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#Promessa

Durante mais de 100 anos, o Túnel Santos-Guarujá foi lembrado como um projeto que nunca saía do papel. Mudavam os governos, surgiam novas promessas, mas a travessia continuava a mesma. Agora, esse capítulo começa a mudar. O primeiro túnel imerso do Brasil finalmente vai se tornar realidade, conectando Santos e Guarujá, fortalecendo o Porto de Santos, reduzindo o tempo de deslocamento de milhões de pessoas e transformando a mobilidade da Baixada Santista. Chega de inaugurar promessas, aqui a gente veio pra fazer história. #Mobilidade #Infraestrutura #Brasil

Il Post 3h

Andy Burnham diventerà primo ministro del Regno Unito lunedì, succedendo a Keir Starmer dopo le sue dimissioni, in un contesto di instabilità politica post-Brexit e con la promessa di mantenere alcune delle politiche del Partito Laburista, come il divieto di aumentare l'Iva e le imposte sui redditi, mentre si prevede di affrontare la crisi degli alloggi e il costo della vita. #AndyBurnham #KeirStarmer #RegnoUnito

Oggi Andy Burnham diventa primo ministro del Regno Unito

La finale dei Mondiali 2026 tra Spagna e Argentina, in programma domenica 19 luglio 2026, non è solo una sfida calcistica, ma rappresenta anche l'ultimo atto della carriera di Leo Messi contro la giovane promessa Lamine Yamal, promettendo emozioni e un duello generazionale di grande impatto. #Mondiali2026 #Messi #SpagnaArgentina

Spagna-Argentina: dove vederla in chiaro (gratis), orario e probabili formazioni della finale dei Mondiali. Messi contro Yamal

O artigo de Jorge Coutinho de Miranda discute a recente reforma do arrendamento urbano em Portugal, argumentando que, apesar dos esforços do governo ao longo do século para solucionar a crise habitacional por meio de intervenções estatais, o verdadeiro progresso só foi observado com a emergência de soluções espontâneas do mercado, como o Alojamento Local, que revitalizou áreas degradadas, enquanto as políticas anteriores falharam em cumprir suas promessas. #Arrendamento #Habitação #ReformaUrbanística

Será desta que a Reforma do Arrendamento Urbano resulta?

O artigo de Jorge Coutinho de Miranda analisa como a presidência de Trump, através de uma política industrial deliberada e reindustrialização promovida por empresários, conseguiu atrair parte dos votos dos apoiadores de Bernie Sanders, destacando a criação de empregos e o fortalecimento da economia americana, em contraste com as promessas de proteção do trabalhador feitas pelo socialista. #Trump #EconomiaAmericana #VotosSanders

Trump e como o Sistema Americano atraiu os votos de Sanders

🦅🤔 VALEU A PENA? | O saldo da irresponsabilidade de Osmar Stabile e do marketing do Corinthians em apostar e defender uma parceria do maior clube do Brasil com uma plataforma de conteúdo adulto: - 52 milhões de visualizações de vídeos com menções negativas ao clube por conta da parceria. - ⁠ influenciadores de diversos segmentos, políticos, ativistas, pastores, e até mesmo artistas se posicionando contra o Corinthians por estampar uma plataforma de conteúdo adulto. - ⁠ 3 representações no MP contra a parceria. - ⁠ A criação de uma PL municipal e estadual para proibir esse tipo de parceria em espaços culturais e esportivos. - ⁠ ONGs de defesa do Estatuto da Criança e do adolescente criando abaixo assinado em busca do fim da parceria. Será mesmo que nenhuma outra empresa no mundo toparia patrocinar o Corinthians por esses valores, ou o marketing não foi capaz de encontrá-los? Mesmo com o patrocínio, não conseguiriam cumprir as promessas de quitar os direitos de imagem e o transfer ban. Fechar um contrato desse sem bônus por assinatura? Sem valor adiantado? Valeu a pena comprar a briga? O pior de tudo é que a crise institucional não deve ter chegado no seu ápice, pois daqui a pouco a história chegará na TV. Seja lá o que vai acontecer, cremos que o Corinthians já perdeu com essa parceria. O dano na marca já foi feito. E vale ressaltar: os responsáveis desse absurdo precisam ser cobrados. 📸 | Davi Bittencourt/Time do Povo #Corinthians #Marketing #CriseInstitucional

