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🚨 AGORA! Agência de Fair Play Financeiro do Brasil abre investigação sobre venda da SAF do Vasco e PROÍBE relações com Palmeiras e Crefisa. A ANRESF investiga um possível conflito de propriedade na negociação com o grupo de Marcos Lamacchia, enteado de Leila Pereira. Enquanto o caso é analisado, o Vasco está proibido de manter relações comerciais com o Palmeiras e com a Crefipar, conglomerado de Leila que inclui a Crefisa. As medidas impedem NEGOCIAÇÕES DE JOGADORES entre Vasco e Palmeiras, operações financeiras, uso compartilhado de estruturas (como CTs) e compartilhamento de profissionais ou informações sensíveis. O Vasco também não pode pegar EMPRÉSTIMOS da Crefisa. O banco emprestou R$ 80 milhões ao Cruzmaltino em 2025 e aparece como garantidor no acordo entre o clube e Lamacchia. A ANRESF ainda não decidiu se existe conflito de interesses. O procedimento vai analisar se a eventual venda da SAF viola a regra que proíbe uma mesma pessoa ou grupo de exercer controle ou influência significativa sobre mais de um clube. As relações entre Leila, Lamacchia, Palmeiras e Vasco têm chamado a atenção da ANRESF há meses. Em julho, o FLAMENGO pediu para a agência analisar e vetar a venda da SAF vascaína para Lamacchia. 🗞️ @geglobo 📸 Reprodução/GE TV #Vasco #FutebolBrasileiro #JustiçaDesportiva

🚨 JUSTIÇA ABRE CAMINHO PARA A VENDA DA SAF DO VASCO A 4ª Vara Empresarial determinou a publicação de edital para abrir a disputa pela UPI Equity, que concentra o controle acionário da SAF. A medida busca identificar outros interessados além da Almirante Participações, que ofereceu R$ 500 milhões. ⚠️ A venda ainda NÃO foi autorizada, assim como o financiamento DIP de R$ 150 milhões. O juiz determinou que Administração Judicial, watchdog e gatekeeper apresentem manifestação conjunta até 2/9. O incidente de alienação deverá ser concluído, impreterivelmente, até 4/9. Entre os questionamentos estão: • os cerca de R$ 270 milhões já emprestados pela Almirante às recuperandas, que poderiam gerar vantagem na disputa; • a ausência de uma avaliação independente das ações da SAF; • a arbitragem entre Vasco e 777 sobre a titularidade das ações; • o risco de dificuldades para a CBF aprovar a transferência de controle; • a destinação dos recursos da venda e o pagamento dos credores da recuperação judicial; • os novos empréstimos já contraídos e a projeção de prejuízo de cerca de R$ 300 milhões até o fim do ano. O magistrado ainda fez um alerta sobre a necessidade de avaliar o impacto de novos empréstimos: “a fim de que o remédio não mate o paciente.” Caso a operação seja autorizada e a proposta da Almirante prevaleça, a 777 deixará de controlar a SAF do Vasco. O prazo para conclusão do processo foi fixado para 4 de setembro, antes do fim da janela de transferências. 📰 @diogodantas 📷 Matheus Lima #Vasco #SAF #Justiça

Vasco e Marcos Lamacchia aguardam autorização da Justiça para avançar na venda da SAF. O principal entrave é a liberação, pela juíza Simone Gastesi Chevrand, da abertura do processo competitivo. No Vasco, há o entendimento de que essa etapa já poderia ter sido autorizada, principalmente após pareceres favoráveis do Ministério Público e da administração judicial. Vasco e Lamacchia já pediram diversas vezes à Justiça a abertura do processo. "A gente está esperando a Justiça liberar o leilão para podermos transformar o Vasco", disse o empresário. Lamacchia já apresentou uma proposta concreta, que servirá como valor mínimo de referência. Com a abertura da disputa, outros interessados poderão apresentar ofertas. Se alguém superar a proposta, Lamacchia terá direito de igualar. Caso nenhuma outra proposta vença, Lamacchia será o vencedor. Mesmo assim, a operação ainda terá de passar pelas etapas internas do Vasco. O clube entende que, se a Justiça autorizar e a venda for concluída logo, não seria necessário buscar novos empréstimos — operações que também foram bloqueadas pela juíza. 🗞️ @geglobo | @brunomurito 📸 Bruno Murito/ge #Vasco #Futebol #Justiça

🚨 Vasco e Marcos Lamacchia aguardam autorização da Justiça para continuar o processo de venda da SAF. Nos bastidores, há o entendimento de que o processo competitivo já poderia ter sido autorizado. Vasco e Lamacchia não veem justificativa para a demora, principalmente após os pareceres favoráveis do Ministério Público e da Administração Judicial. A abertura do processo já foi solicitada diversas vezes à Justiça por Vasco e Lamacchia. A juíza havia pedido manifestações do MP, da AJ e do gatekeeper — este último ainda não apresentou seu parecer. O Vasco entende que, caso a venda da SAF fosse autorizada e concluída rapidamente, o clube não precisaria buscar novos empréstimos neste momento. 📰 @brunomurito 📷 @brunomurito #Vasco #SAF #Justiça

