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"O Negócio do Século de Vieira: Como se Livrou de 160 Milhões em Dívidas" O antigo presidente do Benfica ficou livre da dívida. O banco ficou com as acções — e a fugir delas."" Uma história antes da história A avó de uma amiga minha ficou viúva há uns anos e, com ela, herdou uma dor de cabeça: o marido tinha deixado dívidas de que ninguém na família sabia bem a dimensão. Antes de assinar seja o que for, a minha amiga levou-a ao advogado. E o advogado explicou-lhe uma coisa que a lei portuguesa prevê há mais de século e meio: uma herança pode ser aceite de duas maneiras. Pode aceitar-se "pura e simplesmente" — nesse caso, fica-se com tudo, o bom e o mau, e se as dívidas forem maiores do que os bens, paga-se a diferença do próprio bolso. Ou pode aceitar-se "a benefício de inventário" — fica-se com o que a herança tiver de bom, mas nunca se responde por mais do que aquilo que ela vale. Se a dívida for maior do que a casa e as poupanças do falecido, essa diferença simplesmente desaparece; não sai do bolso do herdeiro. A avó da minha amiga escolheu esta segunda opção, e dormiu descansada. Guardo esta história porque é, sem exagero nenhum, a chave para perceber o que aconteceu este mês com o Novobanco e as empresas de Luís Filipe Vieira. Só que, em vez de uma família a lidar com um advogado, temos um banco a lidar com uma norma internacional de contabilidade chamada IFRS 10. E o resultado, tecnicamente, é o mesmo: ficar com o que interessa, sem ficar com o resto. Vamos por partes, e por ordem cronológica, porque esta história começa muito antes da notícia desta semana. 2017 e antes — como nasceu a dívida Luís Filipe Vieira, na altura presidente do Sport Lisboa e Benfica, tinha um grupo de empresas imobiliárias — entre elas a Promovalor e a Inland. Estas empresas foram, ao longo de anos, financiadas pelo Banco Espírito Santo (BES) com centenas de milhões de euros. Em 2017, a dívida total deste grupo económico rondava os 400 milhões de euros. Essa dívida tinha duas partes bem diferentes, e é essencial perceber a diferença desde já: Primeira parte — 160 milhões de euros em VMOC. VMOC quer dizer "Valores Mobiliários Obrigatoriamente Conversíveis". Explicando sem jargão: é um instrumento financeiro em que se empresta dinheiro com uma condição escrita no contrato — se a dívida não for paga até determinado prazo, ela transforma-se automaticamente em acções da empresa devedora. Ou seja, deixa de ser dinheiro que a empresa deve, e passa a ser propriedade (capital) da empresa que o credor passa a deter. Destes 160 milhões, 90 milhões pertenciam à Promovalor e 70 milhões à Inland. Segunda parte — cerca de 240 milhões de euros em crédito bancário e hipotecário directo. Este era financiamento normal, sem a cláusula de conversão em acções — dinheiro emprestado para construção e promoção imobiliária, com hipotecas sobre os terrenos e edifícios como garantia. Em 2017, para tentar resolver a situação sem décadas de tribunais, o BES/Novobanco e Vieira chegaram a um acordo relativamente à segunda parcela (os 240 milhões de crédito directo): o património imobiliário real do grupo — terrenos e edifícios em Tavira, Loures, Vila Franca de Xira, um hotel Sheraton na Reserva do Paiva, no Brasil, entre outros — foi retirado das empresas Promovalor e Inland e colocado dentro de um fundo de investimento, gerido por uma entidade independente chamada C2 Capital Partners. Este fundo passou a vender os imóveis, ao ritmo do mercado, e a entregar o dinheiro das vendas ao banco, para ir abatendo a dívida. Em troca de terem cedido este património, o Novobanco ficou a deter cerca de 96% das "unidades de participação" (uma espécie de acções) deste fundo, e Vieira/Promovalor manteve os restantes 4%. O resultado prático desta operação de 2017 foi crucial: a partir daqui os imóveis reais e valiosos deixaram de pertencer à Promovalor e à Inland. Passaram a pertencer ao fundo. As duas empresas ficaram, na prática, sem património de peso — apenas com a dívida que ainda não tinha sido "resolvida" desta forma, ou seja, os 160 milhões de VMOC. 2017–2021 — o Acordo de Capital Contingente e o dinheiro público Quando o Novobanco foi criado a partir dos destroços do BES e vendido ao fundo americano Lone Star, foi assinado um mecanismo chamado Acordo de Capital Contingente (CCA). Este acordo obrigava o Estado português, através do Fundo de Resolução, a injectar capital no Novobanco sempre que este registasse perdas em créditos "podres" herdados do BES que fizessem descer os seus rácios de capital abaixo de um determinado limite. As perdas relacionadas com o grupo Vieira entraram exactamente neste mecanismo. À medida que os créditos e os VMOC deste grupo perdiam valor, o Novobanco ia registando "imparidades" — o termo técnico para dizer "estou a admitir que não vou receber este dinheiro, e vou apontar essa perda nas minhas contas". Essas imparidades geravam prejuízos, e esses prejuízos accionavam pedidos de capital ao Fundo de Resolução, que por sua vez ia buscar esse dinheiro a empréstimos do Estado — ou seja, em última instância, ao contribuinte. Neste período, o Novobanco chegou a provisionar a 100% os 160 milhões de euros dos VMOC — quer dizer, deu esse valor como perdido por completo, nas contas do banco, muito antes de a questão jurídica estar decidida. Uma fatia esmagadora desta perda de 160 milhões acabou por ser coberta, indirectamente, pelas injecções de capital público que o Acordo de Capital Contingente obrigava a fazer. É por isto que é justo dizer que os contribuintes portugueses já pagaram, de facto, uma parte substancial desta história — não porque tenham assinado um cheque com o nome de Vieira escrito, mas porque o mecanismo de resolução bancária funcionou precisamente como uma rede de protecção para as perdas do Novobanco, e estas perdas incluíam esta dívida. Este Acordo de Capital Contingente já terminou. Tinha um prazo e um tecto máximo de injecções, ambos esgotados. É um ponto importante a reter para o fim desta história. O litígio jurídico — o Novobanco tenta travar a conversão Apesar de os VMOC preverem, por contrato, a conversão automática em acções caso a dívida não fosse paga, o Novobanco não aceitou esta conversão de bom grado. Durante anos, o banco contestou-a em tribunal, tentando fazer cancelar essa conversão nos aumentos de capital da Promovalor e da Inland. Porquê resistir a ficar dono de duas empresas, em vez de simplesmente aceitar? Porque, como veremos, "ficar dono" de empresas cheias de dívidas por pagar é um problema, não um prémio. Fevereiro de 2026 — o Supremo Tribunal dá razão a Vieira Em Fevereiro de 2026, o Supremo Tribunal de Justiça decidiu esta disputa a favor de Luís Filipe Vieira. A decisão final obrigou o Novobanco a reconhecer aquilo que o contrato dos VMOC sempre tinha previsto: a conversão da dívida em acções. Na prática, o banco tornou-se, de um dia para o outro, o accionista maioritário das duas sociedades — com 66% do capital da Promovalor e 63,3% do capital da Inland. Para Vieira, este foi o desfecho que procurava: os 160 milhões de euros de dívida pessoal e do grupo, contraídos ainda no tempo do BES, ficaram legalmente extintos. Em troca, entregou ao banco a propriedade maioritária de duas empresas — que, como já vimos, tinham sido esvaziadas do seu património real em 2017. Do lado das contas do Novobanco, esta conversão não trouxe surpresas de maior a este nível específico: como a dívida de 160 milhões já estava provisionada a 100% havia anos, a decisão do Supremo não teve impacto adicional relativamente a este valor. O dinheiro, por assim dizer, já tinha sido dado como perdido antes mesmo de o tribunal decidir. O tamanho real do problema — de onde vêm os 278 milhões Aqui está o ponto que costuma confundir mais gente: se os 160 milhões de VMOC foram "limpos" através da conversão em acções, porque é que a notícia fala de um buraco de 278 milhões de euros nestas empresas? A resposta está na diferença entre a dívida total do grupo e a parcela que foi coberta pelos VMOC. Recorde-se: a dívida total em 2017 era de cerca de 400 milhões. Destes, apenas 160 milhões estavam ligados aos VMOC. Os restantes cerca de 240 milhões eram crédito bancário directo — a dívida que, em 2017, ficou associada ao fundo de imóveis, mas que continuou, tecnicamente, registada como passivo das próprias empresas Promovalor e Inland, à espera de ser paga pelas vendas dos imóveis. Ao longo de quase uma década de incumprimento, esta segunda parcela foi acumulando juros de mora e encargos — cerca de 38 milhões de euros adicionais. A conta soma-se assim: • Dívida global do grupo em 2017: aproximadamente 400 milhões de euros • Menos os 160 milhões de VMOC, extintos pela conversão em acções: fica um remanescente de cerca de 240 milhões • Mais os juros de mora e encargos acumulados ao longo dos anos: mais cerca de 38 milhões • Total do passivo actual das duas sociedades: 278 milhões de euros Este é, portanto, o "buraco" que hoje consta das contas da Promovalor e da Inland, e que nada tem a ver com os VMOC já resolvidos — é o que sobrou da outra fatia da dívida, a que nunca foi convertida em capital. E que garantias existem para pagar estes 278 milhões? Apenas o que resta do património no fundo gerido pela C2 Capital Partners. Quando os imóveis lá foram colocados em 2017, foram avaliados, na altura, num valor bruto de cerca de 244 milhões de euros — uma avaliação que se veio a revelar largamente inflacionada. À medida que os terrenos e edifícios foram sendo colocados à venda no mercado real (por exemplo, o Sheraton na Reserva do Paiva, no Brasil, vendido há cerca de um mês ao grupo hoteleiro português Vila Galé), os valores obtidos ficaram muito abaixo dessas avaliações antigas. Hoje, estima-se que o que resta por vender no fundo — que inclui ainda terrenos como os Páteos da Luz em Tavira, a Quinta dos Salgados em Santa Iria da Azóia, o Parque Oriente em Loures e a Quinta do Cochão em Vila Franca de Xira — valha entre 80 e 100 milhões de euros. Ou seja: mesmo que o banco consiga vender tudo o que resta no fundo pelo melhor preço possível, recuperará apenas entre 80 e 100 milhões para abater um passivo de 278 milhões. Mais de 170 milhões de euros deste "buraco" nunca serão pagos a ninguém — simplesmente deixarão de existir, por impossibilidade de cobrança, quando as empresas vazias forem, mais cedo ou mais tarde, extintas. Porque é que o banco não soma este buraco às suas próprias contas Chegamos aqui ao ponto mais técnico, mas também ao mais importante — e é aqui que a história da avó da minha amiga volta a fazer sentido. O Novobanco tem 66% e 63,3% do capital destas duas empresas. Bastaria isso, em contabilidade tradicional, para ser obrigado a somar às suas contas todos os activos e passivos delas — incluindo o "buraco" de 278 milhões. Mas a contabilidade moderna, através da norma internacional IFRS 10, deixou de olhar apenas para quem tem a maioria das acções. Passou a olhar para quem tem controlo efectivo — ou seja, quem manda de facto na empresa. A IFRS 10 exige três condições, todas em simultâneo, para que uma empresa seja obrigada a "consolidar" outra nas suas contas: 1. Ter poder — o direito e a capacidade real de dirigir as decisões operacionais e financeiras relevantes da empresa. 2. Ter exposição a resultados variáveis — ter direito aos lucros, ou estar exposto aos prejuízos, dessa empresa. 