Jotinha 2d

GG Lyons, mereceram demais, a line com 2 suports e a grande promessa Joaco e a grande campea da EWC. A line entra pra historia, que Free Fire bem jogado. Incrivel! #FreeFire #EWC #Gaming

🚨 Informações sobre Zé Lucas, joia do Sport: Flamengo, Cruzeiro, Shakhtar Donetsk e Olympique de Marseille são os clubes interessados no volante, considerado a maior promessa da base do Sport nos últimos anos. Recentemente, o volante também teve seu nome ligado a Zenit e CSKA, ambos da Rússia. Nos últimos meses, o Sport recusou propostas do Botafogo e do Porto. Uma ala da cúpula do Sport entende que uma das negociações já está avançada. O estafe de Zé Lucas também reconhece isso. Por outro lado, outra ala do Sport, mais cautelosa, considera que todos os contatos ainda são iniciais. O Flamengo aparece como um dos clubes que mais demonstraram interesse. 🗞️ @NE45Minutos 📸 Paulo Paiva/SCR #ZéLucas #Futebol #Transferências

O Benfica perde Ba para o Strasbourg. Vai com o Hugo Oliveira (treinador que apostou nele), para um campeonato superior e fica às portas do Chelsea. Percebo o lado do jogador, mas também demonstra que o Benfica não conseguiu convencer através do projeto e títulos. Além disso, a promessa de montra para dar o salto, já resultou no passado, mas perdeu credibilidade atualmente. #Benfica #transferências #futebol

🐹Prima di entrare nell’esercito ci siamo detti: ‘Una volta che saremo tutti congedati, andiamo a vedere gli ARMY in tutti i posti dove non abbiamo potuto fare un tour durante il COVID.’ Non era qualcosa di cui stavamo parlando con l’agenzia. Era una promessa che ci siamo fatti + https://t.co/yT4on8A0gp #ARMY #COVID19 #tour

Os inflacionistas: quem são? Onde vivem? O que comem? Os inflacionistas são um grupo peculiar de economistas. Gostam de holofotes — afinal, falar bobagem sozinho tem pouca graça. Sua principal característica é defender alguma versão da tese de que "um pouco mais de inflação faz bem". Respondendo à primeira pergunta, os inflacionistas são economistas que apreciam a exposição pública e defendem políticas com evidente viés inflacionário. Onde vivem? Por razões ainda não totalmente compreendidas pela ciência, os inflacionistas se concentram tradicionalmente em alguns habitats específicos, como Campinas e o Rio de Janeiro. Nas últimas décadas, porém, surgiu uma variante particularmente adaptável, que passou a ocupar nichos ecológicos na Faria Lima, em São Paulo — um ambiente mais quente, mais líquido, e com predadores mais bem vestidos. O que comem? As espécies tradicionais alimentam-se de bens e serviços compatíveis com uma renda da ordem de R$ 30 mil mensais — o suficiente para viver bem, mas não para saciar completamente o apetite de suas próprias teses. Já a variante da Faria Lima desenvolveu hábitos mais sofisticados: aprecia restaurantes estrelados, vinhos europeus e férias em destinos que, não raramente, coincidem com conhecidos paraísos fiscais. Comportamento e mimetismo O traço mais curioso da espécie da Faria Lima é seu mimetismo vocal. Como um papagaio bem treinado, repete "responsabilidade fiscal", "controle da inflação", "credibilidade" — o chamado de acasalamento de qualquer plateia que se preze. O problema aparece na hora de agir: diante de políticas concretas, essa mesma espécie frequentemente apoia exatamente o oposto do que anuncia em seu canto. As populações de Campinas e do Rio de Janeiro parecem agir por convicção intelectual genuína — acreditam de fato que um pouco mais de inflação trará algum benefício, e arcam com o próprio aumento do custo de vida como qualquer outro animal exposto às intempéries. Já a variante da Faria Lima descobriu uma mutação mais rentável: transformar a tese em posição financeira. Prega o remédio, mas se protege — e lucra — da doença. Um espécime recente contribuiu com um achado digno de nota na literatura: a proposta de que a melhor forma de combater a inflação seria elevar a meta de inflação. Se o termômetro incomoda, basta alterar a escala. Outro indivíduo da mesma linhagem declarou apoiar um teto para os gastos públicos, mas considerou "temerosa" a combinação desse teto com uma âncora de Dívida/PIB. Vale um parênteses técnico, porque o espécime tropeçou em um problema elementar de otimização: se a política fiscal precisa respeitar simultaneamente um limite de gastos e um limite de dívida, ela está sujeita a duas restrições — e um problema com duas restrições jamais tem um conjunto de soluções maior do que o mesmo problema sujeito a apenas uma delas. Impor uma restrição adicional nunca amplia o espaço de soluções viáveis: no máximo mantém a política igualmente restritiva, nunca mais permissiva. Constrangedor ter que explicar isso. Expansão e adaptação Restritos por décadas a pequenos habitats acadêmicos, os inflacionistas multiplicaram-se e sofisticaram-se. Uma subespécie recente proclama, em brasão bem visível, que "Lula 4 pretende deixar um legado além da área social, com um ajuste fiscal consistente" — e, no minuto seguinte à declaração, monta posições em bolsa, juros e câmbio que só rendem se essa mesma promessa fracassar. Depois do auge nos anos 1980, a espécie inflacionista pareceu recuar nos anos 1990 a uma curiosidade de habitats acadêmicos. Hoje voltou a ocupar posição de destaque no debate público, com duas subespécies bem distintas convivendo no mesmo território: uma que ainda acredita, de boa-fé, no próprio discurso — e paga o preço dele no supermercado como qualquer um; outra que descobriu como monetizar a discrepância entre o que fala e o que faz, e que, por isso, tem interesse ativo em desacreditar os não-inflacionistas: a vitória destes significaria prejuízo para as posições já montadas. Essa segunda variante — que fala fiscal e aposta contra o fiscal — é, até aqui, a mutação mais bem-sucedida da espécie. Cuidado, parece que estão em expansão. #Economia #Inflação #PolíticaEconômica

