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#financas

R$119 MILHÕES! Esse é o valor que Valdemar da Costa Neto, presidente do partido de Bolsonaro, desviou em emendas parlamentares, segundo a Polícia Federal. É escandalosa a maracutaia que essa gente opera com dinheiro público. O ministro Dino já determinou o bloqueio, como desdobramento de ações do PSOL no STF contra o orçamento secreto. Que cada um desses corruptos responda pelos crimes que cometem! #Corrupção #FinançasPúblicas #Justiça

Diante das informações de ontem sobre o Danilo, já começa a se notar uma nova postura dessa Gestão do Botafogo! o Clube quer resgatar a credibilidade no mercado manchada no último ano e não vai aceitar chantagem de empresário e nem pedido de jogador!! O recado foi dado, os clubes que tenham interesses nos nossos jogadores eles terão um preço no mercado, e só sairão se realmente for bom para o clube! Nesse momento o Botafogo passa por uma recuperação das finanças. Salários em dia e promessa de investimentos!! Mais detalhes na live das 10:45 Canal do Anderson Motta #Botafogo #Futebol #GestãoSportiva

Kieran Maguire, especialista em finanças do futebol descreveu a conduta da 777 como, na prática, "descobrir um santo para cobrir outro" (*robbing Peter to pay Paul*): movimentar ativos e saldos entre entidades relacionadas para criar uma falsa impressão de liquidez disponível. #futebol #finanças #liquidez

Bruxelas apresentou um plano para reforçar a cibersegurança na União Europeia até 2027, incluindo a criação de uma capacidade de avaliação de modelos de inteligência artificial e uma plataforma de testes para setores críticos como saúde e finanças, visando mitigar os riscos associados a tecnologias de IA em ataques cibernéticos. #InteligênciaArtificial #Cibersegurança #ComissãoEuropeia

Bruxelas quer reforçar cibersegurança com recurso à IA

De acordo com a matéria, é o maior valor da história em um período pré-eleitoral e supera tudo que foi repassado no ano de 2022 inteiro, nas últimas eleições presidenciais. https://t.co/ielxbBnEQs #Eleições2024 #PolíticaBR #Finanças

Bolsonaro deixou um rombo nas contas públicas na tentativa de reverter o resultado da eleição. Coube ao nosso governo reorganizar as finanças, pagar a conta deixada para trás e reconstruir o país. Mesmo enfrentando esse cenário, voltamos a investir, recuperamos a responsabilidade fiscal e entregamos resultados muito superiores aos do governo anterior. #Economia #Brasil #Política

Segredos de Polichinelo Ou: como o Estado descobriu que os aforradores também sabem ler Houve um aniversário em que me pediram para guardar segredo sobre a prenda da minha irmã. Um segredo tão mal guardado que ela própria o descobriu semanas antes, ao ajudar a arrumar o armário do quarto dos pais. Todos continuámos a fingir surpresa no dia certo. Foi o meu primeiro contacto sério com uma verdade que só bem mais tarde a política me confirmaria: os segredos institucionais não existem para esconder factos, existem para gerir a encenação à sua volta. Foi o que me veio à cabeça esta semana, ao ler que o Ministério das Finanças barrou um jornalista do ECO à porta de um encontro "off the record", depois de este ter noticiado, em primeira mão, a criação dos novos Certificados do Tesouro Série 5. Os dados são simples: uma taxa de juro que sobe de 2,35% no primeiro ano até 3,35% no décimo, uma resolução aprovada em Conselho de Ministros a 3 de Julho, e um jornalista, Luís Leitão, que tinha investigado o tema durante uma semana sem obter resposta oficial. Quando a notícia saiu antes da hora combinada para a explicação "informal", a assessoria de imprensa decidiu que a melhor resposta era um militar da GNR a barrar a entrada e um telefonema a desconvidar. Tudo isto por causa de um produto de poupança. É como se o vizinho do terceiro andar chamasse a polícia porque alguém reparou, antes de ele anunciar, que tinha comprado um carro novo. O carro já estava estacionado à porta. Toda a gente já o tinha visto. O problema nunca foi o segredo — foi a fúria de descobrir que já não havia nada para gerir. Há qualquer coisa de pombalino nesta instintiva vontade de controlar a narrativa. Depois do terramoto de 1755, o Marquês despachou ordens rápidas para enterrar os mortos e recomeçar a cidade antes que o pânico se instalasse — e teve, convenhamos, boas razões para isso, porque Lisboa ardia e as pessoas morriam. O Ministério das Finanças, em 2026, aplicou o mesmo reflexo de controlo absoluto da informação a uma taxa de juro sobre Certificados do Tesouro. A escala é, digamos, ligeiramente diferente. Mas o instinto — apagar o incómodo antes que ele fale por si — é o mesmo, só que agora sem terramoto nenhum que o justifique. Diz-se, não sei bem com que fundamento, que a censura foi sempre o elogio mais sincero que um regime faz à imprensa: só se cala quem teme ser ouvido. Neste caso, o Ministério nem tinha nada de grave a esconder. Tinha, isso sim, um calendário de comunicação que preferia intacto, e descobriu, tarde, que os jornalistas não são convidados de uma coreografia — são gente que faz perguntas e, por vezes, obtém respostas antes do previsto. E aqui está a viragem que interessa ao leitor comum, aquele que nunca pisou uma sala de imprensa das Finanças: nada disto muda a taxa de juro que vai receber, nem o dia em que pode resgatar o certificado. A guerra de bastidores entre um ministério e um jornal é ruído institucional, um assunto de vaidades e protocolos feridos. O aforrador continua a decidir com os mesmos números de sempre — 2,35% no primeiro ano, sem capitalização de juros, a perder para a inflação como já perdia antes. A birra do Ministério não rendeu um cêntimo a mais a ninguém. Fica então a pergunta que costumo fazer a mim próprio quando alguém exagera a resposta a um problema pequeno: será que a fúria era mesmo sobre o que dizem que é? Da próxima vez que alguém lhe pedir para guardar um segredo que já toda a gente conhece, repare em quem se irrita mais — quem o revelou, ou quem o queria continuar a fingir que era seu.

