Os Estados Unidos abriram uma nova frente no combate ao PCC e, desta vez, o alvo é o dinheiro. Em reportagem exibida pela TV Globo, o governo americano detalhou as sanções impostas contra brasileiros e empresas acusados de integrar uma sofisticada rede internacional de lavagem de dinheiro ligada à facção criminosa. Segundo o Departamento do Tesouro dos EUA, o empresário Victor Henrique Shimada e Stella de Oliveira teriam operado um esquema que movimentou mais de 30 milhões de dólares em recursos atribuídos ao PCC. Entre as empresas atingidas pelas sanções estão a Victory Trading Intermediação de Negócios, a Pixwave Soluções de Pagamentos, a Wave Construções Inteligentes e a portuguesa Avenidas Flutuantes Unipessoal. As medidas determinam o bloqueio de bens em território americano e proíbem qualquer cidadão ou empresa dos Estados Unidos de realizar transações com os sancionados. E não para por ai, uma reportagem do Metrópoles revelou que a Victory Trading, uma das empresas sancionadas pelos EUA, recebeu 514,5 milhões de reais da Wave Intermediações, empresa apontada como integrante da rede Arpar, estrutura investigada por suspeitas de lavagem de dinheiro e associada ao chamado “Careca do INSS”. As investigações apontam que a rede Arpar seria composta por dezenas de empresas com características de fachada e teria movimentado bilhões de reais em operações financeiras sob suspeita. O cruzamento dessas informações expõe um cenário inquietante - enquanto autoridades americanas avançam no rastreamento do dinheiro atribuído ao PCC, surgem conexões com uma das mais controversas investigações financeiras em curso no Brasil. O mapa do dinheiro começa a ser desenhado fora do país e pode revelar uma rede muito maior do que se imaginava, alcançando empresas, operadores financeiros e estruturas que, até pouco tempo atrás, “pareciam” completamente desconectadas entre si. #PCC #LavagemDeDinheiro #Sanções