🚨 A presença de Marcos Lamacchia em Palmeiras x Vasco movimentou os bastidores do Cruzmaltino. O empresário, que apresentou proposta para comprar a SAF, se reuniu com dirigentes vascaínos no sábado e acompanhou a partida no domingo. Segundo o ge, Lamacchia está motivado e ansioso pelo andamento do processo e quer assumir o controle do Vasco o quanto antes. O principal entrave é a Justiça. Lamacchia aguarda a liberação do início do leilão para avançar no processo de compra da SAF. Enquanto isso, a situação da Recuperação Judicial preocupa. O Vasco busca a liberação de um empréstimo DIP de R$ 150 milhões para reforçar o caixa enquanto a venda da SAF não avança. Lamacchia, inclusive, se comprometeu a antecipar dois anos dos pagamentos da Recuperação Judicial do Vasco, compromisso que foi discutido em reuniões com dirigentes do clube. A avaliação nos bastidores é de que, se o processo de venda da SAF avançasse mais rapidamente, o Vasco não teria a mesma necessidade de recorrer a novos empréstimos nem enfrentaria tanta preocupação com os pagamentos aos credores. 📰 @brunomurito #Vasco #SAF #MercadoDaBola

Florentino Luís 🇵🇹 Depois da afirmação de João Félix, Bruno Lage ganhou margem para ir buscar mais alguns jovens à equipa B, e Florentino Luís foi um dos chamados. Era outro dos jogadores da poderosa geração de 1999. Um recuperador de bolas todo-terreno. Um polvo do meio campo. Ele era tão perito a desarmar os adversários que o primeiro golo surge de um desarme. Rapidamente conquistou um lugar no onze inicial. Foi ainda relevante na conquista do 37. Acabou por perder o lugar com a chegada do Julian Weigl, que dava outro tipo de coisas com bola. Passou por dois empréstimos não muito bem sucedidos no Mónaco e no Getafe. Regressou pela mão de Roger Schmidt, onde fez uma das melhores duplas do meio campo do Benfica neste século: Florentino Luís e Enzo Fernandez. Foi titular indiscutível mais três anos, até que saiu na última época para a Premier League. Com 183 jogos, é o 75.° jogador com mais partidas pelo Benfica. Esteve 15 anos e picos associado ao Benfica, cinco épocas na equipa principal, foi duas vezes Campeão Nacional e venceu ao todo seis títulos. Foi também Campeão Nacional S19 e S15 pelo Benfica, e Campeão Europeu S17 e S19 por Portugal. #Benfica #Futebol #JovensTalentos

"O que me assusta e eu peço encarecidamente à juíza que ela olhe com bons olhos tudo o que está acontecendo com relação à instituição, é que foi depois dos personagens que saíram do Vasco. Eu fui tirado da cadeira, a burocracia aumentou para o empréstimo. E esses empréstimos, como eu já falei, eu não tiro da minha cabeça. O acordo entre o investidor, o futuro investidor e a 777 está muito bem construído. E me surpreende muito a 777 carioca ter pedido uma auditoria. Uma empresa falida pediu a auditoria. Quem está por trás da 777?" — Pedrinho, antes do embarque para o Paraguai. 📷 @btbsportsbr_ #Vasco #Futebol #Auditoria

O CEO Fred Luz deu uma entrevista ao @geglobo sobre o empréstimo de R$ 150 milhões que foi “travado” pela justiça. O dirigente explicou que o empréstimo de R$ 150 milhões é necessário não apenas para reforçar o elenco, mas também para manter o fluxo de caixa e cumprir compromissos com salários, tributos e dívidas da Recuperação Judicial. O clube alerta que, sem os recursos a partir do dia 20, poderá enfrentar dificuldades financeiras, com risco de multas e transfer ban. A diretoria também afirmou que a venda da SAF está encaminhada e já existe uma proposta concreta. Confira a declaração completa: “Eu acho importante esclarecer ao torcedor o momento que o Vasco está vivendo e, principalmente, tratar tudo isso com muita transparência. Esse empréstimo de R$ 150 milhões não surgiu agora. Ele já estava previsto dentro do nosso planejamento financeiro para atender às necessidades imediatas do Vasco: garantir o fluxo de caixa, honrar os compromissos correntes e a folha, cumprir os pagamentos previstos na Recuperação Judicial e também permitir que o clube faça os investimentos necessários para reforçar o futebol nesta janela. É importante dizer também que o Administrador Judicial já havia se manifestado favoravelmente à operação. Além disso, tanto os auxiliares do juízo, quanto o próprio juízo, já receberam todas as prestações de contas relativas à destinação dos recursos obtidos através dos empréstimos DIPs anteriores. O que aconteceu agora foi uma decisão da juíza de aguardar o relatório parcial de uma auditoria solicitada pela 777 no processo da RJ antes de autorizar a liberação dos recursos. Nós respeitamos a decisão judicial e estamos trabalhando para fornecer todas as informações necessárias e para que esse processo possa avançar o mais rapidamente possível. Mas também precisamos deixar clara a sensibilidade do momento. O Vasco tem urgência na obtenção desses recursos. Todos os mecanismos reguladores, como o AJ, o WatchDog, o Gatekeeper, já estavam cientes dessa necessidade. Pelas nossas projeções, a partir do próximo dia 20, sem esses recursos, vamos enfrentar uma situação extremamente delicada de caixa. Isso pode resultar no não pagamento de compromissos com atletas, agentes, clubes, tributos e dívidas sujeitas à recuperação judicial, o que pode acarretar em multas, desenquadramento no sistema de sustentabilidade financeira da CBF, na não consolidação da nova transação tributária, e transfer ban. Portanto, não estamos falando apenas de contratações. Estamos falando da capacidade de cumprir compromissos que já estavam assumidos e previstos. Ao mesmo tempo, o processo para a venda da SAF continua avançando e está bem encaminhado. Temos hoje uma proposta concreta que servirá como referência mínima para o processo competitivo. Isso significa que eventuais novas propostas terão que partir de um valor superior a este. E, nas condições que temos hoje sobre a mesa, existe uma perspectiva concreta de dar ao Vasco segurança financeira e condições para construir um futuro muito mais sólido. O momento exige responsabilidade, transparência e também agilidade. É dessa forma que estamos trabalhando para proteger o Vasco e garantir que o clube atravesse esse período sem comprometer aquilo que estamos construindo para o seu futuro.” #Vasco #Finanças #Emprestimo

