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#Divisão

“Instituições Democráticas una ova!” “O sentimento de democracia só é chamado quando começa a ficar ruim pra todo mundo.” “A imagem deixa claro quem tá de um lado e quem está de outro (…) Eu não vejo isolamento do Flávio, vejo um alinhamento de forças, de um establishment, um governo de ocasião contra a principal candidatura adversária. Não significa que dará certo.” “Se de fato se concretizar um senado majoritariamente de direita BOLSONARISTA, aí sim, pode aumentar a pressão. Especialmente sobre o ministro Alexandre de Moraes.” - Todos estão vendo os acordos e a participação de ministros do supremo na eleição. - A revolta existe até por parte da imprensa. - Vivemos uma sensação de instituições democráticas. - Vivemos uma sensação de divisão de poderes. - Vivemos uma sensação de estado democrático de direito. - Vivemos uma sensação de democracia. Eu me pergunto o que ainda falta para a sociedade anti Lula entender. #Democracia #DireitosHumanos #DivisãoDePoderes

O Santos veio aqui no primeiro turno do Campeonato Brasileiro e jogou bola. Foi 1 a 1 e poderia ter sido um resultado até melhor. O Palmeiras de hoje parecido com aquele. Já o Santos completamente diferente por opção técnica/tática. Uma coisa é reconhecer a superioridade do adversário. Outra é ser covarde. Naquela ocasião, o Santos finalizou 14 vezes. 7 no primeiro tempo. Dividiu posse, competiu, atuou de igual para igual. Vejam os números de hoje… Hoje, Cuca resolveu utilizar a mesma estratégia que um time sem divisão utilizaria. Retrancou e teve um resultado muito pior, praticamente dando adeus para a Copa do Brasil. Culpa do Gabriel Brazão pois o Santos “marcava bem” até o primeiro gol do Flaco? Também. Mas relativizar os erros da comissão técnica hoje é tapar os olhos para a realidade. O Santos mais uma vez é humilhado pelo Palmeiras. Poderia ter sido uma goleada histórica. #CampeonatoBrasileiro #SantosFC #Palmeiras

🚨 EXCLUSIVO: O São Paulo encaminhou o empréstimo do volante Hugo Leonardo, de 22 anos, ao Mito Hollyhock, clube recém-promovido à primeira divisão do futebol japonês. O acordo é válido até janeiro de 2027 e não prevê opção de compra. Hugo tem contrato com o São Paulo até dezembro de 2028. Recuperado de uma lesão no LCA sofrida na final da Copinha de 2025, ele vinha treinando com o grupo buscando recuperar espaço. Jogou 18 minutos contra o Remo, no Mangueirão, antes da pausa pra Copa do Mundo. Agora, buscará minutagem no futebol profissional nesse período de empréstimo no Japão. #Futebol #Empréstimo #SãoPaulo

Sven-Göran Eriksson 🇸🇪 O Benfica só teve o primeiro atleta estrangeiro em 1979. 50 anos antes, teve o primeiro treinador estrangeiro. Quando Sven-Göran Eriksson chega à Luz em 1982, acabado de vencer a Taça UEFA com o IFK Goteborg, já havia um historial de apostar em treinadores estrangeiros. O sueco era o 16.º a liderar o Benfica. Foi o primeiro trabalho fora da Suécia. Tinha apenas 34 anos de idade e metodologias de treino completamente diferentes da norma na altura: treinos mais curtos, por sectores, sempre com bola. Logo no primeiro ano faz a Dobradinha e leva o Benfica à Final da Taça UEFA. No segundo ano voltou a conquistar o Campeonato e só perde na Taça dos Campeões Europeus para o Liverpool que viria a ser Campeão Europeu. O sucesso despertou a atenção do Futebol Italiano e mudou-se para Roma. Cinco anos depois de sair da Luz, voltou ao Benfica para uma segunda passagem. No primeiro ano, em 1990, levou o Benfica à Final da Taça dos Campeões Europeus. Em 1991 voltou a ser Campeão Nacional e em 1992 acabou por voltar a Itália. Esteve mais nove anos em Itália, e daí foi Selecionador de Inglaterra mais seis anos. A partir do Mundial da Alemanha em 2006, a sua carreira entrou numa sequência de eventos inesperados: Man City, Seleção do México, Seleção da Costa do Marfim, Notts County (na Quarta Divisão Inglesa), Leicester (na Segunda Divisão Inglesa), um clube da Tailândia, um clube nos Emirados, cinco anos em clubes na China e ainda Seleção das Filipinas. Retirou-se em 2019. 37 anos depois de ter chegado ao Benfica pela primeira vez. Uma carreira que durou 43 anos. Faz hoje dois anos que se juntou ao Quarto Anel. #Futebol #Benfica #SvenGöranEriksson

Robert Enke, 1 🇩🇪 Com a saída de Michel Preud’homme, o Benfica aproveitou a descida de divisão do Borussia Mönchengladbach, e trouxe de lá o jovem guarda-redes de 22 anos que tinha acabado de ter a sua primeira temporada como titular: Robert Enke, o primeiro alemão a representar a equipa principal do Benfica. Enke chega ao Benfica no mesmo ano que o Jupp Heynckes. O segundo ano do Enke foi a pior temporada da história do Benfica, o sexto lugar. No entanto, o Enke sempre deixou uma óptima impressão de ser um bom guarda redes. O Benfica não conseguiu convencê-lo a renovar, e quando o contrato terminou saiu para Barcelona. Ainda esteve com a Seleção Alemã no Euro 2008, quando já estava ao serviço do Hannover 96, o clube onde fez mais jogos na carreira. Foram ao todo três épocas no Benfica, onde fez 93 partidas. É o 14.º guarda-redes com mais jogos na História do clube. O Benfica é o segundo clube que mais representou na carreira. Faria hoje 49 anos. #RobertEnke #Benfica #Bundesliga

As feridas da guerra e a degradação da terra estão intimamente ligadas à condição do coração humano. Os conflitos que atormentam a humanidade são, em muitos aspectos, a expressão exterior da discórdia e da divisão interiores. Quando o coração está deformado, as relações sofrem e as estruturas que construímos começam a refletir essa desordem. #Paz #Humanidade #Conflitos