Na edição das 4h da Rádio Observador, destacam-se as preocupações do primeiro-ministro Luís Montenegro sobre falhas políticas no novo processo de correção dos exames nacionais, as promessas de reformas nas áreas da educação e saúde, e as ambições do recém-eleito co-porta-voz do LIVRE, Jorge Pinto, de superar a Iniciativa Liberal nas próximas eleições. #Noticiário #Montenegro #Irão

As notícias das 4h

Duas reportagens recentes são alarmantes sobre a situação da educação no país. O PT destruiu gerações. Segundo A Gazeta do Povo, 64 milhões de brasileiros com 15 anos ou mais não concluíram a educação básica. Alerta: 64 milhões é o equivalente à população de muitos países pelo mundo. A Folha de S.Paulo mostra que das 6.200 promessas de Lula para a Educação, só 12% estão andando (lentamente) e não serão entregues neste ano. De pé mesmo, só uma creche no Ceará. #Educação #Brasil #Alerta

França e Espanha se enfrentam hoje na meia-final do Mundial 2026, destacando-se Kylian Mbappé, que já marcou oito gols, e a jovem promessa Yamal, em um confronto que reúne gerações distintas de talento. #Mundial2026 #França #Espanha

França e Espanha lutam por um lugar na final

Flávio entrou no modo Jair. Sensacional! Precisa falar a verdade pro povo. Os últimos 4 anos foram de endividamento para pumpar economia dando falsa expectativa de crescimento. Essa conta já chegou. Brasil JÁ PAROU e os próximos meses/anos serão brutais para o pobre. Nada de promessa “será tudo lindo quando eu entrar” - seria a assinatura do cheque sem fundo que Lula entregou pro país. #Brasil #Política #Economia

Flávio Bolsonaro, faça live semanal. @FlavioBolsonaro Exponha a realidade do brasileiro, que está fodido, depressivo, afundado em dívidas e só com a PICA da picanha. Vamos vencer estas eleições falando a verdade, sem promessa vaga, dando o cenário real dos próximos anos. #Brasil #Eleições2024 #RealidadeSocial

Na África do Sul, uma série de protestos contra imigrantes africanos agrava a situação social já tensa, marcada por altos índices de desemprego e violência xenofóbica, com milícias realizando buscas ilegais e o governo promovendo deportações forçadas, refletindo um retrocesso nas promessas de unidade da era pós-apartheid. #ÁfricaDoSul #Imigração #Xenofobia