### FOLHA DE SÃO PAULO PUBLICA EDITORIAL CRITICANDO GOVERNO LULA E DIZENDO QUE “GASTO PÚBLICO ESTÁ NA ORIGEM DOS JUROS ALTOS, E NÃO O CONTRÁRIO”. obrigado, Folha, isso se chama ciência econômica #Economia #Governo #Finanças

Estava vendo essas fotos e é sempre bom lembrar de onde a gente veio. Foi nesse espaço que gravei muitos dos meus primeiros vídeos. Também foi nessa época que eu fazia cartão, trabalhava fora de casa e sonhava em construir a Nath Finanças. Tem muita gente que chegou agora e talvez ache que sempre foi assim. Mas eu ganhava menos de um salário mínimo e fui construindo tudo aos poucos. Olhar para essas fotos me lembra que nenhum resultado acontece do dia para a noite. Foram anos estudando, trabalhando, errando, acertando e insistindo MUITO. Por isso eu gosto de registrar essas fases. Não para romantizar o começo, mas para lembrar que tudo o que a gente constrói tem uma história. 🏹💗 #Inspiração #Superação #HistóriasDeVida

Článek zkoumá kulturní a ekonomické rozdíly mezi Brazilci a Portugalci, přičemž brazilský způsob nakupování založený na splátkových platbách se ostře kontrastuje s portugalským přístupem, který klade důraz na okamžité platby a šetření, což může mít vliv na ekonomiku obou zemí. #Finanças #CulturaFinanceira #Consumo

O choque dos dois mundos: brasileiros e portugueses

O inspetor-geral de Finanças (IGF) alertou que Portugal apresenta deficiências no controle dos benefícios fiscais, solicitando uma resposta estrutural ao problema, pois a despesa fiscal quase duplicou em nove anos, alcançando 7,2% do PIB, e identificou irregularidades significativas na atribuição desses benefícios. #Finanças #BenefíciosFiscais #Economia

IGF alerta para falhas no controlo dos benefícios fiscais

Adriano Imperador ganha descontão do Bradesco e parcela dívida por empréstimo até 2031. Da dívida total de R$ 268,3 mil, o banco aceitou receber R$ 200 mil, dando um desconto de mais de 25% ao Imperador. Adriano pagará R$ 10 mil à vista e parcelará o restante (R$ 190 mil) em 60 meses (5 anos). 🗞️ @JornalOGlobo | @Ancelmocom 📸 Inter de Milão #AdrianoImperador #Bradesco #Finanças