🚨 AGORA! Presidente do Vasco, Pedrinho volta a disparar contra Bap, do Flamengo: "É mau-caráter, arrogante, prepotente, soberbo e hipócrita". "Vou falar da pessoa Bap. Zero instituição (Flamengo), tá? Estou falando do Bap. É mau-caráter, arrogante, prepotente, soberbo e hipócrita." "Hipócrita porque ele usa a frase: 'Estou fazendo para o bem do Campeonato Brasileiro'. Isso quando não diz respeito ao clube que ele representa." "Porque, quando diz respeito ao clube que ele representa, como, por exemplo, a divisão das cotas na Libra, ele é o primeiro a falar que vai lutar pelos direitos do Flamengo." "Por que ele não pensa num Campeonato Brasileiro? Para isso não serve? Só serve quando não é do time dele? Então, ele é um HIPÓCRITA!" "Está muito claro que é uma perseguição à instituição. Eu não devo satisfação nenhuma a ele. Ele é um irresponsável. Tem outros clubes que estão em Recuperação Judicial, contratando, e ele não abre a boca." "Mas, com o Vasco da Gama, ELE NÃO VAI SE CRIAR. Isso aqui não é família mesmo, não. Isso aqui é Vasco. Só que é Vasco. Ele tem que respeitar MUITO o Vasco. Ele não está respeitando o Vasco. Ele está se metendo, não tem que se meter." 🗞️ @geglobo 📸 Dikran Sahagian/CRVG | Gilvan de Souza/CRF #Vasco #Flamengo #Futebol

“Não estou falando sobre a instituição Flamengo, e sim sobre o BAP especificamente. Mau-caráter, arrogante, prepotente, soberbo e hipócrita. Porque ele usa a frase: ‘O que estou fazendo é pelo bem do Brasileirão, para ter uma isonomia, um processo legal’. Isso quando não diz respeito ao clube que ele representa. Como, por exemplo, na divisão das cotas da Libra: ele é o primeiro a sair e falar que vai lutar pelos direitos do Flamengo. Ué? Por que ele não pensa no Brasileirão? Para isso não serve? Então, ele é um hipócrita. Está muito claro que há uma perseguição a uma instituição. Eu não devo satisfação NENHUMA a ele. Ele é um irresponsável que deveria cuidar do clube dele. Existem outros clubes em recuperação judicial contratando, e ele não abre a boca.” — Pedrinho sobre BAP, em entrevista ao @PodCruzmaltino 📸 | Matheus Lima (Vasco) #Futebol #Flamengo #BAP

Fabinho Soldado e Barcellos deveriam estar embarcando AGORA pra Mendoza. E só voltar com o Arce. Cair pra 2ª divisão é muito mais caro. Não se preocuparam com finança em 6 anos. Não vai ser em 6 meses que vão resolver. Tomem uma atitude enquanto ainda há tempo de salvar da queda! #Futebol #TimeChinelo #SalvemOSei

O conceito de mulher progressista fundamenta-se na procura pela igualdade, autonomia e transformação social, questionando normas e papéis tradicionais de género que historicamente limitaram a atuação feminina na sociedade. ​Embora não exista um perfil único — já que as trajetórias e realidades variam amplamente —, é possível identificar atributos e valores centrais frequentemente associados a esta perspetiva. ​Principais Atributos e Valores ​Autonomia e Autodeterminação: Dá prioridade à independência financeira, emocional e intelectual. Defende a liberdade de escolha sobre a própria carreira, vida pessoal, maternidade e corpo. ​Defesa da Igualdade de Direitos: Luta ativamente pela equidade entre géneros em todas as esferas — da equiparação salarial no mercado de trabalho à divisão justa das tarefas domésticas. ​Consciência Social e Interseccionalidade: Compreende que a agenda feminina não é isolada. Tem em consideração como o género se cruza com questões de raça, classe social, orientação sexual e acessibilidade. ​Questionamento de Papéis Tradicionais: Desconstrói expetativas históricas impostas às mulheres, rejeitando a ideia de que o casamento ou a maternidade sejam destinos obrigatórios para a realização pessoal. ​Sororidade e Rede de Apoio: Valoriza a solidariedade entre mulheres em vez da rivalidade, procurando fortalecer o coletivo através da empatia e do incentivo mútuo. ​Pensamento Crítico e Abertura à Aprendizagem: Mantém uma postura de questionamento perante dogmas, valorizando a educação, a ciência e a evolução constante de ideias. ​Envolvimento Social e Ambiental: Tende a apoiar causas coletivas, desde a defesa dos Direitos Humanos até à sustentabilidade ambiental e à justiça climática. ​Em essência: A mulher progressista orienta o seu percurso pela liberdade de ser quem escolheu ser e pela construção de uma sociedade mais justa e plural para todas as pessoas.

EXCL: O São Paulo recusou, nos últimos dias, uma oferta do Westerlo, da primeira divisão da Bélgica, pelo meia Pedro Ferreira, de 19 anos. Os valores apresentados pelo clube belga não foram revelados, mas apurei que a oferta é considerada "incogitável” pelas partes envolvidas. No profissional, Pedro Ferreira entrou em campo oito vezes na atual temporada, a maioria delas na reta final das partidas. Ao todo, soma 111 minutos disputados e uma assistência na vitória contra a Portuguesa. #SãoPaulo #Futebol #Transferências

Oferecido ao São Paulo, Jaime Vardy divide opiniões na diretoria. O que ouvi é que existe uma ala do clube que rejeita a possibilidade, ponderando a questão salarial e a parte física, enquanto outra ala defende que a experiência do centroavante inglês agregaria muito no atual momento. O São Paulo avalia se avançará com uma proposta nesta semana. Aos 39 anos, ele recebeu sondagens da Itália e da segunda divisão da Inglaterra. Na Cremonese, seu último clube, Vardy recebia R$ 900 mil mensais. #JaimeVardy #SaoPauloFC #TransferNews

