023. Neste caso de agora, Brennand havia sido denunciado pelo Ministério Público de São Paulo (MP-SP) em dezembro de 2022. Segundo a acusação, o crime ocorreu após um jantar na capital paulista, quando a vítima- a estudante de Medicina Stefanie Cohen - narrou que teria passado mal em razão da ingestão de bebida alcoólica. No entanto, ficou vencido pelos votos do revisor, desembargador Francisco Orlando, e do presidente da 2ª Câmara de Direito Criminal, desembargador Alex Zilenovski, que formaram maioria pela absolvição. Ao analisar o recurso, o colegiado concluiu que as contradições estruturais apontadas pela defesa enfraqueceram a palavra da vítima por meio de elementos considerados confiáveis. Para os desembargadores que prevaleceram, a dúvida sobre a autoria dos fatos deveria beneficiar o réu, o que levou à absolvição. Em seu voto, o desembargador Francisco Orlando afirmou que as provas colocam em dúvida a versão apresentada pelo Ministério Público sobre a ausência de consentimento da vítima. Por meio de nota, a advogada Karina Kufa Brennand - que cuida da defesa de Thiago Brennand e é a ESPOSA dele - afirmou que a absolvição foi o "reconhecimento da verdade dos fatos". Outras condenações envolvendo o empresário pernambucano: Estupro contra uma mulher norte-americana – condenado inicialmente a 10 anos e 6 meses de prisão. Em 2025, o TJ-SP reduziu a pena, mas manteve a condenação. Em 2026, o Superior Tribunal de Justiça (STJ) restabeleceu a pena original de 10 anos e 6 meses; Agressão contra a modelo Helena Gomes, em uma academia de São Paulo – condenado a 1 ano e 8 meses de prisão. A condenação foi mantida pela Justiça; Estupro com emprego de violência física e grave ameaça (outro processo) – condenado a 10 anos e 6 meses de prisão em 2024. Casos que ele foi absolvido na 2ª Instância: Estupro contra uma massagista – condenado a 8 anos de prisão em primeira instância e absolvido na 2ª Instância; Estupro da estudante de Medicina Stefanie Cohen - condenado a 8 anos de prisão em primeira instância e absolvido na 2ª Instância. (trechos de matérias do G1 e UOL) #ViolênciaSexual #Justiça #DireitosDasMulheres
Irã afirma que se os Estados Unidos não retirar ativos do Oriente Médio, toda a estrutura será destruída. #Irã #OrienteMédio #Geopolítica
A Associação Nacional dos Técnicos de Emergência Médica alertou que a morte de um homem nas Taipas, apesar da disponibilidade da corporação local, revela falências no modelo de emergência do INEM, destacando a necessidade de reformas estruturais no sistema pré-hospitalar e responsabilizando a liderança do instituto e a ministra da Saúde pela situação crítica. #INEM #Saúde #Emergência

Enfrentámos de igual para igual um dos sistemas políticos mais enraizados da História do mundo e vencemos. E agora não nos vão deixar ficar com isso. Estamos a fazer isto por causa das estruturas que nos estão a ser retiradas por quem está no poder.