Sabe o fundo no Texas pra onde foi parar a grana do Vorcaro cobrada pelo Flávio Bolsonaro? A grana que seria usada pra fazer o filme Dark Horse? Então. O fundo prometeu usar seus recursos pra construir um projeto imobiliário de 21,1 milhões de dólares nos EUA. A obra nunca saiu do papel. Reportagem de hoje do Intercept. Como venho dizendo, tem um jeito muito fácil de mostrar a lisura do uso do dinheiro, e provar que ele foi inteiramente usado no tal filme: ABRIR TOTALMENTE AS CONTAS DO FUNDO e mostrar cada centavo gasto. Simples, rápido e infalível. Transparência que calaria a boca de todo mundo. #Transparência #Corrupção #FinançasPúblicas

O Conselho das Finanças Públicas alertou sobre a urgência de avaliar o impacto das reformas no Serviço Nacional de Saúde (SNS), destacando que o défice de 1.035 milhões de euros em 2025 é significativamente acima do previsto, e enfatizou a importância de uma gestão eficiente dos recursos financeiros e humanos para melhorar os cuidados de saúde. #SNS #FinançasPúblicas #ReformasNaSaúde

CFP: é urgente avaliar o impacto das reformas na saúde

A presidente do Conselho das Finanças Públicas, Nazaré da Costa Cabral, afirmou que é absolutamente crítico avaliar o impacto das recentes reformas no Serviço Nacional de Saúde, destacando a importância de alinhar recursos disponíveis com as necessidades futuras, dada a significativa deterioração financeira do SNS em 2025. #FinançasPúblicas #Saúde #Economia