3. Ter capacidade de usar esse poder para influenciar esses resultados. O Novobanco fez uma escolha deliberada: apesar de ter a maioria do capital, recusou-se a nomear administradores próprios para os órgãos sociais da Promovalor e da Inland. Sem gente sua na gestão, o banco não assina cheques, não aprova orçamentos, não decide contratações nem vendas do dia a dia dessas empresas. A gestão formal continua, hoje, nas mãos do próprio Luís Filipe Vieira. Ao provar aos auditores externos e ao Banco Central Europeu que é, de facto, um accionista passivo e bloqueado — dono do papel, mas sem mão na engrenagem —, o Novobanco cumpre os critérios técnicos para não ser obrigado a consolidar estas duas sociedades. É exactamente a lógica do "benefício de inventário": aceitar a propriedade formal, sem aceitar a responsabilidade integral pelas dívidas associadas a essa propriedade. Como é que isto aparece, então, nas contas do banco? Se as empresas não entram "linha a linha" nas contas do Novobanco, como é que o banco as regista? A resposta divide-se em duas partes bem distintas, e vale a pena perceber esta divisão com clareza, porque é aqui que está o "coração" financeiro de toda a operação: As empresas (Promovalor e Inland) — ficam de fora do balanço. O banco regista as suas acções nestas duas empresas como um activo financeiro avaliado ao "justo valor" — e esse justo valor, dado o estado das empresas, é de 0 euros. O passivo de 278 milhões que está dentro delas não entra nas contas do banco. O fundo de investimento (gerido pela C2 Capital Partners) — entra no balanço. Como o Novobanco detém cerca de 96% das unidades de participação deste fundo — que é uma entidade separada, gerida de forma independente, sem as dívidas das empresas de Vieira — regista o valor desta participação ao seu justo valor de mercado: os já mencionados 80 a 100 milhões de euros em imóveis por vender. Explicando de outra forma: o banco leva para dentro de casa o que ainda vale dinheiro (a fatia dos imóveis no fundo), e deixa cá fora o que só tem dívidas (as próprias empresas). É esta divisão, tecnicamente permitida pelas regras internacionais, que suscita a pergunta moral com que qualquer leigo fica ao ler esta notícia. Porque não reergue as empresas, e porque não as fecha já Uma pergunta óbvia surge aqui: se o Novobanco tem mais de 60% do capital destas empresas, porque não usa esse poder para as reerguer, ou, em alternativa, para simplesmente as liquidar de vez, já que valem zero? Reerguer não é opção. Fazê-lo exigiria ao banco injectar dezenas ou centenas de milhões de euros novos nestas sociedades para pagar credores e tentar pôr um negócio a funcionar — só que não há negócio nenhum para pôr a funcionar. A Promovalor e a Inland não produzem nada, não têm fábricas nem prestam serviços; eram apenas holdings imobiliárias, e o património imobiliário real já foi retirado delas em 2017. Não há nada para salvar. Além disso, o Banco Central Europeu proíbe, em termos gerais, que bancos comerciais funcionem como promotores imobiliários ou injectem capital novo em empresas insolventes de clientes, precisamente porque isso destruiria os seus próprios rácios de capital. Liquidar também não é simples. Para pedir a liquidação ou insolvência de uma empresa da qual se é accionista maioritário, é normalmente necessário assumir primeiro o seu controlo formal: convocar uma assembleia geral, destituir a gerência actual (neste caso, a de Vieira), nomear administradores próprios, e só depois avançar com o processo de insolvência. O problema é que, no preciso momento em que o Novobanco nomeasse os seus próprios administradores e assumisse a gestão, activaria exactamente o critério de "controlo" da norma IFRS 10 que até aqui evitou cuidadosamente. Nesse instante, o buraco de 278 milhões entraria directamente para o balanço do banco, contaminando os seus rácios financeiros — antes mesmo de um tribunal decretar a liquidação, processo que pode demorar anos na justiça portuguesa. Além disso, quem assume a gestão de uma empresa em situação de insolvência iminente pode ficar exposto a responsabilidades legais e fiscais sobre dívidas passadas, incluindo eventuais dívidas à Autoridade Tributária ou à Segurança Social — mais um motivo para o banco preferir manter-se à distância. Por fim, uma liquidação das empresas em si não traria dinheiro nenhum ao banco, porque elas já não têm bens — o dinheiro que ainda há para recuperar está todo dentro do fundo de imóveis, e esse processo de venda já está em curso, independentemente do destino formal das duas sociedades. O resultado é uma espécie de "coma induzido": o banco não reergue as empresas, porque seria deitar dinheiro bom em cima de dinheiro perdido; não as líquida directamente, para não arrastar o passivo para o seu próprio balanço; e tenta, isso sim, vender a sua posição acionista — mesmo que seja por um euro simbólico — a terceiros ou ao próprio Vieira, "empurrando" o problema jurídico para quem o quiser aceitar. Foi exactamente isso que o banco tentou fazer em Março de 2026, através do exercício de uma opção de venda das suas acções na Promovalor e na Inland — tentativa que falhou "por incumprimento da contraparte", suspeitando-se, sem que a notícia o confirme expressamente, que essa contraparte seja o próprio Vieira. No relatório e contas, o Novobanco garante que vai continuar a procurar formas de se desfazer desta posição. Porque é que alguém quereria comprar acções que valem zero? Aqui vale a pena parar num pormenor que costuma intrigar quem segue este caso pela primeira vez. Se o Novobanco avalia as suas acções da Promovalor e da Inland em zero euros, porque é que, em Março de 2026, havia aparentemente alguém do outro lado disposto a comprá-las — numa operação que só não avançou por, segundo a notícia, "incumprimento da contraparte"? Antes de continuar, uma ressalva importante: a notícia não identifica quem era essa contraparte. A suspeita, levantada por órgãos de comunicação social e não confirmada pelo banco, é que possa ter sido o próprio Luís Filipe Vieira. É uma hipótese plausível — ele é, afinal, quem continua a gerir estas empresas, e seria o comprador mais óbvio de uma posição que, no fundo, já controla na prática — mas continua a ser apenas isso: uma hipótese. O raciocínio que se segue explora este cenário por ser o mais instrutivo, não porque esteja estabelecido como facto. Dito isto, a pergunta mantém-se válida mesmo em abstracto: porque é que alguém compraria "nada"? A resposta está em perceber que "zero" é o valor de liquidação — o que sobraria para um accionista se a empresa fosse fechada hoje e todas as dívidas pagas primeiro. Não é o valor de uso. Imagine-se uma casa arruinada, com uma hipoteca maior do que aquilo que ela vale — o banco, sabendo que nunca vai recuperar todo o dinheiro através dela, muitas vezes nem se dá ao trabalho de a executar, porque dá mais despesa do que proveito. A casa "vale zero" no papel, mas continua a ser um tecto, uma morada, uma estrutura que alguém pode ocupar e usar, sem nunca ser obrigado a pagar a hipoteca por inteiro. É exactamente esta lógica que se aplica à Promovalor e à Inland. Quem quer que controle estas empresas — hoje Vieira, enquanto gestor de facto — decide os contratos que assinam, o uso que fazem da estrutura jurídica, o destino do que ainda resta. E nunca é obrigado, só por deter ou controlar as acções, a pagar do seu próprio bolso a dívida de 278 milhões que lá dentro dorme, porque essa dívida é da empresa, uma pessoa colectiva distinta, e não da pessoa que a gere ou possui. É este o activo real que se procura quando se procura comprar "nada": não património, mas controlo, protegido pela responsabilidade limitada. Portugal já viu este mecanismo em acção antes, embora noutro contexto. Em 2008, o Estado português nacionalizou o falido Banco Português de Negócios (BPN) por um valor simbólico de um euro. Não porque o banco valesse, literalmente, um euro, mas porque o seu valor de liquidação era negativo — tal como o das empresas de Vieira hoje —, e o preço simbólico serviu apenas para formalizar a transferência do controlo. A diferença crucial é que o Estado, ao nacionalizar, aceitou também as dívidas do BPN, por ter um interesse público a defender. Um comprador privado das acções da Promovalor ou da Inland não teria essa obrigação: herdaria o controlo, sem herdar a exigência de pagar as dívidas com património pessoal. O economista Adam Smith já tinha avisado, há mais de dois séculos, sobre este tipo de separação entre quem controla e quem responde: observou que quem gere dinheiro alheio raramente lhe dedica o mesmo cuidado vigilante que dedicaria ao seu próprio. A ideia aplica-se aqui de forma quase inversa, mas com a mesma raiz — se ninguém está exposto ao custo total das más decisões do passado (nem o Novobanco, que não quer gerir, nem quem quer que venha a controlar as empresas, que não paga pessoalmente a dívida), o incentivo para alguém resolver de vez o problema de fundo — os 278 milhões por cobrar — torna-se praticamente nulo. A "casa arruinada" fica na rua, meio abandonada, precisamente porque a ninguém compensa assumir o custo de a demolir. Quem pagou, e quem vai pagar, no final de contas Chegados aqui, faz sentido separar duas perguntas que costumam confundir-se: uma é técnica ("isto é legal?"), a outra é moral ("isto é justo?"). Do ponto de vista técnico e regulatório, a resposta é relativamente simples: sim, o Novobanco está a aplicar correctamente as regras internacionais de contabilidade, e o Banco Central Europeu prefere mesmo que assim seja — obrigar o banco a consolidar um passivo de 278 milhões de euros que não escolheu, e sobre o qual não tem controlo de gestão, fragilizaria desnecessariamente a sua posição de capital. A questão moral é mais incómoda, e tem duas camadas. A primeira camada é sobre quem já pagou. Os 160 milhões de euros de dívida ligados aos VMOC foram, na prática, absorvidos pelo sistema de resolução bancária português ao longo dos anos em que o Acordo de Capital Contingente esteve activo — o que quer dizer, em bom português, que uma fatia esmagadora deste valor acabou coberta por injecções de capital público no Novobanco, financiadas por empréstimos do Estado. Some-se a isto uma fatia adicional de perdas relacionadas com a insuficiência das garantias do crédito de 240 milhões — estima-se que o impacto total, directo e indirecto, do grupo económico de Vieira sobre as contas cobertas pelo mecanismo de resolução tenha rondado os 200 a 300 milhões de euros. Dizer que "os portugueses pagaram para limpar parte da dívida de Vieira" é, por isto, uma descrição materialmente correcta. A segunda camada é sobre a assimetria entre o cidadão comum e o grande devedor. Se uma família comum deixar de pagar a prestação da casa, o banco fica com a casa, a família perde o imóvel, e continua a dever a diferença — com o risco de penhora de salário e de bens futuros. No caso de um grande devedor do sistema, existem instrumentos como os VMOC, fundos de reestruturação e mecanismos de capital contingente que permitem "limpar" formalmente o passivo pessoal, isolar o património ainda valioso para o credor, e distribuir o prejuízo residual pelo sistema financeiro e, em última instância, pelo contribuinte. É um duplo padrão real, mesmo que nenhuma das partes envolvidas esteja, tecnicamente, a infringir a lei. E agora? O risco para o contribuinte, hoje, é zero Há, no entanto, uma boa notícia nesta história, que raramente é dita com a mesma clareza com que se conta o resto: relativamente aos 278 milhões de euros que ainda restam nestas duas empresas, o risco para o contribuinte português é, hoje, nulo. Há três razões concretas para isto. Primeira: o Acordo de Capital Contingente que ligava as perdas do Novobanco ao Fundo de Resolução já terminou, com o seu prazo e tecto máximo esgotados. O Novobanco é hoje um banco privado, rentável, maioritariamente detido pelo grupo financeiro francês BPCE. Qualquer perda futura relacionada com este processo terá de ser absorvida pelos accionistas privados do banco, não pelo Estado. Segunda: esta dívida específica de 278 milhões já está, segundo a própria notícia, provisionada a 100% pelo banco — ou seja, o Novobanco já deu este valor como perdido nas suas próprias contas, com impacto já assumido no passado. A recusa em consolidar as duas empresas em 2026 serve, precisamente, para impedir que esta dívida antiga "ressuscite" e volte a afectar o balanço actual da instituição — mas o impacto financeiro, no que toca ao banco, já foi contabilizado. Terceira: os 278 milhões continuam registados como passivo dentro da Promovalor e da Inland, e, como o Novobanco nunca deu qualquer garantia pessoal por estas dívidas nem assumiu a gestão das empresas, esse passivo está "fechado" dentro delas. Se as empresas entrarem, no futuro, em liquidação ou insolvência final, o processo simplesmente encerra sem que os credores consigam cobrar — porque não há património para o fazer. A dívida extingue-se por impossibilidade de cobrança, sem que o Estado ou o contribuinte sejam chamados a pagar mais um cêntimo. Para terminar Voltemos, para fechar, à avó da minha amiga. Quando ela aceitou aquela herança "a benefício de inventário", ninguém achou que estivesse a fazer batota — estava apenas a usar uma protecção legal que existe, precisamente, para que um cidadão comum não seja arrastado para dívidas que nunca escolheu contrair. O Novobanco fez, tecnicamente, a mesma escolha. A diferença é que o "falecido", neste caso, é um grupo de empresas cujo colapso teve origem em créditos concedidos com pouco critério ainda no tempo do BES, cujas perdas já foram, em larga medida, cobertas por dinheiro público ao longo de quase uma década, e cujo devedor original viu a sua responsabilidade pessoal extinta por um instrumento contratual que ele próprio assinou décadas antes de este desfecho estar decidido. A lei está a ser cumprida, ponto por ponto. Fica apenas a pergunta que a lei, por definição, não responde: se o pequeno herdeiro e o grande banco têm ambos o direito de dizer "não aceito mais do que aquilo que a herança vale", porque é que, olhando para trás, é sempre o mesmo lado da sociedade que acaba a pagar a diferença primeiro? #Novobanco, #Luís Filipe Vieira, #Promovalor, #Inland, #VMOC, #IFRS10, #Fundo de Resolução, #BES, #Lone Star, #banca portuguesa, #contabilidade, #imparidades, #dívida, #explicador