África do Sul. A vaga de protestos contra imigração africana

Portugal, Cobaia da Europa “Onde a Comissão Europeia manda, o PRR paga e o professor corrige — sem saber ao certo o quê” Há professores que descrevem, nas redes sociais e em conversas de sala de professores, uma sensação nova e desconfortável: a de serem avaliados enquanto avaliam. Plataformas de correcção digital que registam o tempo gasto em cada resposta, sistemas que sinalizam quem corrige "devagar", classificadores que nunca souberam, até agora, que o seu próprio ritmo de trabalho estava a ser medido. Ninguém lhes explicou, com clareza, quem vê esses números, para onde vão, nem que decisão deles depende. O caso não é anedota isolada. É o retrato mais fiel do que se tornou a avaliação nacional depois da entrada em cena do PRR: 300 mil exames digitalizados numa plataforma incapaz de fazer coincidir a primeira página com a segunda, que já convocou matemáticos para classificar provas de línguas, e que apaga respostas para segundos depois, fazer surgir outras no lugar. A razão para tantos erros está no próprio desenho do sistema. Já não é um professor a pegar no exame de um aluno, do princípio ao fim, a lê-lo, a perceber o seu raciocínio e a atribuir-lhe uma nota que consegue explicar. O exame foi despedaçado em itens — cada pergunta separada das outras — e distribuído por vários professores diferentes, cada um a "despachar" apenas um pedaço, de muitos alunos ao mesmo tempo, como numa linha de montagem em que ninguém vê o carro completo, só aperta o seu parafuso. Por isso já não se corrige: classifica-se. E há uma consequência que devia incomodar-nos mais do que incomoda: como o trabalho passa todo dentro da plataforma, o sistema regista, item a item, quanto tempo cada professor demora a decidir — um cronómetro sobre o trabalho docente que nunca existiu na correcção em papel, e que serve tanto para pressionar quem "vai devagar" como, mais cedo ou mais tarde, para ensinar uma máquina a fazer o mesmo. Um aluno pode aceitar uma nota sem que ninguém — nem sequer um único professor — tenha visto o seu exame por inteiro e lhe consiga explicar o erro? Chama-se a isto modernização. Devia chamar-se-lhe, com rigor, uma forma de controlo digital sobre o próprio corpo docente, feita sem consentimento informado de quem nele trabalha. Vamos aos números reais, porque aqui a realidade já é suficientemente grave sem ser preciso exagerar nada. Foram entregues 7,1 milhões de euros a empresas privadas do sector tecnológico para digitalizar cerca de 300 mil provas e distribuí-las pelos correctores. Desde 2023, o antigo Instituto de Avaliação Educativa assinou 16 contratos ligados à digitalização das provas, num total de cerca de 7,1 milhões de euros, a que acresce ainda o IVA. Ao longo de uma década, esse instituto — entretanto renomeado — distribuiu 11,35 milhões de euros por 126 contratos com diferentes empresas tecnológicas, um valor bem mais amplo, que cobre equipamento, segurança informática e consultoria em geral, não só a digitalização dos exames. O maior contrato de todos nem sequer é para o sistema que está a falhar agora: em Julho de 2025, a Axians, do grupo francês Vinci, assinou com o instituto um contrato de cerca de 1,49 milhões de euros, financiado pelo PRR, para desenvolver uma nova plataforma que só deverá entrar em funcionamento em 2027. Convém dizer isto sem rodeios: o dinheiro do PRR não é uma prenda — é um empréstimo, com juros, que os portugueses pagarão durante anos, como sabem bem as populações de Boticas ou do Fundão, habituadas a outras promessas de "transição" feitas em nome de fundos europeus. E é aqui que a história ganha contornos quase cómicos, se não fosse trágica. A plataforma que hoje corrige — ou tenta corrigir — os exames não é a tal plataforma nova e cara. É gerida pela Blat – Creative Powerhouse, uma microempresa lisboeta com apenas catorze funcionários e uma facturação anual abaixo dos 580 mil euros, que regista só dois contratos públicos com o instituto, num valor total de cerca de 49 mil euros. O próprio ministro da Educação disse que esta colaboração vinha desde 2018 — só que a Blat, tal como existe hoje, nem sequer existia nessa altura: nasceu em 2020, como agência de comunicação chamada Antebellum, e só passou a chamar-se Blat em 2022. A empresa que assinou o contrato de 2018 tinha outro nome e outro número de identificação fiscal — uma empresa diferente. Ou seja: nem o próprio Ministério consegue explicar, com clareza, há quantos anos e com quem trabalha, quando falamos