Finanças Públicas dizem ser vital avaliar reformas na saúde

A Matemática Selectiva Quando se mexe no denominador e se finge que o numerador não existe Há uns anos, tocou-me à campainha um recenseador do INE, prancheta debaixo do braço, a perguntar quantas pessoas viviam em minha casa. Contei os nomes, ele anotou, despediu-se com um sorriso burocrático e foi tocar à porta seguinte. Nunca imaginei que aquele gesto tão modesto — contar gente, uma casa de cada vez — pudesse, anos depois, decidir se o país é rico ou pobre. O INE, que durante anos jurou que éramos cerca de 10,7 milhões, anunciou agora que afinal somos 11,4 milhões. Mudou a contagem. Não mudou nada em minha casa. E, como quem muda uma lâmpada sem avisar, deixou o país às escuras durante uns segundos, até percebermos o que isto significa. O problema não é a luz. É o timing. A cronologia ajuda a perceber o desconforto. Os dados de 2021 foram publicados definitivamente em Setembro de 2023, ainda com a população antiga. Durante 2022, 2023 e 2024 governou-se com essa régua curta, sem que ninguém parecesse preocupado com o facto de estarmos a medir produtividade, pressão hospitalar e necessidades escolares com uma população que não existia. Só em Janeiro de 2025 o INE anunciou que Portugal tinha afinal 11,4 milhões de residentes, graças à integração dos dados da AIMA, da Segurança Social, das Finanças e de outros serviços públicos. E só em 2026 é que o debate público explodiu, como se a queda do PIB per capita fosse uma descoberta súbita e não o resultado de quatro anos de estatística mal calibrada. Mas o detalhe mais curioso não está na cronologia. Está na matemática. Alterar apenas o denominador de uma fracção e manter o numerador intacto é, no mínimo, controverso — para não dizer enganador. O PIB não mudou. O que mudou foi o número de pessoas a dividi-lo. É como actualizar o número de convidados de um jantar sem contar os pratos que eles trouxeram. A fracção desce, claro, mas não porque o jantar ficou mais pobre — apenas porque a contagem ficou a meio caminho. E, no entanto, esta operação aritmética é agora apresentada como diagnóstico económico, como se a queda do PIB per capita revelasse uma verdade profunda sobre o país, quando revela apenas um erro técnico que demorou quatro anos a ser corrigido. E aqui entra o ponto que quase ninguém menciona, talvez porque estraga a narrativa conveniente. Se o INE descobriu que afinal havia mais gente no país — gente que consome, trabalha e produz — então não basta corrigir o denominador. O numerador também deveria ser revisto. A chamada "Economia Não Declarada" não é um conceito académico: é consumo real que não foi contado, trabalho real que não foi medido, produção real que nunca entrou nas contas. O próprio INE confirmou que vai rever esta estimativa. E, ao fazê-lo, admite que havia riqueza real que não estava a ser captada. Ora, se havia riqueza não captada, o PIB estava subestimado. E se o PIB estava subestimado, corrigir apenas o denominador é uma operação incompleta — e politicamente útil. Mas a política raramente resiste a uma oportunidade. Em vez de se perguntar como é que andámos anos a planear hospitais, escolas e políticas económicas com uma população mal contada, preferiu-se concluir que o problema é dos trabalhadores, que não produzem o suficiente, que precisam de mais "flexibilidade". É uma leitura tão previsível que quase parece ensaiada. A estatística tropeça; o discurso moral levanta-se. E tudo isto sem que ninguém explique como é que uma reforma laboral resolve um erro de contagem. A verdade é que a produtividade portuguesa não se mede na força dos braços, mas na estrutura das empresas. E essa estrutura é, há décadas, o nosso segredo mal guardado. Temos um país onde 99,9% das empresas são PME, e onde 96% são microempresas. Negócios familiares, muitos deles geridos com boa vontade, mas pouca formação. Cerca de 42% dos empregadores têm apenas o ensino básico. É um número que raramente aparece nos debates, talvez porque desmonta a explicação confortável de que o problema é "cultural" ou "comportamental". Não é. É estrutural. Há uma frase do escritor escocês Andrew Lang que devia estar emoldurada em todos os gabinetes de comunicação: as estatísticas são como um candeeiro para um bêbedo — servem para se apoiar, não para iluminar o caminho. A revisão demográfica do INE deveria ter servido para iluminar: a qualidade dos dados, a capacidade do Estado para contar quem cá vive, a necessidade de planear políticas com base na realidade. Em vez disso, serviu de apoio a um discurso antigo, que culpa os trabalhadores por problemas que não criaram e que não podem resolver sozinhos. E é aqui que a crónica vira. Porque, leitor, a sua vida não mudou com a revisão do INE. O seu salário é o mesmo. A sua factura da luz, infelizmente, também. Mudou apenas o discurso em torno dele, que tenta agora transformar um erro técnico numa lição moral sobre produtividade. Mas a pergunta que importa é outra: como é que um país pretende ser competitivo quando a maioria das suas empresas não tem estrutura para competir? No fim, resta-lhe esta reflexão: quando ouvir falar de "produtividade", pergunte-se se estão a falar de si — ou de um país que insiste em medir-se com uma régua que nunca coube na realidade. Fontes para aprofundar • INE — Estimativas de População Residente, 2025 (divulgação oficial): o documento-fonte com os 11 424 031 residentes e a revisão da série 2021-2024. ine.pt • Jornal Económico — "Portugal perde três lugares no ranking europeu do PIB per capita": detalha a queda de 81% para 77% da média da UE e a posição relativa face a Polónia, Estónia, Croácia e Roménia, com os cálculos do economista Óscar Afonso. jornaleconomico.sapo.pt • RTP — "População residente em Portugal atinge 11,4 milhões. 14% são estrangeiros": explica a mudança de metodologia — de censos para registos administrativos, incluindo dados da AIMA. rtp.pt • CNN Portugal / SOL — "INE vai rever PIB, emprego e outros indicadores per capita": o calendário oficial das revisões em cascata, incluindo o recálculo das Contas Nacionais previsto para Março de 2027. cnnportugal.iol.pt • INE — Dia Internacional das Micro, Pequenas e Médias Empresas (2025): a estatística estrutural usada na crónica — 99,9% das empresas portuguesas são PME, 96,7% microempresas. ine.pt • JN — "Os números pregam partidas" (opinião): outra leitura crítica do mesmo episódio estatístico, com uma ironia complementar à desta crónica. jn.pt

Foi esse daí que recebeu 27 milhões do Banco Master? https://t.co/TooHDHC50w https://t.co/2K5fkCBTQv #BancoMaster #Finanças #Política

Fiel, você é CLT e está buscando uma opção de empréstimo que cabe no seu bolso? Conheça o Crédito do Trabalhador do @CorinthiansBmg ! Aqui, as taxas de juros são menores em relação a outras modalidades , o desconto é feito direto na folha de pagamento e a contratação é feita pelo WhatsApp de maneira segura, sem burocracia e 100% digital. Faça já a sua simulação! - https://t.co/VyPLWiShgn #Crédito #Empréstimo #Finanças

