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#Desenho
Flamengo 19h

Raul Plassmann, a lenda que eternizou o Manto amarelo quer saber: quem você vai homenagear no seu desenho? Participe do #MantodaNação e entre para a história sendo o criador da camisa exclusiva da Maior Torcida do Mundo. Saiba mais em https://t.co/OrLy1p2CEx https://t.co/VlMFbziJcg #Futebol #Arte #Torcida

O Evertton Araujo mandou o recado: a Nação cria, a Nação escolhe, a Nação veste. Participe do #MantodaNação e veja o seu desenho tomar conta da arquibancada. Acesse https://t.co/OrLy1p2CEx e saiba mais! https://t.co/CMK40UxuXq #EverttonAraujo #MantodaNação #Nação

Esqueça por um minuto quem é o réu. Fique só com o princípio. Nemo iudex in causa sua. Ninguém pode ser juiz da própria causa. Isso não é doutrina de direita nem de esquerda: é a regra mais antiga do Direito, anterior a qualquer Constituição. Agora aplique o princípio ao caso concreto. Um ministro do Supremo decide, sozinho, quais visitas o principal líder da oposição pode receber e o que ele pode comunicar ao país em ano eleitoral. Até cartas (!) entram na proibição. Esse mesmo ministro opera há ANOS como principal opositor e repressor desse grupo. E isso não é interpretação, é registro público: Desde 2019, é o relator de um "inquérito" aberto pelo próprio Supremo, sem provocação do Ministério Público, para investigar ataques ao próprio Supremo: vítima, investigador e juiz no mesmo processo. Até hoje, esse instrumento funciona como censura em massa da direita brasileira; Em maio de 2022, meses antes de presidir a eleição, ele já classificava a direita como ameaça antidemocrática nas redes; Escreveu tese e livro inteiros sobre o dever de "combater o populismo digital extremista", o nome que ele dá ao campo do réu; Diplomou Lula e, na mesma noite, foi à festa de comemoração do diplomado, na casa de um advogado, ao som de samba; O ex-chefe do setor de combate à desinformação do TSE revelou, em mensagens publicadas pela Folha, que o gabinete encomendava relatórios sob demanda para abastecer inquéritos do próprio ministro. "Só entravam no gabinete coisas para criminalizar a direita", disse ele; Na despedida do TSE, celebrou que o Brasil "saiu vencedor" dessa disputa; Em agosto de 2025, da própria cadeira de ministro, chamou bolsonaristas de "organização criminosa miliciana", de atuação "covarde e traiçoeira"; E até o delator central do caso relatou ter ouvido, do próprio comandante do Exército, que o ministro nutre "raiva e ódio" pelo ex-presidente. Não por acaso, ele se tornou o alvo central das críticas desse mesmo campo e de reiterados pedidos de impeachment. A pergunta não é ideológica, é institucional: esse juiz é imparcial nessa causa? Você aceitaria ser julgado assim? Agora o teste de simetria. Lula, preso em 2018, recebia lideranças na "cela", lançou a candidatura do Haddad por carta lida em ato público e manteve os perfis nas redes, pilotados por assessores. Dirão: "os regimes jurídicos eram diferentes". Exato. E aqui entra outro princípio básico do Direito: Lex uno ore omnes alloquitur. A lei fala a todos com uma só boca. Deve valer igualmente para qualquer réu. Por que o sistema jamais desenhou para Lula as restrições que desenhou para Bolsonaro? A diferença de desenho é a prova da diferença de tratamento. Não é preciso gostar de Bolsonaro para enxergar o problema. Basta aceitar que a regra que vale para um tem que valer para o outro. Como alguém pode falar em eleições livres diante desse estado de coisas? Quando um tribunal abandona pilares seculares do Direito, o nome disso não é "proteção da democracia". É estado de exceção. #Direito #Justiça #Democracia

What no report does is make decisions. Political leaders cannot just stop at diagnosis. We need, at the European, national, and regional levels, to consider the demographic dimension in the design of our policies. This is a debate we will have to take on. (translated)

SEU DESENHO PODE VIRAR O MANTO DA NAÇÃO! 🔴⚫ Você envia a sua criação, as melhores seguem para votação da torcida e a Nação escolhe a grande vencedora. Depois, ela ganha vida em uma edição colecionável. Acesse https://t.co/5D4yNdyr1B, confira o regulamento e envie seu desenho! A Nação cria. A Nação escolhe. A Nação veste. #Desenho #Votação #Nação