Informe de Gestão Em 14 de maio, a nova gestão da SAF Botafogo iniciou um amplo processo de reestruturação, com a implementação de um Plano Estratégico de 100 dias. Para esse período, foram estabelecidos os seguintes objetivos: • Realizar uma auditoria completa das finanças da SAF; • Revisitar contratos, reduzir despesas, criar novos protocolos internos e redefinir diretrizes de gestão, scout, contratações e política salarial do Departamento de Futebol; • Intensificar o diálogo e a negociação direta com os credores do Plano de Recuperação Judicial, inclusive por meio de reuniões presenciais, reafirmando nosso compromisso com a transparência e a construção de soluções; • Trabalhar pela manutenção e renovação dos atletas considerados estratégicos para a continuidade do projeto esportivo; • Equilibrar a composição do elenco entre experiência e juventude, construindo uma equipe sustentável e competitiva, com espaço para a integração e valorização dos atletas formados nas categorias de base; • Restabelecer as conexões institucionais com o mercado, fortalecendo o relacionamento com entidades governamentais, clubes, agentes e demais participantes do ecossistema do futebol; • Apresentar às lideranças do Clube um cenário realista para os próximos três anos, estabelecendo diretrizes claras para a reconstrução e o crescimento sustentável da SAF. Ao longo desses primeiros meses, foram alcançados avanços relevantes em todas as frentes estabelecidas. Algumas decisões exigiram medidas difíceis e, por vezes, impopulares. No entanto, todas elas foram tomadas com responsabilidade, transparência e foco na sustentabilidade financeira, na estabilidade institucional e na competitividade esportiva. Essas medidas representam etapas fundamentais para a estabilização da SAF e para a construção de bases sólidas que permitam ao Botafogo retomar o caminho do crescimento sustentável, fortalecer sua credibilidade e voltar a disputar títulos de forma consistente. A SAF Botafogo segue executando seu plano de reestruturação sob a liderança do CEO Eduardo Iglesias, contando com a colaboração permanente do Presidente do Botafogo de Futebol e Regatas, João Paulo N. Magalhães Lins, e em alinhamento com o investidor Gabriel de Alba (GDA), cujo apoio financeiro e institucional tem sido decisivo para a implementação das medidas previstas e para a construção de um novo ciclo de crescimento do Clube. Os desafios permanecem relevantes, mas os avanços já alcançados reforçam a convicção de que o Botafogo está construindo bases sólidas para um futuro financeiramente sustentável, esportivamente competitivo e institucionalmente forte. SAF BOTAFOGO #Futebol #Gestão #Sustentabilidade

