Exclusivo Radiolão: CNJ cobra TSE e TRE-DFsobre retorno de servidor demitido após alertar sobre falhas em rádios em 2022 Vocês lembram do funcionário do TSE demitido no segundo turno de 2022, depois de alertar que rádios deixavam de veicular inserções da propaganda eleitoral de Jair Bolsonaro? A campanha do PL, por meio de Fábio Wajngarter (@fabiowoficial), denunciou o problema, contratou auditoria e levou o material ao tribunal. Moraes arquivou mesmo assim. No mesmo intervalo, Alexandre Gomes Machado, coordenador do pool de emissoras, foi retirado da sede sob escolta. A Investigação teve acesso a documentos inéditos do processo disciplinar. Eles mostram o que a nota pública do TSE não disse: um voto interno pedia a absolvição do servidor e apontava o vazamento para dentro da própria Corte. Quem votou pela absolvição era o único funcionário de carreira do TSE na comissão. Os dois votos pela demissão vieram de nomes ligados a Moraes: um foi o juiz auxiliar Marco Antonio Martin Vargas — o mesmo que apareceu na Vaza Toga publicada por Glenn Greenwald (@ggrenwald) dizendo que tinha vontade de "mandar uns jagunços" para pegar Allan dos Santos (@allanconta5) nos EUA. E o outro era o delegado Disney Rosseti, então secretário de Polícia Judicial do TSE, que indicou para Moraes os delegados que o auxiliariam no Inquérito das FakeNews. A nota do TSE sobre o caso falou em “assédio moral por motivação política”. A demissão que o tirou do serviço público foi outra: “revelar segredo”. O segredo? Era justamente o e-mail em que uma rádio admitia cem inserções não veiculadas. Reconstituímos a história inteira — do alerta à escolta, das duas demissões ao voto que nunca foi público — e o que de fato aconteceu dentro do TSE. https://t.co/LayUGBaRa1 #TSE #Eleições2022 #Transparência