🦅🚨 | EXCL: O Benfica está em negociações por um lateral esquerdo.🤯 Marco Silva considera que o Dahl é curto para assumir a titularidade neste momento. A estrutura está a estudar o mercado com o foco em empréstimos com opção de compra. 👀 E tal como vos avancei no dia 05/07 (No Discord), dependendo das propostas que chegarem, o Dahl poderá mesmo sair. #Benfica #Transferências #Futebol

A coletiva do Gabriel de Alba na próxima semana será importante para sabermos como será a gestão do futebol daqui pra frente. O trabalho do social precisa ser o de fiscalização da SAF, o que não foi feito de forma correta na era Textor, pelo contrário, deram carta branca para o mesmo, deixaram colocar até o clube como garantia em empréstimos surreais, chegando ao ponto de acionarem essa cláusula e o clube ir para as mãos da Ares. O trabalho do João Paulo até o presente momento está sendo excelente no sentido de defender o Botafogo após o clube afundar em dívidas, transferbans e perda da credibilidade por causa da briga societária da Eagle. Porém, não é o social que deve decidir o Jair Ventura ou qualquer outro nome. Esse é o trabalho do Brunno Noce, Deive Bandeira e Leo Coelho, com supervisão do Iglesias e Alba. Alba, assim como Textor, pode querer escolher, é o dono e investidor do clube. O social não pode escolher, voltaríamos a um período que acabou em 2021. Minha opinião! . #medeiros #Botafogo #Futebol #Gestão

Rapaz! Haddad derrubou a máscara de Ricardo Nunes AO VIVO e revelou que o prefeito de São Paulo ligou para ele para agradecer pelos empréstimos que liberou para São Paulo: “Está registrado no celular dele.” https://t.co/FsFEK4jXT6 #SãoPaulo #Política #Haddad