Um clube entra em recuperação judicial após deliberadamente gastar mais que arrecada. Enquanto bota os credores em uma fila de 20 anos pagando apenas 10% do que deve, vai ao mercado gastar milhões, fazendo trabalhadores de otários. Resposta Histórica. #Justiça #Economia #Futebol

🚨 Corinthians usa Copa do Mundo para tentar derrubar transfer ban, e Cuiabá dispara: 'PAGUE O QUE DEVE'. Punido com mais um transfer ban após atrasar uma parcela de R$ 8 milhões na CNRD da CBF, o Timão usou como uma das justificativas a queda de arrecadação por conta da pausa para a Copa. Como prova de "boa-fé" e para tentar derrubar o transfer ban, o Corinthians sugeriu que a parcela vencida em 17 de julho seja paga em 31 de agosto, assim como a antecipação da parcela de 17 de outubro. O pedido incomodou os credores, principalmente o Cuiabá. • ALGUMAS AFIRMAÇÕES DO CUIABÁ EM DOCUMENTO LEVADO À CNRD: “Manter a punição enquanto não houver o pagamento não causa prejuízo indevido ao Requerente (Corinthians). Basta que o devedor PAGUE O QUE DEVE para que a questão se resolva. O que não se admite é a inversão da ordem das coisas, com a liberação do devedor antes do pagamento.” “O devedor (Corinthians) busca revestir sua dívida de um VERNIZ DE BOA-FÉ, alegando que o aviso prévio da impossibilidade de pagamento e a proposta de quitação conjunta seriam uma conduta leal com os credores.” “Avisar antes que não pagará não equivale a pagar. A obrigação do Requerente é de pagamento pontual, e não de mera notificação de futuro inadimplemento.” “O Requerente (Corinthians) atrasou parcela em outubro de 2025, tendo esta Câmara, à época, condicionado a liberação à alteração de comportamento. O que agora se verifica é a repetição do mesmo padrão: novo vencimento, novo inadimplemento, nova tentativa de postergar a obrigação.” “Trata-se de um DEVEDOR CONTUMAZ, cuja postura reiterada de inadimplemento não pode ser tratada como mero contratempo operacional.” 🗞️ @ESPNBrasil #Corinthians #TransferBan #CopaDoMundo