Vem aí o novo #MantoDaNação! A Nação cria. A Nação escolhe. A Nação veste. Acesse o site, saiba mais e envie seu desenho: https://t.co/OrLy1p2CEx https://t.co/d7rb0MnWRs #MantoDaNação #Nação #Design

*Flamengo lança o Manto da Nação para torcida criar, escolher e vestir a próxima camisa dos rubro-negros* _Inscrições para torcedores enviarem suas propostas abrem nesta terça-feira (14/07)_ Todo Manto do Flamengo carrega uma história. Alguns eternizaram conquistas, outros despertam memórias afetivas ou são lembrados pela beleza de seu desenho. Mas nenhum nasceu da mesma forma que este. Pela primeira vez, a Nação Rubro-Negra será protagonista de todas as etapas: vai criar, escolher e vestir o próprio Manto. O Flamengo abre nesta terça-feira (14/07) as inscrições para o _Manto da Nação_, iniciativa que convida torcedores de todo o mundo a desenhar uma camisa feita pela torcida e para a torcida. Mais do que uma iniciativa de design, o Manto da Nação transforma o torcedor em protagonista. Pela primeira vez, a Nação cria, escolhe e veste uma camisa feita de rubro-negro para rubro-negro. Produzido em edição limitada e sob demanda, o Manto nasce de um processo totalmente participativo, em que cada etapa, da criação à votação, é compartilhada com quem faz do Flamengo o maior clube do mundo. O projeto acontece em três etapas. A Nação cria: qualquer rubro-negro maior de 18 anos pode enviar sua proposta de camisa. A Nação escolhe: as dez melhores criações serão submetidas à votação popular. A Nação veste: o desenho vencedor ganha vida em uma edição limitada produzida para os torcedores. Além da honra de eternizar sua criação na história do clube, o autor do Manto vencedor receberá um prêmio de R$ 10 mil e uma camisa produzida com o próprio desenho. Os outros nove finalistas também serão presenteados com uma unidade da edição vencedora. O Flamengo convida os participantes a irem além da estética. Cada proposta deve contar uma história e traduzir, de forma criativa e original, a identidade rubro-negra. Um momento marcante, um personagem, uma tradição, um símbolo ou a força da arquibancada podem servir de inspiração para criar um Manto único, feito pela Nação e para a Nação. A exclusividade também faz parte da essência do Manto da Nação. Produzida pelo próprio Flamengo em edição limitada e sob demanda, a camisa poderá ser encomendada em um período de apenas uma semana. Encerrado os sete dias, a produção é finalizada e o Manto passa a integrar a história do clube como uma peça única, criada e escolhida pela torcida. “O Flamengo sempre está pensando em como fazer a sua torcida participar ativamente de suas ações, por isso esse Manto terá um significado especial para todos nós. É um projeto que une paixão, criatividade e pertencimento, tudo isso para o Manto carregar a história que a própria Nação vai construir”, afirma Ricardo Hinrichsen, CMO do Flamengo. Para participar, basta acessar o site https://t.co/bT65msiU2J e enviar uma proposta autoral em arquivo PDF, de até 20 MB, acompanhada da explicação do conceito que inspirou a criação. A votação popular ocorre pelo site da campanha após uma comissão julgadora escolher as dez finalistas. Vence a arte mais votada pela Nação. *Cronograma* - Envio de desenhos: de 14 de julho até 9 de agosto - Seleção das dez melhores: de 10 a 16 de agosto - Votação da torcida: de 17 a 30 de agosto - Resultado: 1º de setembro - Período exclusivo de vendas: de 1º a 8 de setembro - Fabricação: a partir de 9 de setembro - Entrega: a partir de dezembro A próxima camisa para a maior torcida do mundo está em branco e a caneta é sua. Crie, vote e vista. O próximo Manto da Nação pode nascer das suas mãos. #Flamengo #Torcida #MantoDaNacao