"O Negócio do Século de Vieira: Como se Livrou de 160 Milhões em Dívidas" O antigo presidente do Benfica ficou livre da dívida. O banco ficou com as acções — e a fugir delas."" Uma história antes da história A avó de uma amiga minha ficou viúva há uns anos e, com ela, herdou uma dor de cabeça: o marido tinha deixado dívidas de que ninguém na família sabia bem a dimensão. Antes de assinar seja o que for, a minha amiga levou-a ao advogado. E o advogado explicou-lhe uma coisa que a lei portuguesa prevê há mais de século e meio: uma herança pode ser aceite de duas maneiras. Pode aceitar-se "pura e simplesmente" — nesse caso, fica-se com tudo, o bom e o mau, e se as dívidas forem maiores do que os bens, paga-se a diferença do próprio bolso. Ou pode aceitar-se "a benefício de inventário" — fica-se com o que a herança tiver de bom, mas nunca se responde por mais do que aquilo que ela vale. Se a dívida for maior do que a casa e as poupanças do falecido, essa diferença simplesmente desaparece; não sai do bolso do herdeiro. A avó da minha amiga escolheu esta segunda opção, e dormiu descansada. Guardo esta história porque é, sem exagero nenhum, a chave para perceber o que aconteceu este mês com o Novobanco e as empresas de Luís Filipe Vieira. Só que, em vez de uma família a lidar com um advogado, temos um banco a lidar com uma norma internacional de contabilidade chamada IFRS 10. E o resultado, tecnicamente, é o mesmo: ficar com o que interessa, sem ficar com o resto. Vamos por partes, e por ordem cronológica, porque esta história começa muito antes da notícia desta semana. 2017 e antes — como nasceu a dívida Luís Filipe Vieira, na altura presidente do Sport Lisboa e Benfica, tinha um grupo de empresas imobiliárias — entre elas a Promovalor e a Inland. Estas empresas foram, ao longo de anos, financiadas pelo Banco Espírito Santo (BES) com centenas de milhões de euros. Em 2017, a dívida total deste grupo económico rondava os 400 milhões de euros. Essa dívida tinha duas partes bem diferentes, e é essencial perceber a diferença desde já: Primeira parte — 160 milhões de euros em VMOC. VMOC quer dizer "Valores Mobiliários Obrigatoriamente Conversíveis". Explicando sem jargão: é um instrumento financeiro em que se empresta dinheiro com uma condição escrita no contrato — se a dívida não for paga até determinado prazo, ela transforma-se automaticamente em acções da empresa devedora. Ou seja, deixa de ser dinheiro que a empresa deve, e passa a ser propriedade (capital) da empresa que o credor passa a deter. Destes 160 milhões, 90 milhões pertenciam à Promovalor e 70 milhões à Inland. Segunda parte — cerca de 240 milhões de euros em crédito bancário e hipotecário directo. Este era financiamento normal, sem a cláusula de conversão em acções — dinheiro emprestado para construção e promoção imobiliária, com hipotecas sobre os terrenos e edifícios como garantia. Em 2017, para tentar resolver a situação sem décadas de tribunais, o BES/Novobanco e Vieira chegaram a um acordo relativamente à segunda parcela (os 240 milhões de crédito directo): o património imobiliário real do grupo — terrenos e edifícios em Tavira, Loures, Vila Franca de Xira, um hotel Sheraton na Reserva do Paiva, no Brasil, entre outros — foi retirado das empresas Promovalor e Inland e colocado dentro de um fundo de investimento, gerido por uma entidade independente chamada C2 Capital Partners. Este fundo passou a vender os imóveis, ao ritmo do mercado, e a entregar o dinheiro das vendas ao banco, para ir abatendo a dívida. Em troca de terem cedido este património, o Novobanco ficou a deter cerca de 96% das "unidades de participação" (uma espécie de acções) deste fundo, e Vieira/Promovalor manteve os restantes 4%. O resultado prático desta operação de 2017 foi crucial: a partir daqui os imóveis reais e valiosos deixaram de pertencer à Promovalor e à Inland. Passaram a pertencer ao fundo. As duas empresas ficaram, na prática, sem património de peso — apenas com a dívida que ainda não tinha sido "resolvida" desta forma, ou seja, os 160 milhões de VMOC. 2017–2021 — o Acordo de Capital Contingente e o dinheiro público Quando o Novobanco foi criado a partir dos destroços do BES e vendido ao fundo americano Lone Star, foi assinado um mecanismo chamado Acordo de Capital Contingente (CCA). Este acordo obrigava o Estado português, através do Fundo de Resolução, a injectar capital no Novobanco sempre que este registasse perdas em créditos "podres" herdados do BES que fizessem descer os seus rácios de capital abaixo de um determinado limite. As perdas relacionadas com o grupo Vieira entraram exactamente neste mecanismo. À medida que os créditos e os VMOC deste grupo perdiam valor, o Novobanco ia registando "imparidades" — o termo técnico para dizer "estou a admitir que não vou receber este dinheiro, e vou apontar essa perda nas minhas contas". Essas imparidades geravam prejuízos, e esses prejuízos accionavam pedidos de capital ao Fundo de Resolução, que por sua vez ia buscar esse dinheiro a empréstimos do Estado — ou seja, em última instância, ao contribuinte. Neste período, o Novobanco chegou a provisionar a 100% os 160 milhões de euros dos VMOC — quer dizer, deu esse valor como perdido por completo, nas contas do banco, muito antes de a questão jurídica estar decidida. Uma fatia esmagadora desta perda de 160 milhões acabou por ser coberta, indirectamente, pelas injecções de capital público que o Acordo de Capital Contingente obrigava a fazer. É por isto que é justo dizer que os contribuintes portugueses já pagaram, de facto, uma parte substancial desta história — não porque tenham assinado um cheque com o nome de Vieira escrito, mas porque o mecanismo de resolução bancária funcionou precisamente como uma rede de protecção para as perdas do Novobanco, e estas perdas incluíam esta dívida. Este Acordo de Capital Contingente já terminou. Tinha um prazo e um tecto máximo de injecções, ambos esgotados. É um ponto importante a reter para o fim desta história. O litígio jurídico — o Novobanco tenta travar a conversão Apesar de os VMOC preverem, por contrato, a conversão automática em acções caso a dívida não fosse paga, o Novobanco não aceitou esta conversão de bom grado. Durante anos, o banco contestou-a em tribunal, tentando fazer cancelar essa conversão nos aumentos de capital da Promovalor e da Inland. Porquê resistir a ficar dono de duas empresas, em vez de simplesmente aceitar? Porque, como veremos, "ficar