da peça mais crítica de todo o sistema. Vale a pena explicar, em palavras simples, uma confusão que ajuda a perceber o caos: há, na verdade, dois sistemas diferentes envolvidos. Um é a plataforma que recebe os ficheiros digitalizados e os distribui pelos professores — desenvolvida internamente, foi aqui que apareceram os erros mais visíveis, como folhas de continuação cortadas e itens trocados entre alunos. O outro é a plataforma onde os professores efectivamente classificam as respostas, criada internamente em 2016 e depois entregue à Blat para ser desenvolvida em sucessivas versões. O problema é que esse sistema nasceu pensado para um universo bem mais pequeno e totalmente digital — não para pegar em 300 mil exames feitos em papel, digitalizá-los à pressa e distribuí-los da noite para o dia. É como pedir a uma bicicleta de cidade que aguente uma corrida de camiões: em algum momento, parte. Numa das plataformas foi ainda identificada uma falha de segurança que obrigou a suspendê-la temporariamente, com a consultora Deloitte chamada às pressas para ajudar a resolver o problema — o mesmo tipo de problema que, no ano anterior, já tinha aparecido num projecto-piloto com 20 mil provas de Filosofia, ignorado nessa altura pelo Ministério. É como pedir a alguém que aprenda a conduzir num Fórmula 1, em auto-estrada, à noite, sem faróis — e depois espantarmo-nos com o acidente. A pressa não é acidental: é política. E a pergunta que ninguém faz em voz alta é porque foi Portugal, e não a Alemanha ou a França, o país escolhido para essa auto-estrada. Não deixa de ser revelador que, segundo relatos vindos de dentro do próprio ensino privado de topo, seja precisamente entre os filhos das classes dirigentes que esta tecnologia tende a ser mantida a maior distância — colégios onde a manhã ainda começa com leitura e silêncio, e não com um ecrã. Fica a pergunta, mais do que a certeza: quem decide impor esta tecnologia aos filhos dos outros, hesitaria em impô-la aos seus? A resposta institucional está nos próprios documentos da Comissão Europeia, que descrevem Portugal como "ambiente ideal para testes de escala" — o mesmo epíteto que já nos coube com o Cartão do Cidadão, a e-factura, a e-saúde e os pilotos de voto electrónico. Somos, há muito, o aluno aplicado da turma europeia: aceitamos depressa, resistimos pouco, temos infra-estruturas montadas e sindicatos menos combativos do que os alemães ou os franceses. É a mesma lógica que, no século XVIII, levou Pombal a reformar o ensino português com uma pressa iluminista que atropelou tradições inteiras; a diferença é que Pombal queria formar cidadãos, e o PRR quer, sobretudo, treinar algoritmos. Convém dizer isto com clareza, porque a expressão "inteligência artificial" faz-nos baixar a guarda crítica, como se estivéssemos perante um destino inevitável. Não é. Esta tecnologia não é inteligente — é estatística aplicada a milhões de respostas humanas — nem é artificial: depende de trabalho humano massivo e mal pago, de quem digitaliza à mão, de quem classifica, de quem fornece, sem saber, os dados que a alimentam. Há, nesta cadeia, uma inversão que raramente se nomeia: os mesmos professores e alunos cujo trabalho serve de matéria-prima para treinar os sistemas são também aqueles a quem depois se pede que confiem nesses sistemas para os avaliar. Paga-se a mesma pessoa duas vezes menos — uma vez em salário, que não aumenta, outra em autonomia, que diminui. Estudos de neurobiologia, de psicologia e inquéritos da OCDE dizem todos a mesma coisa, por outras palavras: quanto mais deixamos a máquina pensar por nós, menos o nosso próprio cérebro trabalha — e a concentração, a memória e o raciocínio complexo, que a escola devia treinar, ficam mais fracos. Paulo Freire já dizia, décadas antes de haver escolas "digitais", que ensinar não é despejar matéria na cabeça de alguém, mas ajudar esse alguém a aprender a pensar sozinho. Uma escola obcecada em medir a velocidade de correcção faz exactamente o contrário. Gert Biesta, um pedagogo mais recente, acrescenta algo importante: educar é sempre arriscado, porque lida com pessoas — livres, imprevisíveis, diferentes umas das outras — e é esse risco, essa imprevisibilidade, que faz da educação, e não um treino mecânico. Uma escola que tenta eliminar esse risco com algoritmos não está a melhorar a educação: está a destruí-la. E fica um aviso simples: quando um aluno pensa menos, não perde só ele — perdemos todos, porque o conhecimento que a humanidade partilha só cresce quando cada nova geração