Último detalhe: o Botafogo entende que Textor atrapalha o processo da Recuperação Judicial ligando para os credores orientando não aceitar entrar na RJ. Ele teria a quantia de RṢ̌ 1.5 bi para quitar a dívida. #Botafogo #RecuperaçãoJudicial #FutebolBrasileiro

John Textor está entrando em contato com credores que estão na lista da Recuperação Judicial para orientar-los a não aceitar o acordo proposto pela SAF. Segundo o norte-americano, existe uma verba, em parceria com Evangelos Marinakis, destinadas a quitar essas dívidas em condições mais vantajosas. — @ricardoazambuja #RecuperaçãoJudicial #Credores #SAF

💣CORINTHIANS ESTUDA RECUPERAÇÃO JUDICIAL PARA PREPARAR CAMINHO RUMO À SAF‼️ O Corinthians pode estar prestes a mudar completamente a estratégia para enfrentar sua crise financeira. O Blog do Macedo apurou que ganhou força nos bastidores do Parque São Jorge a discussão sobre uma eventual migração do atual Regime Centralizado de Execuções (RCE) para um pedido de Recuperação Judicial (RJ), movimento que é visto internamente como um passo estratégico para viabilizar uma futura Sociedade Anônima do Futebol (SAF). Segundo fontes ouvidas do clube, o entendimento é de que o RCE cumpriu um papel importante ao proteger o clube das execuções individuais, mas passou a ser considerado insuficiente diante do tamanho do passivo Corinthiano e da necessidade de uma reestruturação financeira mais profunda. A Recuperação Judicial é vista por integrantes do núcleo que acompanha a situação financeira do clube como um mecanismo capaz de permitir uma renegociação mais ampla das dívidas, com a apresentação de um plano aos credores, possibilidade de alongamento dos pagamentos e outras medidas previstas na legislação. A avaliação feita internamente é que uma eventual RJ também poderia trazer mais previsibilidade ao mercado, tornando o Corinthians mais atrativo para investidores interessados em participar de um futuro projeto de SAF. Pessoas que acompanham as conversas afirmam que a ideia é reorganizar o passivo antes de qualquer negociação envolvendo o futebol. Na prática, um investidor encontraria um cenário financeiro mais definido, com regras estabelecidas para o pagamento das dívidas e menor grau de incerteza sobre o tamanho das obrigações do clube. Apesar da discussão ter avançado nos bastidores, ainda não existe uma decisão formal da diretoria para ingressar com um pedido de Recuperação Judicial. O tema segue sendo analisado sob os aspectos jurídico, financeiro e político, já que uma medida dessa magnitude exige amplo planejamento e pode impactar diretamente o futuro institucional do Corinthians. Caso a estratégia seja efetivamente adotada, o Corinthians passará a seguir um caminho semelhante ao estudado por outros clubes brasileiros que recorreram aos instrumentos da legislação empresarial para reorganizar suas finanças antes de avançar em projetos ligados à SAF. O cenário ainda está em construção, mas a possibilidade de uma Recuperação Judicial deixou de ser apenas uma hipótese distante e passou a fazer parte das discussões sobre o futuro financeiro do clube. #BlogdoMacedo Apoio: #1908CoffeeStation #Corinthians #RecuperacaoJudicial #Futebol

