Existe a PF que investiga. Existe a “PF” que troca investigador de filho de presidente e faz pressão contra outros avanços inconvenientes. E agora existe a “PF” que fornece relatório apócrifo a magistrado irritado com colega. Todas elas são chamadas de PF na imprensa, mas é preciso saber identificar cada uma conforme o caso. Já o PGR Paulo Gonet é um só. Ele pediu nulidade do relatório oficial da PF que - sem diligências específicas contra autoridades do sistema de Justiça - mostrou sua intimidade e de Alexandre de Moraes com o banqueiro criminoso Daniel Vorcaro, a partir de dados extraídos do celular dele. Agora esse mesmo PGR vai avalizar o relatório apócrifo usado pelo relator paralelo Moraes para pedir investigação sobre o relator oficial André Mendonça? O pior caminho para conter alegadas extrapolações de um ministro do STF é usar um documento “sem valor probatório” no âmbito do inquérito das fake news, ele próprio o exemplo maior, há mais de 7 anos, de extrapolações cometidas no Supremo. Essa utilização para blindagem pessoal é o enésimo motivo dado por Moraes para ser investigado pela verdadeira PF no caso Master. O problema, além do PGR com saudades de Vorcaro, é que a mais alta Corte do país virou o “STF Futebol Clube”, regado a charutos e whisky Macallan. #PF #Justiça #Corrupção