Italo 2w

A Nath Finanças sem querer deixando claro para todos sobre o que se trata essa perseguição a CazeTV https://t.co/aJAADCOcPY #Finanças #CazeTV #Notícias

Há Coisas do Diabo Em que dormi no 18.º lugar da Europa e acordei no 22.º, sem ter mudado de cama Há coisas do Diabo. Mal acordo, vejo esta notícia: afinal somos mais pobres do que supúnhamos. Não pela noite, nem pelo Carnaval, nem por nenhum vício recente — mas por decreto estatístico. O Instituto Nacional de Estatística, essa entidade que nos mede como se fôssemos gado em feira, decidiu que somos mais. Muito mais. De 10,7 milhões passámos, da noite para o dia, para 11,4 milhões de almas. E, como a aritmética não perdoa nem aos optimistas, o bolo actual é o mesmo de sempre, mas agora há mais bocas à mesa. O resultado: cada fatia ficou mais fina. Com base nos dados mais recentes, Portugal passa a apresentar um PIB per capita em paridades de poder de compra equivalente a 77% da média da União Europeia. Antes da revisão, eram 81%. Deitei-me no 18.º lugar do pódio europeu e acordei no 22.º, ultrapassado pela Polónia, pela Estónia, pela Croácia e pela Roménia — países que, há uma geração, olhavam para Portugal como quem olha para um primo rico que foi à praia descobrir o mundo. Confesso que fiquei preocupado. Corri a ver o saldo bancário. Estava igual. Contei os problemas: os mesmos de sempre, nem um a mais, nem um a menos. As contas continuam com o valor de ontem. E pensei: que raio de estatística é esta, que me empobrece sem me tirar um tostão do bolso? A resposta, como quase tudo nesta vida, está na diferença entre o que parece e o que é — distinção que já preocupava os gregos e que continua a confundir ministros das Finanças. O PIB per capita não mede riqueza pessoal; mede a riqueza do país a dividir pelo número de portugueses, reais ou apenas agora descobertos. E descobriram-se quase setecentos mil, a maior parte deles chegados pela porta da imigração, não pela cegonha. A economia cresceu, sim — mas cresceu a reboque de mais gente a trabalhar, não de mais produtividade por cabeça. É a diferença entre um restaurante que factura mais porque pôs mais mesas na rua e um restaurante que factura mais porque o cozinheiro encontrou finalmente a receita óptima para o arroz de tamboril. Convém recordar que esta confusão entre crescer e enriquecer não é propriamente nova por aqui. Já D. Sebastião confundia grandeza com extensão, e tinha por objectivo um império que a demografia não sustentava, rumo a Alcácer Quibir. Nós, mais modestos, confundimos crescimento do PIB com prosperidade, e fomos a Bruxelas exibir números que agora se revelam inflacionados por um erro de contagem. Benjamin Disraeli — ou foi Mark Twain a citá-lo, a história nunca se entende bem nestas coisas, como os nossos próprios censos — dizia haver três tipos de mentira: as mentiras, as mentiras descaradas e as estatísticas. Esta semana, Portugal aprendeu-o na pele. O mais inquietante não é a posição no ranking — lugares europeus sobem e descem como o Benfica na fase de grupos —, mas o facto de termos governado o país, durante anos, com um mapa errado. Decidimos a direcção dos recursos, calculámos produtividade, pressão sobre hospitais e escolas, tudo isso com base numa régua mal calibrada, medindo uma população que não existia. E o que é mais português do que isso: descobrir, com um atraso considerável e um certo embaraço, que a bússola estava furada desde o início? Há, no entanto, um consolo modesto nesta história, e é esse o ponto a que quero chegar. A sua vida, leitor, não mudou esta noite. O seu salário é o mesmo. As suas contas, as mesmas. O seu lugar na fila do centro de saúde, infelizmente, também é o mesmo. O que mudou foi um número que vive em Bruxelas e em Lisboa, dentro de um quadro Excel, alheio ao seu quotidiano. E talvez seja boa altura para perguntarmos, com a frieza de quem já viu estatísticas nascerem e morrerem: quanto da nossa ansiedade colectiva depende de números que não tocamos, não comemos e não levamos para casa? Porque se há lição nesta crónica do INE, é esta: continuamos a medir a nossa dignidade pela posição numa tabela, quando deveríamos medi-la pelo que conseguimos fazer com o que realmente temos. E isso, ao contrário do PIB per capita, ninguém revê a meio da noite.