A Armadilha do Estado: Como a Segurança Social Rouba 91 Cêntimos por Cada Euro Ganho! Em Portugal há uma matemática secreta que penaliza quem tenta sair da pobreza mais do que qualquer imposto ousa penalizar quem já é rico. A Fátima trabalha numa creche em Loures, seis horas por dia (250 € brutos/mês), e vive com um filho menor e o Rendimento Social de Inserção a completar o que o ordenado não chega. Em Julho, a directora perguntou-lhe se queria fazer umas horas extra: mais 120 euros brutos por mês, dinheiro a sério para quem faz contas ao cêntimo. A Fátima pediu uma noite para pensar, sentou-se à mesa da cozinha com um lápis, e na manhã seguinte disse que não. Não por preguiça. Por aritmética. O Cenário Base da Fátima (Antes das Horas Extra) Para compreender a decisão da Fátima, é preciso olhar para a forma como o Estado calcula a sua subsistência (valores de 2026): • Composição Familiar: 1 Adulto + 1 Menor. • Teto Máximo do RSI: 371,34 € (calculado com 247,56 € para o titular + 123,78 € para o filho, que equivale a 50% do valor base). • Salário de Part-time: 250,00 € brutos. • Rendimento Considerado para o RSI: O Estado aplica uma margem de protecção ao trabalho e considera apenas 80% do salário bruto (250,00€×0,80=200,00€). • Cálculo da Prestação de RSI: Teto Máximo (371,34 €) - Rendimento Considerado (200,00 €) = 171,34 € de RSI. • Rendimento Líquido Total na Carteira: Salário Líquido no banco (250,00€-11% SS=222,50€) + RSI Base (171,34€) = 393,84 € limpos (sem contar com o Abono de Família, que abate posteriormente no valor final do RSI). A conta é simples de fazer e difícil de engolir. De cada euro extra que a Fátima ganhasse em horas suplementares, onze cêntimos saíam logo para a Segurança Social em contribuições directas. Mas o verdadeiro choque vem a seguir: o RSI é uma prestação diferencial — paga apenas a diferença entre o Teto fixado para o agregado e o que a família já recebe — e, para essa conta, o Estado desconta oitenta por cento de qualquer rendimento adicional sobre o valor bruto, antes de o pagar. Ficam-lhe, no fim, escassos nove cêntimos em cada euro trabalhado. Traduzindo: por cada hora extra que a Fátima fizesse, o Estado "absorve" noventa e um cêntimos e ela guarda nove. Ninguém no país paga uma taxa assim: o escalão mais alto do IRS, com a taxa adicional de solidariedade incluída, fica nos cinquenta e três por cento. A Fátima, que ganha em part-time o que um deputado ganha num dia, enfrenta uma taxa marginal efectiva de 91% — superior à de qualquer milionário português. A Aritmética das Horas Extra: A Regra dos 9 Cêntimos Ao aceitar os 120,00 € brutos em horas extra, o salário bruto da Fátima subiria de 250,00 € para 370,00 €. Veja-se o impacto real na carteira: 1. O Desconto Directo da Segurança Social (11%): Sobre as horas extra (120,00€), a Segurança Social retira 13,20€. Do trabalho extra, sobram 106,80€ líquidos no banco. 2. O Corte no RSI (80% do Bruto): O RSI não olha para o valor líquido, mas sim para o bruto. O novo rendimento considerado passa para 296,00€ (370,00€×80%). O novo RSI desce para: 371,34€-296,00€=75,34€ (uma perda direta de 96,00 € no apoio). 3. O Ganho Real Final: 106,80€ (ganho líquido no trabalho)-96,00€ (perda no RSI)=10,80€ limpos na carteira. Divisão por cada 1,00 € Bruto Trabalhado: • -0,11€ para a Segurança Social. • -0,80€ perdidos no abatimento do RSI. • +0,09€ que chegam efetivamente ao bolso da Fátima. Pensemos nisto como uma escada rolante mal instalada. A Fátima sobe dois degraus a cada hora que trabalha a mais; a escada desce um e meio. Chega lá acima, sim — mas ganha apenas 10,80 € ao fim do mês por um esforço de 120,00 € brutos. Nenhum engenheiro instalaria uma escada assim de propósito. Ninguém desenhou este sistema de propósito: nasceu prestação a prestação, cada uma criada por alguém bem-intencionado que nunca somou o conjunto com as outras vinte e seis que já existiam. Portugal já tentou resolver isto antes, e vale a pena lembrar quando. Foi em 1996, no primeiro governo de António Guterres, que nasceu o Rendimento Mínimo Garantido — o avô do RSI, e o primeiro esquema deste tipo na Península Ibérica, à frente da própria Espanha. A promessa original era exactamente a que falta cumprir hoje: um mínimo digno e um caminho de saída que compensasse. Trinta anos depois, o mínimo ainda existe; o caminho de saída continua por construir. O economista americano Arthur Okun chamou a isto o balde furado: toda a transferência de rendimento dos ricos para os pobres perde água pelo caminho, entre burocracia, desincentivos e efeitos indesejados, e a pergunta séria não é se o balde tem fugas, é quanta água estamos dispostos a perder. O RSI, tal como está desenhado, não tem uma fuga pequena. Tem um buraco. E aqui a conta deixa de ser só da Fátima e passa a ser de todos nós, em duas moedas diferentes. Financeiramente, o RSI é uma armadilha barata: paga em média valores longe do que seria preciso para escapar à pobreza, e ainda assim consegue desincentivar o trabalho declarado de quem o recebe — o que significa que o Estado gasta dinheiro a manter gente fora do mercado de trabalho formal, sem cobrar depois um cêntimo de IRS ou de contribuições sobre o que essa pessoa poderia ter ganho a trabalhar mais. É a pior combinação possível: caro para manter, incapaz de libertar. Socialmente, o preço é ainda mais alto e mede-se pior: quem descobre, à mesa da cozinha, que fazer horas extra se traduz em apenas 9 cêntimos limpos por euro ganho, aprende sobre o próprio esforço uma lição que nenhuma política devia ensinar. A tentação natural — e racional — é ir buscar as horas extra a biscates não declarados, que não contam para a condição de recursos; e assim o sistema que devia trazer as pessoas para dentro da formalidade empurra-as, com a força da matemática, para fora dela. O Futuro com a Prestação Social Única (PSU) A reforma anunciada da Prestação Social Única visa alterar a percentagem do rendimento de trabalho considerado para o abatimento das prestações de 80% para 50%. Como mudariam as contas da Fátima nos mesmos 120,00 € de horas extra? • Rendimento Considerado (50% do Bruto): 370,00€×50%=185,00€. • Novo RSI/PSU Base: 371,34€-185,00€=186,34€. • Perda na Prestação: O apoio desceria apenas 60,00 € (em vez dos antigos 96,00 €). • Ganho Real Líquido na Carteira: 106,80€ (salário líquido extra)-60,00€ (perda no apoio)=46,80€ limpos. • O Novo Retorno por Euro: De cada 1,00 € bruto ganho, a Fátima passaria a reter 39 cêntimos líquidos (uma retenção efectiva de 61% em vez de 91%). A Prestação Social Única ataca directamente o número mais indecente da equação: ao exigir que apenas metade do rendimento adicional do trabalho conte para o cálculo do apoio (em vez dos 80%), o ganho líquido por cada euro extra salta de 9 cêntimos para cerca de 39 cêntimos. Financeiramente, isto muda a vida da Fátima de forma mensurável: em vez dos tristes 10,80 € no fim do mês, as mesmas horas extra passariam a render-lhe 46,80 € limpos. É mais do quadruplo do que ficava — um salto real, ainda que continue com uma penalização superior à de um escalão médio de IRS. Socialmente, a promessa é maior do que o número: um sistema que deixa de castigar quem tenta sair devolve à ambição um sentido que fazia falta há décadas, e isso vale para a auto-estima de quem recebe tanto como para o bolso de quem paga. Mas a promessa tem três falhas por preencher: 1. O Abono de Família: Fica de fora da fusão e continua a ser subtraído directamente ao apoio, criando "degraus" onde pequenos aumentos salariais podem fazer perder escalões de abono. 2. A Transição e Execução: A experiência do Reino Unido com o seu Universal Credit ensina que estas reformas morrem sobretudo nos erros de transição e atrasos do sistema informático da Segurança Social. 3. O Contrato de Inserção: A contrapartida de inserção só será uma ponte para o emprego, e não um novo teatro de boas intenções, se o Estado cumprir a parte da formação que os antigos contratos de inserção nunca cumpriram. A Fátima, esta semana, ainda não voltou a fazer as contas. Está à espera de perceber, como todos nós, se o decreto que promete metade cumpre a palavra ou junta-se à longa lista de reformas portuguesas que nasceram bem desenhadas no papel e morreram mal executadas no balcão da Segurança Social. Até lá, fica o princípio, que devia ser o mais óbvio do mundo e nunca foi: ninguém que trabalhe mais deve ficar com menos. Se um país não consegue garantir isto a quem tem menos, a pergunta não é se pode dar-se ao luxo de o fazer. É que luxo achou que estava a poupar ao não o fazer.