VEJA OS PRINCIPAIS PONTOS DO PEDIDO DO VASCO À 4ª VARA EMPRESARIAL PARA VENDA DA SAF. Como noticiado pelo jornalista @gustavotutinha , o Club de Regatas Vasco da Gama e a Vasco SAF protocolaram na 4ª Vara Empresarial do Rio de Janeiro um pedido de autorização judicial para iniciar o processo competitivo de venda de 90% das ações de uma Nova SAF, empresa que concentrará os ativos do futebol. Vamos pra os principais pontos desse pedido. 1. Como funcionará a operação • Criação de uma Nova SAF. • Transferência dos ativos esportivos da atual Vasco SAF para essa nova empresa. • Venda de 90% do capital da Nova SAF por meio de um processo competitivo, permitindo a participação de outros investidores. 2. A SAF ainda não foi vendida • O pedido apresentado à Justiça busca apenas autorização para iniciar o processo competitivo. • A conclusão da operação dependerá da escolha da proposta vencedora, da homologação judicial e do cumprimento das condições previstas no Acordo de Investimentos. 3. Investimento mínimo previsto • Aporte obrigatório de R$ 500 milhões, dividido em cinco parcelas anuais de R$ 100 milhões entre 2026 e 2030, corrigidas pelo INPC. • Investimento de R$ 120 milhões no CT do futebol profissional. • Investimento de R$ 30 milhões na infraestrutura das categorias de base. • Auxílio financeiro para o cumprimento das obrigações da Recuperação Judicial. • Somando apenas os investimentos diretos previstos no edital, a operação alcança pelo menos R$ 650 milhões. 4. Almirante é a investidora da proposta-base • A Almirante Participações e Empreendimentos S.A. foi indicada como Stalking Horse Bidder, responsável pela proposta-base da operação. • Isso não significa que a empresa já tenha adquirido a SAF. • Outros investidores poderão apresentar propostas, e a Almirante terá o direito de igualar a melhor oferta válida, conforme as regras do edital. 5. Financiamento DIP • Se a Almirante vencer o processo competitivo, o crédito do empréstimo de aproximadamente R$ 82,8 milhões será convertido em capital da Nova SAF. • Se outro investidor vencer a disputa, esse crédito deverá ser quitado integralmente antes do fechamento da operação. 6. Pedido de urgência • Vasco e Vasco SAF afirmam enfrentar restrições de liquidez. • Segundo a petição, a rápida entrada de recursos é considerada essencial para cumprir o Plano de Recuperação Judicial. • Também visa honrar compromissos com credores, reforçar o elenco na atual janela de transferências e reduzir os riscos esportivos e financeiros de um eventual rebaixamento. Agora é aguardar e ver a resposta que o judiciário irá dar ao CRVG. #Vasco #SAF #Futebol

Vasco solicita à Justiça autorização para dar início ao processo de venda de 90% de uma nova SAF; projeto prevê investimentos mínimos de R$ 500 milhões. Na petição, Vasco e Vasco SAF alegam necessidade de urgência em razão das limitações de caixa e argumentam que a entrada dos recursos é fundamental para cumprir o plano da Recuperação Judicial, manter os pagamentos aos credores em dia, fortalecer o elenco na atual janela de transferências e diminuir os riscos esportivos e financeiros relacionados a uma possível queda para a Série B. O Vasco da Gama e a atual Vasco SAF apresentaram à 4ª Vara Empresarial do Rio de Janeiro um pedido para abrir um processo competitivo visando a alienação de 90% das ações de uma Nova SAF, companhia que passará a reunir os ativos ligados ao futebol. O modelo proposto envolve a constituição dessa nova empresa, a migração dos ativos esportivos da SAF atual para ela e, posteriormente, a negociação de 90% do capital com investidores interessados. O formato será aberto à concorrência, permitindo a participação de outros grupos econômicos. Vale destacar que a SAF ainda não foi comercializada. O pedido judicial busca apenas autorização para iniciar a concorrência. A efetivação da venda dependerá da escolha da melhor proposta, da aprovação da Justiça e do atendimento às exigências previstas no acordo de investimentos. A oferta de referência estabelece um compromisso de aporte de R$ 500 milhões, distribuídos em cinco pagamentos anuais de R$ 100 milhões entre 2026 e 2030, com correção pelo INPC. Além disso, o investidor terá a obrigação de destinar R$ 120 milhões ao CT do futebol profissional, R$ 30 milhões à infraestrutura da base e contribuir financeiramente para o cumprimento das obrigações da Recuperação Judicial. Considerando apenas esses investimentos obrigatórios, o montante mínimo da operação chega a R$ 650 milhões. A Almirante Participações e Empreendimentos S.A. foi definida como Stalking Horse Bidder, posição ocupada pelo grupo que apresentou a proposta inicial do processo. Isso não representa a aquisição da SAF, já que outros interessados poderão formalizar ofertas, enquanto a Almirante terá o direito de cobrir a melhor proposta considerada válida. Outro ponto abordado é o financiamento DIP. Caso a Almirante seja a vencedora da disputa, o crédito referente ao empréstimo, hoje estimado em R$ 82,8 milhões, será transformado em participação acionária na Nova SAF. Se outro investidor for escolhido, esse valor precisará ser integralmente quitado para a conclusão da transação. Informação dada em primeira mão pelo @gustavotutinha. 📷 Marcelo Wance #Vasco #SAF #RecuperaçãoJudicial

🚨 EXCLUSIVO | VASCO PEDE À JUSTIÇA AUTORIZAÇÃO PARA INICIAR A VENDA DE 90% DE UMA NOVA SAF; OPERAÇÃO PREVÊ APORTE MÍNIMO DE R$ 500 MILHÕES. O Club de Regatas Vasco da Gama e a Vasco SAF protocolaram na 4ª Vara Empresarial do Rio de Janeiro um pedido de autorização para iniciar o processo competitivo de venda de 90% das ações de uma Nova SAF, sociedade que concentrará os ativos do futebol. Na prática, a operação prevê a criação de uma Nova SAF, a transferência dos ativos esportivos da atual Vasco SAF para essa nova empresa e, posteriormente, a venda de 90% do seu capital. O processo será competitivo, permitindo que outros investidores apresentem propostas. Atenção: a SAF ainda não foi vendida. O pedido apresentado à Justiça busca apenas autorização para iniciar o processo competitivo. A venda dependerá da escolha da proposta vencedora, da homologação judicial e do cumprimento das condições previstas no Acordo de Investimentos. A proposta de referência prevê um aporte obrigatório de R$ 500 milhões, dividido em cinco parcelas anuais de R$ 100 milhões, entre 2026 e 2030, corrigidas pelo INPC. Além disso, o investidor deverá aplicar R$ 120 milhões no CT do futebol profissional e R$ 30 milhões na infraestrutura das categorias de base, além de prestar auxílio financeiro para o cumprimento das obrigações da Recuperação Judicial. Somando apenas os investimentos diretos previstos no edital, a operação alcança pelo menos R$ 650 milhões. A Almirante Participações e Empreendimentos S.A. foi indicada como Stalking Horse Bidder, ou seja, a investidora que apresentou a proposta-base da operação. Isso, porém, não significa que a empresa já tenha adquirido a SAF. Outros interessados poderão apresentar propostas e a Almirante terá o direito de igualar a melhor oferta válida, conforme as regras do edital. O documento também trata do financiamento DIP. Caso a Almirante seja a vencedora, o crédito do empréstimo, originalmente de aproximadamente R$ 82,8 milhões, será convertido em capital da Nova SAF. Se outro investidor vencer o processo competitivo, esse crédito deverá ser quitado integralmente como condição para o fechamento da operação. Na petição, Vasco e Vasco SAF justificam o pedido de urgência afirmando que enfrentam restrições de liquidez e sustentam que a rápida entrada dos recursos é essencial para cumprir o Plano de Recuperação Judicial, honrar compromissos com credores, reforçar o elenco na atual janela de transferências e reduzir os riscos esportivos e financeiros de um eventual rebaixamento. #Vasco #SAF #Futebol