🚨 O HORROR! Estou acionando o Ministério Público Federal e a Agência Nacional de Proteção de Dados e pedindo a derrubada imediata de um aplicativo e dos seus anúncios no Instagram que prometem sexualizar imagens de meninas e mulheres reais com uso de inteligência artificial. Os anúncios do aplicativo, feitos abertamente no Instagram e disponíveis na biblioteca de anúncios da Meta, usam versões sexualizadas de personagens infantis como mascotes. Em um anúncio que usa como mascote a personagem Ladybug, uma personagem de 13 anos de um desenho infantil, a personagem diz que pode se parecer com quem o usuário quiser, inclusive "colegas" e "amigas", e que conta com "privacidade aprimorada". Em outro anúncio, num diálogo interativo protagonizado pela versão sexualizada da Violeta, uma personagem de 14 anos da franquia Os Incríveis, a personagem diz que está sozinha em sua casa e o anúncio indica que o usuário pode selecionar a opção de "entrar à força" na casa. Esses são apenas trechos de dois de, pelo menos, 40 anúncios do mesmo aplicativo que estão sendo veiculados no Brasil nas redes sociais da Meta. Entre os outros, há anúncios que indicam que o aplicativo pode ser usado para simular relações incestuosas com a "irmã" do usuário e para simular relações notoriamente abusivas. Isso tudo ultrapassa qualquer limite e evidencia os públicos-alvo desse aplicativo: menores, quem sexualiza menores e quem quer sexualizar imagens de meninas e mulheres sem seu consentimento. Isso precisa ser derrubado com urgência. O lucro de uma empresa de inteligência artificial, de uma loja de aplicativos e da rede social que permite seus anúncios não pode ser colocado acima do direito de mulheres e meninas à dignidade, ao consentimento, à própria imagem e à VIDA. Por conta da urgência e do risco apresentado, cópias da denúncia também estão sendo enviadas às autoridades da União Europeia, onde os anúncios também foram veiculados e o aplicativo também aparenta estar disponível, à Pixar, à Disney, à Miraculous Corp. e à Toei Animation. #ProteçãoInfantil #DireitosHumanos #InteligênciaArtificial