dono" de empresas cheias de dívidas por pagar é um problema, não um prémio. Fevereiro de 2026 — o Supremo Tribunal dá razão a Vieira Em Fevereiro de 2026, o Supremo Tribunal de Justiça decidiu esta disputa a favor de Luís Filipe Vieira. A decisão final obrigou o Novobanco a reconhecer aquilo que o contrato dos VMOC sempre tinha previsto: a conversão da dívida em acções. Na prática, o banco tornou-se, de um dia para o outro, o accionista maioritário das duas sociedades — com 66% do capital da Promovalor e 63,3% do capital da Inland. Para Vieira, este foi o desfecho que procurava: os 160 milhões de euros de dívida pessoal e do grupo, contraídos ainda no tempo do BES, ficaram legalmente extintos. Em troca, entregou ao banco a propriedade maioritária de duas empresas — que, como já vimos, tinham sido esvaziadas do seu património real em 2017. Do lado das contas do Novobanco, esta conversão não trouxe surpresas de maior a este nível específico: como a dívida de 160 milhões já estava provisionada a 100% havia anos, a decisão do Supremo não teve impacto adicional relativamente a este valor. O dinheiro, por assim dizer, já tinha sido dado como perdido antes mesmo de o tribunal decidir. O tamanho real do problema — de onde vêm os 278 milhões Aqui está o ponto que costuma confundir mais gente: se os 160 milhões de VMOC foram "limpos" através da conversão em acções, porque é que a notícia fala de um buraco de 278 milhões de euros nestas empresas? A resposta está na diferença entre a dívida total do grupo e a parcela que foi coberta pelos VMOC. Recorde-se: a dívida total em 2017 era de cerca de 400 milhões. Destes, apenas 160 milhões estavam ligados aos VMOC. Os restantes cerca de 240 milhões eram crédito bancário directo — a dívida que, em 2017, ficou associada ao fundo de imóveis, mas que continuou, tecnicamente, registada como passivo das próprias empresas Promovalor e Inland, à espera de ser paga pelas vendas dos imóveis. Ao longo de quase uma década de incumprimento, esta segunda parcela foi acumulando juros de mora e encargos — cerca de 38 milhões de euros adicionais. A conta soma-se assim: • Dívida global do grupo em 2017: aproximadamente 400 milhões de euros • Menos os 160 milhões de VMOC, extintos pela conversão em acções: fica um remanescente de cerca de 240 milhões • Mais os juros de mora e encargos acumulados ao longo dos anos: mais cerca de 38 milhões • Total do passivo actual das duas sociedades: 278 milhões de euros Este é, portanto, o "buraco" que hoje consta das contas da Promovalor e da Inland, e que nada tem a ver com os VMOC já resolvidos — é o que sobrou da outra fatia da dívida, a que nunca foi convertida em capital. E que garantias existem para pagar estes 278 milhões? Apenas o que resta do património no fundo gerido pela C2 Capital Partners. Quando os imóveis lá foram colocados em 2017, foram avaliados, na altura, num valor bruto de cerca de 244 milhões de euros — uma avaliação que se veio a revelar largamente inflacionada. À medida que os terrenos e edifícios foram sendo colocados à venda no mercado real (por exemplo, o Sheraton na Reserva do Paiva, no Brasil, vendido há cerca de um mês ao grupo hoteleiro português Vila Galé), os valores obtidos ficaram muito abaixo dessas avaliações antigas. Hoje, estima-se que o que resta por vender no fundo — que inclui ainda terrenos como os Páteos da Luz em Tavira, a Quinta dos Salgados em Santa Iria da Azóia, o Parque Oriente em Loures e a Quinta do Cochão em Vila Franca de Xira — valha entre 80 e 100 milhões de euros. Ou seja: mesmo que o banco consiga vender tudo o que resta no fundo pelo melhor preço possível, recuperará apenas entre 80 e 100 milhões para abater um passivo de 278 milhões. Mais de 170 milhões de euros deste "buraco" nunca serão pagos a ninguém — simplesmente deixarão de existir, por impossibilidade de cobrança, quando as empresas vazias forem, mais cedo ou mais tarde, extintas. Porque é que o banco não soma este buraco às suas próprias contas Chegamos aqui ao ponto mais técnico, mas também ao mais importante — e é aqui que a história da avó da minha amiga volta a fazer sentido. O Novobanco tem 66% e 63,3% do capital destas duas empresas. Bastaria isso, em contabilidade tradicional, para ser obrigado a somar às suas contas todos os activos e passivos delas — incluindo o "buraco" de 278 milhões. Mas a contabilidade moderna, através da norma internacional IFRS 10, deixou de olhar apenas para quem tem a maioria das acções. Passou a olhar para quem tem controlo efectivo — ou seja, quem manda de facto na empresa. A IFRS 10 exige três condições, todas em simultâneo, para que uma empresa seja obrigada a "consolidar" outra nas suas contas: 1. Ter poder — o direito e a capacidade real de dirigir as decisões operacionais e financeiras relevantes da empresa. 2. Ter exposição a resultados variáveis — ter direito aos lucros, ou estar exposto aos prejuízos, dessa empresa. 3. Ter capacidade de usar esse poder para influenciar esses resultados. O Novobanco fez uma escolha deliberada: apesar de ter a maioria do capital, recusou-se a nomear administradores próprios para os órgãos sociais da Promovalor e da Inland. Sem gente sua na gestão, o banco não assina cheques, não aprova orçamentos, não decide contratações nem vendas do dia a dia dessas empresas. A gestão formal continua, hoje, nas mãos do próprio Luís Filipe Vieira. Ao provar aos auditores externos e ao Banco Central Europeu que é, de facto, um accionista passivo e bloqueado — dono do papel, mas sem mão na engrenagem —, o Novobanco cumpre os critérios técnicos para não ser obrigado a consolidar estas duas sociedades. É exactamente a lógica do "benefício de inventário": aceitar a propriedade formal, sem aceitar a responsabilidade integral pelas dívidas associadas a essa propriedade. Como é que isto aparece, então, nas contas do banco? Se as empresas não entram "linha a linha" nas contas do Novobanco, como é que o banco as regista? A resposta divide-se em duas partes bem distintas, e vale a pena perceber esta divisão com clareza, porque é aqui que está o "coração" financeiro de toda a operação: As empresas (Promovalor e Inland) — ficam de fora do balanço. O banco regista as suas acções nestas duas empresas como um activo financeiro avaliado ao "justo valor" — e esse justo valor, dado o estado das empresas, é de 0 euros. O passivo de 278 milhões que está dentro delas não entra nas contas do banco. O fundo de investimento (gerido pela C2 Capital Partners) — entra no balanço. Como o Novobanco detém cerca de 96% das unidades de participação deste fundo — que é uma entidade separada, gerida de forma independente, sem as dívidas das empresas de Vieira — regista o valor desta participação ao seu justo valor de mercado: os já mencionados 80 a 100 milhões de euros em imóveis por vender. Explicando de outra forma: o banco leva para dentro de casa o que ainda vale dinheiro (a fatia dos imóveis no fundo), e deixa cá fora o que só tem dívidas (as próprias empresas). É esta divisão, tecnicamente permitida pelas regras internacionais, que suscita a pergunta moral com que qualquer leigo fica ao ler esta notícia. Porque não reergue as empresas, e porque não as fecha já Uma pergunta óbvia surge aqui: se o Novobanco tem mais de 60% do capital destas empresas, porque não usa esse poder para as reerguer, ou, em alternativa, para simplesmente as liquidar de vez, já que valem zero? Reerguer não é opção. Fazê-lo exigiria ao banco injectar dezenas ou centenas de milhões de euros novos nestas sociedades para pagar credores e tentar pôr um negócio a funcionar — só que não há negócio nenhum para pôr a funcionar. A Promovalor e a Inland não produzem nada, não têm fábricas nem prestam serviços; eram apenas holdings imobiliárias, e o património imobiliário real já foi retirado delas em 2017. Não há nada para salvar. Além disso, o Banco Central Europeu proíbe, em termos gerais, que bancos comerciais funcionem como promotores imobiliários ou injectem capital novo em empresas insolventes de clientes, precisamente porque isso destruiria os seus próprios rácios de capital. Liquidar também não é simples. Para pedir a liquidação ou insolvência de uma empresa da qual se é accionista maioritário, é normalmente necessário assumir primeiro o seu controlo formal: convocar uma assembleia geral, destituir a gerência actual (neste caso, a de Vieira), nomear administradores próprios, e só depois avançar com o processo de insolvência. O problema é que, no preciso momento em que o Novobanco nomeasse os seus próprios administradores e assumisse a gestão, activaria exactamente o critério de "controlo" da norma IFRS 10 que até aqui evitou cuidadosamente. Nesse instante, o buraco de 278 milhões entraria directamente para o balanço do banco, contaminando os seus rácios financeiros — antes mesmo de um tribunal decretar a liquidação, processo que pode demorar anos na justiça portuguesa. Além disso, quem assume a gestão de uma empresa em situação de insolvência iminente pode ficar exposto a responsabilidades legais e fiscais sobre dívidas passadas, incluindo eventuais dívidas à Autoridade Tributária ou à Segurança Social — mais um motivo para o banco preferir manter-se à distância. Por fim, uma liquidação das empresas em si não traria dinheiro nenhum ao banco, porque elas já não têm bens — o dinheiro que ainda há para recuperar está todo dentro do fundo de imóveis, e esse processo de venda já está em curso, independentemente do destino formal das duas sociedades. O resultado é uma espécie de "coma induzido": o banco não reergue as empresas, porque seria deitar dinheiro bom em cima de dinheiro perdido; não as líquida directamente, para não arrastar o passivo para o seu próprio balanço; e tenta, isso sim, vender a sua posição acionista — mesmo que seja por um euro simbólico — a terceiros ou ao próprio Vieira, "empurrando" o problema jurídico para quem o quiser aceitar. Foi exactamente isso que o banco tentou fazer em Março de 2026, através do exercício de uma opção de venda das suas acções na Promovalor e na Inland — tentativa que falhou "por incumprimento da contraparte", suspeitando-se, sem que a notícia o confirme expressamente, que essa contraparte seja o próprio Vieira. No relatório e contas, o Novobanco garante que vai continuar a procurar formas de se desfazer desta posição. Porque é que alguém quereria comprar acções que valem zero? Aqui vale a pena parar num pormenor que costuma intrigar quem segue este caso pela primeira vez. Se o Novobanco avalia as suas acções da Promovalor e da Inland em zero euros, porque é que, em Março de 2026, havia aparentemente alguém do outro lado disposto a comprá-las — numa operação que só não avançou por, segundo a notícia, "incumprimento da contraparte"? Antes de continuar, uma ressalva importante: a notícia não identifica quem era essa contraparte. A suspeita, levantada por órgãos de comunicação social e não confirmada pelo banco, é que possa ter sido o próprio Luís Filipe Vieira. É uma hipótese plausível — ele é, afinal, quem continua a gerir estas empresas, e seria o comprador mais óbvio de uma posição que, no fundo, já controla na prática — mas continua a ser apenas isso: uma hipótese. O raciocínio que se segue explora este cenário por ser o mais instrutivo, não porque esteja estabelecido como facto. Dito isto, a pergunta mantém-se válida mesmo em abstracto: porque é que alguém compraria "nada"? A resposta está em perceber que "zero" é o valor de liquidação — o que sobraria para um accionista se a empresa fosse fechada hoje e todas as dívidas pagas primeiro. Não é o valor de uso. Imagine-se uma casa arruinada, com uma hipoteca maior do que aquilo que ela vale — o banco, sabendo que nunca vai recuperar todo o dinheiro através dela, muitas vezes nem se dá ao trabalho de a executar, porque dá mais despesa do que proveito. A casa "vale zero" no papel, mas continua a ser um tecto, uma morada, uma estrutura que alguém pode ocupar e usar, sem nunca ser obrigado a pagar a hipoteca por inteiro. É exactamente esta lógica que se aplica à Promovalor e à Inland. Quem quer que controle estas empresas — hoje Vieira, enquanto gestor de facto — decide os contratos que assinam, o uso que fazem da estrutura jurídica, o destino do que ainda resta. E nunca é obrigado, só por deter ou controlar as acções, a pagar do seu próprio bolso a dívida de 278 milhões que lá dentro dorme, porque essa dívida é da empresa, uma pessoa colectiva distinta, e não da pessoa que a gere ou possui. É este o activo real que se procura quando se procura comprar "nada": não património, mas controlo, protegido pela responsabilidade limitada. Portugal já viu este mecanismo em acção antes, embora noutro contexto. Em 2008, o Estado português nacionalizou o falido Banco Português de Negócios (BPN) por um valor simbólico de um euro. Não porque o banco valesse, literalmente, um euro, mas porque o seu valor de