Nota oficial do CRVG/Pedrinho sobre a queda da liminar: — Há momentos na história de uma instituição centenária em que é preciso parar, respirar e agradecer. Este é um desses momentos. Agradecemos à Justiça, na figura do Desembargador Cesar Cury e da Juíza Simone Chevrand, pela serenidade e imparcialidade que o momento exigiu. Quando as paixões falam alto, é o equilíbrio de quem julga que garante que a verdade prevaleça. Nossa gratidão à Família Lamacchia, que cuidou do Vasco e soube separar quem quer o bem do clube de quem se diz “vascaíno”, mas manipula e se esconde atrás da 777 para fazer mal ao Vasco. Ao jurídico do clube, uma das forças desta gestão, o reconhecimento por ter defendido o Vasco incansavelmente. E aos vice-presidentes, diretores, beneméritos e conselheiros que não fugiram da necessária defesa institucional. Aos funcionários, testemunhas da luta do dia a dia, obrigado pelo carinho e pelas palavras de motivação. Aos credores que acreditaram no processo de recuperação do clube. À imprensa, que cumpriu seu papel de informar e esclarecer, permitindo ao torcedor entender o que estava em jogo. E, acima de tudo, o agradecimento maior a vocês, vascaínos, que se mobilizaram, se manifestaram e se uniram na defesa do Vasco. Vocês foram a força nos dias mais difíceis e são a razão pela qual seguimos lutando. Saudações vascaínas. Pedrinho Presidente Club de Regatas Vasco da Gama 📸: Matheus Lima | Vasco #Vasco #Futebol #Justiça

Há momentos na história de uma instituição centenária em que é preciso parar, respirar e agradecer. Este é um desses momentos. Agradecemos à Justiça, na figura do Desembargador Cesar Cury e da Juíza Simone Chevrand, pela serenidade e imparcialidade que o momento exigiu. Quando as paixões falam alto, é o equilíbrio de quem julga que garante que a verdade prevaleça. Nossa gratidão à Família Lamacchia, que cuidou do Vasco e soube separar quem quer o bem do clube de quem se diz “vascaíno”, mas manipula e se esconde atrás da 777 para fazer mal ao Vasco. Ao jurídico do clube, uma das forças desta gestão, o reconhecimento por ter defendido o Vasco incansavelmente. E aos vice-presidentes, diretores, beneméritos e conselheiros que não fugiram da necessária defesa institucional. Aos funcionários, testemunhas da luta do dia a dia, obrigado pelo carinho e pelas palavras de motivação. Aos credores que acreditaram no processo de recuperação do clube. À imprensa, que cumpriu seu papel de informar e esclarecer, permitindo ao torcedor entender o que estava em jogo. E, acima de tudo, o agradecimento maior a vocês, vascaínos, que se mobilizaram, se manifestaram e se uniram na defesa do Vasco. Vocês foram a força nos dias mais difíceis e são a razão pela qual seguimos lutando. Saudações vascaínas, Pedrinho. 📷 Marcelo Wance #Vasco #Gratidão #Justiça

INFORMAÇÃO URGENTE Vasco apresenta carta de investidor à Justiça e reforça pedido para reverter intervenção na SAF O Vasco protocolou nesta terça-feira (8) uma nova petição no processo da recuperação judicial reforçando o pedido para que seja reconsiderada a decisão que afastou membros do Conselho de Administração da SAF. Como principal argumento, o clube anexou uma carta assinada pelo investidor interessado na compra de 90% da futura Nova SAF. No documento, o grupo afirma que as negociações foram conduzidas ao longo de mais de dois anos e que todos os pontos comerciais, jurídicos, financeiros e operacionais já estavam acordados, restando apenas a assinatura dos contratos. Segundo o investidor, a intervenção judicial interrompeu o processo justamente na fase final das negociações, ao afastar os dirigentes que conduziram todo o projeto. A carta afirma que o atual cenário gera insegurança jurídica e compromete a conclusão da operação. O documento também deixa claro que o investidor mantém o compromisso com a aquisição da Nova SAF e diz estar pronto para assinar imediatamente os contratos, desde que sejam restabelecidas as condições de governança anteriores à intervenção, com a recondução dos conselheiros afastados, além do saneamento de eventuais irregularidades apontadas pelas autoridades competentes. Na petição, o Vasco sustenta que a concretização desse investimento é fundamental para o cumprimento do Plano de Recuperação Judicial, para a entrada de recursos na SAF, para a manutenção da competitividade da equipe e para garantir o pagamento dos credores. O clube também afirma que a proposta negociada demonstra a boa-fé da diretoria e reforça que a operação está diretamente ligada à credibilidade de Pedro Paulo de Oliveira, o Pedrinho, perante o investidor. Agora, a manifestação será analisada pela Justiça, que decidirá sobre o pedido de reconsideração apresentado pelo Vasco. #Vasco #SAF #Justiça

Requentaram OUTRA. Agora ressuscitaram uma matéria de 11 meses atrás sobre o GETTR. Explico rapidinho, com carinho por aqueles que me apoiam e têm interesse legítimo no assunto, porque essa tolice não merece mais do que alguns minutos do meu domingo. Primeiro e mais importante: não há NADA criminal. A ação em questão é cível. Não existe nenhuma acusação de fraude contra mim, nem contra o Jason Miller. Nenhuma. Quem sugere o contrário ou não entende o básico de como funciona a Justiça americana, ou entende e aposta que você não entende. Os fatos, que sempre foram públicos e notórios: o GETTR, uma rede social americana focada em liberdade de expressão, cujo CEO (não dono) era o Jason Miller, me contratou para uma consultoria de estratégia e comunicação no Brasil. Eu sou empresário e comunicador. Uma empresa de comunicação contratar um comunicador para uma consultoria de comunicação é a coisa mais natural do mundo. O escândalo é esse. E, modéstia à parte, fui muito bem. Transformei o Brasil no segundo maior mercado do GETTR e, quando encerrei a consultoria no fim de 2021, o Brasil era o mercado que mais crescia, mais do que os próprios Estados Unidos. Muitos lembram do quão popular o GETTR chegou a ser no Brasil, entre a direita. A estratégia, o trabalho e os relatórios detalhados estão todos no processo. Trabalho de gente grande, meu e do meu time. O que aconteceu depois? Anos depois, um investidor do GETTR, um dissidente do Partido Comunista Chinês que eu nunca vi mais gordo, foi acusado de fraude nos Estados Unidos. Os credores dele entraram com ações cíveis (repito: CÍVEIS, não criminais) de clawback para tentar recuperar dinheiro das empresas em que ele havia investido. Já são mais de 260 ações, contra centenas de pessoas e empresas que receberam pagamentos legítimos: Apple (que vendeu computadores), Facebook (que vendeu anúncios), Fox News, FedEx, escritórios de advocacia (que prestaram serviços jurídicos), concessionárias de carros, funcionários, o próprio Jason Miller. E euzinho, que prestei um serviço e fui pago por ele, como manda o figurino. Agora me digam: será que alguém acredita que todos eles, incluindo Tim Cook e Zuckerberg, estavam num esquema de fraude com um investidor Chinês? Kkkk A minha discussão segue pendente numa corte (acho que de Connecticut) e eu não devolvi um centavo. Como acontece em qualquer disputa comercial aqui nos Estados Unidos, a conta é simples: quando o custo de advogados supera o valor em discussão, resolve-se do jeito mais eficiente e a vida segue. Foi o que fizeram gigantes como a Fox News e a FedEx. Absolutamente banal no mundo dos negócios. Só vira "escândalo" na cabeça de quem nunca assinou um contrato na vida. Agora, o timing: uma avalanche de falas descontextualizadas, matérias requentadas, assédio até à minha família. Sim, sei que incomodo bastante, não sou o alvo principal. É o @FlavioBolsonaro. O objetivo é não apenas o de desgastâ-lo, mas também o de castrar quimicamente a sua campanha, afastando os seus aliados "radicais" para transformá-lo em mais um candidato dócil ao sistema. E há gente dentro da campanha feliz da vida com isso. Os hipertensos e santinhos. Vocês esquecem que já fizeram isso comigo antes? Já me acusaram, me perseguiram, me difamaram e... eu passo bem. Parei de me importar com a minha reputação junto a essa gente em 2019. Trouxa é quem se diz de direita e cede à difamação feita por veículo de esquerda. Aliás, até gosto deste papel de Dark Knight (não Dark Horse), o Cavaleiro das Trevas: aquele que é caçado e perseguido porque não pode ser o herói que Gotham merece, mas pode ser o herói de que Gotham precisa agora. Caprichem, porque eu não vou retroceder nem um milímetro nas verdades que eu falo ou nas minhas ações. PS: Conto com os haters e os robôs do PT para o post ganhar engajamento. Caprichem. #LiberdadeDeExpressão #Justiça #GETTR