Portugal, Cobaia da Europa “Onde a Comissão Europeia manda, o PRR paga e o professor corrige — sem saber ao certo o quê” Há professores que descrevem, nas redes sociais e em conversas de sala de professores, uma sensação nova e desconfortável: a de serem avaliados enquanto avaliam. Plataformas de correcção digital que registam o tempo gasto em cada resposta, sistemas que sinalizam quem corrige "devagar", classificadores que nunca souberam, até agora, que o seu próprio ritmo de trabalho estava a ser medido. Ninguém lhes explicou, com clareza, quem vê esses números, para onde vão, nem que decisão deles depende. O caso não é anedota isolada. É o retrato mais fiel do que se tornou a avaliação nacional depois da entrada em cena do PRR: 300 mil exames digitalizados numa plataforma incapaz de fazer coincidir a primeira página com a segunda, que já convocou matemáticos para classificar provas de línguas, e que apaga respostas para segundos depois, fazer surgir outras no lugar. A razão para tantos erros está no próprio desenho do sistema. Já não é um professor a pegar no exame de um aluno, do princípio ao fim, a lê-lo, a perceber o seu raciocínio e a atribuir-lhe uma nota que consegue explicar. O exame foi despedaçado em itens — cada pergunta separada das outras — e distribuído por vários professores diferentes, cada um a "despachar" apenas um pedaço, de muitos alunos ao mesmo tempo, como numa linha de montagem em que ninguém vê o carro completo, só aperta o seu parafuso. Por isso já não se corrige: classifica-se. E há uma consequência que devia incomodar-nos mais do que incomoda: como o trabalho passa todo dentro da plataforma, o sistema regista, item a item, quanto tempo cada professor demora a decidir — um cronómetro sobre o trabalho docente que nunca existiu na correcção em papel, e que serve tanto para pressionar quem "vai devagar" como, mais cedo ou mais tarde, para ensinar uma máquina a fazer o mesmo. Um aluno pode aceitar uma nota sem que ninguém — nem sequer um único professor — tenha visto o seu exame por inteiro e lhe consiga explicar o erro? Chama-se a isto modernização. Devia chamar-se-lhe, com rigor, uma forma de controlo digital sobre o próprio corpo docente, feita sem consentimento informado de quem nele trabalha. Vamos aos números reais, porque aqui a realidade já é suficientemente grave sem ser preciso exagerar nada. Foram entregues 7,1 milhões de euros a empresas privadas do sector tecnológico para digitalizar cerca de 300 mil provas e distribuí-las pelos correctores. Desde 2023, o antigo Instituto de Avaliação Educativa assinou 16 contratos ligados à digitalização das provas, num total de cerca de 7,1 milhões de euros, a que acresce ainda o IVA. Ao longo de uma década, esse instituto — entretanto renomeado — distribuiu 11,35 milhões de euros por 126 contratos com diferentes empresas tecnológicas, um valor bem mais amplo, que cobre equipamento, segurança informática e consultoria em geral, não só a digitalização dos exames. O maior contrato de todos nem sequer é para o sistema que está a falhar agora: em Julho de 2025, a Axians, do grupo francês Vinci, assinou com o instituto um contrato de cerca de 1,49 milhões de euros, financiado pelo PRR, para desenvolver uma nova plataforma que só deverá entrar em funcionamento em 2027. Convém dizer isto sem rodeios: o dinheiro do PRR não é uma prenda — é um empréstimo, com juros, que os portugueses pagarão durante anos, como sabem bem as populações de Boticas ou do Fundão, habituadas a outras promessas de "transição" feitas em nome de fundos europeus. E é aqui que a história ganha contornos quase cómicos, se não fosse trágica. A plataforma que hoje corrige — ou tenta corrigir — os exames não é a tal plataforma nova e cara. É gerida pela Blat – Creative Powerhouse, uma microempresa lisboeta com apenas catorze funcionários e uma facturação anual abaixo dos 580 mil euros, que regista só dois contratos públicos com o instituto, num valor total de cerca de 49 mil euros. O próprio ministro da Educação disse que esta colaboração vinha desde 2018 — só que a Blat, tal como existe hoje, nem sequer existia nessa altura: nasceu em 2020, como agência de comunicação chamada Antebellum, e só passou a chamar-se Blat em 2022. A empresa que assinou o contrato de 2018 tinha outro nome e outro número de identificação fiscal — uma empresa diferente. Ou seja: nem o próprio Ministério consegue explicar, com clareza, há quantos anos e com quem trabalha, quando falamos da peça mais crítica de todo o sistema. Vale a pena explicar, em palavras simples, uma confusão que ajuda a perceber o caos: há, na verdade, dois sistemas diferentes envolvidos. Um é a plataforma que recebe os ficheiros digitalizados e os distribui pelos professores — desenvolvida internamente, foi aqui que apareceram os erros mais visíveis, como folhas de continuação cortadas e itens trocados entre alunos. O outro é a plataforma onde os professores efectivamente classificam as respostas, criada internamente em 2016 e depois entregue à Blat para ser desenvolvida em sucessivas versões. O problema é que esse sistema nasceu pensado para um universo bem mais pequeno e totalmente digital — não para pegar em 300 mil exames feitos em papel, digitalizá-los à pressa e distribuí-los da noite para o dia. É como pedir a uma bicicleta de cidade que aguente uma corrida de camiões: em algum momento, parte. Numa das plataformas foi ainda identificada uma falha de segurança que obrigou a suspendê-la temporariamente, com a consultora Deloitte chamada às pressas para ajudar a resolver o problema — o mesmo tipo de problema que, no ano anterior, já tinha aparecido num projecto-piloto com 20 mil provas de Filosofia, ignorado nessa altura pelo Ministério. É como pedir a alguém que aprenda a conduzir num Fórmula 1, em auto-estrada, à noite, sem faróis — e depois espantarmo-nos com o acidente. A pressa não é acidental: é política. E a pergunta que ninguém faz em voz alta é porque foi Portugal, e não a Alemanha ou a França, o país escolhido para essa auto-estrada. Não deixa de ser revelador que, segundo relatos vindos de dentro do próprio ensino privado de topo, seja precisamente entre os filhos das classes dirigentes que esta tecnologia tende a ser mantida