liquidação era negativo — tal como o das empresas de Vieira hoje —, e o preço simbólico serviu apenas para formalizar a transferência do controlo. A diferença crucial é que o Estado, ao nacionalizar, aceitou também as dívidas do BPN, por ter um interesse público a defender. Um comprador privado das acções da Promovalor ou da Inland não teria essa obrigação: herdaria o controlo, sem herdar a exigência de pagar as dívidas com património pessoal. O economista Adam Smith já tinha avisado, há mais de dois séculos, sobre este tipo de separação entre quem controla e quem responde: observou que quem gere dinheiro alheio raramente lhe dedica o mesmo cuidado vigilante que dedicaria ao seu próprio. A ideia aplica-se aqui de forma quase inversa, mas com a mesma raiz — se ninguém está exposto ao custo total das más decisões do passado (nem o Novobanco, que não quer gerir, nem quem quer que venha a controlar as empresas, que não paga pessoalmente a dívida), o incentivo para alguém resolver de vez o problema de fundo — os 278 milhões por cobrar — torna-se praticamente nulo. A "casa arruinada" fica na rua, meio abandonada, precisamente porque a ninguém compensa assumir o custo de a demolir. Quem pagou, e quem vai pagar, no final de contas Chegados aqui, faz sentido separar duas perguntas que costumam confundir-se: uma é técnica ("isto é legal?"), a outra é moral ("isto é justo?"). Do ponto de vista técnico e regulatório, a resposta é relativamente simples: sim, o Novobanco está a aplicar correctamente as regras internacionais de contabilidade, e o Banco Central Europeu prefere mesmo que assim seja — obrigar o banco a consolidar um passivo de 278 milhões de euros que não escolheu, e sobre o qual não tem controlo de gestão, fragilizaria desnecessariamente a sua posição de capital. A questão moral é mais incómoda, e tem duas camadas. A primeira camada é sobre quem já pagou. Os 160 milhões de euros de dívida ligados aos VMOC foram, na prática, absorvidos pelo sistema de resolução bancária português ao longo dos anos em que o Acordo de Capital Contingente esteve activo — o que quer dizer, em bom português, que uma fatia esmagadora deste valor acabou coberta por injecções de capital público no Novobanco, financiadas por empréstimos do Estado. Some-se a isto uma fatia adicional de perdas relacionadas com a insuficiência das garantias do crédito de 240 milhões — estima-se que o impacto total, directo e indirecto, do grupo económico de Vieira sobre as contas cobertas pelo mecanismo de resolução tenha rondado os 200 a 300 milhões de euros. Dizer que "os portugueses pagaram para limpar parte da dívida de Vieira" é, por isto, uma descrição materialmente correcta. A segunda camada é sobre a assimetria entre o cidadão comum e o grande devedor. Se uma família comum deixar de pagar a prestação da casa, o banco fica com a casa, a família perde o imóvel, e continua a dever a diferença — com o risco de penhora de salário e de bens futuros. No caso de um grande devedor do sistema, existem instrumentos como os VMOC, fundos de reestruturação e mecanismos de capital contingente que permitem "limpar" formalmente o passivo pessoal, isolar o património ainda valioso para o credor, e distribuir o prejuízo residual pelo sistema financeiro e, em última instância, pelo contribuinte. É um duplo padrão real, mesmo que nenhuma das partes envolvidas esteja, tecnicamente, a infringir a lei. E agora? O risco para o contribuinte, hoje, é zero Há, no entanto, uma boa notícia nesta história, que raramente é dita com a mesma clareza com que se conta o resto: relativamente aos 278 milhões de euros que ainda restam nestas duas empresas, o risco para o contribuinte português é, hoje, nulo. Há três razões concretas para isto. Primeira: o Acordo de Capital Contingente que ligava as perdas do Novobanco ao Fundo de Resolução já terminou, com o seu prazo e tecto máximo esgotados. O Novobanco é hoje um banco privado, rentável, maioritariamente detido pelo grupo financeiro francês BPCE. Qualquer perda futura relacionada com este processo terá de ser absorvida pelos accionistas privados do banco, não pelo Estado. Segunda: esta dívida específica de 278 milhões já está, segundo a própria notícia, provisionada a 100% pelo banco — ou seja, o Novobanco já deu este valor como perdido nas suas próprias contas, com impacto já assumido no passado. A recusa em consolidar as duas empresas em 2026 serve, precisamente, para impedir que esta dívida antiga "ressuscite" e volte a afectar o balanço actual da instituição — mas o impacto financeiro, no que toca ao banco, já foi contabilizado. Terceira: os 278 milhões continuam registados como passivo dentro da Promovalor e da Inland, e, como o Novobanco nunca deu qualquer garantia pessoal por estas dívidas nem assumiu a gestão das empresas, esse passivo está "fechado" dentro delas. Se as empresas entrarem, no futuro, em liquidação ou insolvência final, o processo simplesmente encerra sem que os credores consigam cobrar — porque não há património para o fazer. A dívida extingue-se por impossibilidade de cobrança, sem que o Estado ou o contribuinte sejam chamados a pagar mais um cêntimo. Para terminar Voltemos, para fechar, à avó da minha amiga. Quando ela aceitou aquela herança "a benefício de inventário", ninguém achou que estivesse a fazer batota — estava apenas a usar uma protecção legal que existe, precisamente, para que um cidadão comum não seja arrastado para dívidas que nunca escolheu contrair. O Novobanco fez, tecnicamente, a mesma escolha. A diferença é que o "falecido", neste caso, é um grupo de empresas cujo colapso teve origem em créditos concedidos com pouco critério ainda no tempo do BES, cujas perdas já foram, em larga medida, cobertas por dinheiro público ao longo de quase uma década, e cujo devedor original viu a sua responsabilidade pessoal extinta por um instrumento contratual que ele próprio assinou décadas antes de este desfecho estar decidido. A lei está a ser cumprida, ponto por ponto. Fica apenas a pergunta que a lei, por definição, não responde: se o pequeno herdeiro e o grande banco têm ambos o direito de dizer "não aceito mais do que aquilo que a herança vale", porque é que, olhando para trás, é sempre o mesmo lado da sociedade que acaba a pagar a diferença primeiro? #Novobanco, #Luís Filipe Vieira, #Promovalor, #Inland, #VMOC, #IFRS10, #Fundo de Resolução, #BES, #Lone Star, #banca portuguesa, #contabilidade, #imparidades, #dívida, #explicador