Cristiano Ronaldo teria protegido sua fortuna em acordo pré-nupcial com Georgina. Segundo o jornal espanhol Marca, o acordo estabeleceria regras para a divisão do patrimônio em caso de separação do casal. Georgina teria direito a uma pensão vitalícia de cerca de 100 mil euros (R$ 600 mil) por mês e ficaria com uma mansão da família em Madri. O patrimônio de CR7 é estimado em mais de US$ 1,2 bilhão (R$ 6,2 bilhões). As bases do acordo teriam sido definidas nos primeiros anos do relacionamento, para evitar uma possível disputa judicial que pudesse afetar os filhos. 🗞️ @jornalextra 📸 Divulgação #CristianoRonaldo #GeorginaRodriguez #AcordoPrenupcial

The article reports how on August 13, 1961, the GDR built a wall to separate West Berlin from East Berlin, triggering a division that profoundly impacted the lives of many Berliners, with testimonies from those who grew up near the wall, escaped, or helped others to flee. (translated)

O dia em que Berlim acordou com um Muro

MC Ryan SP foi CONDENADO por violação de direitos autorais em 34 MÚSICAS, segundo o G1. Lucas Vieira Jozimba, conhecido por Luana, o VERDADEIRO COMPOSITOR das músicas, revelou à Justiça que enviava as composições ao MC Ryan SP sob promessa de divisão de lucros e inclusão de créditos, o que NÃO ACONTECEU. #DireitosAutorais #Música #Justiça

🚨 ATENÇÃO! Todos os DETALHES do contrato que Corinthians e Memphis Depay tinham alinhado antes da desistência do clube (apuração do @MeuTimao): 💰 SALÁRIO • Agosto a dezembro de 2026: R$ 632,5 mil por mês • Janeiro de 2027 a julho de 2028: R$ 1,1 milhão por mês Ao todo, Depay receberia R$ 24,06 milhões em salários. 💰 DIREITOS DE IMAGEM Além do salário, o Corinthians pagaria R$ 28,6 milhões em direitos de imagem. Parte desse dinheiro continuaria sendo paga mesmo depois do fim do contrato: • Setembro/2026 a janeiro/2027: R$ 660 mil por mês • Fevereiro/2027 a agosto/2028: R$ 984,2 mil por mês • Setembro/2028 a fevereiro/2030: R$ 366,6 mil por mês Ou seja: embora o vínculo terminasse em julho de 2028, os pagamentos seguiriam até fevereiro de 2030. 💰 MORADIA, TRANSPORTE E SEGURANÇA Depay teria até R$ 250 mil por mês para essas despesas. Ou seja, em 2 anos, o benefício poderia chegar a R$ 6 milhões. No contrato anterior, o Corinthians bancava separadamente casa mobiliada de padrão internacional, apartamento para assessor, segurança armada 24 horas, dois carros blindados com motorista, cozinheiro particular e seguro-saúde. No novo acordo, esses custos seriam concentrados em R$ 250 mil por mês. 💰 PASSAGENS E CAMAROTE Depay teria 12 viagens de ida e volta em classe executiva. O jogador havia pedido 24, mas o Corinthians reduziu pela metade. Também teria um camarote na Neo Química Arena e poderia solicitar um segundo espaço para oportunidades comerciais, caso houvesse disponibilidade. 💰 ACORDOS COMERCIAIS O Corinthians garantiria a Depay pelo menos R$ 15,4 milhões em oportunidades comerciais. Os pagamentos seriam: • Dezembro/2026: R$ 6,16 milhões • Junho/2027: R$ 3,08 milhões • Dezembro/2027: R$ 3,08 milhões • Julho/2028: R$ 3,08 milhões Caso os negócios não alcançassem esses valores, o próprio clube teria que pagar a diferença. Além dos R$ 15,4 milhões, Depay ficaria com 80% das receitas líquidas que ultrapassassem o piso estabelecido. 💰 ROYALTIES E PRODUTOS Depay também receberia 80% das receitas obtidas pelo Corinthians com produtos licenciados que utilizassem sua imagem, como faixas, testeiras e munhequeiras, com exceção das camisas de jogo e treino. Em filmes, documentários e outras produções audiovisuais feitas em conjunto, a divisão seria de 50/50. 💰 PREMIAÇÕES POR TÍTULOS O contrato anterior previa R$ 4,7 milhões por título. No novo acordo, os bônus seriam: • Paulistão: R$ 400 mil • Copa do Brasil: R$ 1,6 milhão • Brasileirão: R$ 3 milhões • Sul-Americana: R$ 1,6 milhão • Libertadores: R$ 3 milhões • Intercontinental: R$ 4 milhões Para receber 100% da premiação, Depay precisaria cumprir requisitos de participação, como ser relacionado e atuar em pelo menos metade dos jogos previstos pelas cláusulas. 💰 COPA DO MUNDO DE CLUBES Caso o Corinthians disputasse a Copa do Mundo de Clubes de 2029 e Depay cumprisse as condições do acordo, o holandês teria direito a 12,5% da receita recebida pelo clube junto à FIFA. 💰 DÍVIDA ANTIGA DE R$ 42 MILHÕES Além de tudo referente ao novo contrato, o Corinthians reconheceria oficialmente uma dívida líquida de R$ 42,029 milhões com Depay referente ao vínculo anterior. A dívida seria paga em 4 parcelas de aproximadamente R$ 10,5 milhões, entre janeiro de 2027 e maio de 2028. E os R$ 42 milhões não incluíam todas as pendências: férias, FGTS, verbas rescisórias e duas parcelas de direitos de imagem ficariam fora desse acordo. 📊 RESUMO DOS VALORES Somando salário, direitos de imagem e ajuda de custo, o compromisso chegaria a aproximadamente R$ 58,3 milhões pelo novo contrato de 2 anos. Além disso, havia R$ 15,4 milhões garantidos em oportunidades comerciais e R$ 42 milhões da dívida anterior, sem contar bônus por títulos, Copa do Mundo de Clubes, passagens, camarote, royalties e outras receitas previstas. 🗞️ @MeuTimao 📸 Rodrigo Coca/SCCP #Corinthians #MemphisDepay #Futebol