a maior distância — colégios onde a manhã ainda começa com leitura e silêncio, e não com um ecrã. Fica a pergunta, mais do que a certeza: quem decide impor esta tecnologia aos filhos dos outros, hesitaria em impô-la aos seus? A resposta institucional está nos próprios documentos da Comissão Europeia, que descrevem Portugal como "ambiente ideal para testes de escala" — o mesmo epíteto que já nos coube com o Cartão do Cidadão, a e-factura, a e-saúde e os pilotos de voto electrónico. Somos, há muito, o aluno aplicado da turma europeia: aceitamos depressa, resistimos pouco, temos infra-estruturas montadas e sindicatos menos combativos do que os alemães ou os franceses. É a mesma lógica que, no século XVIII, levou Pombal a reformar o ensino português com uma pressa iluminista que atropelou tradições inteiras; a diferença é que Pombal queria formar cidadãos, e o PRR quer, sobretudo, treinar algoritmos. Convém dizer isto com clareza, porque a expressão "inteligência artificial" faz-nos baixar a guarda crítica, como se estivéssemos perante um destino inevitável. Não é. Esta tecnologia não é inteligente — é estatística aplicada a milhões de respostas humanas — nem é artificial: depende de trabalho humano massivo e mal pago, de quem digitaliza à mão, de quem classifica, de quem fornece, sem saber, os dados que a alimentam. Há, nesta cadeia, uma inversão que raramente se nomeia: os mesmos professores e alunos cujo trabalho serve de matéria-prima para treinar os sistemas são também aqueles a quem depois se pede que confiem nesses sistemas para os avaliar. Paga-se a mesma pessoa duas vezes menos — uma vez em salário, que não aumenta, outra em autonomia, que diminui. Estudos de neurobiologia, de psicologia e inquéritos da OCDE dizem todos a mesma coisa, por outras palavras: quanto mais deixamos a máquina pensar por nós, menos o nosso próprio cérebro trabalha — e a concentração, a memória e o raciocínio complexo, que a escola devia treinar, ficam mais fracos. Paulo Freire já dizia, décadas antes de haver escolas "digitais", que ensinar não é despejar matéria na cabeça de alguém, mas ajudar esse alguém a aprender a pensar sozinho. Uma escola obcecada em medir a velocidade de correcção faz exactamente o contrário. Gert Biesta, um pedagogo mais recente, acrescenta algo importante: educar é sempre arriscado, porque lida com pessoas — livres, imprevisíveis, diferentes umas das outras — e é esse risco, essa imprevisibilidade, que faz da educação, e não um treino mecânico. Uma escola que tenta eliminar esse risco com algoritmos não está a melhorar a educação: está a destruí-la. E fica um aviso simples: quando um aluno pensa menos, não perde só ele — perdemos todos, porque o conhecimento que a humanidade partilha só cresce quando cada nova geração pensa por si. Nem é como se o resto da Europa tivesse aceitado isto sem resistência. Não existe, é preciso dizê-lo com honestidade, uma decisão única e europeia a travar de vez a avaliação digital — mas há factos concretos, e verificáveis, de resistência jurídica e institucional. Na Alemanha, uma associação de defesa de direitos digitais processou universidades pelo uso de software de vigilância em exames online, e a Baviera chegou a proibir por lei o reconhecimento facial e a análise automática de comportamento na correcção de provas, por considerar essas técnicas desproporcionadamente intrusivas. Em França, a autoridade de protecção de dados exige, desde 2023, que as escolas ofereçam sempre uma alternativa presencial a quem não quiser ser vigiado digitalmente num exame. E no Parlamento Europeu chegou mesmo a ser pedida, formalmente, uma investigação à privacidade destas ferramentas de vigilância educativa. Não é uma recusa em bloco, mas é o oposto do silêncio que se vive em Portugal: é debate público, é litígio, é regulação a travar excessos antes de eles se instalarem. Em Portugal, esse debate mal chegou a existir. Nem a maioria dos partidos com assento parlamentar, nem a generalidade dos sindicatos de professores, questionaram publicamente o modelo em si — a divisão do exame em itens, a substituição da correcção pedagógica por uma simples classificação, a monitorização do tempo de trabalho docente. Discutiu-se a incompetência da execução, não a legitimidade do desenho. É uma diferença que parece técnica e é, na verdade, política: uma coisa é exigir que um sistema mau funcione melhor, outra é perguntar se aquele sistema devia sequer existir. Nas redes sociais, longe dos comunicados oficiais, foi de professores e não dos meios do costume que veio a onda de testemunhos sobre os erros dos exames — enquanto o ministério, por algum tempo, insistiu em desvalorizá-los. A pressão política acabou por obrigar a mais do que palavras: o sindicato de professores Fenprof pediu directamente a demissão do ministro da Educação, o Bloco de Esquerda propôs uma comissão parlamentar de inquérito para apurar quem desenvolve e gere a plataforma e com que dinheiro do PRR, e até um pedido de debate urgente do Chega chegou a ser recusado pelo presidente do Parlamento. Perante o caos, o ministro autorizou ainda meio milhão de euros extra para tentar estabilizar o sistema em pleno processo de correcção — dinheiro gasto às pressas para apagar um incêndio que, no fundo, resultou de anos de decisões apressadas. Para muitos desses professores, o problema não é apenas a pressa: é o próprio modelo — descritores simplificados, perguntas fechadas, uma avaliação pensada para ser lida por uma máquina antes de ser lida por um ser humano. Não escrevo isto para condenar a tecnologia em si, nem os professores que, sem alternativa, hoje classificam aquilo que a plataforma lhes atribui. Escrevo-o porque um país que aceita ser laboratório sem perguntar o preço do ensaio acaba sempre a pagar a factura duas vezes: uma em dinheiro do PRR, outra em confiança perdida na escola pública. Da próxima vez que o seu filho, ou o filho de um amigo, receber uma nota de exame que pareça estranha, vale a pena perguntar não só se a resposta estava certa — mas quem, ou o quê, a leu primeiro. #PRR, #educação, #digitalização, #inteligência artificial, #vigilância digital, #Portugal, #União Europeia, #professores, #exames nacionais, #Paulo Freire, #Gert Biesta