New guidelines from the Bank of Portugal for granting housing credit, which come into effect, establish that the effort rate of loans cannot exceed 45% of the clients' monthly net income, compared to the previous 50%, and introduce stricter rules for the maturity of loans and their purposes, aiming to curb family indebtedness and reinforce prudence in assessing the financial capacity of borrowers. (translated)

Novas regras para taxa de esforço no crédito em vigor

Lula falando do BNDES é um perigo. Vide os empréstimos fajutos para os amigos ditadores de Cuba e Venezuela. O tempo passa e ele insiste em tentar apagar o que o PT fez nas últimas décadas. https://t.co/fDzZu2u298 #BNDES #Lula #Política

Foi o Governo Federal que viabilizou o projeto do Trem Intercidades e todo o seu financiamento. Tanto o Trem Intercidades quanto o Túnel Santos–Guarujá foram escolhidos pelo próprio governo de São Paulo para receber recursos do Novo PAC. Além disso, reduzimos o serviço da dívida do estado para permitir o pagamento dos empréstimos. Só em 2026, São Paulo deixou de pagar cerca de R$ 11 bilhões, além de ter recebido R$ 13 bilhões em linhas de crédito do BNDES para viabilizar grandes obras. Por isso, causa indignação ouvir Tarcísio dizer que São Paulo precisa de um presidente que apoie o estado. Mesmo apoiando Trump e fazendo oposição a Lula, ele recebeu do Governo Federal todo o apoio que Bolsonaro negou a João Doria. #HaddadNaNovaBrasil #TremIntercidades #NovoPAC #SãoPaulo

newscolina Jul 21

O empréstimo DIP no valor de R$ 40 milhões não será utilizado para contratações. No entanto, a assinatura do Memorando de Entendimento (MoU) deve ser anunciada oficialmente nesta semana, possibilitando o Vasco a investir mais em reforços. O modelo de negócio deve seguir o que vem sendo utilizado desde o ano passado: empréstimos com cláusulas de compra. 📰 @pedrocobalea_ 📷 Matheus Lima | Vasco #Vasco #Futebol #Transferências

A conclusão do negócio dificilmente ocorreria dentro do tempo de janela. O que o Vasco faz então? Tenta empréstimos com obrigação de compra a partir de 2027. Deossa, por exemplo. Põe na conta do Crefilho. #Futebol #Vasco #Transferências

Informa Fogo Jul 13

🚨 O Botafogo associativo acionou o bônus de subscrição, dispositivo previsto em contrato, e passou a se declarar dono de 51% das ações da SAF. A Eagle, de John Textor, cairia de 90% para 49%. O clube acusa o norte-americano de ter simulado o pagamento da terceira parcela do aporte de R$ 100 milhões previsto no acordo de acionistas de 2022. Segundo documento obtido pelo UOL, jamais houve cumprimento da obrigação, apenas “atos simulados e fraudulentos”. A manobra apontada: em março de 2024, o Lyon transferiu R$ 58,8 milhões à SAF como integralização de capital. No mesmo dia, R$ 10 milhões voltaram ao clube francês como empréstimo. Em abril, o Lyon mandou mais R$ 55 milhões e R$ 677 mil, completando os R$ 100 milhões no papel. Dias depois, o dinheiro fez o caminho de volta, novamente como empréstimos. Valores que nunca retornaram ao Botafogo. A notificação, assinada pelo presidente João Paulo Magalhães, foi enviada à Cork Gully, empresa que cuida da liquidação da Eagle Bidco na Inglaterra. Era com ela que a GDA, de Gabriel de Alba, negociava a compra da SAF. Com o gatilho acionado, o clube entende que pode vender 41% à GDA por valor específico, e a Eagle fica obrigada a repassar seus 49% pelo mesmo preço. No fim, o associativo volta aos 10% e os 90% de Textor passam à GDA. — @UOLEsporte #Botafogo #Futebol #GestãoEsportiva

DataFut Jul 8

Uma coisa que me incomoda no futebol brasileiro: Olha essa lista: Guilherme (20 anos, Flamengo) Lorran (20 anos, Flamengo) Pablo Lúcio (19 anos, Flamengo) João Victor (19 anos, Flamengo) Nannetti (18 anos, Flamengo) Gui Negão (19 anos, Corinthians) Dieguinho (18 anos, Corinthians) Kaue (22 anos, Corinthians) Luighi (20 anos, Palmeiras) Riquelme (19 anos, Palmeiras) Luís Pacheco (18 anos, Palmeiras) Larson (20 anos, Palmeiras) Erick Belé (19 anos, Palmeiras) Benedetti (20 anos, Palmeiras) Zuccarello (19 anos, Vasco) Matheus Reis (19 anos, Fluminense) Riquelme (19 anos, Fluminense) Juninho (18 anos, Santos) Kaique Kenji (20 anos, Cruzeiro) Todos esses jovens jogadores citados não tem 1000 minutos em campo na temporada. Por qual motivo esse tipo de jogador (jovem sem muito espaço em grande clube) quase nunca é emprestado? Não dá pra emprestar pra um clube da Série B? Esse movimento é muito comum lá fora mas aqui quase nunca é feito. #FutebolBrasileiro #JogadoresJovens #Emprestimos

Observador Jun 26

O parlamento aprovou um apoio financeiro excecional para os municípios afetados pelas tempestades que ocorreram entre janeiro e fevereiro de 2026, permitindo maior flexibilidade orçamental e a possibilidade de empréstimos sem autorização prévia até agosto, em resposta aos significativos danos e perdas causados pelos eventos climatéricos. #MauTempo #FinançasMunicipais #Meteorologia

Câmaras afetadas por tempestades com apoio aprovado