pensa por si. Nem é como se o resto da Europa tivesse aceitado isto sem resistência. Não existe, é preciso dizê-lo com honestidade, uma decisão única e europeia a travar de vez a avaliação digital — mas há factos concretos, e verificáveis, de resistência jurídica e institucional. Na Alemanha, uma associação de defesa de direitos digitais processou universidades pelo uso de software de vigilância em exames online, e a Baviera chegou a proibir por lei o reconhecimento facial e a análise automática de comportamento na correcção de provas, por considerar essas técnicas desproporcionadamente intrusivas. Em França, a autoridade de protecção de dados exige, desde 2023, que as escolas ofereçam sempre uma alternativa presencial a quem não quiser ser vigiado digitalmente num exame. E no Parlamento Europeu chegou mesmo a ser pedida, formalmente, uma investigação à privacidade destas ferramentas de vigilância educativa. Não é uma recusa em bloco, mas é o oposto do silêncio que se vive em Portugal: é debate público, é litígio, é regulação a travar excessos antes de eles se instalarem. Em Portugal, esse debate mal chegou a existir. Nem a maioria dos partidos com assento parlamentar, nem a generalidade dos sindicatos de professores, questionaram publicamente o modelo em si — a divisão do exame em itens, a substituição da correcção pedagógica por uma simples classificação, a monitorização do tempo de trabalho docente. Discutiu-se a incompetência da execução, não a legitimidade do desenho. É uma diferença que parece técnica e é, na verdade, política: uma coisa é exigir que um sistema mau funcione melhor, outra é perguntar se aquele sistema devia sequer existir. Nas redes sociais, longe dos comunicados oficiais, foi de professores e não dos meios do costume que veio a onda de testemunhos sobre os erros dos exames — enquanto o ministério, por algum tempo, insistiu em desvalorizá-los. A pressão política acabou por obrigar a mais do que palavras: o sindicato de professores Fenprof pediu directamente a demissão do ministro da Educação, o Bloco de Esquerda propôs uma comissão parlamentar de inquérito para apurar quem desenvolve e gere a plataforma e com que dinheiro do PRR, e até um pedido de debate urgente do Chega chegou a ser recusado pelo presidente do Parlamento. Perante o caos, o ministro autorizou ainda meio milhão de euros extra para tentar estabilizar o sistema em pleno processo de correcção — dinheiro gasto às pressas para apagar um incêndio que, no fundo, resultou de anos de decisões apressadas. Para muitos desses professores, o problema não é apenas a pressa: é o próprio modelo — descritores simplificados, perguntas fechadas, uma avaliação pensada para ser lida por uma máquina antes de ser lida por um ser humano. Não escrevo isto para condenar a tecnologia em si, nem os professores que, sem alternativa, hoje classificam aquilo que a plataforma lhes atribui. Escrevo-o porque um país que aceita ser laboratório sem perguntar o preço do ensaio acaba sempre a pagar a factura duas vezes: uma em dinheiro do PRR, outra em confiança perdida na escola pública. Da próxima vez que o seu filho, ou o filho de um amigo, receber uma nota de exame que pareça estranha, vale a pena perguntar não só se a resposta estava certa — mas quem, ou o quê, a leu primeiro. #PRR, #educação, #digitalização, #inteligência artificial, #vigilância digital, #Portugal, #União Europeia, #professores, #exames nacionais, #Paulo Freire, #Gert Biesta

Diante das informações de ontem sobre o Danilo, já começa a se notar uma nova postura dessa Gestão do Botafogo! o Clube quer resgatar a credibilidade no mercado manchada no último ano e não vai aceitar chantagem de empresário e nem pedido de jogador!! O recado foi dado, os clubes que tenham interesses nos nossos jogadores eles terão um preço no mercado, e só sairão se realmente for bom para o clube! Nesse momento o Botafogo passa por uma recuperação das finanças. Salários em dia e promessa de investimentos!! Mais detalhes na live das 10:45 Canal do Anderson Motta #Botafogo #Futebol #GestãoSportiva

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L'Iran ha progettato un nuovo piano per assassinare il presidente degli Stati Uniti Donald Trump, secondo informazioni di intelligence condivise da Israele, segnando un aumento delle tensioni tra Washington e Teheran in seguito alla promessa di vendetta per l'assassinio di Qassem Soleimani. #Iran #Trump #Israele

Colpito sito militare iraniano, gli Usa: “Non siamo stati noi”. Terminati i funerali di Khamenei