Será que o desempenho da seleção na Copa afeta a avaliação do governo? Fui atrás do que a ciência política tem sobre isso e o resultado é curioso. O estudo mais famoso é de Healy, Malhotra e Mo, publicado na PNAS em 2010. Eles analisaram eleições americanas de 1964 a 2008 cruzadas com resultados de futebol universitário, um evento que o governo obviamente não controla. Uma vitória do time local nos 10 dias antes da eleição aumentou o voto no incumbente em 1,6 ponto percentual, chegando a 2,4 pontos nas regiões de torcida mais fanática. E o desenho é sofisticado: usaram as casas de apostas para isolar o componente surpresa do resultado. É justamente a vitória inesperada que move o eleitor. O achado incomoda porque revela algo sobre nós: o eleitor não julga o governo por uma planilha, julga pelo próprio estado de ânimo. Ele recompensa e pune o incumbente por variações no seu bem-estar que não têm nada a ver com governo. É um instinto empírico primário: estou me sentindo bem, logo as coisas vão bem, logo quem está no comando merece ficar. E não é achado isolado. Um estudo no Journal of Finance analisou 39 países e mostrou que a eliminação da seleção nacional em Copa derruba a bolsa local no dia seguinte, e a derrota pesa mais do que a vitória alivia. Na Espanha, pesquisadores descobriram que nas províncias premiadas pela loteria de Natal o incumbente ganha mais votos na eleição seguinte, mérito zero do governo, humor puro. E nos Estados Unidos, derrotas inesperadas de times da NFL aumentam os registros de violência doméstica nas horas após o jogo. O estado de ânimo coletivo transborda para a economia, para o voto e até para dentro de casa. Mas há dois limites importantes. Primeiro, o efeito é curtíssimo, dias, não meses. Segundo, e mais interessante: quando os pesquisadores lembravam a pessoa da origem do seu humor ("seu time ganhou ontem, não é?"), o efeito desaparecia. Consciência dissolve o viés. E no Brasil? Os dados não confirmam o mito. Levantamento do UBS comparou a aprovação do governo antes e depois de cada Copa: em 2002, ano de penta, caiu 2%. Em 1998, derrota na final, subiu 7%. FHC se reelegeu em primeiro turno semanas depois do 3x0 para a França. Lula se reelegeu em 2006, ano de eliminação. Agora, uma provocação para reflexão, sem conclusão pronta. O movimento conservador brasileiro de hoje é essencialmente um movimento de revolta contra o sistema, animado pela ideia de devolver ao Brasil uma grandeza que ele sente ter perdido. Algo como "Make Brazil Great Again". E qual era o símbolo máximo do Brasil grande? O futebol. O país do penta. Pois repare: desde que o PT chegou ao poder, o Brasil nunca mais ganhou uma Copa. São mais de duas décadas em que o símbolo da nossa excelência definhou junto com tantas outras coisas. Correlação não é causa, e os dados acima recomendam que ninguém na direita se anime achando que frustração de arquibancada vira voto sempre. Os números não mostram isso necessariamente. Mas talvez a pergunta certa não seja se a Copa muda a eleição, e sim o que significa um país que se acostumou a perder em tudo, até naquilo que era a sua maior certeza. Se eu fosse o marqueteiro do @FlavioBolsonaro, este seria o meu foco. #Política #Futebol #Eleições