"O Negócio do Século de Vieira: Como se Livrou de 160 Milhões em Dívidas" O antigo presidente do Benfica ficou livre da dívida. O banco ficou com as acções — e a fugir delas."" Uma história antes da história A avó de uma amiga minha ficou viúva há uns anos e, com ela, herdou uma dor de cabeça: o marido tinha deixado dívidas de que ninguém na família sabia bem a dimensão. Antes de assinar seja o que for, a minha amiga levou-a ao advogado. E o advogado explicou-lhe uma coisa que a lei portuguesa prevê há mais de século e meio: uma herança pode ser aceite de duas maneiras. Pode aceitar-se "pura e simplesmente" — nesse caso, fica-se com tudo, o bom e o mau, e se as dívidas forem maiores do que os bens, paga-se a diferença do próprio bolso. Ou pode aceitar-se "a benefício de inventário" — fica-se com o que a herança tiver de bom, mas nunca se responde por mais do que aquilo que ela vale. Se a dívida for maior do que a casa e as poupanças do falecido, essa diferença simplesmente desaparece; não sai do bolso do herdeiro. A avó da minha amiga escolheu esta segunda opção, e dormiu descansada. Guardo esta história porque é, sem exagero nenhum, a chave para perceber o que aconteceu este mês com o Novobanco e as empresas de Luís Filipe Vieira. Só que, em vez de uma família a lidar com um advogado, temos um banco a lidar com uma norma internacional de contabilidade chamada IFRS 10. E o resultado, tecnicamente, é o mesmo: ficar com o que interessa, sem ficar com o resto. Vamos por partes, e por ordem cronológica, porque esta história começa muito antes da notícia desta semana. 2017 e antes — como nasceu a dívida Luís Filipe Vieira, na altura presidente do Sport Lisboa e Benfica, tinha um grupo de empresas imobiliárias — entre elas a Promovalor e a Inland. Estas empresas foram, ao longo de anos, financiadas pelo Banco Espírito Santo (BES) com centenas de milhões de euros. Em 2017, a dívida total deste grupo económico rondava os 400 milhões de euros. Essa dívida tinha duas partes bem diferentes, e é essencial perceber a diferença desde já: Primeira parte — 160 milhões de euros em VMOC. VMOC quer dizer "Valores Mobiliários Obrigatoriamente Conversíveis". Explicando sem jargão: é um instrumento financeiro em que se empresta dinheiro com uma condição escrita no contrato — se a dívida não for paga até determinado prazo, ela transforma-se automaticamente em acções da empresa devedora. Ou seja, deixa de ser dinheiro que a empresa deve, e passa a ser propriedade (capital) da empresa que o credor passa a deter. Destes 160 milhões, 90 milhões pertenciam à Promovalor e 70 milhões à Inland. Segunda parte — cerca de 240 milhões de euros em crédito bancário e hipotecário directo. Este era financiamento normal, sem a cláusula de conversão em acções — dinheiro emprestado para construção e promoção imobiliária, com hipotecas sobre os terrenos e edifícios como garantia. Em 2017, para tentar resolver a situação sem décadas de tribunais, o BES/Novobanco e Vieira chegaram a um acordo relativamente à segunda parcela (os 240 milhões de crédito directo): o património imobiliário real do grupo — terrenos e edifícios em Tavira, Loures, Vila Franca de Xira, um hotel Sheraton na Reserva do Paiva, no Brasil, entre outros — foi retirado das empresas Promovalor e Inland e colocado dentro de um fundo de investimento, gerido por uma entidade independente chamada C2 Capital Partners. Este fundo passou a vender os imóveis, ao ritmo do mercado, e a entregar o dinheiro das vendas ao banco, para ir abatendo a dívida. Em troca de terem cedido este património, o Novobanco ficou a deter cerca de 96% das "unidades de participação" (uma espécie de acções) deste fundo, e Vieira/Promovalor manteve os restantes 4%. O resultado prático desta operação de 2017 foi crucial: a partir daqui os imóveis reais e valiosos deixaram de pertencer à Promovalor e à Inland. Passaram a pertencer ao fundo. As duas empresas ficaram, na prática, sem património de peso — apenas com a dívida que ainda não tinha sido "resolvida" desta forma, ou seja, os 160 milhões de VMOC. 2017–2021 — o Acordo de Capital Contingente e o dinheiro público Quando o Novobanco foi criado a partir dos destroços do BES e vendido ao fundo americano Lone Star, foi assinado um mecanismo chamado Acordo de Capital Contingente (CCA). Este acordo obrigava o Estado português, através do Fundo de Resolução, a injectar capital no Novobanco sempre que este registasse perdas em créditos "podres" herdados do BES que fizessem descer os seus rácios de capital abaixo de um determinado limite. As perdas relacionadas com o grupo Vieira entraram exactamente neste mecanismo. À medida que os créditos e os VMOC deste grupo perdiam valor, o Novobanco ia registando "imparidades" — o termo técnico para dizer "estou a admitir que não vou receber este dinheiro, e vou apontar essa perda nas minhas contas". Essas imparidades geravam prejuízos, e esses prejuízos accionavam pedidos de capital ao Fundo de Resolução, que por sua vez ia buscar esse dinheiro a empréstimos do Estado — ou seja, em última instância, ao contribuinte. Neste período, o Novobanco chegou a provisionar a 100% os 160 milhões de euros dos VMOC — quer dizer, deu esse valor como perdido por completo, nas contas do banco, muito antes de a questão jurídica estar decidida. Uma fatia esmagadora desta perda de 160 milhões acabou por ser coberta, indirectamente, pelas injecções de capital público que o Acordo de Capital Contingente obrigava a fazer. É por isto que é justo dizer que os contribuintes portugueses já pagaram, de facto, uma parte substancial desta história — não porque tenham assinado um cheque com o nome de Vieira escrito, mas porque o mecanismo de resolução bancária funcionou precisamente como uma rede de protecção para as perdas do Novobanco, e estas perdas incluíam esta dívida. Este Acordo de Capital Contingente já terminou. Tinha um prazo e um tecto máximo de injecções, ambos esgotados. É um ponto importante a reter para o fim desta história. O litígio jurídico — o Novobanco tenta travar a conversão Apesar de os VMOC preverem, por contrato, a conversão automática em acções caso a dívida não fosse paga, o Novobanco não aceitou esta conversão de bom grado. Durante anos, o banco contestou-a em tribunal, tentando fazer cancelar essa conversão nos aumentos de capital da Promovalor e da Inland. Porquê resistir a ficar dono de duas empresas, em vez de simplesmente aceitar? Porque, como veremos, "ficar dono" de empresas cheias de dívidas por pagar é um problema, não um prémio. Fevereiro de 2026 — o Supremo Tribunal dá razão a Vieira Em Fevereiro de 2026, o Supremo Tribunal de Justiça decidiu esta disputa