📄 NOVO PEDIDO DE RECONSIDERAÇÃO É PROTOCOLADO NO CASO DA VASCO SAF Um novo capítulo na disputa judicial da Vasco SAF. O empresário Carlos Alberto Cardoso Leite, que afirma ser credor de aproximadamente R$ 9,2 milhões, protocolou um pedido de reconsideração na ação em trâmite na 4ª Vara Empresarial do Rio de Janeiro. No documento, ele sustenta que o afastamento de Pedro Paulo de Oliveira (Pedrinho), Felipe Passos Elias e Christiano Borges, além da nomeação de uma interventora judicial, teria prejudicado as negociações com investidores, parceiros e reforços, agravando a situação financeira do clube e reduzindo as perspectivas de pagamento aos credores. O pedido solicita que a Justiça revogue os afastamentos e a intervenção judicial, mantendo apenas as determinações para aprimoramento da governança da Vasco SAF. A petição também cita que a interventora nomeada posteriormente renunciou ao cargo, mas teria apresentado relatório indicando que não encontrou falhas graves na gestão, destacando a atuação do Conselho de Administração, da Diretoria Executiva e do Conselho Fiscal. ⚠️ Vale destacar que este é o posicionamento apresentado pelo credor no processo. O pedido ainda será analisado pela Justiça, que decidirá se mantém ou modifica a liminar anteriormente concedida. 🖥️ Continue acompanhando todas as atualizações do caso da Vasco SAF aqui no Canal Atenção Vascaínos. #Vasco #Direito #Justiça

Colina 1927 Jul 2

🚨 MAIS UM PEDIDO DE RECONSIDERAÇÃO É PROTOCOLADO NO CASO DA VASCO SAF O empresário Carlos Alberto Cardoso Leite, que afirma ser credor da Vasco SAF no valor de R$ 9,2 milhões, protocolou um pedido de reconsideração da decisão que afastou a gestão de Pedrinho e nomeou uma interventora judicial. Na petição, ele sustenta que a liminar acabou prejudicando os próprios credores, pois teria interrompido negociações com investidores, parceiros e reforços, reduzindo as perspectivas de recuperação financeira da SAF. O credor afirma que não discute o mérito das acusações contra a gestão afastada, mas defende que a Justiça mantenha apenas as medidas de aprimoramento da governança, revogando o afastamento dos dirigentes e a intervenção judicial. Como reforço ao pedido, a petição também cita o relatório apresentado pela ex-interventora, destacando que o documento aponta a existência de Conselho de Administração, Diretoria Executiva e Conselho Fiscal em funcionamento. Agora, caberá à juíza analisar mais esse pedido antes de decidir os próximos passos do processo. 🗞️ | @gustavotutinha - @caueg_rodrigues #VascoSAF #Justiça #Governança

🚨 Marcos Lamacchia, investidor que negocia a compra da SAF do Vasco, tranquiliza credores: "O patrimônio do meu pai paga toda a dívida do futebol brasileiro". “Meu pai que será o avalista, colocou seu patrimônio inteiro para garantir tudo. O patrimônio do meu pai paga a toda dívida do futebol brasileiro. Então os credores podem ficar despreocupados e a juíza que acompanha a Recuperação Judicial também.” “A interventora tomou ciência dos números negativos da SAF e concluiu que a venda do Vasco é a melhor alternativa. Estamos no meio de uma janela de transferências importante que precisa de investimento. O Vasco não tem mais tempo a perder.” 🗞️ @OGlobo_Esportes | @diogodantas 📸 Divulgação #Vasco #Futebol #Investimentos

"Meu pai que será o avalista, colocou seu patrimônio inteiro para garantir tudo. O patrimônio do meu pai paga a toda dívida do futebol brasileiro. Então os credores podem ficar despreocupados e a Juíza que acompanha a RJ também. A interventora tomou ciência dos números negativos da SAF e inclusive concluiu que a venda do Vasco é a melhor alternativa para seus problemas. Estamos no meio de uma janela de transferências importante que precisa de investimento. O Vasco não tem mais tempo a perder." — Marcos Lamacchia, ao @diogodantas #Vasco #Futebol #Investimento

🚨💢Temos uma janela para contratar jogadores💢🚨 “Com que interesse um vice presidente exonerado nos procura no dia seguinte à decisão para renegociar um acordo fechado? Pela proximidade que ele tem com a interventora que renunciou, ele queria ser o novo representante da justiça? Por que eles querem tanto voltar para a negociação? Essa é a governança que o Conselho Fiscal defende? Temos urgência em resolver esse imbróglio. Essa judicialização irresponsável parou a vida do Vasco. Será que essa turma sabe que temos uma janela para contratar jogadores, evitar problemas desportivos e contas e credores a pagar?” Marcos lamacchia entrevista ao jornal " O Globo" #Vasco #Futebol #Contratações

newscolina Jul 1

Marcos Lammachia tranquiliza credores do Vasco: — Meu pai que será o avalista, colocou seu patrimônio inteiro para garantir tudo. O patrimônio do meu pai paga a toda dívida do futebol brasileiro. Então os credores podem ficar despreocupados e a Juíza que acompanha a RJ também. A interventora tomou ciência dos números negativos da SAF e inclusive concluiu que a venda do Vasco é a melhor alternativa para seus problemas. Estamos no meio de uma janela de transferências importante que precisa de investimento. O Vasco não tem mais tempo a perder. #Vasco #Futebol #Investimento