DataFut 2w

A FIFA de Gianni Infantino: • Haiti tem que retirar um desenho na camisa, desenho que representava a independência do país.. para evitar “mensagens políticas” • Estados Unidos tem um jogador expulso, a Casa Branca dos EUA liga, e a FIFA retira a suspensão. O problema é mesmo “mensagens políticas”? Não é o que parece.. #FIFA #Haiti #Política

Curiosidade é ver qual será o desenho escolhido por Alfaro para encarar a França. Será o 5-4-1 projetado pela Fifa (e que o Paraguai já usou na Copa)? Outra alternativa é um 4-4-2 com Cáceres e Galarza na segunda linha (como chegou a montar contra a Alemanha), fazendo dobras com os zagueiros que ocupariam as laterais. França tem Manu Koné na vaga do lesionado Tchouameni. Digne e Barcola seguem formando o lado esquerdo titular. #Futebol #CopaDoMundo #Estratégia

Rich Paul, agente e também amigo de LeBron James, no último episódio do podcast dele, desenhou num quadro os destinos mais realistas para o LeBron https://t.co/OvSMfBz9qO #LeBronJames #RichPaul #NBA

🚨AGORA - Policia Militar diz que diretora de escola queria “ditar ideologia” após um pai reclamar que a filha desenhou uma orixá em uma atividade escolar Ele acusa a diretora do colégio de querer “ditar sua ideologia” para ele. https://t.co/YNZ9o6uhKJ #LiberdadeDeExpressao #Educação #DireitosHumanos

Observador Jun 13

O partido de extrema-direita PVV indemnizou a ilustradora neerlandesa Petra Urban após ter manipulado sem autorização um desenho seu de dois irmãos sírios condenados pelo homicídio da irmã, utilizando Inteligência Artificial para distorcer a imagem para fins políticos. #PaísesBaixos #InteligênciaArtificial #ExtremaDireita

Partido de extrema-direita PVV indemniza ilustradora
juliana Jun 7

+ de 40 camisetas com esse desenho estampado vendidas!!!! mt obrigada vc 🫵🏻 q odeia meu trabalho e divulga ele de graça pra pessoas que hj amam meu trabalho o suficiente pra usar um desenho meu numa blusa q ativamente deseja q vc 🫵🏻 seja espancado por ser um homem violento https://t.co/SnMKVKKwo6 #moda #arte #negócios

Commission CARA EU ADORO O RESULTADO DESSA ARTE, aqui eu comecei a desenhar bem. https://t.co/HH1H29Wknx #Arte #Desenho #Criatividade

Grêmio FBPA Jun 2

𝐎 𝐆𝐫𝐞̂𝐦𝐢𝐨 𝐯𝐚𝐢 𝐠𝐚𝐧𝐡𝐚𝐫 𝐮𝐦 𝐧𝐨𝐯𝐨 𝐌𝐨𝐬𝐪𝐮𝐞𝐭𝐞𝐢𝐫𝐨 𝐞 𝐞𝐥𝐞 𝐩𝐨𝐝𝐞 𝐧𝐚𝐬𝐜𝐞𝐫 𝐝𝐚𝐬 𝐭𝐮𝐚𝐬 𝐦𝐚̃𝐨𝐬! 🎨💙 Participe do concurso que irá definir a nova cara do nosso mascote e imortalize sua arte na história do Tricolor com o #TraçoImortal! 📲 Acesse agora o site https://t.co/i6H3b9kl0n e envie já o seu desenho! #Arte #Concurso #Mascote

Botafogo F.R. May 28

Do desenho para o jogo, a estreia da nova #GloriosaCamisa branca com vitória! 🔥🌟 #VamosBOTAFOGO https://t.co/zibELdIdEc #BOTAFOGO #Futebol #Vitória

Tá demorando demais para fazerem com ele o que fizeram com outros sem ter o mínimo respaldo. O que estão esperando para aplicabilidade das leis contra lulinha, filho do lula? Buscas e apreensões, aprender passaporte, prisão, chamar para depor, tabelas com a velha mídia? Por que não há vazamento de informações? Parece que o desenho deste enredo tem um único objetivo: a blindagem do neto da organização e então os permitidos e o sistema atacarem Bolsonaro. Tudo com muita prudência e sofisticação! #Lula #Justiça #Corrupção