a favor de Luís Filipe Vieira. A decisão final obrigou o Novobanco a reconhecer aquilo que o contrato dos VMOC sempre tinha previsto: a conversão da dívida em acções. Na prática, o banco tornou-se, de um dia para o outro, o accionista maioritário das duas sociedades — com 66% do capital da Promovalor e 63,3% do capital da Inland. Para Vieira, este foi o desfecho que procurava: os 160 milhões de euros de dívida pessoal e do grupo, contraídos ainda no tempo do BES, ficaram legalmente extintos. Em troca, entregou ao banco a propriedade maioritária de duas empresas — que, como já vimos, tinham sido esvaziadas do seu património real em 2017. Do lado das contas do Novobanco, esta conversão não trouxe surpresas de maior a este nível específico: como a dívida de 160 milhões já estava provisionada a 100% havia anos, a decisão do Supremo não teve impacto adicional relativamente a este valor. O dinheiro, por assim dizer, já tinha sido dado como perdido antes mesmo de o tribunal decidir. O tamanho real do problema — de onde vêm os 278 milhões Aqui está o ponto que costuma confundir mais gente: se os 160 milhões de VMOC foram "limpos" através da conversão em acções, porque é que a notícia fala de um buraco de 278 milhões de euros nestas empresas? A resposta está na diferença entre a dívida total do grupo e a parcela que foi coberta pelos VMOC. Recorde-se: a dívida total em 2017 era de cerca de 400 milhões. Destes, apenas 160 milhões estavam ligados aos VMOC. Os restantes cerca de 240 milhões eram crédito bancário directo — a dívida que, em 2017, ficou associada ao fundo de imóveis, mas que continuou, tecnicamente, registada como passivo das próprias empresas Promovalor e Inland, à espera de ser paga pelas vendas dos imóveis. Ao longo de quase uma década de incumprimento, esta segunda parcela foi acumulando juros de mora e encargos — cerca de 38 milhões de euros adicionais. A conta soma-se assim: • Dívida global do grupo em 2017: aproximadamente 400 milhões de euros • Menos os 160 milhões de VMOC, extintos pela conversão em acções: fica um remanescente de cerca de 240 milhões • Mais os juros de mora e encargos acumulados ao longo dos anos: mais cerca de 38 milhões • Total do passivo actual das duas sociedades: 278 milhões de euros Este é, portanto, o "buraco" que hoje consta das contas da Promovalor e da Inland, e que nada tem a ver com os VMOC já resolvidos — é o que sobrou da outra fatia da dívida, a que nunca foi convertida em capital. E que garantias existem para pagar estes 278 milhões? Apenas o que resta do património no fundo gerido pela C2 Capital Partners. Quando os imóveis lá foram colocados em 2017, foram avaliados, na altura, num valor bruto de cerca de 244 milhões de euros — uma avaliação que se veio a revelar largamente inflacionada. À medida que os terrenos e edifícios foram sendo colocados à venda no mercado real (por exemplo, o Sheraton na Reserva do Paiva, no Brasil, vendido há cerca de um mês ao grupo hoteleiro português Vila Galé), os valores obtidos ficaram muito abaixo dessas avaliações antigas. Hoje, estima-se que o que resta por vender no fundo — que inclui ainda terrenos como os Páteos da Luz em Tavira, a Quinta dos Salgados em Santa Iria da Azóia, o Parque Oriente em Loures e a Quinta do Cochão em Vila Franca de Xira — valha entre 80 e 100 milhões de euros. Ou seja: mesmo que o banco consiga vender tudo o que resta no fundo pelo melhor preço possível, recuperará apenas entre 80 e 100 milhões para abater um passivo de 278 milhões. Mais de 170 milhões de euros deste "buraco" nunca serão pagos a ninguém — simplesmente deixarão de existir, por impossibilidade de cobrança, quando as empresas vazias forem, mais cedo ou mais tarde, extintas. Porque é que o banco não soma este buraco às suas próprias contas Chegamos aqui ao ponto mais técnico, mas também ao mais importante — e é aqui que a história da avó da minha amiga volta a fazer sentido. O Novobanco tem 66% e 63,3% do capital destas duas empresas. Bastaria isso, em contabilidade tradicional, para ser obrigado a somar às suas contas todos os activos e passivos delas — incluindo o "buraco" de 278 milhões. Mas a contabilidade moderna, através da norma internacional IFRS 10, deixou de olhar apenas para quem tem a maioria das acções. Passou a olhar para quem tem controlo efectivo — ou seja, quem manda de facto na empresa. A IFRS 10 exige três condições, todas em simultâneo, para que uma empresa seja obrigada a "consolidar" outra nas suas contas: 1. Ter poder — o direito e a capacidade real de dirigir as decisões operacionais e financeiras relevantes da empresa. 2. Ter exposição a resultados variáveis — ter direito aos lucros, ou estar exposto aos prejuízos, dessa empresa. 3. Ter capacidade de usar esse poder para influenciar esses resultados. O Novobanco fez uma escolha deliberada: apesar de ter a maioria do capital, recusou-se a nomear administradores próprios para os órgãos sociais da Promovalor e da Inland. Sem gente sua na gestão, o banco não assina cheques, não aprova orçamentos, não decide contratações nem vendas do dia a dia dessas empresas. A gestão formal continua, hoje, nas mãos do próprio Luís Filipe Vieira. Ao provar aos auditores externos e ao Banco Central Europeu que é, de facto, um accionista passivo e bloqueado — dono do papel, mas sem mão na engrenagem —, o Novobanco cumpre os critérios técnicos para não ser obrigado a consolidar estas duas sociedades. É exactamente a lógica do "benefício de inventário": aceitar a propriedade formal, sem aceitar a responsabilidade integral pelas dívidas associadas a essa propriedade. Como é que isto aparece, então, nas contas do banco? Se as empresas não entram "linha a linha" nas contas do Novobanco, como é que o banco as regista? A resposta divide-se em duas partes bem distintas, e vale a pena perceber esta divisão com clareza, porque é aqui que está o "coração" financeiro de toda a operação: As empresas (Promovalor e Inland) — ficam de fora do balanço. O banco regista as suas acções nestas duas empresas como um activo financeiro avaliado ao "justo valor" — e esse justo valor, dado o estado das empresas, é de 0 euros. O passivo de 278 milhões que está dentro delas não entra nas contas do banco. O fundo de investimento (gerido pela C2 Capital Partners) — entra no balanço. Como o Novobanco detém cerca de 96% das unidades de participação deste fundo — que é uma entidade separada, gerida de forma independente, sem as dívidas das empresas de Vieira — regista o valor desta participação ao seu justo valor de mercado: os já mencionados 80 a 100 milhões de euros em imóveis por vender. Explicando de outra forma: o banco leva para dentro de casa o que ainda vale dinheiro (a fatia dos imóveis no fundo), e deixa cá fora o que só tem dívidas (as próprias empresas). É esta divisão, tecnicamente permitida pelas regras internacionais, que suscita a pergunta moral com que qualquer leigo fica ao ler esta notícia. Porque não reergue as empresas, e porque não as fecha já Uma pergunta óbvia surge aqui: se o Novobanco tem mais de 60% do capital destas empresas, porque não usa esse poder para as reerguer, ou, em alternativa, para simplesmente as liquidar de vez, já que valem zero? Reerguer não é opção. Fazê-lo exigiria ao banco injectar dezenas ou centenas de milhões de euros novos nestas sociedades para pagar credores e tentar pôr um negócio a funcionar — só que não há negócio nenhum para pôr a funcionar. A Promovalor e a Inland não produzem nada, não têm fábricas nem prestam serviços; eram apenas holdings imobiliárias, e o património imobiliário real já foi retirado delas em 2017. Não há nada para salvar. Além disso, o Banco Central Europeu proíbe, em termos gerais, que bancos comerciais funcionem como promotores imobiliários ou injectem capital novo em empresas insolventes de clientes, precisamente porque isso destruiria os seus próprios rácios de capital. Liquidar também não é simples. Para pedir a liquidação ou insolvência de uma empresa da qual se é accionista maioritário, é normalmente necessário assumir primeiro o seu controlo formal: convocar uma assembleia geral, destituir a gerência actual (neste caso, a de Vieira), nomear administradores próprios, e só depois avançar com o processo de insolvência. O problema é que, no preciso momento em que o Novobanco nomeasse os seus próprios administradores e assumisse a gestão, activaria exactamente o critério de "controlo" da norma IFRS 10 que até aqui evitou cuidadosamente. Nesse instante, o buraco de 278 milhões entraria directamente para o balanço do banco, contaminando os seus rácios financeiros — antes mesmo de um tribunal decretar a liquidação, processo que pode demorar anos na justiça portuguesa. Além disso, quem assume a gestão de uma empresa em situação de insolvência iminente pode ficar exposto a responsabilidades legais e fiscais sobre dívidas passadas, incluindo eventuais dívidas à Autoridade Tributária ou à Segurança Social — mais um motivo para o banco preferir manter-se à distância. Por fim, uma liquidação das empresas em si não traria dinheiro nenhum ao banco, porque elas já não têm bens — o dinheiro que ainda há para recuperar está todo dentro do fundo de imóveis, e esse processo de venda já está em curso, independentemente do destino formal das duas sociedades. O resultado é uma espécie de "coma induzido": o banco não reergue as empresas, porque seria deitar dinheiro bom em cima de dinheiro perdido; não as líquida directamente, para não arrastar o passivo para o seu próprio balanço; e tenta, isso sim, vender a sua posição acionista — mesmo que seja por um euro simbólico — a terceiros ou ao próprio Vieira, "empurrando" o problema jurídico para quem o quiser aceitar. Foi exactamente isso que o banco tentou fazer em Março de 2026, através do exercício de uma opção de venda das suas acções na Promovalor e na Inland — tentativa que falhou "por incumprimento da contraparte", suspeitando-se, sem que a notícia o confirme expressamente, que essa contraparte seja o próprio Vieira. No relatório e contas, o Novobanco garante que vai continuar a procurar formas de se desfazer desta posição. Porque é que alguém quereria comprar acções que valem zero? Aqui vale a pena parar num pormenor que costuma intrigar quem segue este caso pela primeira vez. Se o Novobanco avalia as suas acções da Promovalor e da Inland em zero euros, porque é que, em Março de 2026, havia aparentemente alguém do outro lado disposto a comprá-las — numa operação que só não avançou por, segundo a notícia, "incumprimento da contraparte"? Antes de continuar, uma ressalva importante: a notícia não identifica quem era essa contraparte. A suspeita, levantada por órgãos de comunicação social e não confirmada pelo banco, é que possa ter sido o próprio Luís Filipe Vieira. É uma hipótese plausível — ele é, afinal, quem continua a gerir estas empresas, e seria o comprador mais óbvio de uma posição que, no fundo, já controla na prática — mas continua a ser apenas isso: uma hipótese. O raciocínio que se segue explora este cenário por ser o mais instrutivo, não porque esteja estabelecido como facto. Dito isto, a pergunta mantém-se válida mesmo em abstracto: porque é que alguém compraria "nada"? A resposta está em perceber que "zero" é o valor de liquidação — o que sobraria para um accionista se a empresa fosse fechada hoje e todas as dívidas pagas primeiro. Não é o valor de uso. Imagine-se uma casa arruinada, com uma hipoteca maior do que aquilo que ela vale — o banco, sabendo que nunca vai recuperar todo o dinheiro através dela, muitas vezes nem se dá ao trabalho de a executar, porque dá mais despesa do que proveito. A casa "vale zero" no papel, mas continua a ser um tecto, uma morada, uma estrutura que alguém pode ocupar e usar, sem nunca ser obrigado a pagar a hipoteca por inteiro. É exactamente esta lógica que se aplica à Promovalor e à Inland. Quem quer que controle estas empresas — hoje Vieira, enquanto gestor de facto — decide os contratos que assinam, o uso que fazem da estrutura jurídica, o destino do que ainda resta. E nunca é obrigado, só por deter ou controlar as acções, a pagar do seu próprio bolso a dívida de 278 milhões que lá dentro dorme, porque essa dívida é da empresa, uma pessoa colectiva distinta, e não da pessoa que a gere ou possui. É este o activo real que se procura quando se procura comprar "nada": não património, mas controlo, protegido pela responsabilidade limitada. Portugal já viu este mecanismo em acção antes, embora noutro contexto. Em 2008, o Estado português nacionalizou o falido Banco Português de Negócios (BPN) por um valor simbólico de um euro. Não porque o banco valesse, literalmente, um euro, mas porque o seu valor de liquidação era negativo — tal como o das empresas de Vieira hoje —, e o preço simbólico serviu apenas para formalizar a transferência do controlo. A diferença crucial é que o Estado, ao nacionalizar, aceitou também as dívidas do BPN, por ter um interesse público a defender. Um comprador privado das acções da Promovalor ou da Inland não teria essa obrigação: herdaria o controlo, sem herdar a exigência de pagar as dívidas com património pessoal. O economista Adam Smith já tinha avisado, há mais de dois séculos, sobre este tipo de separação entre quem controla e quem responde: observou que quem gere dinheiro alheio raramente lhe dedica o mesmo cuidado vigilante que dedicaria ao seu próprio. A ideia aplica-se aqui de forma quase inversa, mas com a mesma raiz — se ninguém está exposto ao custo total das más decisões do passado (nem o Novobanco, que não quer gerir, nem quem quer que venha a controlar as empresas, que não paga pessoalmente a dívida), o incentivo para alguém resolver de vez o problema de fundo — os 278 milhões por cobrar — torna-se praticamente nulo. A "casa arruinada" fica na rua, meio abandonada, precisamente porque a ninguém compensa assumir o custo de a demolir. Quem pagou, e quem vai pagar, no final de contas Chegados aqui, faz sentido separar duas perguntas que costumam confundir-se: uma é técnica ("isto é legal?"), a outra é moral ("isto é justo?"). Do ponto de vista técnico e regulatório, a resposta é relativamente simples: sim, o Novobanco está a aplicar correctamente as regras internacionais de contabilidade, e o Banco Central Europeu prefere mesmo que assim seja — obrigar o banco a consolidar um passivo de 278 milhões de euros que não escolheu, e sobre o qual não tem controlo de gestão, fragilizaria desnecessariamente a sua posição de capital. A questão moral é mais incómoda, e tem duas camadas. A primeira camada é sobre quem já pagou. Os 160 milhões de euros de dívida ligados aos VMOC foram, na prática, absorvidos pelo sistema de resolução bancária português ao longo dos anos em que o Acordo de Capital Contingente esteve activo — o que quer dizer, em bom português, que uma fatia esmagadora deste valor acabou coberta por injecções de capital público no Novobanco, financiadas por empréstimos do Estado. Some-se a isto uma fatia adicional de perdas relacionadas com a insuficiência das garantias do crédito de 240 milhões — estima-se que o impacto total, directo e indirecto, do grupo económico de Vieira sobre as contas cobertas pelo mecanismo de resolução tenha rondado os 200 a 300 milhões de euros. Dizer que "os portugueses pagaram para limpar parte da dívida de Vieira" é, por isto, uma descrição materialmente correcta. A segunda camada é sobre a assimetria entre o cidadão comum e o grande devedor. Se uma família comum deixar de pagar a prestação da casa, o banco fica com a casa, a família perde o imóvel, e continua a dever a diferença — com o risco de penhora de salário e de bens futuros. No caso de um grande devedor do sistema, existem instrumentos como os VMOC, fundos de reestruturação e mecanismos de capital contingente que permitem "limpar" formalmente o passivo pessoal, isolar o património ainda valioso para o credor, e distribuir o prejuízo residual pelo sistema financeiro e, em última instância, pelo contribuinte. É um duplo padrão real, mesmo que nenhuma das partes envolvidas esteja, tecnicamente, a infringir a lei. E agora? O risco para o contribuinte, hoje, é zero Há, no entanto, uma boa notícia nesta história, que raramente é dita com a mesma clareza com que se conta o resto: relativamente aos 278 milhões de euros que ainda restam nestas duas empresas, o risco para o contribuinte português é, hoje, nulo. Há três razões concretas para isto. Primeira: o Acordo de Capital Contingente que ligava as perdas do Novobanco ao Fundo de Resolução já terminou, com o seu prazo e tecto máximo esgotados. O Novobanco é hoje um banco privado, rentável, maioritariamente detido pelo grupo financeiro francês BPCE. Qualquer perda futura relacionada com este processo terá de ser absorvida pelos accionistas privados do banco, não pelo Estado. Segunda: esta dívida específica de 278 milhões já está, segundo a própria notícia, provisionada a 100% pelo banco — ou seja, o Novobanco já deu este valor como perdido nas suas próprias contas, com impacto já assumido no passado. A recusa em consolidar as duas empresas em 2026 serve, precisamente, para impedir que esta dívida antiga "ressuscite" e volte a afectar o balanço actual da instituição — mas o impacto financeiro, no que toca ao banco, já foi contabilizado. Terceira: os 278 milhões continuam registados como passivo dentro da Promovalor e da Inland, e, como o Novobanco nunca deu qualquer garantia pessoal por estas dívidas nem assumiu a gestão das empresas, esse passivo está "fechado" dentro delas. Se as empresas entrarem, no futuro, em liquidação ou insolvência final, o processo simplesmente encerra sem que os credores consigam cobrar — porque não há património para o fazer. A dívida extingue-se por impossibilidade de cobrança, sem que o Estado ou o contribuinte sejam chamados a pagar mais um cêntimo. Para terminar Voltemos, para fechar, à avó da minha amiga. Quando ela aceitou aquela herança "a benefício de inventário", ninguém achou que estivesse a fazer batota — estava apenas a usar uma protecção legal que existe, precisamente, para que um cidadão comum não seja arrastado para dívidas que nunca escolheu contrair. O Novobanco fez, tecnicamente, a mesma escolha. A diferença é que o "falecido", neste caso, é um grupo de empresas cujo colapso teve origem em créditos concedidos com pouco critério ainda no tempo do BES, cujas perdas já foram, em larga medida, cobertas por dinheiro público ao longo de quase uma década, e cujo devedor original viu a sua responsabilidade pessoal extinta por um instrumento contratual que ele próprio assinou décadas antes de este desfecho estar decidido. A lei está a ser cumprida, ponto por ponto. Fica apenas a pergunta que a lei, por definição, não responde: se o pequeno herdeiro e o grande banco têm ambos o direito de dizer "não aceito mais do que aquilo que a herança vale", porque é que, olhando para trás, é sempre o mesmo lado da sociedade que acaba a pagar a diferença primeiro? #Novobanco, #Luís Filipe Vieira, #Promovalor, #Inland, #VMOC, #IFRS10, #Fundo de Resolução, #BES, #Lone Star, #banca portuguesa, #contabilidade, #imparidades, #dívida, #explicador

👮No primeiro jogo oficial, precisaram de roubar um penálti escandaloso a uma equipa da Segunda Divisão para conseguirem levar a Supertaça. 😂 Hoje, no segundo jogo oficial, primeiro do campeonato, ao intervalo já vão em dois penáltis assinalados. Quem diria, não é? Curiosamente contra uma equipa treinada por um ex-FC Porto... exatamente aquilo que vos disse logo que iam ser 6 pontos garantidos no calendário! O teatro do costume já começou e ainda agora a época arrancou. 🎭🚨 #Supertaça #Futebol #Penaltis

A foto do Centrão de Arthur Lira se lavando na piscina do amigo de Flávio Bolsonaro e advogado agora alvo da PF, Willer Tomaz, com a presença alegre do lulista Weverton Rocha e do bolsonarista Alexandre Ramagem, retrata o Brasil. Eles se lavam juntos, enquanto o povo se divide. https://t.co/iNdjmUnwTd #Brasil #Política #Divisão